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Notas

CONJUNÇÕES

natanael amorim Português Polícia Português 22 páginas

CONJUNÇÕES

Conteúdo das notas (22)

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CONJUNÇÕES: Podem ser chamadas de síndeto, conectivos, elementos de coesão, operadores argumentativos... Assim como as preposições, as conjunções são conectores. Ligam orações diferentes ou termos de uma mesma oração. Também podem ligar parágrafos e traçar relações lógicas (adição, oposição, reafirmação, ressalva...) entre eles.

Quando ligam orações de sentido completo, sintaticamente independentes, são chamadas coordenativas.

Se ligarem orações dependentes umas das outras sintaticamente, são chamadas subordinativas.

Então basicamente esta é a diferença: na subordinação, um termo ou oração exerce função sintática (sujeito, complemento, adjunto) em outro termo ou oração. Na relação de coordenação, os termos são independentes, são apenas colocados lado a lado sem uma relação necessária de dependência sintática.

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CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

Ligam orações coordenadas, ou seja, independentes, estabelecendo uma relação de sentido entre elas (adição, oposição, alternância, explicação ou conclusão).

Dizemos que as orações são independentes porque têm sentido completo. Se retirássemos a conjunção, ainda assim teríamos duas orações com pleno sentido. EX: Acordei tarde, mas fui correr.

Locuções conjuntivas são conjuntos de palavras que equivalem a conjunções.

“No entanto” é locução conjuntiva equivalente à conjunção “mas”;

“Visto que” equivale a “porque”;

“por isso” equivale a “portanto”

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Conjunções Coordenativas Aditivas

Ligam orações ou palavras, com sentido de adição:

e, nem (e não), bem como, e as correlações aditivas enfáticas: não só...como também/mas também/mas ainda...

Ex: Estudei constitucional e administrativo.

Ex: Não fiz exercícios nem revisei.

Ex: Não só trabalho como também estudo.

Observe que não devemos dizer “e nem”, pois seria redundante a repetição do “e” que já faz parte do sentido da conjunção.

Atenção: A palavra “senão” pode ter sentido aditivo (normalmente usado após não só/não apenas/não somente, equivalente a “mas também”):

Ex: O labrador era o favorito, não só da mãe, senão de toda a família.

A palavra tampouco é advérbio, mas pode vir a substituir uma conjunção aditiva, quando for equivalente a “nem”:

Não malho, tampouco faço dieta!

A palavra “ainda”, pode ter sentido aditivo:

Ex: Eu trabalho, estudo e ainda (além disso) cuido de sete crianças.

Ainda pode ter outros sentidos:

Quando chegou a prova, ainda não me sentia preparado. (até aquele momento)

Depois de tanto tempo, você ainda não entendeu. (até o presente momento; até agora)

Cheguei ainda agora. (valor de reforço)

Ela cuida de sete filhos e ainda faz faculdade de medicina. (além disso)

Ele vive atrasado, se ainda fosse competente, não o demitiria. (ao menos; pelo menos)

Seu filho só faz bobagem e você ainda o recompensa. (mesmo assim, apesar disso)

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Conjunções Coordenativas Adversativas

Ligam orações ou palavras com sentido de contraste, oposição, compensação, ressalva, quebra de expectativa, retificação: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, não obstante, SENÃO (sentido de “mas”).

Ex: Falou pouco, mas falou bonito. (relação de compensação, pois pouco não é o oposto de bonito.)

Ex: Tentei, porém não consegui. (relação de oposição, até mesmo reforçada pelo sentido contrário dos verbos.)

Ex: O professor era muito tímido, não obstante falava bem em público (relação de quebra de expectativa)

Ex: Não tenho um filho, mas dois. (relação de retificação, correção.)

Ex: A culpa não foi da população, senão dos vereadores. (aqui, “senão” equivale a “mas sim”, com sentido adversativo)

Valor adversativo do “E”.

Fique atento, pois o “e” pode vir com valor adversativo, e as bancas muitas vezes exploram isso:

Estava querendo ler, e o sono não deixava. (sentido de adversidade).

