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ILUMINISMO

Anna Girardello Português

ILUMINISMO

Conteúdo do mapa

ILUMINISMO

  1. O que foi?

    • Movimento de ideias que teve início em meados do séc. XVIII. Combatia a Igreja Católica, o mercantilismo e a nobreza/ absolutismo. Foi um movimento intelectual, defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas)  e pregava maior liberdade econômica e política.
    • Quem? Quando? Onde?
      • Burguesia, meados do séc. XVII tendo influência até o séc. XIX. Teve início na França mas o movimento influênciou toda a Europa. E posteriormente influênciou as lutas por independência dos países da América
      • A burguesia
        • Os valores fundamentais do iluminismo estavam, de alguma maneira, ligados às necessidades da burguesia. A igualdade defendida pelos iluministas tinha, na verdade, a intenção de aumentar o número de pessoas com poder de compra, aumentando assim o comércio ( os homens deviam ser livres para comprar e vender). 
  2. Pontos básicos do iluminismo

    • As críticas do movimento ao Antigo Regime eram em vários aspectos como: - Mercantilismo.  -Absolutismo monárquico. - Poder da igreja e as verdades reveladas pela fé. Com base nos três pontos  acima, pode-se afirmar que o Iluminismo defendia: - A liberdade econômica, ou seja, sem a intervenção do estado na economia. - O Antropocentrismo, ou seja, o avanço da ciência e da razão. - O predomínio da burguesia e seus ideais.
    • Combate ao absolutismo
    • Combate ao mercantilismo
    • Ataque à postura da Igreja Católica
    • Critica aos privilégios das ordens sociais
  3. OS PENSADORES ILUMINISTAS

    • John Locke
      • É considerado o "pai do iluminismo" .  Combatia o estado de natureza, isto é:  Para LOCKE, O ESTADO DE NATUREZA é um estado de IGUALDADE, em que os homens tem a perfeita liberdade de regular suas ações e dispor seus bens, conforme acharem conveniente, dentro dos limites da lei da natureza, sem pedir permissão ou depender da vontade de qualquer outro homem. Portanto, o ESTADO DE NATUREZA, não é um estado necessariamente ruim, de ''guerra de todos contra todos'', mas um estado de igualdade, em que os homens convivem livremente, apoiados apenas em noções naturais de justiça. Locke admite não ser razoável que um homem seja eventualmente seu próprio Juiz.Surge assim, a necessidade de uma autoridade externa, imparcial e impessoal que possa julgar os homens frente ao seu estado de natureza, com isso nasce o: GOVERNO CIVIL (ESTADO). fonte: http://observatoriodarepublicademocratica.blogspot.com.br/2011/05/estado-de-natureza-e-locke.html
      • Locke criticou a teoria do direito divino dos reis, formulada pelo teólogo e bispo francês Jacques Bossuet. Para Locke, a soberania não reside no Estado, mas sim na população. Embora admitisse a supremacia do Estado, Locke dizia que este deve respeitar as leis natural e civil.
      • Locke também defendeu a separação da Igreja do Estado e a liberdade religiosa, recebendo por estas idéias forte oposição da Igreja Católica.
      • Para Locke, o poder deveria ser dividido em três: Executivo, Legislativo e Judiciário Defesa da propriedade, de materiais até a vida. Direito de rebelião, partidos da direita. Defesa das leis para manter a ordem. Leis justas, escolhidas e boas para a maioria. Leis injustas, ruim para a maioria, eram impostas sem consulta ao povo; estas não deviam ser respeitadas.
    • Voltaire ( François Marie Arouet)
      • - Voltaire foi influenciado, no campo da idéias, pelo cientista Isaac Newton e pelo filósofo John Locke. - Defendia as liberdades civis (de expressão, religiosa e de associação). Sua mais famosa frase é "Posso não concordar com nenhuma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-la" - Criticou as instituições políticas da monarquia, combatendo o absolutismo.  - Criticou o poder da Igreja Católica e sua interferência no sistema político. - Foi um defensor do livre comércio, contra o controle do estado na economia. Foi o principal defensor da liberdade de expressão. - Foi um importante pensador do iluminismo francês e suas idéias influenciaram muito nos processos da Revolução Francesa e de Independência dos Estados Unidos.
    • Montesquieu
      • Só o poder freia o poder". O francês Montesquieu é responsável pela teorização a respeito da famosa divisão dos três poderes. Para ele a concentração do poder na mão de uma única pessoa proporcionará inevitavelmente o abuso de poder. Assim, o correto seria dividir esses poderes em parcelas, que seriam o poder Executivo (para administrar o país e executar as leis), o Legislativo (elaborar e aprovar leis) e o Judiciário (fiscalizar o cumprimento das leis e julgar os casos de conflito). A autonomia dos três poderes, segundo Montesquieu garantiria o bom funcionamento da sociedade, num processo de fiscalização mútua. Contudo, deve-se destacar que Montesquieu não defendia a ideia de que o povo devesse tomar o poder, ao contrário, defendia o sistema monárquico. 
      • "O homem é bom a sociedade o torna mal"
    • Rousseau
      • Em sua obra defende que os homens através de um pacto se organizam numa comunidade política, e que essa comunidade deve ser, portanto, a expressão da vontade geral. O povo é soberano e é a sua vontade de deve prevalecer; se isso não acontecer, o povo não apenas pode, mas deve substituí-lo.  Apesar de ser considerado um iluminista Rousseau escreveu uma obra chamada “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”, onde defendia que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Para Rousseau, nos primórdios na existência humana os homens viviam de forma “natural” e tinham poucas necessidades, que facilmente eram satisfeitas. Esse foi à época de ouro para os seres humanos, em que não havia desigualdade entre os homens, que viviam em paz e com liberdade. Contudo, o estabelecimento da propriedade privada teria tornado os homens gananciosos mesquinhos, avarentos, invejosos. A desigualdade entre os homens foi estabelecida, portanto com a propriedade privada, quando o primeiro homem teve a audácia de cercar determinado local e disser-se dono de tudo. Nesse sentido, apesar de ser considerado um iluminista, Rousseau criticava o iluminismo e as conquistas da civilização e dizia que os homens se aperfeiçoam somente para o mal. 
  4. A enciclopédia

