Mapa mental
Tricomoníase

Mapa mental: Tricomoníase
Conteúdo do mapa
Tricomoníase
Classificação taxonômica
- Reino Protoctista, Filo Parabasalia, Classe Trichomonadea, Ordem Trichomonadida, Família Trichomonadidae, Subfamília: Trichomonadinae
- Espécies
- Trichomonas vaginalis, T. tenax, Pentatrichomonas hominis e Trichomitus fecalis..
- Espécies
- Reino Protoctista, Filo Parabasalia, Classe Trichomonadea, Ordem Trichomonadida, Família Trichomonadidae, Subfamília: Trichomonadinae
Morfologia
- É um parasito polimórfico
- • Formas elipsoides, ovais ou esféricas; • pH, temperatura, força iônica, tensão de oxigênio;
- Possui alta plasticidade celular
- Capacidade de formar pseudópodes, usados para capturar alimentos e se fixar em partículas sólidas;
- Mede de 9,7gm de cerca comprimento por 7gm de largura;
- Assim como os outros tricomonadídeos, não possui forma cística, apenas trofozoítica.
- • Quatro flagelos anteriores livres, de tamanho desigual que se originam no canal periflagelar • Membrana ondulante e Costa: Originam-se no complexo granular basal (citossomo ou complexo anterior citossomal); • Flagelo posterior (recorrente) • Axóstilo: Estrutura rígida central que se conecta à pelta • Blefaroplasto • Hidrogenossomos • Não possuem mitocôndrias
- É um parasito polimórfico
Ciclo Biológico e Transmissão
- • Transmissão sexual; • Habita o trato genitourinário da mulher ou do homem; • O parasito pode sobreviver até uma semana no prepúcio do homem após relação com a mulher infectada; • Pode ser levado à vagina pela ejaculação; • Fraca transmissão através de fômites: Objeto inanimado ou substância capaz de absorver, reter e transportar organismos infecciosos. • Multiplicação por divisão binária; • Apesar de não haver cistos, alguns autores relatam estruturas arredondadas e imóveis com flagelos internos (pseudocistos ou formas degenerativas?).
Fisiologia da Trichomonas vaginalis
- • Parasito anaeróbio facultativo; • Reprodução por fissão binária; • Crescimento em pH de 5 a 7,5: O pH vaginal varia de 3,5 a 4,5; • Suporta temperaturas entre 20 e 40 ºC; • Fontes de energia: glicose, frutose, maltose, glicogênio e amido; • Piruvato Ferredoxina-oxidorredutase (PFOR): Converte o piruvato em acetato para liberação de ATP.
Aspectos imunológicos
- • Não está claro ainda se existe resposta imune adquirida para tricomoníase humana; • IgG anti•Trichomonas encontradas em 90% das mulheres com vaginite; • Agressiva resposta imune celular, com inflamação do epitélio vaginal e exocérvice em mulheres ou na uretra dos homens; • Infiltração leucocitária: Linfócitos T CDV e macrófagos (HIV infecta essas células) • Aumento na secreção de citocinas como IL-1, IL-6, IL-8 e IL-10; • Proteínas de adesão • Proteases; • Lipofosfoglicano: Adesão; Aumento de mediadores inflamatórios • Exossomos: Estruturas formadas a partir da endocitose em diversos tipos celulares; Modulação da resposta imune.
Sintomatologia
- Homem
- • Geralmente assintomáticos ou apresentando-se na forma de uretrite com fluxo leitoso ou purulento; • Leve sensação de prurido na uretra; • Pela manhã, antes da passagem da urina, pode ser observado corrimento claro, viscoso e pouco abundante, com desconforto ao urinar; • T. vaginalis se desenvolve melhor no trato urogenital masculino, porque tem mais glicogênio; • Prostatite; • Balanospotite; • Cistite; • O parasito pode se localizar na uretra, na próstata, bexiga ou vesícula seminal.
- Mulher
- • Pode ser assintomática ou ficar na fase aguda; • Período de incubação de 3-20 dias; • Exocérvice suscetível à infecção (raramente endocérvice); • Não causa corrimento endocervical purulento; • Vaginite com corrimento vaginal abundante de cor amarelo-esverdeada, bolhoso, com odor fétido e que é frequente pós-menstruação; • Prurido e irritação vulvo-vaginal de intensidade variável; • Dispaurenia de introito; • Disúria; •. Poliúria; • Desconforto nos genitais externos; • Mais sintomática durante a gravidez ou entre mulheres que utilizam anticoncepcional oral.
- O T. vaginalis é altamente específico quanto à localização, produzindo infecção somente no trato urogenital, sem ser capaz de se instalar na cavidade bucal ou intestinal;
- Homem
Patogenia
- • Aumento do Ph: Redução de Lactobacillus acidophilus; • Formação de pseudópodes: Contato com leucócitos; • Interação requer componentes da superfície do parasito, células do hospedeiro e componentes solúveis nas secreções vaginais; • Aderência e citotoxicidade • Fatores de virulência: adesinas, cell-detaching cisteínas, integrinas, fator (CDF) e glicosidases; • Cisteína proteinases citotóxicas e hemolíticas, com capacidade de degradar IgA, IgM e IgA na vagina.
Diagnóstico
- O diagnóstico da tricomoníase nunca pode ser apenas clínico, pois é tacilmente confundida com outras ISTs;
- Clinico
- • Cérvice com aspecto de morango — 2% dos casos; • Corrimento espumoso 20% dos casos; 88% das mulheres não seriam diagnosticadas; • 29% seria falso-positivas.
- Laboratorial
- Observação do parasito por microscopia.
- Homem
- • Coleta pela manhã, sem ter urinado no dia e sem ter utilizado nenhum tricomonicida por 15 dias; • O parasito é mais encontrado no sêmen que do que na urina (Masturbação);
- Mulher
- • Higiene vaginal de 18 a 24h antes e sem utilizar tricomonicidas nem cremes; • Coleta com swab de algodão; • Papanicolau.
- Como o parasito é suscetível à desidratação, o material coletado deve ser colocado em meios isotônicos para transporte;
- Imunológicos
- Não substitui os parasitológicos (microscopia e cultura dos parasitos), mas ajuda à completa-los quando negativos.
- ELISA e Teste de Whiff
Epidemiologia
- • Mais de 270 milhões de novos casos todos os anos; • Incidência depende de idade, atividade sexual, número de parceiros, presença de outras IST, fase do ciclo menstrual diagnóstico e condições socioeconômicas; • Incomum na infância por conta do baixo pH: Se detectada em criança, verificar a possibilidade de abuso sexual e outras fontes de infecção, que não sexual. • Prevalência nos homens é cerca de 50% menor provavelmente devido à ação tricomonicida das secreções prostáticas.
Profilaxia
- • Sexo seguro; • Uso de preservativos; • Abstinência sexual com pessoas infectadas (?)• Limitação pelo tratamento de sintomáticos parceiros ou assintomáticos.
Tratamento
- • Homens e mulheres devem ser tratados com ou sem sintomas; • Nitroimidazol -> Metronidazol: Já existem cepas resistentes; • Tinidazol; • Nimorazol; • Camidazol; • Secnidazol; • Gestantes: Quando quando sintomáticas ou assintomáticas, se o médico recomendar.
Informações
- Descrição
- Farmácia (Parasitologia) Mapa Mental sobre Tricomoníase, criado por Felipe Luiz em 28-03-2021.
- Criado por
- Felipe Luiz
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