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Notas

HistóriaGeral

Marcelo kkk História Geral Enem Português 4 páginas

Conteúdo das notas (4)

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Correntes Historiográficas

Positivismo: enfatiza a objetividade e busca leis gerais na história, baseando-se em fatos e evidências empíricas.

Historicismo: defende a importância de analisar eventos e contextos históricos de maneira específica, destacando a singularidade de cada período.

Materialismo Histórico: abordagem marxista que considera as condições materiais e as relações de produção como elementos fundamentais na explicação dos processos históricos.

Escola dos Annales: foco na história total, abordando aspectos sociais, econômicos, culturais e geográficos, dando menos importância aos eventos políticos e individuais.

História Oral: valoriza a importância das memórias e dos relatos pessoais como fontes históricas, especialmente para grupos e eventos sub-representados na historiografia tradicional.

Micro-história: abordagem que se concentra no estudo de pequenas unidades sociais, como indivíduos, famílias ou comunidades, para revelar aspectos mais amplos da história.

História Cultural: estuda a cultura como um conjunto de práticas, símbolos e valores compartilhados, analisando as representações e as formas de expressão artística e intelectual.

História das Mulheres e Gênero: investiga a participação das mulheres na história e as construções de gênero ao longo do tempo, buscando visibilizar e valorizar a diversidade de experiências e perspectivas.

História Pública: foco na comunicação e difusão do conhecimento histórico para públicos amplos e diversificados, envolvendo-se com questões contemporâneas e contribuindo para o debate público.

História Ambiental: analisa a interação entre seres humanos e o ambiente ao longo do tempo, destacando a importância das questões ecológicas e o impacto das atividades humanas no planeta.

Linha do Tempo

É uma representação gráfica que ilustra a sequência cronológica de eventos, períodos ou temas históricos.

Facilita a compreensão das relações temporais entre diferentes acontecimentos e permite visualizar a evolução histórica de uma forma clara e ordenada.

Pode ser linear ou circular, dependendo do tipo de informação apresentada e do contexto cultural e histórico em que é utilizada.

A invenção da escrita foi um marco crucial na história da humanidade, pois permitiu a documentação e a comunicação de informações, ideias e conhecimentos de forma mais eficiente e duradoura. A escrita possibilitou o registro de leis, transações comerciais, crenças religiosas e eventos históricos, o que, por sua vez, facilitou a administração e a organização das sociedades.

O surgimento da escrita marcou o fim da Pré-História e o início da História propriamente dita. A partir desse momento, tornou-se possível estudar e analisar os eventos e sociedades do passado com maior precisão e detalhe, uma vez que os registros escritos proporcionam evidências mais concretas e confiáveis do que apenas os vestígios arqueológicos e as tradições orais.

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Idade Antiga

A Idade Antiga ou Antiguidade foi um período da história que se iniciou com a invenção da escrita ,quando os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme na Mesopotâmia, e se estendeu até a queda do Império Romano do Ocidente

civilizações do Egito e Mesopotâmia, a China, as civilizações clássicas como Grécia e Roma, os Persas, os Hebreus e os Fenícios, além de outros povos como os Celtas, Etruscos, Eslavos e povos germanos como os visigodos, ostrogodos, anglos e saxões.

Antiguidade foi um período importantíssimo da história, pois muitas das bases da organização política, social e cultural foram desenvolvidas nessa época.

Essas civilizações se desenvolveram em regiões próximas a grandes rios como Tigre, Eufrates, Nilo, Indo e Huang He. A Mesopotâmia, localizada entre os rios Tigre e Eufrates, é conhecida como berço da civilização e foi habitada por diversos povos

Mesopotâmia

A Mesopotâmia, localizada entre os rios Tigre e Eufrates, foi o berço de uma das civilizações mais antigas da história. Ao longo de sua história, a região foi ocupada por diversos povos mesopotâmicos.

A região é conhecida por sua rica história e legado cultural que influenciou a arte, a arquitetura, a religião e a ciência. Atualmente é habitada principalmente pelo povo árabe, com uma minoria de curdos e turcomanos.

O Crescente Fértil, região entre os rios Tigre e Eufrates, é fundamental para entender a história da Mesopotâmia, pois seu solo fértil permitiu a agricultura e a sedentarização humana.

