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Notas

História do Brasil

Demetria A História Enem Português 14 páginas

História do Brasil

Conteúdo das notas (14)

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Expansão Marítima Ibérica

// 1. DA RECONQUISTA À EXPANSÃO MARÍTIMA

Século VII → Povo germânico convertido ao Cristianismo (visigodos);

Século VIII → Península conquistada pelos muçulmanos (mouros) e o cristãos, entretanto, mantiveram os reinos das Astúrias (futuro reino de Leão) de onde partiram para Reconquista, que só ganhou força a partir do Século XI, com a formação dos reinos cristãos de Leão, Navarra, Castela e Aragão

• Reinado de Afonso IV (1069 – 1109) • Reinado de Afonso IV (1069 – 1109) → Rei de Leão e Castela a partir de 1102, Raimundo e Henrique de Borgonha, irmãos franceses destacaram-se na luta contra os mouros. Como Recompensa, receberam as filhas de Afonso e terras como dotes. Henrique de Borgonha ficou com o condado de Portucalense.

• Afonso Henriques → Filho de Henrique, libertou-se de Leão e proclamou-se Rei de Portugal em 1139, mas reconhecido por Leão apenas em 1143. Com isso, iniciou-se a Dinastia de Borgonha (1139 – 1383);

Contra os Mouros, em 1249, conquistou Algarves no sul, com isso, formando o atual mapa do País.

// 2. REVOLUÇÃO DE AVIS

• Peste Negra; → Crise de mão-de-obra e aumento do custo pela utilização da m.d.o.;

• Aplicação de medidas por Afonso IV (1325-57);

• Início de uma luta entre m.d.o. e proprietários.

• Morte de Fernando I (1367 -1383) → agravou a crise;

• Rei de Castela (D. Pedro I) como postulante

• Casado com Beatriz, filha de Fernando I;

// 2. AS CRISES DO SÉCULO XIV E A REVOLUÇÃO DE AVIS

• Burguesia

Liderada por Álvaro Pais, a burguesia comercial-marítima apoiou D. João de Avis, irmão bastardo;

Vitória na Batalha de Aljubarrota (1385);

D. João permitiu saques e apropriações da nobreza que apoiou Castela;

Fundou a Dinastia de Avis (1385-1580).v

// 3. A EXPANSÃO MARÍTIMA E COMERCIAL

• Economia mercantil e sociedade aristocrática → Comércio como fonte de renda. Burguesia comprando terras e a corte gastando com luxo e parasitismo;

• Precoce centralização → fronteiras definidas (1249) + absolutismo (1385) + absolutismo = único Estado centralizado e livre de guerras

// TEORIA GEOCÊNTRICA DE PTOLOMEU

// MAPAS T-O

• O = formato achatado da representação do planeta

• T = três cursos de água (Mar Mediterrâneo, Rio Nilo e o Rio Don) que dividiam a Europa da Ásia e da África

• T = também representava uma cruz onde na sua junção estaria representada Jerusalém (centro do mundo)v

// TEORIA DE COPÉRNICO (1473 – 1543)

// 4. A EXPANSÃO MARÍTIMA E COMERCIAL

• A conquista de Ceuta (1415)

Exército cruzadista

D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique e D. Fernando (filhos de D. João I) e suas ordenações como cavaleiros;  D. Henrique, o navegador (fundou a ESCOLA DE SAGRES)

Entreposto Comercial Muçulmano (ouro, escravos e marfim)

Ponto importante de ataque dos árabes;

21/8/1415 → conquistam Ceuta.

• Ouro e o Bojador

1415, o conhecimento do litoral africano iria até o Cabo Bojador, que só foi ultrapassado em 1434 por Gil Eanes;

Avançar pela África Negra em busca do Ouro desviado de Ceuta.

• A exploração da Costa Africana;

1445, primeira feitoria em Arguim;

Ouro em pó, escravos e marfim trocados por Cavalos, tecidos e trigos;

Despertou interesses de comerciantes e armadores;

Paralelamente, conquistou as Ilhas do Atlântico (Capitanias)  Madeira (entre 1419 e 1425), Açores (1439) e Cabo Verde (1456)

• O início da Política Comercial Monopolista

Feitoria de São Jorge da Costa do Ouro, em 1482;

Reinado de D. João II, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo das Tormentas (1488);

D. Manuel, em seu reinado, teve a chegada de Vasco da Gama (1498) a Calicute, na Índia;

Portugal passou a dominar o comércio de especiarias (Pimenta, Cravo e canela) a partir de 3 pontos (Goa, Ormuz e Málaca) através de sua rede de feitorias.

// 5. A ESPANHA E A AMÉRICA

• 1492 →Expulsão dos Mouros de Granada e unificação do reino espanhol com o casamento de Isabel de Castela e Fernando de Aragão;

• 1480 →Domínio das Ilhas Canárias (Tratado de Alcaçovas-Toledo);

• 1492 →Colombo chegou, a serviço dos Espanhóis, na América (fé na circunavegação).

• 1519 – 22 →Fernão de Magalhães lidera a circunavegaçao (fracassada)

// 6. TRATADO DE TORDESILHAS

• Intermédio pelo Papa Alexandre VI (espanhol) para divisão do novo mundo;

• Elaborou a Bula Inter Caetera (1493)

-As terras que ficam a 100 léguas ao oeste de Cabo Verde seriam da Espanha e ao leste seria de Portugal (insatisfação portuguesa, pois desejava o MARE CLAUSUM);

• Tratado de Tordesilhas (1494) aumentou para 370 léguas o início do domínio espanhol.

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América espanhola colonial

// DOMINAÇÃO ESPANHOLA

Entre os anos de 1492 (descoberta da América) e 1572 (morte do último imperador Inca) os espanhóis derrotaram as principais resistências indígenas, praticamente fazendo sumir do mapa os impérios pré-colombianos.

// FORMAÇÃO DE DOMINAÇÃO

• Os espanhóis exploraram as rivalidades existentes entre os ameríndios.

• Superioridade militar: armas de fogo, espada (metal resistente), cavalos, armadura, etc.

• Religião: etnocídio

• O trabalho compulsório, aliado às doenças, causou, uma enorme mortandade. Veja o exemplo do que ocorreu com os povos andinos: em 1633 eram 40.115 indígenas, em 1662 diminuíram para 16 mil e, finalmente, em 1683 eram apenas 10.633.

// ESPANHA

CASA DE CONTRATAÇÃO: Sediada em Sevilha, para organizar o comércio e fiscalizar o pagamento do quinto.

CONSELHO DAS ÍNDIAS: Funcionava como Supremo Tribunal de Justiça, nomeava funcionários e regulamentava a administração das colônias.

VICE-REI: Representava o rei espanhol na América. Era escolhido entre a nobreza e possuía funções militares, jurídicas, fiscais, financeiras, religiosas e administrativas, em geral.

AUDIÊNCIAS: Formadas pelos ouvidores e possuíam a função judiciária. Com o tempo passaram a ter funções administrativas. COMPOSTA POR CHAPETONES

CABILDOS OU AYUNTAMIENTOS: equivalentes às câmaras municipais, eram formadas por elementos da elite colonial, subordinados as leis da Espanha, mas com autonomia para promover a administração local (municipal). COMPOSTA POR CRIOLLOS

História do Brasil

// ECONOMIA

• Mineração: principal atividade. Destaque para a exploração de prata no México, no Peru e na Bolívia, principalmente na cidade de Potosí.

• Pecuária: região do rio da Prata.

• Produtos tropicais p/ exportação: região do Caribe.

• Agricultura: modelo plantation/haciendas

• Formas de trabalho: encomienda e mita ou repartimiento

// TRABALHO

Eram livres, em sua maioria, mas encontravam-se completamente subjugados. Não possuíam liberdade religiosa, sendo obrigados a se converterem ao cristianismo. Não tinham nenhum acesso a vida política e muitas vezes prestavam trabalho obrigatório aos colonos

Mita – Sistema que impunha o trabalho obrigatório, principalmente nas regiões mineradoras, o durante determinado tempo, a índios escolhidos por sorteio em suas comunidades. Recebiam baixos salários como remuneração pelo tempo de trabalho prestado.

Encomienda- Sistema de trabalho obrigatório não remunerado, em que os índios eram confiados a um espanhol, o encomendero, que se comprometia a catequizá-los.

// ESCRAVIDÃO

• Atingia principalmente as regiões que aplicavam a PLANTATION (Latifúndio, Exportador, Monocultor e Escravista);

• A Espanha não realizava o tráfico negreiro. Para legitimar a vinda dos traficantes de outros lugares, a Coroa expedia o Asiento, que era um documento que permitia o exercício dessa atividade a alguns homens específicos por tempo delimitado.

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O Brasil Pré-colonial e as Capitanias Hereditárias

// A CHEGADA DOS PORTUGUESES

Um belo dia, supostamente houve uma mudança climática que mudou a rota da frota de Cabral, sua viagem que era para Calicut foi desviada e chegou no que chamamos hoje de Brasil.

// DESCOBERTA X ACHAR

Por muito tempo os Portugueses afirmaram que descobriram o Brasil. Quando se fala em descoberta do Brasil é porque há uma noção de que os Europeus que precisavam achar, que aquilo só começa valer quando o Europeu encontra, quando começa ocupar, dominar, transformar a sociedade etc. Essa é uma visão etnocêntrica, pois coloca uma etnia superior a outra, o Eurocentrismo.

