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Mapa mental

CHOQUE SÉPTICO

Alícia Saldivar Herrero Português

Conteúdo do mapa

CHOQUE SÉPTICO

  1. Causas

    • Enterite, pneumonia, piometra, traumas, síndrome de isquemia-perfusão
  2. Mortalidade: 30-45%

  3. Causa inicial

    • Evolui para resposta inflamatória sistêmica (SIRS)
    • Infecção e perda de volume
      • Diminui oferta de O2
        • Ativação do SRAA, cortisol e catecolaminas
          • Redistribuição de sangue para coração e cérebro, vasoconstrição periférica
            • Diminuição de sangue nas vísceras, pele e músculos
            • Mucosas cor de tijolo, TPC baixo (~1), redução da pré e pós-carga (inicialmente)
            • Hipoperfusão intestinal e quebra da barreira, inflamação e lesões panendoteliais (liberação de endotoxinas)
              • Rolamento de neutrófilos e macrófagos no vaso
                • Adesão
                  • Diapedese
                    • Quimiotaxia
                • Lesão das células endoteliais
                  • Estimula inflamação, vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular
                    • Eritema, calor, edema
                • Ativação da cascata de coagulação
                  • CID
                  • Ativação da NO sintase
                    • Liberação de radicais livres de O2
                      • Disfunção celular e orgânica reversível ou não, necrose, apoptose, depressão miocárdica, hipóxia tecidual local ou global, diminuição da oferta de O2,
          • Vasodilatação (prostaglandinas, NO, ILs)
  4. Falência circulatória causada por:

    • Isquemia, formação de NO, lesão endotelial, radicais livres, acidose metabólica e hipovolemia
      • Hipovolemia ocorre por má distribuição de volume (vasodilatação), represamento do sangue na periferia, extravasamento de fluido para o interstício, aumento da permeabilidade capilar, vômitos, diarreia, edema, peritonite, perdas exogenas
  5. Alterações sistêmicas

    • Coração: falência miocárdica, vasoplegia
    • Pulmões: edema não cardiogênico, lesão pulmonar aguda
    • Rins: oligúria/anúria, IRA
    • TGI: falha na barreira da mucosa intestinal (translocação bacteriana ocorre), úlceras e hemorragia digestiva
    • Sistema hematopoiético: trombocitopenia, CID
    • Fígado: insuficiência hepática
  6. Diagnóstico

    • Rápido, precoce (nas primeiras 6h) - diminui mortalidade em 15%
    • SIRS
      • Taquicardia, taquipneia, hipo ou hipertermia, leucocitose ou leucopenia, foco de infecção
        • Problemas: FR > 22 mrpm, PAS < 100 mmHg
    • Sepse
      • Estado mental alterado, diminuição do pH, alteração nas enzimas hepáticas e função renal, formação de microtrombos, hipotensão
        • Hipotensão - dar vasopressores: manter pressão > 65 mmHg
    • Bioquímico
      • Hiperglicemia (início- liberação de catecolaminas) seguida de hipoglicemia
      • Hipoalbuminemia (perda de albumina para o endotélio
      • Azotemia, hiperbilirrubinemia, aumento de ALT e AST
      • Alterações da coagulação
        • Aumento do TP, TTPA e D-dímero
        • Trombocitopenia
      • Acidose
    • Exames laboratoriais
      • Hemogasometria, hemograma completo, lactato, eletrólitos (K+, Na+, Ca+, Mg2+), anion gap
        • Manter lactato > 2 mmol/L
  7. Sepse 1

    • Consciência: escala de Glasgow < 17
    • Sistema circulatório: PAM < 65 mmHg, PAS < 90 mmHg no cão e < 100 mmHg nos gatos
    • Sistema urinário: DU < 0,5 mL/kg/h ou Creat > 2,0 mg/dL
    • Coagulação: trombocitopenia < 10.000/mm³, aumento de 1,5x TP/TTPA, dímero D ou fibrinogênio
    • Íleo paralítico
    • Hipercalemia > 3,2 mmol/L (cão) ou > 2,5 mmol/L (gato)
  8. Fases

    • Hiperdinâmica
      • Febre, mucosa cor de tijolo (patognomônica), taquicardia, TPC < 1s
    • Hipodinâmica
      • Hipotensão, mucosas pálidas, hipotermia, extremidades frias
  9. Tratamento

    • 2. Corrigir hemodinâmica
      • Corrigir pós-carga: dar vasoativos (restabelece microcirculação)
        • Noradrenalina (eleição!), dopamina, fenilefrina (taquicardia extrema!)
        • Novas possibilidades (principalmente na síndrome vasoplégica/vasoplegia): vasopressina (qunado não há boa resposta com a nora), selepressina, angiotensina
        • Inotrópicos (quando houver transporte e utilização anormais de O2, mesmo após ajustes de fluxo e volemia)
      • Corrigir pré-carga: repor volume
        • Transfusão (quando saturação venosa > 70%, lactato alto e Ht < 30%)
        • Fluidoterapia, desafio hídrico
          • Selecionar tipo de fluido, taxa de infusão e objetivos clínicos (como PAM > 65, SVcO2 ~70%, lactato < 2,5 mmol e DU)
          • 1. Fase de ressuscitação: risco de vida
          • 2. Fase de titulação da dose: tratar hipotensão
          • 3. Fase de manutenção: 2-3 mL/kg/h
          • 4. Fase de desmame
          • Usar cristaloides (RL) ,não coloides
      • Restaurar PAM ~65 mmHg
    • 1. Antibióticos de amplo espectro + cultura microbiológica
    • 3. Paliativos
      • Ventilação mecânica se PaP2/FiO2 < 300
      • Avaliação da glicemia, administrar corticoide, nutrição etneral/parenteral, analgesia/sedação, trombofilaxia, profilaxia da úlcera gástrica
      • Hipercoagulabilidade (dar heparina) e hipocoagulabilidade (dar ácido tranexamico)
      • Aquecer o animal
      • pH < 7,2: bicarbonato

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre CHOQUE SÉPTICO, criado por Alícia Saldivar Herrero em 19-08-2021.
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