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Mapa mental

Meduloblastoma

Sofia Alves Português

Mapa mental sobre meduloblastoma: epidemiologia, fatores de risco, diagnóstico e tratamento

Mapa mental: Meduloblastoma

Conteúdo do mapa

Meduloblastoma

  1. EPIDEMIOLOGIA

    • Os tumores de sistema nervoso central são 15-20% de todos os canceres que acometem a faixa etária pediátrica
    • Tumor de fossa posterior (tronco encefálico e cerebelo) maligno mais comum em crianças. Cerca de 20% de todos os canceres pediátricos do SNC.
      • Geralmente acomete crianças abaixo dos 15 anos. O pico bimodal é aos 3 a 4 anos e aos 8 a 9 anos. Predominância do sexo masculino.
  2. FATORES DE RISCO

    • Etiologia do meduloblastoma é desconhecida na maioria dos pacientes, mas o meduloblastoma pode ocorrer com certas síndromes.
      • Síndrome de Gorlin: Causada por mutações no gene patched-I (PTCH-I)
      • Síndrome de Turcot: Causada por mutações no gene da polipose adenomatosa do cólon e da polipóse adenomatosa familiar.
      • Radiação ionizante
  3. QUADRO CLÍNICO

    • Os sinais e sintomas dependem da idade do paciente, localização do tumor, grau de proliferação, grau de desenvolvimento neurológico da criança e se o tumor causa obstrução do fluxo liquórico.
      • Cefaleia, ataxia e sinais de comprometimento do tronco cefálico.
    • Nas crianças abaixo de 2 anos, manifesta-se com macrocrania, irritabilidadae, vômitos, letargia, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, aumento do perímetro cefálico.
      • Em crianças maiores, sinais de hipertensão intracraniana são evidentes observa-se cefaleia, especialmente matutina, vômitos por invasão do assoalho do IV ventrículo e papiledema.
        • A disfunção cerebelar, predominantemente de linha média, caracteriza-se por perda de aquisição motora, incoordenação, ataxia axial, hipotonia, hipo ou arreflexia.
  4. DIAGNÓSTICO

    • TC, RNM (nele, o meduloblastoma aparece como tumor de contraste denso na fossa posterior, algumas vezes associado à hidrocefalia), espectroscopia e PET-CT.
  5. CLASSIFICAÇÃO

    • Segundo OMS existem vários subtipos histológicos
      • Desmoplásico/nodular (DMB- ilhas pálidas, células altamente proliferativas, nódulos com reduzida celularidade)
      • Extensiva nodular (uniformidade nuclear intranodular, nódulos com diferenciação neurocítica, células ganglionárias)
      • Clássico (CMB- células agrupadas com o núcleo arredondado , pouco citoplasma, alta atividade mitótica),
      • De grandes células (células de tamanho aumentado e alto índice mitótico)
      • Anaplásico (AMB)
    • Historicamente, os subtipos nodular e desmoplásico têm melhores taxas de sobrevivência, são mais diferenciados, tem crescimento mais lento e são mais sensíveis à quimioterapia e radioterapia. O meduloblastoma de grandes células com anaplasia generalizada apresentam pior prognóstico.
  6. TRATAMENTO

    • O tratamento inicial consiste na ressecção cirúrgica ampla do tumor
      • O tratamento deve ser complementado com quimioterapia e/ou radioterapia.
        • quimio: esse tipo de terapia só é indicada para crianças menores de três anos de idade portadoras de tumores de alto grau de malignidade, com o objetivo de suprimir ou postergar a radioterapia, que seria responsável por sequelas muito graves para esta faixa etária.
      • A radioterapia é outro tipo de tratamento para o meduloblastoma. Estudos realizados tem comprovado a sua eficácia
        • Segundo Neves (2006) os pacientes que recebem o tratamento com radioterapia apresentam risco de óbito 2,9 vezes menor do que aqueles que não a realizam.
          • O tratamento radioterápico é tão eficaz em virtude do meduloblastoma ser um tumor de caráter radiossensível, onde a terapia com radiação acaba por se tornar um padrão neste tipo de neoplasia cerebral, principalmente em focos metastáticos.
      • Para criançasmaiores,semfatores de risco (sem metástases, sem tumor residual >1.5 cm) com as formas CMB ou DMB, a RT cranioespinal e pulsos na fossa posterior, seguida de QT pode ser considerada como tratamento padrão.
  7. ESTADIAMENTO

    • O estadiamento, com estudo do líquor e ressonância magnética (RM) de canal raquiano é uma prática importante, pois através dela pode-se saber se o tumor está ou não disseminado ao diagnóstico.
  8. PROGNÓSTICO

    • O prognóstico precoce do meduloblastoma aumenta cerca de 70% da sobrevida do paciente,
  9. COMPLICAÇÕES PÓS-OPERTAÓRIAS

    • Meningites sépticas ou assépticas. deiscência de suturas com perda de líquor e morbidade pela manipulação cerebelar.
      • O mutismo é identificada em mais de 25% dos casos. caracterizada por mutismo, nistagmo, hipotonia generalizada, dismetria, disfagia e lanilidade emocionak.
        • pode permanecer por semanas ou meses, aproximadamente 50 % dos pacientes tem sequela tardia.

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre Meduloblastoma, criado por Sofia Alves em 29-06-2020.
Criado por
Sofia Alves
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