Os Portugueses já sabiam há muito tempo da existência da América como também sabiam da existência do Brasil em 1493. O que houve nessa data? A bula interceptera onde o Papa tinha dividido o novo mundo (América) e também as posses na África e na Ásia. Ao fazer essas divisões, ele tentou regular essas possessões entre Portugal e Espanha. Só que Portugal ficou insatisfeita, pois não tinha ganho sobre a América, por isso brigou em 1494 a distancia fundamentada através do tratado de Tordesilhas. Por que Portugal disse que foi uma descoberta? Para montar uma ideia de paraíso, de grande conquista, algo divino, como se fosse uma obra literária, um feito épico.

• Armada de Cabral;

• Partida (9/3/1500);

• Chegada de Cabral (22/4/1500)

• Mestre João (descrição inaugural do céu e das estrelas e primeiras observações sobre o Cruzeiro do Sul)

Com a chegada de Cabral aqui começa uma história de dominação. E o primeiro relato oriundo disso é carta de Pero Vaz de Caminha, onde marca um primeiro olhar econômico → não avistou coisas de grande valia. Então relatavam aquilo que achavam, os índios - os ameríndios (termo correto). Chamavam todos de índios generalizando, pois ignora as diferenças entre eles. Mais uma vez uma visão eurocêntrica.

No relato de Caminha também informa que o Brasil teria uma função de salvar almas, reverenciar o sacrifício de Cristo. O primeiro nome do Brasil: Terra de Vera Cruz , Santa Cruz , deve-se a isso.

// TRECHO DO ESCRITO...

Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam bem. Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres, novas, que assim nuas, não pareciam mal. Entre elas andava uma, com uma coxa, do joelho até o quadril e a nádega, toda tingida daquela tintura preta; e todo o resto da sua cor natural. Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma. Todos andam rapados até por cima das orelhas; assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. Trazem todos as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta da largura de dois dedos.

// BRASIL COMO TERRA DE SALVAÇÃO...

De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.

Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.

// TEORIA DO BOM SELVAGEM E VISÕES SOBRE A ORIGEM INDÍGENA

• Para Caminha, os índios eram bons gentios que podiam ser catequisados e assumir a boa-fé (“Contudo, o melhor que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar”)

• Paracelso, em 1520, acreditava que eles não descendiam de Adão e que eram como gigantes, as ninfas, os gnomos e os pigmeus;

• Cardano, em 1547, apostava que os indígenas surgiam como uma geração espontânea, a partir da decomposição de matéria morta, como as minhocas e os cogumelos.

CURIOSIDADE

Os primeiros povos a navegar pelo Rio Amazonas foram os espanhóis. Certa vez foram atacados por índias e eles acharam que elas eram as amazonas da mitologia Grega, por isso o nome do Rio.

// A INCOMPREENSÃO

A língua de que usam, por toda a costa, carece de três letras; convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei, e dessa maneira vivem desordenadamente, sem terem além disto conta, nem peso, nem medida.

GÂNDAVO, P M. A primeira historia do Brasil: história da província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2004 (adaptado).

O Europeu é tão incompreensível que não se importa com as diferenciações culturais, como a matriz linguística.

// PRIMEIRA MISSA...

No primeiro dia de maio, procurou-se rio acima o melhor lugar para arvorar uma cruz: que ela fosse vista de todos os lados. Feita a cruz e a divisa da monarquia, o padre frei Henrique rezou a missa que seguida, ainda por cinquenta ou setenta índios na visão de Caminha

// RELATO DE CAMINHA SOBRE A MISSA

Um deles, homem de cinquenta ou 55 anos, ficou ali com aqueles que ficaram [...] E andando assim entre eles, falando-lhes, acenou com o dedo para o altar, e depois mostrou o dedo para o céu, como se lhes dissesse alguma coisa de bem; e nós assim tomamos!

// PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500 – 1532)

Entre 1501 e 1502, Portugal enviou a 1ª expedição com a finalidade de explorar e reconhecer o litoral

→ Responsável pelos batismos de várias localidades.

→ Constatou a existência de Pau Brasil, madeira tintorial.

A existência de Pau Brasil não bastava para Portugal gastar dinheiro e pessoas para ocupar o Brasil e colonizar.

Então apenas instalou feitorias.

• O Pau Brasil

Primeiras atividades econômicas eram baseadas na extração do Pau Brasil dentro regime do ESTANCO (direito de extrair Pau-Brasil dado pela coroa);

Contrato de Exploração vencido pelo Cristão-Novo Fernão de Noronha, em 1502;

Construção de feitorias (lugares fortificados que funcionavam como depósito de madeira) pelo litoral;

Explorado pelo ESCAMBO (troca sem uso de dinheiro) com os indígenas para o corte e transporte de madeiras.

História do Brasil

// MAIS UM TRECHO...

“ Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados. Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, farteis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais. Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora. Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que lhes dessem, e folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço; e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão, como se dariam ouro por aquilo."

• Concorrências dos Franceses

Franceses dependiam do oriente, com isso, passaram a frequentar o Brasil a partir de 1504;

Aliaram-se aos Tupinambás, extraindo Pau Brasil;

Envio da expedição Guarda-Costeira (1516 – 1519 e 1526 – 1528) por Portugal comandada por Cristóvão Jacques (reconheceu-se incapaz e sugeriu ao Rei o povoamento)

As feitorias não foram suficientes para proteger a costa. Países que partem tardiamente para expansão marítima começam a questionar o tratado de Tordesilhas com pirataria. Isso vai gerar um problema a ser enfrentado, houve tentativas de lançar missões guarda-costas para proteger esse solo, mas foi insuficiente.

• A instalação

Em 1532, em São Vicente, Martim Afonso recebeu a missão de promover o povoamento;

Sistemas de Capitanias Hereditárias (usado com sucesso nas Ilhas do Atlântico)

Coroa sede a terceiros a obrigação de colonizar (coroa sem obrigação de custo);

Instalação das plantations de açúcar → forte demanda

14 capitanias e 15 lotes

MACETE

L atifúndio

E scravidão

M onocultura

E xportação

História do Brasil

• Fatores:

Crise econômica de Portugal

Importância da colonização

Transferir para a iniciativa privada o ônus com a colonização

• Instrumentos Jurídicos:

Carta de Doação (reconhecimento de posse)

Foral (direitos e deveres do donatário)

• Estrutura

Membros da pequena nobreza (dinheiro oriundo do oriente)

Inalienáveis

Indivisíveis

Hereditárias

Autonomia e Descentralização

Sesmarias → concessões

Mão de obra: Escravidão indígena

• Fracasso do sistema: Dimensões colossais, escassez de recurso, revoltas indígenas, alguns nem tomaram posse.

1759 Extinção das Capitanias Hereditárias: Marquês de Pombal

• Prosperaram apenas:

Pernambuco → Ajuda da Coroa, solo massapê

São Vicente → grande facilidade de mão de obra escrava, pois é onde começa as missões bandeirantes e também tinha ajuda da coroa

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A Expansão territorial brasileira

É preciso entender como que o Brasil rompe com a famosa formação do tratado de Tordesilhas, que dividia a América entre Portugal e Espanha.

// CONTEXTO HISTÓRICO PARA EXPANSÃO TERRITORIAL

União Ibérica: a união das coroas portuguesas e espanholas faz com que haja um abrandamento maior da fiscalização do limite do tratado de Tordesilhas.

Invasões Holandesas: Os holandeses ocupam as colonias portuguesas na África dificultando o tráfico de escravos. Com isso houve uma carência por mão de obra escrava Africana no Brasil. A solução para atender essa carência foi buscar outro tipo de mão de obra, a indígena.

Crise do Açúcar: O açúcar sofre concorrência dos holandeses saíram de Pernambuco quando foram expulsos e voltaram as Antilhas produzir.

QUEM ESCRAVIZA OS ÍNDIOS?

- Os bandeirantes de apresamento (apresar/ prender)

- Paulistas, inclusive vistos pela cultura regional Paulista como herói e vistos pela cultura indígena como genocidas.

POR QUE ESSES PAULISTAS (BANDEIRANTES) VIRARAM TRAFICANTES INDÍGENAS?

Tudo tem a ver com o próprio processo de povoamento da região, desde a formação São Paulo x Piratininga.

Na medida que foi iniciado o povoamento na região, houve conflito com o povo que já viviam lá (índios). O que ocasiona na escravidão do cativo como um direito consuetudinário - Guerra Justa. E inicia-se uma cultura de tráfico de mão de obra indígena, tanto que, aquela região ganha a alcunha de Porto dos Escravos.

Depois de um tempo vai haver um embate dessa questão, com a presença de Jesuítas tentando impedir a escravização.

Se instalam em São Paulo e em São Vicente estão os bandeirantes, o que leva a conflitos de interesses.

Só que os bandeirantes ganham muita importância justamente no período que faltava escravo Africano no Brasil.

QUAL A SOLUÇÃO PARA QUE BANDEIRANTES NÃO ENTREM EM CONFLITO COM JESUÍTAS PORTUGUESES ?

Atacar jesuítas espanhóis. A coroa espanhola não gostava do crescimento do poder dos jesuítas, pois eles eram os grandes proprietários de terra na América e na Europa, então a coroa espanhola não se importou com os bandeirantes atacando os jesuítas espanhóis. Isso beneficiou as ações dos bandeirantes de apresamento para além do tratado de Tordesilhas, atacando território espanhol.

COMO ERAM ESSES BANDEIRANTES?

Paulistas, brancos, chefes de famílias que iam capturar os índios. Porém eles estavam em menor número, os índios eram maioria pois eles eram os carregadores e guias.

// ÍNDIOS GUARANIS

O conflito entre bandeirantes e jesuítas é tão grande que os jesuítas da região do sete povos das missões promoveram a organização militar dos Guaranis. E formação de um exército com armas europeias e indígenas para que possam se proteger dos ataques dos bandeirantes.

1641, Guaranis derrotam bandeirantes no Rio Uruguai.