    • A Enciclopédia constitui um resumo do pensamento iluminista e fisiocrata. As idéias que surgiram para a sua elaboração foram: a valorização da razão, como substituto da fé; a valorização da atividade científica, apresentada como meio para se alcançar um mundo melhor; a crítica à Igreja católica, ao clero, pelo comprometimento com o Estado absoluto; o predomínio do deísmo, crença em Deus como força impulsionadora do universo. Constituída de 35 volumes, contou com o trabalho de 130 colaboradores: Denis Diderot (1713-1784) – Era filósofo e dedicou parte de sua vida à organização da primeira Enciclopédia, sendo essa a sua principal contribuição. Jean d’Alembert (1717-1783) – Escreveu e ajudou na organização da enciclopédia. Montesquieu contribuiu com um artigo sobre estética; Quesnay e Turgot versaram sobre economia; Rousseau discorreu sobre música e Voltaire e Hans Holbach sobre filosofia, religião e literatura. Embora pretendesse mostrar a unidade íntima entre a cultura e o pensamento humano, as opiniões de seus autores divergiam muito. Dessa forma, a Enciclopédia acabou sendo principalmente um instrumento divulgador dos ideais liberais na política e na economia.
  5. ·

    • RESUMO
      • ILUMINISMO
        • Crítica e racionalismo
          • Liberdade, tolerância e igualdade
        • Teoria política
          • Liberalismo político; divisão dos três poderes e poder popular
        • Econômia
          • Fisiocracia e liberalismo econômico
  6. Economistas do Iluminismo: Fisiocratas

    • Também conhecidos como fisiocratas, os economistas iluministas defendiam a liberdade econômica, ou seja, que a economia pudesse se movimentar de acordo com suas próprias leis. A frase do economista Gournay exemplifica bem estas ideias: “Deixai fazer, deixai passar, que o mundo anda por si mesmo”. Portanto, estes economistas eram críticos do mercantilismo, sistema onde o monarca intervinha profundamente em todas as áreas da economia.
    • Adam Smith
      • Sua principal teoria baseava-se na ideia de que deveria haver total liberdade econômica para que a iniciativa privada pudesse se desenvolver, sem a intervenção do Estado. A livre concorrência entre os empresários regularia o mercado, provocando a queda de preços e as inovações tecnológicas necessárias para melhorar a qualidade dos produtos e aumentar o ritmo de produção.
    • François Quesnay
      • Foi um dos principais representantes da fisiocracia. Defensor da agricultura como principal fonte de riquezas de uma nação (defesa da economia agrária) e da retirada das barreiras estatais que dificultavam a produção e circulação de mercadorias.
  7. DEPOTISMO ESCLARECIDO

    • Atitude de alguns monarcas absolutistas europeus no sentido de combinarem princípios iluministas com seus governos autoritários. Tinham medo de perder o poder e usaram esta "tática" como forma de se fortalecer.
    • Principais déspotas esclarecidos
      • Marquês de Pombal
        • Conde português • reformas administrativas econômicas e sociais • desenvolveu o comércio colonial, • isentou impostos para exportações, • fundou o banco real, • expulsou os jesuítas de Portugal, • modernizou o exército.
        • Não era um monarca, e sim um conde português, ministro do Rei D. José, de Portugal. Pombal expulsou os jesuítas das terras portuguesas (Portugal e suas colônias) e reformou a estrutura administrativa (educacional, econômica, social e do exército), desenvolvendo, dessa forma, o comércio colonial.
      • Catarina II - Rússia
        • a partir das ideias iluministas, sobretudo de Voltaire e D’Alembert, a imperatriz limitou a interferência da igreja, pois passou a aceitar todas as crenças religiosas; construiu escolas e modernizou a administração, assim como reformou algumas cidades. 
        • • construiu escolas, hospitais, para ricos e pobres(mais trabalho); • reformou e modernizou cidades, • racionalizou a administração pública e • limitou a ação da igreja.
      • Frederico II - Prússia
        • • Reformou o sistema penal, • Aboliu as torturas praticadas por seu pai, • Fundou escolas promovendo a educação, para a burguesia; • Incentivou a produção cultural comercial e manufatureira, • Decretou a tolerância religiosa.
      • José II - Germânia / Aústria
        • • aboliu a servidão e a tortura, • secularizou seus bens, • fundou escolas, hospitais e asilos, • concedeu liberdade de culto a toda crença religiosa, • criou impostos para o clero e a nobreza, • limitou feriados e peregrinações, • tornou a língua alemã como obrigatória.

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  • ILUMINISMO

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre ILUMINISMO, criado por Anna Girardello em 02-11-2014.
Criado por
Anna Girardello
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