Uma pista que indica o valor adversativo do “e” é estar antecedido por vírgula. A regra de pontuação recomenda pôr vírgula antes do “e” adversativo.

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Conjunções Coordenativas Alternativas

Ligam orações ou palavras com sentido de alternância ou escolha (exclusão): ou, ou...ou, quer...quer, ora...ora, já...já, seja...seja.

Ex: Estude ou vá para festa, não dá para ter tudo. (relação de escolha entre opções mutuamente excludentes).

Ex: Fico motivado ora pelo salário ora pela realização. (relação de alternância)

Ex: Seja por bem, seja por mal, vou convencê-lo de que estou certo! (Relação de exclusão)

Ex: Fritura ou açúcar em excesso fazem mal à saúde (ambos fazem, por isso mesmo o verbo vem no plural, para atribuir o efeito aos dois!)

Ex: Edson Arantes do Nascimento, ou Pelé, é o rei do futebol (“ou” indicativo de sinonímia, de equivalência semântica: são a mesma pessoa!)

Atenção: A palavra “senão” pode funcionar como conjunção alternativa:

Ex: Saia agora, senão chamarei os guardas. (poderíamos trocar por “ou”).

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Conjunções Coordenativas Conclusivas

Ligam orações ou palavras com sentido de conclusão ou consequência: logo, portanto, então, por isso, assim, por conseguinte, destarte, pois (quando vem deslocado).

Ex: Estava preparado, portanto não me apavorei.

Ex: Estou tentando te ajudar, por isso quero que você me escute.

Ex: Estava despreparado, não foi, pois, aprovado.

Se a conjunção vier deslocada, deve estar entre vírgulas!

O pois no início da oração, isto é, não deslocado entre vírgulas, será explicativo ou causal.

26. (PC-MA / DELEGADO / 2018) Em “É, então, no entrelaçamento ‘paz — desenvolvimento — direitos humanos — democracia’ que podemos vislumbrar a educação para a paz”, o vocábulo “então” expressa uma ideia de

a) conclusão.

b) finalidade.

c) comparação.

d) causa.

e) oposição.

Comentários: “Então” é conjunção conclusiva: “É, então, no entrelaçamento ‘paz — desenvolvimento — direitos humanos — democracia’ que podemos vislumbrar a educação para a paz” “É, portanto, no entrelaçamento ‘paz — desenvolvimento — direitos humanos — democracia’ que podemos vislumbrar a educação para a paz” Gabarito letra A.

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Conjunções Coordenativas Explicativas

Ligam orações ou palavras com sentido de justificativa, explicação: que, porque, pois (se vier no início da oração), porquanto.

Fique atento porque elas são fortemente sinalizadas pela presença de um verbo no imperativo anterior.

Ex: Fujam, porque a bruxa está à solta.

Ex: Economize recursos, porquanto não se sabe do futuro.

Ex: Fique em silêncio, pois o filme já começou.

Ex: Vem, vamos embora, que esperar não é saber.

ATENÇÃO:

Pois explicativo: inicia uma oração e justifica a outra: Ex: Volte, pois tenho saudade.

Pois conclusivo: após o verbo, deslocado entre vírgulas. Ex: Há instabilidade; o dólar voltará, pois, a subir.

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CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

Ligam orações subordinadas, ou seja, duas orações que dependem sintaticamente uma da outra.

A oração que é introduzida (iniciada) por uma conjunção subordinativa é chamada de oração dependente/subordinada. A outra oração, que não é a introduzida pela conjunção, é chamada de oração principal.

As conjunções subordinadas podem ser integrantes ou adverbiais.

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CONJUNÇÃO INTEGRANTE

As conjunções integrantes indicam que a oração subordinada que elas iniciam integra ou completa (complementa) o sentido da oração principal. Introduzem orações substantivas, aquelas que podem ser trocadas por “isto/disto”.

As conjunções integrantes não possuem valor semântico próprio e são apenas duas: “que” e “se”.

só quero (Oração Principal) que (Conjunção Integrante) você me aqueça nesse inverno (Oração Subordinada substantiva Objetiva Direta Complementa o verbo da oração principal Equivale a um objeto direto (só quero isto)

Não confunda: a estrutura haver/ter + que/de + infinitivo é uma locução verbal, com uma preposição acidental no meio:

Ex: Tenho que estudar; Hei de passar. Repito: que/de, nesse caso, é uma preposição acidental, não é conjunção integrante.