// SERTANISMO DE CONTRATO

Os bandeirantes que tinham experiência em escravizar indígenas são contratados para combater revoltas escravas e indígenas.

Contratos por troca de terras.

Ex: Quilombo dos Palmares, Confederação do Cariri etc.

Domingos Lopes Velho como grande referência.

// QUILOMBO DOS PALMARES

Localização:

• Serra da barriga, Alagoas

• Crescimento formou uma “confederação”

Crescimento:

• Entre 1630 e 1650

• Invasão holandesa prejudicou o controle de escravos

Negociação:

• Autoridades e Ganga Zumba

• Liberdade aos negros de Palmares e concessão de terras

Resistência:

Não houve aceite de membros

Zumbi liderou a resistência até sua morte (20/11/1695).

// DROGAS DO SERTÃO

Também conhecido como especiarias ocidentais.

O extrativismo vegetal consistiu na exploração das chamadas “drogas do sertão”: cacau, guaraná, borracha, urucum, salsaparrilha, castanha-do-pará, gergelim, noz-de-pixurim, baunilha, coco e outras. Por isso, a escravidão encontrou um terreno desfavorável, pois índios tinham mais serventia.

A pecuária, consumo interno, teve importância no processo de interiorização.

// BANDEIRANTISMO PROSPECTOR

Os bandeirantes começam a não mais capturar indígenas, pois acaba a união I bérica e os holandeses vão ser expulsos de Angola e outras regiões da África. O tráfico de escravos transatlânticos se normaliza e a demanda e a demanda por mão de obra indígena cai.

Os bandeirantes começam a procurar ouro, pois conhecem o território e o primeiro ouro encontrado foi em São Vicente, porém em menor quantidade.

- Fundam a casa da moeda

- Acham mais ouro em Minas Gerais.

// QUESTÃO DO RIO DA PRATA

Principal rio comercial da América do Sul da colonia até o império.

Os Portugueses invadiram a colonia do sacramento para ter presença e por conta disso Portugal vai conseguir negociar toda a expansão territorial.

// TRATADOS

• 1680: Colônia do Sacramento (Portugueses no Prata)

• 1681: Tratado de Lisboa (Espanhóis reconhecem temporariamente Sacramento)

• 1687: Sete Povos das Missões (Jesuítas espanhóis em território português)

• 1713 e 1715: Tratado de Utrecht (Norte, controle da navegação do Rio Amazonas e, sul, reconhecimento oficial de Sacramento.

• 1750: Tratado de Madri: Maior parte dos contornos atuais

• 1761: El Pardo: Anula Tratado de Madri

• 1777: Santo Ildefonso: Ilha de Santa Catarina para Portugal e Sacramento para Espanha;

• 1801: Sete Povos das Missões à Portugal.

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Mineração e o Período Pombalino

Para entender qual contexto histórico que isso vai emergir, precisamos lembrar que achar metais preciosos era tudo que se buscava nessa época. Estamos falando de mercantilismo.

Uma característica do mercantilismo, seja ele em qualquer lugar é que vai se praticar o metalismo → acúmulo de metais preciosos.

O evento que vai restaurar a coroa Portuguesa, que torna Portugal novamente independente chama-se Guerra de Reconquista. A partir dessa guerra Portugal voltou a se separar da Espanha, ser totalmente autônomo, porém foi a Inglaterra quem financiou esse processo. Esse financiamento inglês aos Portugueses gera uma consequência, nasce uma dependência econômica. Essa dependência também gerou consequências e no contexto da mineração vai piorar mais ainda com o famoso tratado de Methuen.

// TRATADO DE METHUEN (1703) OU PANOS E VINHOS

Portugal já devendo muito aos ingleses faz um processo de renegociação da dívida. E uma contrapartida para beneficiar teoricamente a todos foi o tratado.

Por que panos e vinhos?

Porque os tecidos ingleses passariam a ter 0% de impostos ao entrar em Portugal e o vinho Português teria 0% de imposto ao entrar na Inglaterra.

O vinho é o principal produto de exportação feito em Portugal. O açúcar vem do Brasil.

O primeiro problema é que um país precisa mais de tecido do que de vinho, então o país que vende tecido vai lucrar mais, logo isso vai gerar um déficit Português.

Déficit → balança comercial: aquilo que está gerindo importação e exportação.

Exportar significa vender para outro país e importar significa comprar de outro país.

Se está gastando mais do que vendendo há prejuízo. Se importa mais do que exporta há déficit.

Então a balança comercial está em déficit cada vez maior, além de já dever para os Ingleses.

Os tecidos Ingleses levavam também a falência da burguesia que vivia em Portugal, porque Portugal também produz tecido mas não dava para disputar com a Inglaterra, que começava a iniciar um processo que culminara na Revolução Industrial.

Lembrando de outro contexto em que os Holandeses foram expulsos do Brasil... Eles que eram grandes vendedores de açúcar agora aprenderam a plantar, levam isso para as Antilhas e plantam.

Antes o Brasil era o grande líder sozinho produzindo açúcar, agora tem um concorrente. Consequentemente o preço do açúcar cai, o lucro cai, o estado arrecada menos, gerou a crise do açúcar.

O mesmo tempo que o principal produto que faz o estado lucrar está em decadência o Estado Português está devendo aos Ingleses.

Por consequência Portugal busca desesperadamente novas fontes de lucro no Brasil.

Drogas do Sertão → penetração sobre a região Amazônica.

OBS: Antigamente tudo que não era litoral chamava-se Sertão.

Busca também por metais preciosos.

// BANDEIRANTISMO PROSPECTOR

// MINERAÇÃO

1693 • Descobre ouro em Minas Gerais por Antônio Rodrigues Arzão

- Era tanto ouro que a notícia logo se propagou pelo Brasil e Portugal e as pessoas vieram.

1718 • Descobre ouro em Mato Grosso por Pascoal Moreira Cabral

1722 • Descoberta de ouro em Goiás por Bartolomeu Bueno da Silva

1729 • Início da Exploração diamantífera em Serro Frio (MG)

// MIGRAÇÃO

Forte Migração (10 mil/ano por 60 anos

Primeiro momento: fome, entre 1698 e 1700

// TRECHO DE ANDRÉ JOÃO ANDREONI

“Das cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil, vão brancos, pardos e pretos e muitos índios, de que os paulistas se servem. A mistura é de toda a condição de pessoas: homens e mulheres, moços e velhos, pobres e ricos, nobres e plebeus, seculares e clérigos e religiosos de diversos institutos, muitos dos quais não têm no Brasil convento nem casa”

// ORGANIZAÇÃO

Códigos Mineiros (1603 e 1618): criado 90 anos antes para regular a futura descoberta de Ouro

Intendência das Minas (1702): Órgão da coroa no Brasil para controlar essa região. / Regula quem controla o ouro

Criação da Estrada Real: Ligava Minas ao Rio

Distribuição de Datas e administração e justiça

// TIPO DE OURO E FORMAS DE EXTRAÇÃO

O nosso ouro era aluvial → á beira rio, por isso era de fácil extração.

Quem fazia a mineração eram principalmente os escravos, mais da metade da população é escrava ou negro livre.

Quanto mais braços para extrair o ouro mais rápido é o lucro, logo a demanda pela escravidão é muito grande.

Havia 2 tipos de extração

Lavras: grandes exploradores, áreas maiores, mão de obra escrava

Faiscação: homens pobres, restos das lavras

// TRIBUTAÇÃO

Quinto (1702): 20% sobre a riqueza explorada;

Captação (1710): o grande explorador pagava pela quantidade de escravos;

Finta (1713 /1751): Taxa anual de ouro extraído;

Casa de Fundição (1719): Obrigava os mineradores cunharem o ouro.

// DERRAMA

No contexto final de mineração, produzida em 1765 por ordem do Marquês de Pombal, definia uma cobrança demasiada de impostos atrasados. O estado poderia entrar na propriedade e tomar em bens para garantir o lucro. Obviamente gera insatisfação que culminará na Inconfidencia Mineira.

História do Brasil

História do Brasil

// DIAMANTES

1ª fase: semelhante como era a organização do quinto;

- Até 1740, quinto;

- 1731, Intendência dos diamantes e captações.

2ª fase: escolhe-se algumas pessoas que terão permissão de extrair

- 1740, concessões e contrato

3ª fase: Só a coroa extrai. Ascensão do período Pombalino, gera transferência da capital para o Rio.

- Marquês de Pombal (1750 – 1777)

- Distrito de Diamantina

- Monopólio Real

OBS:

Marquês de Pombal, era um nobre que se apaixona por uma mulher casada muito mais velha que ele. Eles fogem de Portugal, lá ele conhece as ideias inglesas, o iluminismo.

Depois de um tempo, ele volta á Portugal, porém nesse momento há um terremoto na capital Lisboa que destrói a cidade. Os Portugueses que não queriam gastar com Lisboa pretendiam doar para Coimbra, mas Pombal se propôs a reconstruí-la.

Então o Rei coloca Sebastião José de Carvalho e Melo (Pombal) como seu principal ministro. E ele por trazer por trazer influencia inglesa vai aplicar o iluminismo.

// PERÍODO POMBALINO (1750 – 1777)

• Sebastião José de Carvalho e Melo – ministro do rei D. José I

• Influência do Despotismo Esclarecido: inspirados por ideias iluministas

• Aumento da intervenção do Estado na economia: para combater regalias (não tem muito a ver com liberalismo)

• Defesa do regalismo: subordinação do clero ao poder da realeza

• Ele começa fazer medidas de incentivo para modernização da economia de Portugal.