Sumérios

Os Sumérios foram os primeiros a criar cidades na Mesopotâmia, enfrentando obstáculos naturais como as cheias dos rios Tigre e Eufrates. Para controlar a água, construíram diques, barragens e canais de irrigação.

Eles também desenvolveram a escrita cuneiforme, que era usada para registrar transações comerciais e, posteriormente, se transformou em um sistema de sílabas.

Os sumérios se destacavam na trabalhos em metal, lapidação de pedras preciosas e escultura.

Os Sumérios eram politeístas e valorizavam muito o culto aos deuses. Eles deixavam estatuetas de pedra diante dos altares para representar suas orações.

As cidades sumérias eram autônomas, cada uma com seu próprio governo independente.

destruído por povos inimigos anos depois

Babilônios

Os babilônios foram um povo que se estabeleceu ao norte dos sumérios e conquistou diversas cidades da região mesopotâmica, formando um império com capital em Babilônia.

Código de Hamurabi, baseado no princípio de talião. Este código é um dos mais antigos conjuntos de leis escritas da história e foi desenvolvido para organizar e controlar a sociedade, impondo punições proporcionais aos delitos cometidos pelos criminosos, de acordo com a máxima "olho por olho, dente por dente".

Eles tinham um calendário preciso para monitorar as cheias do rio Eufrates e facilitar a agricultura. além de serem excelentes observadores dos astros e terem criado o relógio de sol.

Os babilônios conquistaram o povo hebreu e a cidade de Jerusalém

Após a morte de Hamurabi, o império babilônico foi invadido por povos vindos do norte e do leste.

Hititas

Os Hititas foram um povo indo-europeu que fundou um poderoso império na Anatólia Central no 2º milênio a.C., expandindo-se até a Síria e conquistando a Babilônia.

Sua língua indo-europeia é a origem da maioria dos idiomas falados na Europa.

Tinham um exército comandado por um rei, que também era juiz supremo e sacerdote.

Os hititas acreditavam em várias divindades relacionadas aos aspectos da natureza, seguindo o politeísmo comum na antiguidade.

Foram dominados pelos assírios

Assírios

Os assírios viveram na região norte da Babilônia e se destacaram pela organização militar. Eles viam a guerra como uma forma de desenvolver sua sociedade e conquistar poder, mas eram extremamente cruéis com os inimigos vencidos

Assurbanipal foi um importante rei assírio que reinou entre 668 e 627 a.C. durante o qual a Assíria se tornou a primeira potência mundial.

O império assírio incluía territórios como a Babilônia, a Pérsia, a Síria e o Egito.

Apesar de ser conhecido por seu poder militar, a cultura assíria também se destacou pela ciência e matemática, como a divisão do círculo em 360 graus e a criação de sistemas de navegação geográfica.

Caldeus

A Caldeia é uma região ao sul da Mesopotâmia

Uma das obras mais importantes construídas pelos Caldeus foi o Jardim Suspenso da Babilônia, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

Sua construção é um exemplo da habilidade e técnica avançada dos caldeus na arquitetura e engenharia.

A sociedade mesopotâmica era dividida em classes sociais, com os dominantes tendo o poder e os dominados consumindo o que produziam e entregando excedentes para os dominantes. O rei era a posição mais elevada, com poderes políticos, religiosos e militares.

As habitações também eram simples, feitas de tijolos crus e palmeiras, com telhados planos que às vezes vazavam. Porém, todos eram igualmente vulneráveis às epidemias.

Os povos mesopotâmicos adoravam diversas divindades e acreditavam que elas poderiam fazer tanto o bem quanto o mal, tais deuses possuíam defeitos e características por vezes humanas.

A organização política da Mesopotâmia contava com um soberano divinizado e seus assessores, os burocratas-sacerdotes. Eles eram responsáveis por administrar a distribuição de terras, o sistema de irrigação e as obras hidráulicas. O sistema financeiro, por sua vez, era controlado por um templo que funcionava como um banco, emprestando sementes e cobrando juros sobre as mesmas.

A economia da Baixa Mesopotâmia baseava-se na agricultura de irrigação. Os comerciantes eram empregados pelos templos e palácios, mas também podiam fazer negócios por conta própria, graças à localização geográfica e à falta de matérias-primas.

