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Notas

PRONOMES

natanael amorim Português Polícia Português 13 páginas

PRONOMES

Conteúdo das notas (13)

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Os pronomes são palavras que representam (substituem) ou acompanham (determinam) um termo substantivo. Esses pronomes vão poder indicar: pessoas, relações de posse, indefinição, quantidade, familiaridade, localização no tempo, no espaço e no texto, entre outras.

Quando acompanham um substantivo, são classificados como “pronomes adjetivos”.

Quando substituem um substantivo, são classificados como “pronomes substantivos”.

Ex: Estes(pronome adjetivo) livros são do Mario, aqueles(pronome substantivo) são do Ricardo

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Pronomes Interrogativos

Servem basicamente para fazer interrogativas diretas ou indiretas. São eles: “Que, Quem, Qual(is), Quantos”.

Ex: (O) que é aquilo? Quem é ele? (esse “o” é expletivo, pode ser retirado)

Ex: Qual a sua idade? Quantos anos você tem?

Nas interrogativas indiretas, não temos o (?), mas a frase tem uma intenção interrogativa e normalmente envolve verbos com sentido de dúvida “perguntar, indagar, desconhecer, ignorar”...

Ex: Perguntei o que era aquilo. Indaguei quem era ele.

Ex: Não sei qual sua idade. Desconheço quantos anos você tem.

Obs: Na frase: “O que é que ele fez”, apenas o primeiro “que” é pronome interrogativo. Os termos sublinhados são expletivos, com finalidade de realce.

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Pronomes Indefinidos

Os pronomes indefinidos são classes variáveis que se referem à 3ª pessoa do discurso e indicam quantidade, sempre de maneira vaga.

As palavras certo e bastante são pronomes indefinidos quando vêm antes do substantivo e serão adjetivos quando vierem depois do substantivo.

Quero certo (determinado/Pron. Ind) modelo de carro x Quero o modelo certo de carro (adequado/pron. adj).

Tenho bastante (muito/pron. Ind) dinheiro X Tenho dinheiro bastante (suficiente/pron. adj).

Cuidado com a ordem da expressão!

Ex: Tenho bastante talento. (modifica substantivo, é pronome indefinido).

Ex: Já temos aliados bastantes (modifica substantivo, é adjetivo: “suficientes”).

Ex: Sou bastante talentoso (modifica adjetivo, é advérbio).

Ex: Estudei bastante (modifica verbo, é advérbio).

PRONOMES

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Pronomes Possessivos

Esses pronomes tem sentido de posse e geralmente aparecem em questões sobre ambiguidade ou referência, pois podem se referir à:

primeira pessoa do discurso: meu(s), minha(s), nosso(s) nossa(s);

segunda: teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s);

terceira: seu(s), sua(s).

Importante salientar que o pronome pessoal oblíquo (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) também pode ter “valor” possessivo, ou seja, sentido de posse:

Apertou-lhe a mão (sua mão);

Beijou-me a testa (minha testa);

Penteou-lhes os cabelos (cabelos delas)

Observe que o pronome oblíquo está preso ao verbo pelo hífen, mas sua relação sintática é com o substantivo objeto da posse (mão, testa, cabelos). Trata-se de um adjunto adnominal.

OS PRONOMES:

Delimitam o substantivo a que se referem.

Concordam com o substantivo que vem depois dele e não concorda com o referente.

O pronome possessivo vem junto ao substantivo, é acessório, tem função de adjunto adnominal.

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Pronomes Demonstrativos

ESTE(S) - ESTA(S) - ESSE(S) - ESSA(S) - AQUELE(S) - AQUELA(S)

AQUELOUTRO(S) - AQUELAOUTRA(S) - ISTO - ISSO - AQUILO -

O - A - OS- AS - MESMO(S) - MESMA(S) -

PRÓPRIO(S) - PRÓPRIA(S) - TAL - TAIS - SEMELHANTE(S)...

Pronomes demonstrativos apontam, demonstram a posição dos elementos a que se referem em relação às pessoas do discurso (1ª – que fala/ 2ª – que ouve e a 3ª , de quem se fala), no tempo, no espaço e no texto.

Função Anafórica e Catafórica do pronome no texto:

Quando um pronome retoma algo que já foi mencionado antes, dizemos que tem função anafórica. Quando anuncia ou se refere a algo que ainda está para ser dito, tem função catafórica.

Função Exofórica (DÊITICA):

Quando pronomes se referem a elementos fora do texto, como tempo e espaço (contexto externo ao texto escrito em si), a gramática diz que eles têm função DÊITICA, ou exofórica (fora), nesse caso o valor semântico vai depender da situação de produção do texto, de onde foi escrito, quando, por quem.

Ex: Neste país, neste momento, este autor que vos fala está deprimido.

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Vejamos o uso dos demonstrativos indicando “tempo/espaço”:

Tempo:

este(s), esta(s), isto: indicam tempo presente:

Ex: Este domingo tem jogo do Barcelona.

Ex: Neste verão viajarei para o Caribe.

esse(s), essa(s), isso: indicam passado recente ou futuro próximo:

Ex: Esse domingo houve jogo do Barcelona.

