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CONSUMISMO
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CONSUMISMO
Definição
- Modo de vida comum às sociedades relativamente ricas que promove a aquisição incessante de bens de consumo como algo benéfico para a economia e satisfação pessoal
Pode-se dizer que o consumismo remonta à época da Revolução Industrial no início do século XIX, quando a quantidade total de bens materiais em produção aumentou vertiginosamente e preços mais baixos possibilitaram a muitos grupos sociais iniciarem o seu consumo.
- Um dos importantes avanços que estimularam o crescimento do consumismo foi a maior disponibilidade de crédito a partir do início do século XX.
Desde os anos 1960, os sociólogos afirmam que as sociedades capitalistas se tornaram dependentes do consumismo, o que incentiva estilos de vida altamente materiais e o desejo de ter e usar as mercadorias adquiridas. Acredita-se que essas mudanças tenham resultado na “sociedade de consumo”
- Hoje é comum notar na Sociologia que sociedades relativamente ricas sejam caracterizadas como “sociedades de consumo” ou “capitalismo de consumo”.
O foco central no consumo e a ideologia do consumismo promovem uma rápida circulação de produtos baseada em mudanças da moda do valor de troca das mercadorias e, como consequência, produzem mais desperdício
- Em segundo lugar, as corporações estão mais preocupadas em aproveitar e produzir para uma demanda de consumidores flexível e diferenciada, em vez de priorizar as necessidades de produção e só então se preocupar com os clientes. Em geral, essa mudança é representada como o fim dos métodos de produção uniformes “fordistas” e uma tendência a seguir os métodos “pós-fordistas” mais flexíveis, dirigidos aos mercados de nichos.
- Em terceiro lugar, como as sociedades de consumo permitem a construção de identidades pessoais, isso serve para tirar do foco os conflitos sociais baseados na produção, envolvendo mais grupos sociais no processo competitivo da disputa por status por meio de trocas simbólicas.
- Em segundo lugar, as corporações estão mais preocupadas em aproveitar e produzir para uma demanda de consumidores flexível e diferenciada, em vez de priorizar as necessidades de produção e só então se preocupar com os clientes. Em geral, essa mudança é representada como o fim dos métodos de produção uniformes “fordistas” e uma tendência a seguir os métodos “pós-fordistas” mais flexíveis, dirigidos aos mercados de nichos.
O consumismo também é um modo de pensar, uma mentalidade ou até mesmo uma ideologia que funciona para produzir o desejo de consumir sem parar. Os sociólogos do consumo afirmam que o prazer de consumir não está no uso dos produtos, mas na expectativa de comprar coisas.
Ainda que o conceito de consumismo tenha agregado uma nova dimensão à nossa compreensão sobre o capitalismo, não ficou muito claro se ele é a causa da expansão capitalista. A ideia de que o consumo impulsiona a produção dá um peso muito grande às demandas dos consumidores, porém há quem ache isso bastante implausível, ressaltando os orçamentos astronômicos de marketing e criação de marcas das empresas, cujo objetivo é criar desejos e demandas, transformando as pessoas em consumidores ativos.
- O consumismo “funciona” transformando desejos em “necessidades” e, portanto, persuadindo as pessoas de que elas podem e devem supri-las.
O conceito de consumismo e seu corolário, a sociedade de consumo, foram muito proveitosos para os sociólogos. Viabilizou-se uma compreensão mais equilibrada do capitalismo associando-se os processos de produção aos padrões de consumo.
- Por exemplo, uma das abordagens que mesclou os dois elementos com êxito é a teoria da “esteira rolante de produção e consumo” [treadmill of production and consumption].
- Nela, combinam-se industrialização, economia capitalista e consumismo de massa para entender como a modernidade transformou a relação entre sociedade humana e meio ambiente.
- Por exemplo, uma das abordagens que mesclou os dois elementos com êxito é a teoria da “esteira rolante de produção e consumo” [treadmill of production and consumption].
Em uma pesquisa com 1.600 casas em Devon, na Inglaterra, Gilg, Barr e Ford (2005) se aprofundaram no que motiva os consumidores verdes a tentar adotar estilos de vida mais sustentáveis. A pesquisa identificou quatro grupos principais. Os ambientalistas engajados tinham mais propensão a abraçar o consumo sustentável – comprando produtos da região, orgânicos e a preços justos e praticando a compostagem. Os ambientalistas tradicionais se engajavam em comportamentos bastante parecidos com esse, exceto pela compostagem, enquanto os ambientalistas de ocasião muito raramente ou quase nunca adotavam essas medidas. Os não ambientalistas não demonstraram inclinação para realizar nenhuma dessas ações que foram descritas.
Informações
- Descrição
- Mapa Mental sobre CONSUMISMO, criado por Pedro De Avance em 11-08-2021.
- Criado por
- Pedro De Avance
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