Egito

O Antigo Egito é uma das mais antigas civilizações do mundo, com registros que datam de aproximadamente 6 mil anos.

Sua localização desértica às margens do Rio Nilo permitiu o desenvolvimento de uma cultura complexa, que se destacou na arte, ciência, comércio e religião. Apesar de situado numa região desértica, o Vale do Nilo era muito fértil e teve um papel decisivo na economia do Antigo Egito.

Antigo Império

Egito viveu um período de grande desenvolvimento.

Foram construídas obras de drenagem e irrigação, que ajudaram a expandir a agricultura.

Durante esse período foram construídas as grandes pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos.

Com o tempo, o faraó conquistou cada vez mais poderes. No entanto, isso acabou gerando conflitos com os grandes proprietários de terra e os chefes dos diversos nomos, que procuraram diminuir o seu poder. Essas disputas acabaram por enfraquecer o poder político do Estado.

Médio Império

Os faraós recuperaram o poder político do império, com a capital sendo transferida para a cidade de Tebas.

Nesse período, houve conquistas territoriais e um aumento da prosperidade econômica.

No entanto, algumas agitações internas enfraqueceram o império novamente, o que permitiu que os hicsos governaram o Egito por cerca de 170 anos.

Novo Império

O período final do Antigo Egito, conhecido como Novo Império, começou com a expulsão dos hicsos e foi marcado por uma série de conquistas territoriais que trouxeram grande prosperidade econômica.

Entretanto, no final desse período, houve agitações internas e uma nova onda de invasões, o que resultou no enfraquecimento do Estado.

Assim, o Egito foi conquistado sucessivamente por várias potências estrangeiras

Os egípcios eram organizados em comunidades chamadas nomos, que eram controlados por chefes chamados nomarcas. Essas comunidades se agrupavam em dois reinos rivais: o reino do Alto Egito e o reino do Baixo Egito.

O reino do Norte dominou o reino do Sul, unificando o Egito e dando origem ao faraó, que tinha poder hereditário e era visto como um representante dos deuses na Terra. Esse tipo de governo é chamado de monarquia teocrática.

No Egito Antigo, o faraó era o líder supremo que exercia diversas funções, como a justiça, as funções religiosas, a fiscalização das obras públicas e o comando do exército.

A economia do Antigo Egito era baseada principalmente na agricultura. As cheias do Rio Nilo fertilizavam o solo, permitindo o cultivo de grãos, frutas, legumes e plantas têxteis, como linho e papiro. O comércio era realizado principalmente por barcos que navegavam pelo Nilo e pelo Mar Vermelho, possibilitando o intercâmbio de produtos com outras civilizações. A moeda não era utilizada no Antigo Egito, o comércio era feito através de escambo, ou seja, troca direta de produtos.

Os egípcios acreditavam na existência de muitos deuses e deusas, cada um com seu próprio papel e personalidade. O faraó era considerado um deus vivo e atuava como intermediário entre os deuses e o povo. religião também influenciou muitos aspectos da vida cotidiana, desde as práticas funerárias até a arte e a arquitetura. Acreditava-se que a vida após a morte era uma continuação da vida terrena, e por isso os egípcios construíam elaborados túmulos e realizavam rituais funerários para garantir a continuidade da vida após a morte.

A crença na vida após a morte era tão forte que os egípcios construíam tumbas suntuosas para seus faraós e nobres, conhecidas como pirâmides. Nessas construções, eram depositados tesouros, alimentos e objetos pessoais, a fim de garantir uma vida plena e próspera na vida após a morte.

A escrita egípcia é uma das mais antigas formas de escrita no mundo e foi utilizada pelos antigos egípcios durante milênios. A escrita hieroglífica egípcia era uma forma de escrita pictográfica que utilizava imagens para representar objetos e ideias. A escrita hieroglífica era utilizada para escrever em papiros, paredes de templos, tumbas e monumentos. Além da escrita hieroglífica, os egípcios desenvolveram outras formas de escrita, como a escrita hierática e a demótica.

Os escribas eram uma classe privilegiada no antigo Egito, responsáveis por dominar a escrita hieroglífica e registrar informações importantes para o governo e para a religião.

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Grécia Antiga

A Grécia Antiga também é conhecida como o berço da democracia e de muitas das tradições artísticas e culturais que influenciaram a civilização ocidental.

