Notas
Portugues
Conteúdo das notas (4)
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1. Padronize o pretérito imperfeito
Conjugar um verbo significa mudar as desinências da palavra para conseguir indicar suas variações (de número, pessoa, tempo e modo) e dar coerência à fala ou texto. Com essa definição, fica fácil concluir que todo mundo que fala português já sabe como conjugar corretamente, certo?
Errado. Alguns verbos irregulares, como “medir”, “polir” e “moer” são, muitas vezes, conjugados de forma equivocada. Além disso, como não temos o costume de nos comunicar como os personagens da Bíblia, as conjugações na 2ª pessoa do singular (tu) e do plural (vós) ainda causam confusão em muita gente
Para não deixar dúvidas, o pretérito imperfeito é aquele tempo verbal que a maioria das pessoas usa para falar dos costumes do passado ou da própria infância. Veja o exemplo:
Quando eu tinha dez anos, caminhava até a escola todos os dias.
Sempre que fizer a conjugação verbal nesse tempo e quiser facilitar seu trabalho, lembre-se que as palavras da primeira e terceira pessoa do singular de um mesmo verbo serão sempre iguais. Exemplo:
Eu tinha Eu caminhava
Tu tinhas Tu caminhavas
Ele tinha Ele caminhava
Nós tínhamos Nós caminhávamos
Vós tinheis Vós caminháveis
Eles tinham Eles caminhavam
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2. Identifique a origem do verbo
Muitos verbos possuem uma terminação que coincide com a estrutura do que chamamos de “verbos primitivos”, que nada mais são do que uma palavra original, capaz de criar outros verbos derivados.
Se prestar atenção, verá que todo o verbo que termina em “or” é originado do “pôr”. Isso significa que, se você aprender a conjugar o “pôr” corretamente, não terá problemas em conjugar o “compor”, “sobrepor”, “repor”, entre outros.
4. Entenda que “mim” não realiza a conjugação verbal
Quem nunca ouviu uma pessoa atarefada declarar: “tem muita coisa pra mim fazer no trabalho” ou “vamos dividir as tarefas para mim poder ir para casa”? Talvez até fora desse contexto, é possível que você já tenha lido o ouvido o “mim” aparecer logo antes de algum verbo.
A verdade é que “mim” não é capaz de fazer nada. Para exercer a função de sujeito, o pronome pessoal do caso reto é que deve ser usado. Sendo assim, o correto é afirmar “para eu fazer”, “para eu poder”, etc.
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5. Não se atrapalhe com o “vós”
Quando precisar conjugar os verbos na segunda pessoa do plural, lembre-se das seguintes dicas para não cometer erros:
Se o tempo verbal for o presente do indicativo, apenas adicione o “is” na terminação do verbo. Exemplo: “vós prosseguis”, “vós chorais”, “vós conseguis”, etc. A única exceção está nos casos de apenas uma sílaba, como acontece com “vir” (vós vindes) ou “ir” (vós ides).
Nos verbos que acabam com “or”, troque essas duas letras pela terminação “ondes”. Exemplo: “vós compondes” (compor), “vós pondes”(pôr), etc.
Se o tempo for o pretérito perfeito (aquele que usamos para falar de coisas que fizemos ontem), troque a terminação de verbos que acabam em “or” pelo “sestes”. Exemplo: “vós decompusestes” (decompor), “vós supusestes” (supor).
6. Preste atenção nos verbos defectivos
Parece incrível, mas alguns verbos apresentam uma deficiência em sua conjugação que já é reconhecida pela gramática. Você sabia que “adequar” e “colorir” não são conjugados na primeira pessoa? Algumas expressões que você já deve ter ouvido por aí, como “o perfil dele não se adéqua à empresa” ou “eu coloro o desenho com giz de cera”, na verdade, não existem.
Quando se deparar com alguns desses verbos defectivos, o ideal é mudar a conjugação ou apelar para sinônimos, como: “eu pinto o desenho com giz de cera” ou “o perfil dele não é adequado para a empresa”.
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7. Tome cuidado com as impessoalidades do “fazer”
No nosso dia a dia, é comum se deparar com frases como “fazem duas semanas que ele se foi” ou “fazem anos que não estudo gramática”, mas essa colocação verbal não está correta. O ideal seria: “faz duas semanas que ele se foi e “faz anos que não estudo gramática”.
Isso acontece porque, quando o verbo “fazer” é utilizado para se referir ao tempo transcorrido, ele adquire uma postura impessoal. Isso quer dizer que deve ser empregado sempre no singular, pois não há sujeito para a realização da concordância.
Informações
- Descrição
- Notas sobre Portugues, criado por Ludmyla Sangali em 30-09-2022.
- Criado por
- Ludmyla Sangali
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