// PRINCIPAIS AÇÕES

• Estímulo às manufaturas (inclusive permite no Brasil)

• Restrições aos privilégios da nobreza

• Expulsão do jesuítas

• Abolição da escravidão indígena: porém proíbe Tupis Guaranis no Brasil, o que gera uma grande violência contra o índio

• Transferência da capital para o rj

• Reforma educacional: cria instituições laicas, independentes de religião de ensino

• Extinção das capitanias hereditárias:

• Incentivo às companhias de comércio: exploram o Brasil de uma forma gigantesca

• Outro fato concomitante a isso é o Renascimento Agrícola.

// RENASCIMENTO AGRÍCOLA

Açúcar: nutre dependência das Antilhas (Haiti começando a lutar por independência)

Tabaco: mão de obra escrava (usa-se tabaco como troca)

Algodão: Guerra de Independência dos EUA (demanda da Revolução Industrial Inglesa

Tudo isso faz ter um renascimento desses produtos por um pequeno período (durante as guerras). E o Brasil volta crescer por conta desses eventos.

// CONSEQUÊNCIAS DA MINERAÇÃO

• Processo migracional interno

• Imigração de Portugueses: MG vai ser uma região altamente povoada e urbanizada;

• Crescimento populacional na região das Minas

• Crescimento desordenado de cidades (urbanização)

• Deslocamento do eixo econômico para o Centro-Sul (pecuária};

• Formação de um mercado interno: para abastecer a população;

• Intervenção econômica de várias regiões: as oportunidades de enriquecimento geram maior presença de estado.

• Possibilidade de alteração na estrutura social: pessoas de classes baixas tinham a possibilidade de enriquecer;

• Transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1763)

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Revoltas Nativistas & Emancipacionistas

// NATIVISTAS X EMANCIPACIONISTAS

Nativistas:

Contra a opressão e privilégios da Metrópole.

Sem querer romper com a metrópole.

Emancipacionistas:

Iluminismo e experiências revolucionárias. (Ind. dos EUA + Revolução Francesa + Ind. do Haiti)

Contra a opressão e privilégios da Metrópole.

Rompimento com a metrópole.

Contexto Histórico

Portugal que estava dependente economicamente da Inglaterra ao mesmo tempo sofria com a crise do açúcar causada pela concorrência com os Holandeses. A saída para conseguir ter dinheiro e cada vez mais tirar algo do Brasil é aumentar a pressão da metrópole sobre a colônia.

☞ Controle Metropolitano: ter mais presença de Estado, criação de órgãos. Ex; Conselho Ultramarino (cuida das colônias)

☞ Monopólio Comercial: companhias de comércio que tinham monopólio de compra e venda;

☞ Aumento da tributação;

☞ Favorecimentos aos Lusitanos;

Lusitanos: ?

O aumento dessa opressão faz gerar revoltas.

Com o fim da União Ibérica e com a crise economica,Portugal criou companhias de comércio, uma delas no Brasil que lidava com Pernambuco e outras onde tinha monopólio comercial sobre essa região (só ela poderia vender e comprar dos colonos)

Macete

Revolta → nome dos derrotados (geralmente)

Guerra → nome dos vitoriosos (geralmente)

// REVOLTA DOS BECKMAN (1684) - MA

Os Backmans eram dois irmãos de uma grande família na região do Maranhão. Eles se revoltaram com algumas coisas que a coroa fazia nessa época.

Diante da crise do açúcar os irmãos procuraram algo muito mais comum na região do Maranhão, as chamadas drogas do sertão, porém para procurar era preciso de mão de obra indígena que conhecia os caminhos que levavam a essas drogas, só que diante dos jesuítas quererem catequizar os índios há um conflitos de interesses. Jesuítas x Latifundiários.

Em 1682, foi criada a Companhia Geral do Comércio do Estado do Maranhão, com o objetivo de controlar os atritos entre fazendeiros e religiosos na disputa pelo trabalho indígena, mais barato que o africano, e incentivar a produção local... A companhia venderia aos habitantes do Maranhão produtos europeus, como azeite, vinho e tecidos, e deles compraria o que produzissem, como algodão, açúcar, madeira e as drogas do sertão, para comercializar na Europa. Também deveria fornecer à região quinhentos escravos por ano, uma fonte alternativa de mão de obra, diante da resistência jesuítica em permitir a escravidão de nativos. Os preços cobrados pela companhia, entretanto, eram abusivos, e ela não cumpria os acordos, como o fornecimento de escravos.

Com isso alguns latifundiários tendo como liderança Manoel e Thomas Backman tentam negociar com Portugal para houvesse uma mudança nas regras, escravizar os índios ou preços mais baixos.

// RESULTADO

Líderes enforcados

Retorno dos Jesuítas

Continuação da Companhia de Comércio, mas sem monopólio.

// GUERRA DOS EMBOABAS (1709 – 1711) - MG

Emboaba: nome indígena que significa “o estrangeiro”, atribuído aos forasteiros pelos paulistas, primeiros povoadores da região das minas. Com a descoberta do ouro em fins do século XVII, milhares de pessoas da colônia e da metrópole vieram para as minas, causando grandes tumultos. Formaram-se duas facções, paulistas e emboabas, que disputavam o governo do território, tentando impor suas próprias leis.

Paulistas são expulsos e migram para o Centro-Oeste

Grande massacre de paulistas no Capão da traição

// GUERRA DOS MASCATES (1710 – 1714) - PE

No início do século XVIII, a concorrência das Antilhas fez com que o preço do açúcar brasileiro caísse no mercado europeu. Os proprietários de engenho, em Pernambuco, para minimizar os efeitos desta crise, recorreram a empréstimos junto aos comerciantes da Vila de Recife. Esta situação gerou um forte antagonismo entre estas partes, que se acirrou quando D. João V emancipou politicamente Recife, deixando esta de ser vinculada a Olinda. Tal fato desobrigou os comerciantes de Recife do recolhimento de impostos a favor de Olinda.

À medida que o século chegava ao fim, agravava-se a tensão entre os comerciantes portugueses residentes em Recife e os produtores luso-brasileiros. Esse atrito assumiu a forma de uma contenda municipal entre Recife e Olinda, ou seja, entre o credor urbano e o devedor rural.

Olinda era a principal cidade de Pernambuco e sediava as principais instituições locais. Lá os senhores de engenho tinham suas casas. Por outro lado, o porto de Recife, a poucos quilômetros de distância era o principal local do embarque das exportações de açúcar da capitania.

OLINDA:

Sede da capitania

Região açucareira

Decadência com a saída dos holandeses

Recife:

Submissão à Olinda

Presença dos holandeses

Portos e comércios próspero (mascates)

Credores de Olinda

Desejo de se tornar

// RESULTADO

1709, Recife elevada à vila

Olidenses Ocupam Recife

Mascates recebem apoio de outras capitanias e de Portugal

Recife Como Vila

// REVOLTA FELIPE DOS SANTOS OU VILA RICA (1720) - MG

Em 1720, a Coroa portuguesa decidiu proibir definitivamente a circulação de ouro em pó, instalando a Casa de Fundição em Vila Rica, onde todo o metal extraído das minas deveria ser transformado em barras para depois ser transportado ao litoral.

A medida pretendia acabar com o contrabando e incrementar a arrecadação de impostos, prejudicando os interesses dos proprietários de lavras auríferas, comerciantes e profissionais liberais que recebiam ouro em pó pelos seus serviços, além dos tropeiros que escoavam a produção.

Criação das Casas de Fundição e Intendência das Minas;

Corrupção dos funcionários públicos – que foram denunciados pelos rebeldes;

Cobrança do quinto – considerada abusiva.

REVOLTAS EMANCIPACIONISTAS

Com a descoberta de ouro no Brasil, torna-se o momento ideal para satisfazer a necessidade de acumulação de metais preciosos - característica do estado mercantilista - logo haverá uma maior presença de estador, oque gera desagrado/revoltas. Em um primeiro momento revoltas nativistas, depois emancipacionistas.

// AS PESTILENTAS IDEIAS REVOLUCIONÁRIAS

História do Brasil

História do Brasil

História do Brasil

// JOSÉ JOAQUIM (VENDEK) PARA THOMAS JEFFERSON EM (02/10/1786)

“Sou brasileiro e sabeis que a minha desgraçada pátria geme em atroz escravidão, que se torna todos os dias mais insuportável depois da vossa gloriosa independência, pois que os bárbaros portugueses nada poupam para tornar-nos desgraçados com medo que vos sigamos as pisadas, e como conhecemos que esses usurpadores, contra a lei da natureza e da humanidade, não cuidam senão de oprimir-nos, resolvemos seguir o admirável exemplo que acabai de dar-nos, e, por conseguinte, quebrar as nossas cadeias e fazer reviver a nossa liberdade, que está de todo morta e oprimida pela força, que é o único direito que os europeus têm sobre a América”

// INCONFIDÊNCIA MINEIRA

Motivações para o movimento:

Alvará de Maria I (1785) – proibia manufatura produzida no Brasil

Iluminismo e Independência dos EUA

Derrama – Imposto para garantir o pagamento de 100 arrobas na captação de ouro

// Principais Participantes

• Movimento de elite e sem participação popular

• Luís Vieira da Silva (cônego);

• Cláudio Manoel da Costa (advogado e poeta);

• Inácio José de Alvarenga Peixoto (magistrado e poeta);

• Francisco de Paula Freire de Andrade (tenente-coronel);

• Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes, alferes).