Ex: Nesse verão sofreremos demais com o calor.

aquele(s), aquela (s), aquilo: indicam passado ou futuro distante:

Ex: Aquela década de 70 foi completamente perdida.

Ex: Aquele intercâmbio que faremos em 10 anos será caríssimo.

Espaço:

este(s), esta (s), isto: apontam para referente perto do falante:

Ex: Este violão aqui na minha mão é de madeira maciça.

Ex: Estes meus cabelos estão uma verdadeira palha.

esse(s), essa (s), isso: apontam para perto do ouvinte:

Ex: Esse violão aí na sua mão é de madeira maciça.

Ex: Isso é roupa que se vista num casamento?

aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para longe do falante/ouvinte:

Ex: Aquela pintura lá em cima é um afresco.

Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo

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Texto:

Os pronomes demonstrativos vão também apontar/retomar palavras/informações/períodos ou grupo de informações que aparecem dentro texto. O uso adequado vai depender de a referência ser a uma informação que já apareceu (referência anafórica) ou a uma informação que será dita posteriormente (catafórica).

REGRAS:

este(s), esta (s), isto: apontam para o que será mencionado (anuncia):

Ex: Esta é sua nova senha: 95@173xy; memorize-a.

Ex: Isto é o que importa: estudar e mudar de vida para sempre!

esse(s), essa (s), isso: apontam para o que já foi mencionado:

Ex: João passou em primeiro lugar, esse cara é bom.

Ex: Dinheiro, sucesso, prestígio, isso tudo é sim importante (resumitivo).

aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para um antecedente mais distante. Caso tenhamos dois referentes enumerados/discriminados, usaremos “aquele(a)(s)" para o que foi mencionado primeiro (o mais distante), enquanto este será usado para apontar para o mencionado por último (o mais próximo).

Veja: Ex: João e Maria são concursados, esta do Bacen, aquele do TCU.

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Outros pronomes demonstrativos:

As palavras o, a, os, as também podem ser pronomes demonstrativos, geralmente quando antecedem um pronome relativo ou a preposição “DE”. Veja:

Ex: Entre as cuecas, comprei a de algodão. (aquela)

Ex: Entre as cuecas, comprei as que eram de algodão. (aquelas)

Ex: Quero o que estiver em promoção. (aquilo)

Ex: Sabia que devia estudar, mas não o fiz. (isso - estudar)

Ex: Ela parece legal, mas não o é. (isso – não é legal)

Não confunda; essas palavras também podem ser artigos definidos (a menina caiu) ou pronomes pessoais (encontrei-as na praia).

Há diversos outros pronomes demonstrativos, vejamos:

Não diga tais/semelhantes besteiras. (estas besteiras)

Sei que está triste, mas não diga tal. (não diga isso)

Ele próprio se demitiu. (ele em pessoa, sozinho; valor reforçativo)

Eu mesmo cozinho a comida/ Cozinho do mesmo modo que minha mãe. (=próprio, em pessoa/exato, igual).

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Pronomes Relativos

Os principais são: que, o qual, cujo, quem, onde.

Esses pronomes retomam substantivos antecedentes, coisa ou pessoa, e, por isso, têm função coesiva (retomar ou anunciar informação) e se prestam a evitar repetição.

PRONOMES

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PRONOME RELATIVO PONTOS IMPORTANTES:

1- Os pronomes relativos introduzem orações subordinadas adjetivas, que levam esse nome por terem a função de um adjetivo e muitas vezes podem ser substituídas diretamente por um adjetivo equivalente:

Ex: O menino estudioso passa = O menino que estuda muito passa.

Ex: Eu quero um carro que seja potente = Eu quero um carro potente.

Por isso recebem esse nome de “relativos”, porque relacionam orações.

Os pronomes “que”, “o qual”, “os quais”, “a qual”, “as quais” são utilizados quando o antecedente for coisa ou pessoa. Destaco também que o pronome relativo “o qual” e suas variações muitas vezes é usado para desfazer ambiguidades. Como ele varia, a concordância em gênero e número denuncia a que termo ele se refere:

Ex: A representante do partido, que é popular, foi elogiada.

Ex: A representante do partido, a qual é popular, foi elogiada.

OBSERVAÇÃO: Antes do relativo “que”, devemos usar preposição monossilábica (“a, com, de, em, por; exceto sem e sob”).

Ex: Este é o livro de que gostamos.

O pronome “quem” se refere a pessoa ou ente personificado (visto como pessoa) e é precedido por preposição (monossilábica ou não).

Ex: A pessoa de quem falei chegou. (substituição possível: “de que falei”, “da qual falei”).

O pronome “cujo” tem como principais características:

Indica posse e sempre vem entre dois substantivos, possuidor e possuído;

Não pode ser seguido nem precedido de artigo, mas pode ser antecedido por preposição; (Para lembrar: nada de cujo o, cuja a, cujo os, cuja as...)

Para achar o referente, pergunte ao termo seguinte: “de quem?”.

Ex: Vi o filme cujo diretor ganhou o Oscar. (diretor de quem? Do filme!)

