Notas
direitos humanos
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Os anos 80 ficaram marcados pela explosão do rock nacional, ou o BRock, como ficou conhecido o rock ‘n roll cantado em português. Mas, para entender esse fenômeno musical, é importante refletir sobre o momento que o país vivia. A década enfrentava uma transição entre ditadura e democracia, portanto tornou-se propícia para letras contestatórias, liberais e que refletiam a realidade do país naquele momento.
Em 1984, houve o Movimento Diretas Já, que reivindicava a volta das eleições diretas para Presidente da República e que levou milhares de jovens às ruas. O que acarretou, em 1985, no fim do regime militar e na eleição indireta de Tancredo Neves à presidência – que acabou morrendo antes mesmo de assumir o cargo e sendo substituído pelo, então, vice-presidente José Sarney -. Só em 1989 foi acontecer a primeira eleição direta para Presidente da República, elegendo Fernando Collor de Mello.
O sentimento, em meio a esse turbilhão de acontecimentos no país, era de revolta e patriotismo. O início da abertura política trouxe consigo também a possibilidade de se fazer música de forma mais simples e direta do que as gerações que enfrentaram a censura faziam, como a Tropicália. Em busca de uma nação melhor e mais justa e inspirados pela explosão do rock mundial, os jovens brasileiros da época buscavam representação, liberdade de expressão e identidade, em meio a uma revolução sociocultural que estava acontecendo.
Os gêneros Punk, Pós-punk e New Wave, que possuíam características mais agressivas, influenciaram esses jovens a formar a famosa “Geração 80” do Brasil, com arranjos mais fortes, letras politizadas e que prezavam pela liberdade de expressão. Eram bandas vindas de diversas regiões do país, cada qual com suas singularidades e referências. O interessante é que grande parte delas fazem sucesso até hoje. No entanto, com o passar dos anos e a popularização do gênero no mainstream, o rock nacional acabou se incorporando à MPB (Música Popular Brasileira) e perdendo um pouco das suas características contestatórias.
Que País É Esse, que a Legião Urbana só lançaria em 1987. A censura ainda tinha garras longas o suficiente para impedir que Que País é Este fossem tocadas nas rádios.
Em 1987, o país vivia um momento complexo, como: dificuldade de estabilização política naqueles três primeiros anos sem governo militar – comprometidos no seu ideal pela morte de Tancredo Neves e da utopia que ele simbolizava – o fracasso das duas encarnações do Plano Cruzado, o vazamento de Césio 137 em Goiânia, tudo isso em meio aos confusos trabalhos da Assembléia Constituinte.
Assim, em 1978, ele escreveu a letra desta música, que é considerada uma das mais bem politizadas do nosso país, sendo uma das primeiras canções importantes da chamada “linha politizada” do rock brasileiro.
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- Descrição
- Notas sobre direitos humanos, criado por Samira cabral em 28-02-2018.
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- Samira cabral
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