// Objetivos:

Independencia;

Abolir o monopólio mercantilista e adotar o liberal;

São João del Rei como capital;

Universidade de Vila Rica (laica);

Constituição de uma milícia;

Sem política abolicionista;

História do Brasil

// CONJURAÇÃO BAIANA (1798)

História do Brasil

// PARTICIPAÇÃO

Forte participação popular (Luís Gonzaga das Virgens e Veiga, exemplo);

Hermógenes Francisco e Cipriano Barata (intelectuais);

Cavaleiros da Luz (Primeira Loja maçônica do Brasil – 1796)

// PROPOSTAS

• França como modelo a seguir;

• O fim da escravidão;

• Estado laico;

• Fim da dominação colonial;

• República (de moldes jacobinos);

• Igualdade de direitos e sem distinção de cor;

• Melhores soldos (salários) aos soldados.

// PROPAGAÇÃO DE IDEIAS

Transmissão oral

Bilhetes e cartas

Papéis sediciosos

// EXEMPLO DE PAPÉIS SEDICIOSOS

• “ Aviso ao Povo Bahiense! Ó vós homens cidadãos; ó vós povos curvados, e abandonados pelo Rei, pelos seus despotismos, pelos seus ministros. Ó vós Povo que nascestes para seres livres e para gozardes dos bons efeitos de liberdade, ó vós Povos que viveis flagelados com o pleno poder do indigno coroado, esse mesmo Rei que vós criastes; esse mesmo Rei tirano é quem se firma no trono para voz vexar, para vos roubar e para vos maltratar. Homens, o tempo é chegado para a vossa ressurreição, sim, para ressuscitardes do abismo da escravidão, para levantardes a Sagrada Bandeira da Liberdade”

História do Brasil

1) Reverendo padre reitor, eu, Manoel Beckman, como procurador eleito por aquele povo aqui presente, venho intimar a vossa reverência, e mais religiosos assistentes no Maranhão, como justamente alterados pelas vexações que padece por terem vossas paternidades o governo temporal dos índios das aldeias, se tem resolvido a lançá-los fora assim do espiritual como do temporal, então e não tem falta ao mau exemplo de sua vida, que por esta parte não tem do que se queixar de vossas paternidades; portanto, notifico a alterado povo, que se deixem estar recolhidos ao Colégio, e não saiam para fora dele para evitar alterações e mortes, que por aquela via se poderiam ocasionar; e entretanto ponham vossas paternidades cobro em seus bens e fazendas, para deixá-las em mãos de seus procuradores que lhes forem dados, e estejam aparelhados para o todo tempo e hora se embarcarem para Pernambuco, em embarcações que para este efeito lhes forem concedidas.

O movimento liderado por Manuel Beckman no Maranhão, em 1684, foi motivado pela

a) proibição do ensino laico no Brasil colonial e pelas pressões que os jesuítas realizavam para impedir a sua liberação.

b) questão da mão de obra indígena e pela insatisfação de colonos com as atividades da Companhia de Comércio do Maranhão.

c) ameaça dos jesuítas de abandonarem a região e pela catequese dos povos indígenas sob a sua guarda.

d) crítica dos colonos maranhenses ao apoio dos jesuítas aos interesses espanhóis e holandeses na região.

e) tentativa dos jesuítas em aumentar o preço dos escravos indígenas, contrariando os interesses dos colonos maranhenses.

2) "No decorrer do período colonial no Brasil os interesses entre metropolitanos e colonos foram se ampliando. O descontentamento se agravou quando, a 10. de abril de 1680, a Coroa estabeleceu a liberdade incondicional dos indígenas, proibindo taxativamente que fossem escravizados. Além disso confiou-os aos jesuítas, que passaram a ter a jurisdição espiritual e temporal das aldeias indígenas. Visando solucionar o problema da mão de obra para as atividades agrícolas do Maranhão, o governo criou a Companhia do Comércio do Estado do Maranhão (1682). Durante vinte anos, a Companhia teria o monopólio do comércio importador e exportador do Estado do Maranhão e do Grão-Pará. Cabia-lhe fornecer dez mil escravos africanos negros, à razão de quinhentos por ano, durante o período da concessão outorgada."

Pelos elementos mercantilistas, geográficos e cronológicos, o conflito inferido do texto foi a Revolta

a) dos Emboabas.

b) dos Mascates.

c) de Amador Bueno.

d) de Filipe dos Santos.

e) de Beckman.

3) Ocorridos entre os meados do século XVII até as primeiras décadas do século XVIII, os movimentos nativistas apresentam-se como os primeiros sinais de uma crise do sistema colonial.

Sobre esses movimentos, é correto afirmar que

a) tinham como principal objetivo a separação política entre colônia e metrópole, com a autonomia administrativa e a formação de novas nações livres nas regiões onde ocorriam.

b) em Minas Gerais, com a Guerra dos Emboabas e a Revolta de Felipe dos Santos, no Maranhão, com a Revolta dos Beckman, e em Pernambuco, com a Insurreição Pernambucana e a Guerra dos Mascates, aparecem as divergências entre os interesses dos colonos e os da metrópole.

c) ocorreram somente em locais que vivenciavam crises econômicas, como o Rio Grande do Sul (Farroupilha 1835-1845) e Pernambuco (Revolução Pernambucana de 1817).

d) somente a Confederação do Equador, ocorrida no nordeste brasileiro, pode ser tomada como um legítimo movimento nativista, uma vez que não pretendia a separação política em relação a Portugal, mas, somente, maior autonomia administrativa.

4) "Não resta outra coisa senão cada um defender-se por si mesmo; duas coisas são necessárias... a fim de se recuperar a mão livre no que diz respeito ao comércio e aos índios".

(Manuel Beckman, 1684.)

As duas principais reivindicações do líder da Revolta que leva seu nome são

a) a revogação do monopólio da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão e a expulsão dos jesuítas que se opunham à escravidão indígena.

b) a saída dos portugueses do Grão Pará e Maranhão e a supressão dos aldeamentos indígenas, que monopolizavam as chamadas "drogas do sertão".

c) a repressão ao contrabando estrangeiro, que prejudicava os negócios dos atacadistas portugueses, e a liberdade para importar escravos negros.

d) a expulsão dos holandeses do Nordeste, que monopolizavam o comércio do açúcar, e a reedição da guerra justa, que proibia a escravidão indígena.

e) a revogação do monopólio comercial da Metrópole sobre o Norte e Nordeste da colônia e a proibição para importar escravos negros.

5) A colonização brasileira foi sempre marcada por confrontos que refletiam a diversidade de interesses presentes na sociedade colonial como pode ser observado nos(as):

a) conflitos internos, sem conteúdo emancipacionista, como as Guerras dos Emboabas e dos Mascates.

b) ideais monárquicos e democráticos defendidos pelos mineradores e agricultores na Conjuração Mineira.

c) projetos imperiais adotados pela Revolução Pernambucana de 1817 por influência da burocracia lusitana.

d) reações contrárias aos monopólios, como na Conjuração Baiana, organizada pelos comerciantes locais.

e) características nacionalistas de todos os movimentos ocorridos no período colonial, como nas Revoltas do Rio de Janeiro e de Beckman.

6) "Foi assim possível dispor um segundo ataque ao Brasil, desta vez contra uma capitania mal aparelhada na sua defesa, mas a principal e a mais rica região produtora de açúcar do mundo de então. Existiam aí e nas capitanias vizinhas mais de 130 engenhos que, nas melhores safras, davam mais de mil toneladas do produto."

O texto refere-se à

a) Guerra dos Mascates.

b) invasão francesa.

c) invasão holandesa.

d) Revolta de Beckman.

e) invasão inglesa.

7) Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal – conde de Assumar – se casou em 1715 com D. Maria José de Lencastre. Daí a dois anos partiria para o Brasil como governador da capitania de São Paulo e Minas Gerais. Nas Minas, não teria sossego, dividido entre o cuidado ante virtuais levantes escravos e efetivos levantes de poderosos; o mais sério destes o celebrizaria como algoz: foi o conde de Assumar que, em 1720, mandou executar Felipe dos Santos sem julgamento, sendo a seguir chamado a Lisboa e amargurado um longo ostracismo.

A morte de Felipe dos Santos esteve vinculada a

a) uma sublevação em Vila Rica, que envolveu vários grupos sociais, descontentes com a decisão de levar todo ouro extraído para ser quintado nas Casas de Fundição.

b) um movimento popular que exigia a autonomia das Minas Gerais da capitania do Rio de Janeiro e o imediato cancelamento das atividades da Companhia de Comércio do Brasil.

c) uma revolta denominada Guerra do Sertão, comandada por potentados locais, que não aceitavam as imposições colonialistas portuguesas, como a proibição do comércio com a Bahia.

d) uma insurreição comandada pela elite colonial, inspirada no sebastianismo, que defendia a emancipação da região das Minas do restante da América portuguesa, com a criação de uma nova monarquia.

e) uma rebelião, que contrapôs os paulistas – descobridores das minas e primeiros exploradores – e os chamados emboabas ou forasteiros – pessoas de outras regiões do Brasil, que vieram atrás das riquezas de Minas.

8) A respeito das invasões holandesas que ocorreram durante o século XVII no nordeste brasileiro, é CORRETO afirmar que:

a) foram iniciativas de grupos de aventureiros holandeses, sem qualquer vinculação com as disputas internacionais entre os Estados-Nação do período.

b) com a expulsão definitiva dos invasores holandeses em 1654, pela qual lutaram lado a lado índios, negros e portugueses, saíram reforçados os vínculos entre a Metrópole e a Colônia naquela região.

c) nas batalhas de resistência à invasão dos holandeses em Pernambuco, destacou-se a figura heroica de Domingos Fernandes Calabar.

d) durante o período da dominação holandesa no nordeste brasileiro, a população foi obrigada a trocar o catolicismo pelo calvinismo, por ser esta a religião do príncipe Maurício de Nassau.

e) a forma pela qual se deu a expulsão definitiva dos holandeses explica o surgimento posterior de vários movimentos nativistas, como a Revolta de Beckman (1684-85), Guerra dos Mascates (1710-14) e a Revolução Praieira (1848).