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CONJUNÇÕES ADVERBIAIS

As conjunções adverbiais, que vão introduzir as orações subordinadas adverbiais, trarão uma relação semântica de circunstância, como um advérbio, com função sintática de adjunto adverbial da oração principal. Podem ser temporais, causais, concessivas, condicionais, conformativas, finais, proporcionais, comparativas, consecutivas.

Visitei meus parentes maternos(Oração Principal) quando (Conjunção Subordinativa) viajei para Natal (Oração Subordinada Adv. Circunstância de tempo Equivale a um advérbio de tempo (ex: hoje)

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Conjunções subordinativas adverbiais condicionais

Iniciam oração subordinada de mesmo nome e indicam a hipótese ou a condição para a ocorrência da oração principal. Geralmente trazem verbo com sentido de hipótese e conjugado no modo subjuntivo, que é o tempo verbal com valor hipotético.

São elas: se, caso, desde que, contanto que, quando, salvo se, a menos que, a não ser que, sem que.

Ex: Se eu puder, ensinarei tudo.

Ex: Se eu quisesse falar com você, te chamaria no whatsapp!

Ex: A não ser que haja uma catástrofe, não me atrasarei.

Ex: Sem que invista em bons materiais, não vai aprender rápido.

Ex: Qualquer renda, mesmo quando (se) for oriunda de ilícitos, será tributada.

Cuidado, ao trocar “SE” por “CASO”, é preciso fazer um ajuste no verbo, como no exemplo:

Se eu puder, viajarei. (verbo no futuro do subjuntivo)

Caso eu possa, viajarei. (verbo no presente do subjuntivo)

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Conjunções subordinativas adverbiais conformativas

Indicam que uma ação ou fato se desenvolve de acordo com outro: como, conforme, consoante, segundo.

Ex: A prova se desenrolou como tínhamos treinado!

Ex: Tudo correu conforme o planejamos.

Ex: Conforme esclarece o livro, isso nunca aconteceu.

OBS: Quando não introduzem orações (em expressões sem verbo), conforme, consoante, segundo, não são consideradas conjunções, mas apenas preposições acidentais:

Ex: Conforme o livro, isso nunca aconteceu.

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Conjunções subordinativas adverbiais finais

Indicam propósito, objetivo, finalidade: para que, a fim de que, do modo que, de sorte que, porque (quando igual a para que), que.

Ex: Dou exemplos para que você entenda tudo.

Ex: Estude todo dia a fim de que acumule conhecimento ao longo do mês.

Ex: “É preciso rezar porque não estoure uma nova guerra mundial.”

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Conjunções subordinativas adverbiais proporcionais

Introduzem uma oração que traz uma relação de proporcionalidade com a oração principal: à medida que, à proporção que, ao passo que e também as correlações quanto mais/menos...mais/menos...

Ex: Quanto mais eu rezo, mais assombrações me aparecem.

Ex: Quanto mais estudo, mais sorte tenho nas provas.

Ex: À medida que o tempo passa, a confiança vai aumentando.

Ex: Ao passo que o produto escasseia, o preço sobe.

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Conjunções subordinativas adverbiais temporais

Introduzem uma oração que traz uma noção de tempo para o fato ocorrido na oração principal: quando, enquanto, desde que, sempre que, toda vez que, assim que, logo que, mal (com sentido de assim que).

Ex: Mal cheguei e já fui bombardeado de perguntas.

Ex: Meu chefe me demitiu assim que cheguei.

Ex: Comprei roupas enquanto ela escolhia sapatos. (tempo simultâneo)

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Conjunções subordinativas adverbiais comparativas

Introduzem uma oração que traz uma comparação ou contraste em relação à oração principal: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, menos, tanto quanto.

Nesses pares, as palavras tanto e quanto são correlatas. O mesmo vale para outros pares que possuem função de uma conjunção.

Ex: Essa matéria é mais fácil do que a que estudamos ontem.