A Grécia Antiga é dividida em vários períodos:

Período Pré-Homérico (até 1100 a.C.): Foram períodos marcados pelo desenvolvimento do comércio marítimo, construção de grandes palácios e formação de cidades-estados, conhecidas como pólis.

Período Homérico (1100 a.C. - 800 a.C.): Este é o período da Grécia descrito nas epopeias "Ilíada" e "Odisseia", atribuídas a Homero. Foi uma época de descentralização política, economia de subsistência e sociedade baseada em laços de sangue.

Período Arcaico (800 a.C. - 500 a.C.): Neste período ocorreu a expansão colonial grega, a consolidação das pólis e a formação da democracia ateniense.

Período Clássico (500 a.C. - 338 a.C.): É considerado o apogeu da civilização grega, marcado pelo grande desenvolvimento cultural e filosófico, e a hegemonia de Atenas. Foi durante este período que a democracia se estabeleceu firmemente.

Período Helenístico (338 a.C. - 146 a.C.): Este período começa com a conquista da Grécia por Filipe II da Macedônia e se estende até a conquista romana. Foi marcado pela difusão da cultura grega no Oriente e grandes avanços em ciência e filosofia.

ATENAS

Atenas, uma das mais conhecidas cidades-estado, ou pólis, da Grécia Antiga, é muitas vezes vista como o berço da civilização ocidental. No período clássico, Atenas emergiu como uma das principais potências do mundo grego, desempenhando um papel importante nas Guerras Persas. Era a casa de grandes filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, dramaturgos famosos como Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, e o historiador Tucídides. Foi em Atenas que nasceu a tragédia e a comédia no teatro.

A economia ateniense era diversificada e incluía agricultura, comércio, mineração e artesanato. Em Atenas, a educação era valorizada e disponível para os meninos da classe alta. Eles aprendiam uma variedade de disciplinas, como gramática, música, ginástica, além de serem treinados nas artes da guerra e da oratória.

ESPARTA

Ela se tornou notória na Grécia durante o período arcaico e clássico, particularmente pela sua disciplina militar e pelo papel crucial que desempenhou nas Guerras Persas. Esparta tinha um sistema político único conhecido como diarquia, que consistia em dois reis governando simultaneamente. Esses reis pertenciam a duas famílias separadas e hereditárias, e cada um deles tinha funções específicas, muitas vezes de natureza militar e religiosa. Esparta é mais conhecida por sua sociedade militarista. A educação espartana, ou agoge, era um processo rigoroso de treinamento físico e disciplina para meninos. Em Esparta, as mulheres desfrutavam de um status significativamente mais alto do que em outras partes da Grécia. Elas eram educadas, tinham direitos de propriedade e, em geral, tinham maior liberdade de movimento na sociedade.

Aspectos de Governo

Pólis: Uma pólis, no contexto da Grécia Antiga, era uma cidade-estado independente que possuía sua própria forma de governo, sua própria economia e leis.

Monarquia: A maioria das pólis gregas começou com uma monarquia, um sistema de governo em que um rei ou rainha exerce autoridade.

Esparta: Em Esparta, havia um sistema único de diarquia, com dois reis governando simultaneamente.

Oligarquia: A oligarquia é um sistema de governo em que o poder está nas mãos de poucos, geralmente pertencentes às famílias mais ricas ou influentes.

Tirania: A tirania surgiu quando o poder de uma oligarquia era derrubado por uma única figura, geralmente através do uso da força. Os tiranos não eram necessariamente líderes ruins, mas eles governavam de forma autocrática

Ostracismo: Em Atenas, o ostracismo era uma prática legal única que permitia aos cidadãos exilar alguém que eles acreditavam ser uma ameaça à pólis. Os nomes dos cidadãos propostos para o ostracismo eram escritos em pedaços de cerâmica chamados ostraca. Aquele que recebia mais votos era então exilado

Guerras, decadência e helenismo

Gregos contra Persas: Durante os séculos VI e V a.C., a crescente expansão do Império Persa ameaçava a autonomia das cidades-estados gregas. Nesse cenário, as cidades-estados uniram forças contra o inimigo comum e conseguiram derrotar os persas em várias batalhas.