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Período Joanino

// CONTEXTO HISTÓRICO

• A Revolução Francesa e a crise do Antigo Regime;

• Expansionismo Napoleônico;

• Fracasso da Batalha de Trafalgar;

• Bloqueio Continental;

• Invasão Francesa a Península Ibérica;

• A fuga da Família Real para o Brasil;

• Dependência do Capital Inglês

// A EMANCIPAÇÃO ECONÔMICA

• Decretação da Abertura dos Portos às nações amigas -> Rompeu com o Pacto Colonial;

• Fim do Alvará de 1785 -> Retorno da produção manufatureira no Brasil

• Tratados de 1810: Livre Comércio e Navegação & Aliança e Amizade

• 15% de imposto para produtos ingleses

• 16% de imposto para produtos portugueses

• 24% de imposto para produtos estrangeiros

// D. JOÃO VI SOBRE A ABERTURA DOS PORTOS

• “Atendendo à representação que fizeste subir à minha real presença sobre se achar interrompido e suspenso o comércio desta Capitania com grave prejuízo aos meus vassalos e da minha Real Fazenda, em razão das críticas e públicas circunstâncias da Europa, e querendo dar sobre este importante objeto alguma providência pronta, e capaz de melhorar o progresso de tais danos.”

// D. JOÃO VI SOBRE O ALVARÁ DE 1º DE ABRIL

• “Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, que multiplicam e melhoram e dão mais valor aos gêneros e produtos da agricultura e das artes, e aumentam a população dando que fazer a muitos braços, e fornecendo meios de subsistência a muitos dos meus vassalos”

// TRANSFORMAÇÕES NO RIO DE JANEIRO

• Biblioteca Real

• Jardim Botânico

• Imprensa Régia

• O Banco do Brasil

• A Política Militar e os Bombeiros

• Teatro Real

• A Academia de Belas Artes e a Missão Artística Francesa

• Faculdades de Medicina no Rio de Janeiro e na Bahia

// REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817

Motivos:

• Espírito antilusitanismo;

- Crise açucareira;

- Centralismo no Rio de Janeiro;

- Altos impostos.

• Repressão forte promovida por D. João.

// COROAÇÃO DE D. JOÃO VI

• 20/3/1816 – Morte da Rainha Maria I;

• 6/2/1818 – D. João é aclamado Rei de Portugal, Brasil e Algarves.

// POLÍTICA EXTERNA NA AMÉRICA LATINA

Invasão de Caiena (Guiana Francesa) e da Cisplatina (Uruguai).

• Caiena -> Revanchismo contra a França;

• Cisplatina -> Pela liderança latina.

// REVOLUÇÃO LIBERAL DO PORTO (1820)

• “Liberal para Portugal, mas conservadora para o Brasil”;

• Volta de D. João VI;

• D. Pedro como príncipe regente.

// RETORNO DA FAMÍLIA REAL

• 26/4/1821 -> Retorno da Família Real para Portugal;

• D. Pedro como príncipe regente.

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Brasil Império (1822-1889)

1º Reinado (1822-1831)

Instabilidade Política, econômica e social

1823 - assembléia constituinte (influência liberal)

- 3 poderes; legislativo, judiciário e executivo

D. Pedro I anulou a constituinte de 1823

D. Pedro I outorga uma constituição conservadora em 1824:

Além dos três poderes do Estado, havia um quarto poder, o moderador, que estava acima dos outros. Esse era o poder do imperador.

- Monarquia hereditária, voto censitário

- Padroado: Igreja Católica subordinada ao estado

Crise do Primeiro Reinado

Confederação do Equador (1824)

Parte do Nordeste liderado por Pernambuco busca emancipação, criticando o autoritarismo de D. Pedro I.

Contra o poder moderador; separatista e republicano

Declara-se uma confederação unindo Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Com a contratação de empréstimos estrangeiros D. Pedro suprime a revolta matando seus líderes.

- Frei Caneca Morto

20 de agosto de 1825

Foi assinado o tratado de amizade e aliança firmado entre Brasil e Portugal.

Brasil teve que pagar ao Reino de Portugal uma indenização de 2 mil libras esterlinas.

O Brasil não poderia pagar, então Portugal transfere as dívidas com a Inglaterra para o Brasil.

Guerra da cisplatina (1825-1828)

Uruguai se torna independente, e mesmo sem apoio popular, D. Pedro I insistiu no conflito.

D. Pedro fale o Banco do Brasil

Noite das garrafadas: enquanto os portugueses recebiam D. Pedro Primeiro com festa no Rio de Janeiro, os Brasileiro protestavam.

Em 1831 D. Pedro I abdica o trono, retorna a Portugal e deixa seu filho D. Pedro II como garantia.

Período Regencial (1831-1840)

Enquanto isso, na regência...

Ausência de um Rei, pois o filho de D. Pedro I não poderia governar, tinha 5 anos.

Período de muita disputas políticas entre grupos;

- Liberais exaltados: republicanos

- Liberais moderados: defendiam a monarquia constitucional

- Restauradores: Defendiam o retorno de D. Pedro I

História do Brasil

Regência Trina Provisória: Dura apenas alguns meses

Regência Trina Permanente (1831-1834)

- Criação da Gurda Nacional (organização responsável por manter a ordem)

- A elite agrária comprava a patente do coronel, dando início ao coronelismo.

Ato adicional (lei que garantia mais autonomia as províncias, como o direito de formarem as assembleias provinciais)

Regência una de Antônio Feijó (1835-1837)

Característica Liberal

Devido a pressão dos conservadores, Feijó renunciou.

Regência Una de Araújo Lima (1837-1840)

Característica conservador

Lei de interpretação do ato adicional (retirada a autonomia das províncias)

Em oposição os liberais criam o clube da maioridade, para discutirem a antecipação da maioridade e coroação de D. Pedro II em forma de lei

O golpe da maioridade tem por objetivo estabelecer a ordem no Brasil

Revoltas Regenciais

Malês →Revolta Escrava; o medo pelo Haiti Brasileiro;

Cabanagem → Os cabanos do Grão do Pará

Balaiada → Revolta popular, miséria no maranhão.

Sabinada → O descontentamento da classe média baiana

Farroupilha → Revolta

2º Reinado

Período de estabilidade política e econômica.

Parlamentarismo às avessas: criação do cargo de presidente do conselho de ministros e revezamentos no poder pelo partido liberal (progressista) e partido conservador (regressista).

Tarifa Alves Branco: produtos importados eram taxados com 60% de impostos se o Brasil tivesse produção similar. Se o Brasil não tivesse produção similar, os impostos de importados eram de 30%.

Economia Cafeeira: O Brasil desponta como um grande produtor de café e passa a importar mão de obra assalariada de imigrantes italianos e alemães.

Primeira Lei de Terras (1850): As terras devolutas(não explorada) só poderão ser adquiridas através de terras de compra.

Era Mauá: Surto industrial Brasileiro iniciado por barão de Mauá, com o apoio de Banqueiros Ingleses. O Barão de Mauá era contra escravidão. A elite agrária escravista não apoiava a industrialização do Brasil. O barão logo perdeu apoio da população.

Guerra do Paraguai (1865-1870): O paraguaí tinham planos de se industrializar mas não tinha acesso ao oceano Atlântico. A guerra da Paraguaí tem por motivos motivos territoriais. Os três países que tinham domínio do oceano se juntam formando a tríplice aliança: Brasil, Uruguai e Argentina (financiamento da Inglaterra por interesses econômicos)

O Primeiro ano da guerra do Paraguai o Brasil estava perdendo, pois não tinha exércitos e a guarda nacional não dava conta.

Formação do exercito Brasileiro.

Voluntários da Pátria: Escravos alistados para combater no Paraguai eram libertos.

Paraguai é derrotado massivamente.

Ao retorno dos voluntários da pátria era contraditório presenciarem seus familiares ainda escravizados.

Leis contra escravidão

Lei Eusébio de Queirós - 1850 (lei para inglês ver): proibição do comércio de escravos da África para o Brasil.

Lei do ventre Livre - 1871: Filhos de escravos nascidos à partir desta data eram livres porém ficavam sob tutela dos senhores até os 8 anos de idade.

Lei do sexagenários: Escravos que atingissem 60 anos adquiriam o direito de comprar a liberdade trabalhando por mais 5 anos.

Lei Áurea - 1888: Aprovada pelo congresso e assinada pela Princesa Isabel a abolição da escravidão.

Crise do Segundo Reinado

- Questão religiosa: a igreja católica proibiu a prática da maçonaria no mundo, e D. Pedro II julgar os maçons Brasileiros, mas ele se omitiu, gerando o rompimento do padroado.

- Devido ao fim da escravidão, a elite agrária também retira o apoio a monarquia Brasileira

- O crescimento da imprensa liberal o e desejo de mudanças mais profundas fizeram com que a oposição a monarquia aumentasse.

Através dos ideais positivistas de "ordem e progresso" , o exército sob liderança, Do Marechal Deodoro da Fonseca, reivindica o poder e proclama a República no dia 15 de novembro 1889. D. Pedro II, que estava viajando foi aconselhado a não voltar para o Brasil e assim houve o Golpe da República. Não houve participação popular proclamação da República.

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República Velha (1889-1930)

O nome República Velha foi dado por Getúlio Vargas para dar uma conotação de República atrasada em relação ao seu governo.

República da Espada (1889-1894)

Período governado por militares: Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto.

Constituição de 1891:

- Direito ao voto: homens alfabetizados que tivessem 21 anos ou mais;

- Voto de cabresto: voto aberto, onde o eleitor tinha que falar em voz alta em quem votava para o controle de seu patrão;

- O sistema eleitoral da República Velha é fraudulento fragilizado.