Ex: Corria como um touro.

Ex: Ele estuda tanto quanto seu tio médico (estuda).

Observe no exemplo acima que o verbo costuma vir implícito, porque é o mesmo verbo da outra oração.

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Conjunções subordinativas adverbiais causais

Iniciam uma oração subordinada que traz a causa da ocorrência da principal: porque, que, como (com sentido de porque), pois que, já que, uma vez que, visto que, na medida em que, porquanto, se (com sentido de já que).

Ex: Não passei porque não estudei.

Ex: Como não era vaidoso, nunca fez dieta.

Ex: Se Marisa gosta de você, por que não a procura?” (Se = Já que)

Para organizar a relação de causa e efeito no texto, pense assim: “o fato X fez com que Y acontecesse”.

A causa é a origem de um evento, portanto ela precisa necessariamente ocorrer antes do evento.

A banca também pode pedir a substituição de conjunções causais por preposições que também tenham sentido de causa, como “por”:

Ex: Não fiz a questão porque não sabia. (porque = conjunção causal)

Ex: Não fiz a questão por não saber. (por = preposição com valor de causa)

Observe que há mudança na forma do verbo e essa adaptação deve ser observada.

Não confunda (Causa) x (Consequência) x (Explicação):

Ex: Choveu porque o dia foi muito quente. (Causa)

Ex: Choveu tanto que o chão está molhado. (Consequência).

Ex: Choveu, porque o chão está molhado. (Explicação)

O chão estar molhado não causa chuva! É só uma explicação ou justificativa para afirmação “choveu”. A vírgula também denuncia essa relação de coordenação, acentuando que são duas orações independentes.

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Conjunções subordinativas adverbiais consecutivas

Iniciam uma oração subordinada que é consequência da ocorrência da principal.

Normalmente vem acompanhada de uma expressão “intensificadora” (como um advérbio de modo), que indica a causa. As principais são: De modo que, de sorte que, de forma que, de maneira que, sem que (com sentido de que não), que (quando aparece ligada a tal, tão, cada, tanto, tamanho).

Ex: Negligenciei meus estudos de tal forma que não passei.

Ex: Fez tamanho escândalo que foi demitida.

Ex: Estudei tanto que fiquei ouvindo vozes.

Ex: Tal era seu empenho em emagrecer, que malhava todo dia.

Ex: Não pode ver uma mulher sem que assovie como um idiota. (...que assovia...)

Ex: A menina era linda, que dava medo de olhar nos olhos. (observe que a expressão “intensificadora” pode vir implícita.)

Não confunda consequência com causa, olhe para a conjunção ou locução conjuntiva e veja se aquela oração onde ela aparece ocorre antes ou depois. Se ocorrer antes, é causa; se depois, é consequência.

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Conjunções subordinativas adverbiais concessivas

Iniciam uma oração subordinada que é contrária à principal, mas sem impedir sua realização. A concessão também é uma adversidade, mas tem um sentido mais refinado de quebra de expectativa.

O fato trazido na oração subordinada concessiva gera a expectativa de que o fato que ocorre na principal não devia se realizar; mesmo assim, ele ocorre.

As principais conjunções são: mesmo que, ainda que, embora, apesar de que, conquanto, por mais que, posto que, se bem que, não obstante.

Ex: Embora fosse gago e epilético, Machado de Assis fundou a Academia Brasileira de Letras.

Ex: Posto que estivessem grávidas, as mulheres vikings guerreavam.

Ex: Ainda que eu falasse a língua dos anjos, eu nada seria.

Ex: Teve que aceitar a crítica, conquanto não tivesse gostado.

Ex: Por mais que fosse engenheiro, errava todas as contas.

Oração Concessiva X Adversativa.

Ambas trazem sentido de oposição ou ressalva. A conjunção adverbial concessiva inicia uma oração subordinada na qual se admite um fato que, CONTRÁRIO à ação expressa na oração principal, é, contudo, incapaz de impedir que tal ação se realize.

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Descrição
Polícia Português (Aula 3) Notas sobre CONJUNÇÕES, criado por natanael amorim em 22-09-2021.
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natanael amorim
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