Gregos contra gregos: Após as Guerras Médicas, começou um período de lutas internas entre as próprias cidades gregas, com destaque para a rivalidade entre Atenas e Esparta. Esse conflito interno, conhecido como as Guerras do Peloponeso, marcou o início da decadência da civilização grega.

A democracia ateniense e a expansão grega: Durante o século V a.C., Atenas vivenciou o apogeu de sua democracia sob o governo de Péricles, dando início ao Período Clássico. No entanto, problemas internos, falta de terras e o desejo de expandir o comércio levaram as cidades gregas, incluindo Atenas, a estabelecerem colônias tanto próximas quanto distantes. A rivalidade cresceu entre Atenas e Esparta.

A Guerra do Peloponeso: A expansão de Atenas não foi bem recebida por Esparta, e a disputa por terras acabou culminando na Guerra do Peloponeso no início do século V a.C. Infelizmente para Atenas, eles foram derrotados nesta guerra, marcando o início do declínio das pólis gregas.

A conquista da Grécia pela Macedônia: Depois das Guerras do Peloponeso, todas as pólis, incluindo Atenas e Esparta, estavam enfraquecidas, tornando-se presas fáceis para a conquista por outros povos. Os macedônios, habitantes do norte da Grécia, aproveitaram essa oportunidade e, sob a liderança de Filipe II e depois de seu filho Alexandre, o Grande, conquistaram a Grécia e expandiram seu império, inclusive sobre o Império Persa.

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ROMA ANTIGA

Roma foi o último grande império do mundo antigo. Com exércitos superpoderosos, Roma dominou terras que antes eram dominadas por gregos, egípcios, mesopotâmicos, persas e vários outros povos.

Os romanos tinham duas explicações: uma mitológica e uma histórica.

Segundo a mitologia romana, os gêmeos Rômulo e Remo foram jogados no rio Tibre, na Itália. Foram resgatados por uma loba, que os alimentou, e foram criados depois por um casal de pastores. Quando cresceram, retornaram à cidade natal de Alba Longa e ganharam terras para fundar uma nova cidade: Roma!

Mas os historiadores têm uma visão um pouco diferente. De acordo com eles, Roma é o resultado da mistura de três povos que foram morar na região da península itálica: gregos, etruscos e italiotas.

Eles desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e no pastoreio. A sociedade, nesta época, era dividida entre patrícios (os donos das terras) e plebeus (os comerciantes, artesãos e pequenos proprietários).

Em termos de religião, eram politeístas, adotando deuses parecidos com os dos gregos, só que com nomes diferentes. E nas artes, tinham a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com uma pitada de influência grega.

O Período Monárquico

Durante o reinado dos etruscos, muitas construções importantes foram realizadas, como templos, drenagem de pântanos e um sistema de esgoto. Pense nisso como um grande projeto de "urbanização" de Roma.

O último rei etrusco, Tarquínio, o Soberbo. Mas esse cara acaba sendo deposto em 509 a.C., provavelmente por ter irritado os patrícios com medidas que favoreciam os plebeus.

Os patrícios, então, decidem mudar o roteiro da série: no lugar de Tarquínio, eles colocam dois magistrados, chamados cônsules, no poder. E com essa mudança, o episódio "Período Monárquico" termina e começa um novo capítulo, chamado "Período Republicano".

A Roma Republicana

Os patrícios (a elite) seguram as rédeas do poder, controlando todas as instituições políticas. Para eles, é tudo uma questão de garantir seus próprios benefícios.

Para os plebeus, que já eram a maioria da população, as coisas não estavam indo tão bem. Sem direito a participar da política, a única coisa que lhes restava eram os deveres, como pagar impostos e servir no exército. Durante a República, o poder que antes pertencia ao rei agora é compartilhado por dois cônsules. É como se a Roma tivesse dois presidentes ao mesmo tempo

A medida que Roma crescia e se tornava mais poderosa, as diferenças entre os patrícios e plebeus ficavam cada vez mais claras. Sendo excluídos do processo político, os plebeus iniciaram uma luta que durou cerca de dois séculos (V-IV a.C.) contra os patrícios, numa espécie de "guerra de classes".

Durante a República, Roma começou a expandir suas fronteiras. Eles tinham dois objetivos principais: proteger Roma contra ataques de povos vizinhos rivais e garantir mais terras para a agricultura e o pastoreio.