Federalismo: estados com maior autonomia. Na prática isso não acontecia no Brasil, pois estados do sudeste tinham maior controle sobre outras regiões.

O Brasil abandonou o padroado dos tempos do Império e tornou-se um estado laico.

Rui Barbosa

- Política do encilhamento: emissão de papel moeda acima da conta do lastro ouro (riqueza da nação).

- o Encilhamento aumentou a crise econômica, desvalorizando a moeda e causando inflação.

Primeira Revolta da armada (1891)

Marinheiros pediam a renúncia de Deodoro da Fonseca e melhores condições para a Marinha

Deodoro da Fonseca Renúncia e Floriano Peixoto assume inconstitucionalmente

Segunda Revoltada da armada (1893-1894)

Marinheiros em Santa Catarina pedem abertura do processo eleitoral

Essa revolta se une com uma outra revolta, a Revolução Federalista:

O partido Federalista do Rio Grande do Sul exigia de Floriano Peixoto que o Federalismo fosse de fato aplicado. Com o apoio da elite cafeicultora é aberto processo eleitoral.

República Oligárquica (1894-1030)

- Poder nas mãos da elite

- Política do Café com Leite: aliança entre São Paulo e Minas Gerais para as candidaturas políticas do Brasil

- Política dos governadores: dependência entre o poder regional, estadual e federal;

o poder regional (coronéis) influencia diretamente o poder estadual e federal

Convênio de Taubaté (1906)

Definido que o governo ajudaria os cafeicultores em caso de crise

Com o início da Primeira Guerra Mundial em 1914 o Brasil reduziu a exportação do café, tendo que passar por um surto industrial para regular a economia

Tratado de Petrópolis (1903)

O Brasil adquire o Acre da Bolívia através da compra.

Objetivo: ciclo da borracha, extração do látex do seringal para industria automobilística mundial

Crise da República Velha

A crise da República Velha tem ligação com o declínio da economia cafeeira.

Crise mundial de 1929: com o rompimento da importação pelos EUA, o café Brasileiro passa a ser comprado e queimado pelo próprio governo

Para as eleições de 1929, Washington Luís (SP) rompe com Minas Gerais e indica Júlio Prestes de São Paulo para concorrer a presidência

Minas Gerais passa a fazer parte da aliança liberal, contendo Rio Grande do Sul, De Getúlio Vargas e a Paraíba de João Pessoa.

Os paulistas também recebiam oposição dos tenentistas, movimento de classe média e média patente do exército que eram liderados por Luís Carlos Prestes.

Coluna Prestes: os tenentes caminharam cerca de 25.000 km pelo Brasil, procurando apoio contra a oligarquia

Nas eleições de 1929 Júlio Prestes venceu a aliança liberal, mas Vargas acusou os Paulistas de cometerem fraudes no processo eleitoral

Revolução de 1930

Em outubro de 1930, a aliança liberal e Getúlio Vargas aplicam um golpe de estado a Washington Luís e colocam fim a República Velha.

Revoltas Republicanas

As revoltas da República Velha evidenciam as desigualdades sociais do período.

Guerra dos Canudos (1896)

População pobre do sertão da Bahia lutando por sobrevivência, questionando os latifundiários (coronéis) locais, que eram detentores do poder.

Líder Messiânico e Monarquista: Antônio Conselheiro

Apenas na quarta tentativa o exército conseguiu reprimir e destruir o movimento de canudos

Revolta da Vacina (1904)

Política sanitarista de Rodrigues Alves e Oswaldo Cruz: a vacinação obrigatória para combater doenças;

A vacinação também era utilizada para como forma de expulsar os pobres da região, por isso foi feita de forma violenta

Após a revolta, o governo destruiu os cortiços e construiu a atual avenida Rio Branco

Revolta da Chibata (1810)

Liderada por João Cândido

Marinheiros reivindicando melhores condições de vida, trabalho e contra castigos corporais aplicados em caso de punição

Os marinheiros tomaram os navios e ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro, caso as suas reivindicações não fossem atendidas

Após a negociação revolta teve seu fim, os castigos corporais foram proibidos por lei, mas João Cândido e outros marinheiros foram presos

Guerra do contestado (1912)

Paraná e Santa Catarina

Contexto parecido com o de Canudos

Chama-se contestado pois a região é contestado entre o estado do Pará e Santa Catarina

População que habitava a região sendo expulsa para o início da industrialização, através da ferrovia Brazil Railway

O contestado teve três líderes messiânicos:

- João Maria D' Agostini, João Maria de Jesus e José Maria de Santo Agostinho

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Era Vargas (1930-1945)

Vargas chegou ao poder através de um golpe que ele chamou de Revolução de 30, tirando os Paulistas do poder através da aliança liberal.

Governo Provisório (1930-1934)

Vargas não foi eleito, ele perdeu as eleições, então é um período provisório, pois assumiu através de um golpe de estado.

Até termos uma nova constituição tudo que o Vargas governar será chamado de Provisório.

Ele cria dois ministérios no Brasil

- Criação do ministério da indústria, trabalho e comércio

- Criação do ministério da educação e saúde pública

Nomeação de interventores militares para os governos estaduais, utilizando a justificativa de combate as oligarquias.

Revolução constitucionalista de 1932 ou Revolução Constitucionalista: Paulistas exigiam uma nova constituição.

Constituição de 1934: é promulgada a segunda Constituição da República, que incorpora a legislação trabalhista e os recentes aperfeiçoamento eleitorais. Vargas é eleito indiretamente para a Presidência da República, com um mandato de quatro anos.

- 1932: Voto secreto e universal (conquista da participação política das mulheres)

Em 1934 Vargas é eleito de maneira indireta.

Governo constitucional (1935-1937):

AIB (Ação integralista Brasileira): Movimento de influência Nazi-fascista que apoiava a ideia de Vargas como ditador. (Plínio Salgado)

ANL (Aliança nacional libertadora): Movimento liderado por Luís Carlos Prestes e influenciado pelo Socialismo da URSS. Uma fonte ampla de oposição ao fascismo e ao autoritarismo.

- Reforma agrária

- Defesa das das liberdades individuais

Em 1935 Vargas oprime a ANL e a intentona comunista.

Plano Cohen: Documento falso, feito por Olympio Mourão filho, alegando tentativa dos comunistas tomarem o poder de Vargas.

Vargas cancela as eleições de 1938 e se torna ditador

Ditadura do estado Novo (1937-1945):

Vargas decreta estado de sítio: fechamento do congresso. (pretexto p/ golpe).

Cria-se o DIP (departamento de imprensa e propaganda): censura a tudo que se opõe a Vargas, e propagação e culto ao ditador: "pai dos pobres"

CLT (consolidação das leis trabalhistas)

- carteira de trabalho

- descanso semanal

- férias renumeradas

- licença maternidade

- e salário mínimo

Em 1943, o Brasil se alia aos EUA e declara guerra a Alemanha Nazista

Política da boa vizinhança: boa relação entre os EUA e os países da América latina

CSN (companhia siderúrgica nacional) companhia Vale do Rio Doce

(1945) Fim da era Vargas: Após a Segunda Guerra Mundial, Vargas renuncia ao governo, devido a pressão, por ser um ditador.

(1946): é promulgada a quarta constituição da República. Inicio do governo Dutra.

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República Populista (1946-1964)

Importante: estudar a República populista inserindo no contexto da guerra fria (EUA x URSS)

Eurico Gaspar Dutra (1946-1950): PSD - Partido social democrático

- Alinhamento ao lado dos EUA na Guerra fria

- Constituição liberal e democrática de 1946

- Plano salte: (Saúde, alimentação, transporte e energia)

Companhia hidrelétrica de São Francisco

Rodovia Rio-São Paulo (via dutra)

(1947): O governo Dutra decreta a extinção do partido comunista

(1948): Cassado o mandado dos deputados comunistas

(1950-1954): Eleições Presidenciais. Vitória de Getúlio Vargas.

PTB - Partido trabalhista Brasileiro

Política Econômica Nacionalista (fortalecimento da economia através de empresas estatais)

"O petróleo é nosso" (companhia pela exploração do petróleo e por empresas estatais)

Grupos entreguistas: queriam a privatização do petróleo (UDN - união democrática nacional)

Criação da Petrobrás

Rua dos Toneleiros (RJ)

Atentado a Carlos Lacerda e morte do Major da Aeronáutica Rubens Váz. Gregório Fortunato, segurança de Vargas foi considerado culpado.

Getúlio Vargas se suicida em 1954.

(1956-1961): Juscelino Kubitscheck é eleito presidente da República.

PSD - Partido Social Democrata

O governo Juscelino, com base em seu plano de metas, empreende diversas realizações desenvolvimentistas

- Fazer o Brasil crescer "50 anos em 5"

- Nacional desenvolvimentismo (desenvolvimento do país com apoio de setores privados)

- Empréstimos com o FMI (fundo monetário internacional)

- Industrias de bens de consumo não duráveis: eletrodomésticos, rádios (anos dourados), entre outros

- Industria de bens de consumo duráveis: automobilística (Volkswagen e general motors)

Criação da hidrelétrica de furnas

(1960): Criação de Brasília. A nova capital federal fazia parte do plano de desenvolvimento para o interior do país

Candangos: trabalhadores do norte e nordeste que migraram para a construção de Brasília

O período de J.K. é conhecido pelo maior êxodo rural do Brasil

Rodovias Federais ligando Brasília as capitais estaduais

Criação da sudene: (superintendência de desenvolvimento do nordeste)

Devido a grande movimentação financeira, o governo de J.K é acusado de corrupção, e os índices de inflação terminam em alta, aumentando as desigualdades sociais. E dai é o fim do governo J.K.