Ex: Vi o rapaz a cujas pernas você se referiu. (pernas de quem? Do rapaz!)

O pronome relativo “onde” deve ser usado quando o antecedente indicar lugar físico (ainda que virtual, figurativo), com sentido de “posicionamento em”. Como preposição “em” também indica uma referência locativa, podemos substituir “onde” por “em que” e por “no qual” e variações.

Ex: A academia onde treino não tem aulas de MMA. (treino na academia> academia na qual/em que treino...

Veja que é inadequado usar o onde para outra referência que não seja lugar físico.

Ex: Essa é a hora onde o aluno se desespera(NÃO).

Ex: Essa é a hora em que/na qual o aluno se desespera.

O pronome relativo “aonde” é usado nos casos em que o verbo pede a preposição “a”, com sentido de “em direção a”.

Ex: Gosto da cidade aonde irei.

O pronome relativo arcaico “donde”, que equivale a “de onde”, é usado nos casos em que o verbo pede a preposição “de”, com sentido de “procedência”.

Ex: O lugar donde você voltou é distante

O pronome relativo “quando”, é usado nos casos em que antecedente tiver sentido de “tempo”.

Ex: Sinto saudade da época quando eu não tinha preocupações.

Reforçando!!!: temos que ter atenção à preposição que o verbo/nome vai pedir, pois ela não deve ser suprimida e vai aparecer antes do pronome relativo. Lembre-se de que temos que enxergar sintaticamente o relativo como se fosse o próprio termo a que se refere:

Ex: O menino a que me referi morreu. (referi-me “a” que = ao menino)

Ex: O escritor de cujos poemas gosto morreu. (gosto “de” cujos = dos poemas do escritor)

Ex: Esqueci o valor com quanto concordei. (concordei “com” quanto = com o valor).

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Pronomes de Tratamento

Os pronomes de tratamento são formas de cortesia e reverência no trato com determinadas autoridades.

OBS: Anote também que em regra não há crase antes de pronome de tratamento, pois não há artigo: A Sua Excelência... (sem crase) Algumas formas de tratamento, como “Senhora”, “Dona”, “Senhorita”, “Madame”, “Doutora”, aceitam artigo.

PRONOMES

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Pronomes Pessoais

Pronomes pessoais retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) costumam substituir sujeito.

Ex: João é magro>Ele é magro.

Os pronomes OBLÍQUOS TÔNICOS são pronunciados com força e precedidos de preposição. Costumam ter função de complemento. São eles:

1 a pessoa: mim, comigo (singular); nós, conosco (plural).

2 a pessoa: ti, contigo (singular); vós, convosco (plural).

3 a pessoa: si, consigo (singular ou plural); ele(a/s) (singular ou plural).

Após a preposição “entre” em estrutura de reciprocidade, devemos usar pronomes oblíquos tônicos, não retos.

Ex: Entre mim e ela não há segredos.

Ex: É melhor que não pairem dúvidas entre ti e ele.

Se o pronome for sujeito, podemos usar pronome reto:

Ex: Entre eu sair e você ficar, prefiro sair.

PRONOMES

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Regras para a união de pronomes oblíquos

Como substituem substantivos, os pronomes oblíquos poderão ser usados como complementos. Ao unir o pronome ao verbo por hífen, há alterações na grafia:

Quando os verbos são terminados em R, S, Z + o, os, a, as, teremos: lo, los, la, las.

Não pude dissuadir a menina. (dissuadir + a > dissuadi-la)

Felicitamos as aprovadas. (felicitamos + as > Felicitamo-las)

Fiz isso porque quis fazer isso (fiz + o > Fi-lo porque o quis.)

Vamos pôr o menino de castigo (pôr + o > pô-lo de castigo)

Quando os verbos são terminados em som nasal, como m, ão, aos, õe, ões + o, os, a, as, teremos simples acréscimo de no, nos, na, nas.

Ex: Viram a barata e mataram-na / A mesa é cara, mas compraram-na na promoção.

Um adendo: após verbos na primeira pessoa do plural (nós: amamos, bebemos, cantamos), seguidos do pronome -nos, corta-se o S final:

Ex: Alistamo-nos no quartel. Animemo-nos!

Em construções arcaicas, é possível fundir mais de um pronome, segundo a lógica a seguir:

Ex: Deu dinheiro a ela imediatamente > Deu-lho imediatamente

Analise: [Deu algo (OD- o dinheiro: -o) a alguém (OI –a ela: lhe): Deu-lho imediatamente]

Ex: Ofereceu a oportunidade a mim > Ofereceu-ma

Analise: [Ofereceu algo (OD- a oportunidade: -a) a alguém (OI –a mim: me): Ofereceu-ma]

Seguindo a mesma lógica, teremos contrações como: mo, ma, mos, mas, to, ta, tos, tas, lho, lha, lhos, lhas, no-lo, no-los, no-la, nolas, vo-lo, vo-la, vo-los, vo-las.

Informações

Descrição
Polícia Português (Aula 4) Notas sobre PRONOMES, criado por natanael amorim em 24-09-2021.
Criado por
natanael amorim
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