Durante a expansão, Roma entrou em conflito com Cartago e Macedônia, potências que dominavam o Mediterrâneo na época. Isso resultou nas Guerras Púnicas, que ocorreram em três etapas. Com a queda da maior rival, Roma começou a expandir para o leste do Mediterrâneo, conquistando os reinos helenísticos da Macedônia, da Síria e do Egito.

Depois das Guerras Púnicas, Roma entrou em um período de intensa agitação social, marcado por revoltas e lutas pelo poder. Nessa época, começaram a surgir os triunviratos, que eram governos formados por três indivíduos. O Primeiro Triunvirato foi formado por Pompeu, Crasso e Júlio César. Após uma longa guerra civil, Júlio César derrotou seus rivais e se tornou ditador vitalício.

No entanto, o poder de César assustou os senadores, que acabaram tramando sua morte. Depois da morte de César, Marco Antônio, Lépido e Otávio formaram o Segundo Triunvirato. A disputa pelo poder continuou e, em 31 a.C., Otávio derrotou Marco Antônio e retornou vitorioso a Roma. Com esse feito, ele assumiu o controle de Roma, encerrando o período da República e iniciando o Império.

Roma Império: O Alto Império

Depois de derrotar Marco Antônio, Otávio obteve vários títulos que lhe deram imenso poder. Finalmente, em 27 a.C., o Senado concedeu-lhe o título de Augusto, que significa consagrado, majestoso, divino.

O Período Imperial é tradicionalmente dividido em dois:

Alto Império: Durante este tempo, Roma alcançou grande esplendor, e durou até o século III d.C.

Baixo Império: Esta fase foi marcada por crises que levaram à desintegração do Império Romano, que aconteceu do século III ao século V.

Durante o governo de Augusto (27 a.C. a 14 d.C.), várias medidas foram adotadas para controlar conflitos sociais, resolver problemas econômicos e consolidar o império. Isso permitiu que Roma atingisse seu auge e entrasse em um longo período de prosperidade e tranquilidade social conhecido como Pax Romana. Augusto abandonou a política agressiva de conquistas, promoveu uma aliança entre a aristocracia e os cavaleiros (plebeus ricos), e apaziguou a plebe com a política de "pão e circo" (panem et circenses).

A comunicação entre Roma e as demais regiões do vasto império era possibilitada por uma extensa rede de estradas, originando o famoso ditado: "Todos os caminhos levam a Roma".

Roma Império: O Baixo Império

O Baixo Império foi um período marcado por crises em várias áreas da vida romana, contribuindo para o fim do império.

Uma das principais crises estava na produção agrícola. Com a redução das guerras, a reposição de escravos começou a ser um desafio. Esses fatores levaram a uma transformação na produção agrícola, com muitos latifúndios sendo divididos em pequenas propriedades, e os escravos sendo gradualmente substituídos por camponeses.

Em 395, o imperador Teodósio dividiu o império em duas partes: o Império Romano do Ocidente, com a capital em Roma, e o Império Romano do Oriente, com a capital em Constantinopla. Essa medida foi tomada na esperança de fortalecer o império, facilitando a proteção das fronteiras contra ataques invasores.

Embora as invasões de povos inimigos tenham sido fundamentais para o fim do Império Romano do Ocidente, outras circunstâncias também foram determinantes, tais como:

Gastos elevados com a estrutura administrativa e militar;

Perda de controle sobre várias regiões devido ao tamanho do império;

Aumento dos impostos e tributos;

Corrupção política;

Crise na obtenção de escravos devido ao fim das guerras de expansão;

Continuidade das lutas civis entre patrícios e plebeus;

A difusão do cristianismo.

A cultura romana foi uma rica miscelânea de influências de várias culturas que os romanos conquistaram durante o período de expansão do império. Isso incluiu influências dos etruscos, gregos, celtas, egípcios, e muitos outros.

A arte romana também foi fortemente influenciada pelos gregos, com a escultura romana muitas vezes copiando ou adaptando estilos gregos. No entanto, a arte romana também tinha suas próprias características únicas.

Informações

Descrição
História Geral
Criado por
Marcelo kkk · jul 2024
Atualizado
6 ago 2024
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7
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