Jânio Quadros (01/1961-08/1961):

PTN/UDN: União democrática nacional

Defensor da moral e dos bons costumes (proibição de brigas de galo, lança perfume e biquínis em locais públicos)

Influência do vice presidente João Goulart (jango) do PTB, que era considerado comunista por forças opositoras

As eleições para Presidente e Vice eram separadas

Plano Golpista: Jânio Quadros renuncia ao mandato alegando impossibilidade de governar ao lado do vice.

Ele esperava que a sociedade clamasse pela sua permanência e retirasse o jango, o que não aconteceu.

João Goulart (1961-1964):

PTB - Partido Trabalhista Brasileiro

De 1961 a 1963, o Brasil se torna uma república parlamentarista, com o João Goulart tendo os seus poderes de presidentes reduzidos, e o primeiro ministro sendo Tancredo Neves.

Através de um Plebiscito temos o retorno do presidencialismo, com João Goulart podendo exercer os seus poderes

Plano Trienal: tentativa de recuperação econômica diminuindo as importações

Reformas de base: reformas em setores básicos, como educação, fiscal, eleitoral e agrária

Influência das ligas camponesas: movimentos sociais de luta por redistribuição de terras

O anúncio das reformas gerou reação de setores conservadores, como empresários, exército e igreja católica

Marcha da Família com Deus, contra João Goulart (tradição, família e propriedade)

O golpe passa a ser construído em Juíz de Fora-MG pelo general Olympio Mourão Filho, com o apoio de outros setores conservadores

Com pressão do exército e sem apoio do congresso, João Goulart renuncia ao seu mandato

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Ditadura Militar (1964-1985)

Sourbonne ou Castelista: militares mais intelectualizados, que defendiam a rápida redemocratização.

Linha Dura: militares repressores

Humberto Castelo Branco (1964-1967) -Sourbonne

Ilegalidade da Une (união nacional dos estudantes)

SNI (serviço nacional de inteligência)

CCC (comando de caça aos comunistas)

Atos institucionais (decretos ou normas criadas de maneira arbitrária pelos militares no poder)

Ato institucional nº 1 (poder aos militares, cassar mandatos legislativos e suspender direitos políticos)

Ato institucional nº 2 (estabelecimento bipartidarismo)

- Arena (aliança renovadora nacional ) apoio aos militares

- MDB (movimento democrático brasileiro) oposição aos militares

Ato institucional nº 3 (eleições indiretas para governadores de estados e prefeitos de capitais)

Ato institucional nº 4 (elaboração de uma nova constituição)

Arthur da Costa e Silva (1967-1969) - Linha Dura

Ato institucional n º 5 (suspensão de direitos políticos e civis, fim do Habbeas Corpus, prisão sem ordem judicial consequente censura e tortura)

A AI nº 5 gerou reação da oposição como greves, manifestações e a luta armada, como a guerrilha do Araguaia

Emílio Garrastazu Médice (1969-1974) - Linha Dura

Milagre Econômico:

- Obras Faraônicas: Ponte Rio-Niterói, Hidrelétrica de Itaipu, Angra-I e Rodovia Transamazônica

Com o milagre econômico, o PIB subiu de 9% para 14 %, mas as consequências foram catastróficas, com o endividamento e a inflação, tivemos o aumento das desigualdades sociais

Ufanismo: amor exacerbado pela pátria deixando de lado os problemas sociais

Em protesto contra o apoio dos EUA a Israel, a OPEP (organização dos países exportadores de petróleo) subiu o preço em mais de 400%, causando a crise e afetando diretamente o Brasil

Ernesto Geisel (1975-1979) - Sourbornne

Redemocratização lenta, segura e gradual:

- Próalcool: alternativa de combustíveis devido a crise do petróleo

MDB consegue ocupar a maioria das cadeiras do poder legislativo

Lei falcão: limitação da propaganda política. Os candidatos não poderiam criticar a ditadura

Senadores Bônicos: indicados pelo poder executivo

Fim do ato institucional nº 5

Muitos militares mais radicais da linha dura não aceitaram a redemocratização e organizaram atentados contra o governo, como foi o caso da explosão de um carro bomba no Riocentro em 1981, na comemoração do dia do trabalhador.

João Batista Figueiredo (1980-1985)

Entre os governos de Geisel e Figueiredo, ocorreu o fim do ato institucional nº 2 (retorno do multipartidarismo)

Lei da Anistia: perdão aos condenados políticos pela ditadura. Essa lei também perdoava os torturadores do lado dos militares

Movimento Diretas Já: movimento que reuniu a sociedade civil como um todo para pressionar o congresso a aprovar a emenda Dante de Oliveira, que estabeleceria diretas (voto popular) para presidente

A emenda Dante Oliveira não foi aprovada e a ditadura acabaria por via indireta (voto do congresso)

Eleições indiretas de 1985: Tancredo Neves, que opunha aos militares, contra Paulo Maluf que apoiava os militares

Acordo entre Geisel e Tancredo:

Não haverá revanchismo contra os militares após a ditadura.

José Sarney (ex UDN e Arena) será vice de Tancredo

Em 1985 Tancredo Neves é eleito por via indireta, pelo colégio eleitoral, com 480 votos, contra 180 votos de Maluf

Na véspera da Posse Tancredo Neves é internado com uma possível diverticulite, e após alguns dias falece. José Sarney é empossado presidente.

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Nova República (1985-HOJE)

José Sarney (1985-1990) PMDB:

Introduzir o Brasil na democracia e recuperar a economia combatendo a hiperinflação.

Anos 1980: década perdida

Plano cruzado:

- Cr$ 1000 (cruzeiros) = Cz$ 1 (cruzado). Objetivo de combater a inflação do Brasil.

- Congelamento de preços (causou transtorno das indústrias que abasteciam os supermercados)

- Ficais do Sarney (incentivo a população denunciar caso encontrasse preços em alta)

- Gatilho Salarial (toda vez que a inflação chegar a 20%, o salario mínimo aumentará à 20%)

Arrocho salarial (quando o salário não é reajustado acima da inflação)

Seguro Desemprego

Plano verão: Cz$ 1000 (cruzados) = NCz$ 1 (cruzado novo)

Moratória ( suspensão do pagamento dos juros da dívida externa do país)

Constituição cidadã (1988):

Direito das minorias: demarcação de terras indígenas e quilombolas, e racismo se torna crime inafiançável.

Voto para maiores de 18 anos e direito ao voto para analfabetos.

Eleições de 1989:

2º turno Lula (PT) X Collor (PRN)

Enquanto lula tinha força o discurso popular, Collor tinha apoio de empresários, através do discurso neoliberal, se colocando como "caçador de marajás" onde dizia que acabaria com cargos públicos fantasmas. Collor vence.

Início do Neoliberalismo no Brasil, através de algumas privatizações.

Plano Collor: retorno da moeda cruzeiro (Cr$)

Congelamento de preços e salários

Confisco das contas correntes e poupança por até 18 meses para regular as finanças

O plano Collor fez com que as indústrias se retirassem do país, causando desemprego a agravando a crise econômica e social.

Collor é acusado por seu irmão Pedro Collor, por lavagem de dinheiro durante a sua campanha eleitoral.

É aberta a CPI (comissão parlamentar de inquérito) e é constatada o esquema de corrupção.

Movimento fora Collor (caras pintadas): pressão popular para abertura de processo de Impeachment de Collor.

Collor renuncia antes da votação, mas mesmo assim o congresso aprova o Impechment.

Itamar Franco (1992-1994) PMDB

Plebiscito (presidencialismo, parlamentarismo ou monarquia)

O Brasil volta a produzir o fusca

O sociólogo Fernando Henrique Cardoso é nomeado ministro da fazenda

URV (unidade Real de valor): Moeda flutuante. Seu valor variava dia após dia, de acordo com a cotação do dólar. Quando os valores se aproximarem, o Real substituirá o Real.

Plano Real: Conteve momentaneamente a inflação.

Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) PSDB:

Consolidação do neoliberalismo através de privatizações de mais de 100 empresas estatais, entre elas a Vale do Rio doce e o sistema de telefonia nacional

PDV (programa de demissão voluntária) para reduzir gastos públicos com funcionários

Questão agrária: o massacre de eldorado dos Carajás (PA) em 1996 deixou 19 sem terra mortos a mando de latifundiários

Emenda constitucional: é aprovada no congresso em 1997, a lei que garante a reeleição para cargos executivos

Criação do Enem (exame nacional do ensino médio)

Apagão (2001): crise energética que evidencia a falta de investimento no setor

Crise do plano Real (desvalorização da moeda)

Base aliada de FHC acusada de corrupção durante a aprovação da emenda reeleição.

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Os forasteiros eram chamados de Emboabas pois usavam sapatos e os bandeirantes andavam descalços. Emboaba quer dizer: pés implumados.

Guerra dos Bárbaros

São guerras tribais de indígenas contra Portugueses. Guerra dos bárbaros não é nativista nem separatista, apenas uma revolta por não querer que os Portugueses entrem no Brasil.

Revolução de 1817

Em Pernambuco, na época do período Joanino, as pessoas não gostavam dos altos impostos sem ter de volta nada em troca. Porque D. João quando estava no Brasil com sua família Real, cobrava impostos altos no Brasil inteiro mas só investia no Rio de Janeiro. → Revolta Separatista.

Confederação do Equador

O nome se da porque eles se separam do Brasil e criam uma liga de países que são atingidos pela linha do equador. → Região Nordeste.

Informações

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Enem História Notas sobre História do Brasil, criado por Demetria A em 08-09-2017.
Criado por
Demetria A
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