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Notas

Preposições Argumentais

Mariana Verdial Gramática Dificuldades do Português Português 1 página

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Dificuldades relacionadas com uso de preposições argumentais

A seleção de preposições argumentais (ou regência preposicional) como propriedade intrínseca dos predicados

As expressões da categoria Verbo, Adjetivo e Nome (ou Substantivo) – coletivamente referidas como predicados (verbais, adjetivais, nominais) por alguns autores – têm diversas propriedades sintáticas e semânticas intrínsecas (logo, suscetíveis de serem registada nos dicionários) que condicionam fortemente a construção das frases em que ocorrem.

De entre estas propriedades, podem destacar-se quatro (número de argumentos, seleção categorial, seleção semântica, seleção de preposições argumentais).

Número de argumentos (ou enaridade, ou grau) – [Nascer (x)], [Visitar (x, y)], [Dar (x, y, a z)]

Número mínimo de expressões com que é preciso combinar um predicado para obter uma sequência bem formada e com sentido.

Nascer, ladrar, proliferar [Predicados de 1 argumento / unários]

Visitar, abandonar, permanecer [Predicados de 2 argumentos / binários]

Dar, enviar, retirar [Predicados de 3 argumentos / ternários]

Possíveis desvios (dificuldades do português): uma frase pode estar malformada por haver argumentos a menos (em contextos em que eles não podem estar subentendidos) ou argumentos a mais.

- Supressão indevida de argumentos

“Quem não é do Minho, mas permanece alguns tempos, dar-se-á conta do religiosismo folclórico dos cristãos minhotos (…).” [OK permanece aí; permanece nesta região]

- Adição indevida de argumentos

“(…) em 1974, o PCP abandonou do seu programa o conceito (…) de ditadura do proletariado (…).” [OK retirou do seu programa o conceito; abandonou o conceito; retirando-o do seu programa]

Seleção categorial (sintática)

Categoria dos argumentos. Nem todos os predicados admitem todos os tipos categoriais de argumentos.

Possíveis desvios (dificuldades do português): escolha de um argumento de tipo categorial/sintático incompatível com o predicado.

“[A Rússia] reconquistou para a sua esfera de influência a Ásia Central (apesar de o Usbequistão ainda hesitar se prefere bases militares russas ou americanas) [OK {não saber / ter dúvidas sobre} se prefere bases; (frase interrogativa indireta, introduzindo por se) vs. hesitar entre A e B]

“(…) os dois pressupostos (…) de leitura de um texto derivam (…) [da] forma e dos conceitos (…). Convém-nos acreditar esses pressupostos separáveis (…).” [OK considerar esses pressupostos separáveis (oração reduzida, sem verbo) vs. acreditar que esses pressupostos são separáveis (frase plena com verbo)]

Seleção semântica

Propriedades semânticas dos argumentos. Nem todos os predicados admitem todos os tipos semânticos de argumentos.

Possíveis desvios (dificuldades do português): escolha de um argumento com características semânticas incompatíveis com o predicado.

“Cavaco dececiona expectativa de remodelação.” [OK defrauda expectativa vs. dececiona eleitores/apoiantes que esperavam remodelação]

“(…) em finais de Outubro de 1988, o ministro (…) proporia a Barros Gomes que (…) se tornaria conveniente chegar a uma base (…) de entendimento.” [OK faria sentir a B.G. que se tornaria conveniente; alertaria B.G. para a conveniência vs. proporia a B.G. que tentasse chegar a uma base]

Seleção de preposições argumentais (regência / regime preposicional)

Envolve uso de preposição ou não (argumentos preposicionados vs. não preposicionados) e a preposição específica admitida para cada argumento (uma única, ou por vezes mais), no caso de argumentos preposicionados.

Mencionar -- um assunto

Referir-se a um assunto

Falar de, em, sobre um assunto

Pensar em, sobre um assunto

Dissertar sobre um assunto

Possíveis desvios (dificuldades do português): uma frase pode estar malformada por haver preposição argumentais a menos ou a mais, ou por não ter sido usada a preposição adequada – i.e. por adição, supressão ou troca de preposição argumental.

Anomalias por omissão de preposição argumental (ou construções gramaticais discutivelmente não preferenciais por omissão de preposição argumental)

1. Omissão de preposição argumental antes de frases finitas (argumentos frásicos finitos)

É conveniente distinguir dois casos (que não têm necessariamente igual aceitação ou reconhecimento na variedade padrão): omissão em frases dependentes de verbos vs. omissão em frases dependentes de nomes ou adjetivos.

- Omissão em completivas verbais (possivelmente, maior aceitação)

O Pedro esqueceu-seV de que tinha combinado telefonar à Ana.

- Omissão em completivas nominais ou adjetivas (possivelmente, menor aceitação)

O Pedro deu garantiasN de que ia resolver o problema.

O Pedro parece seguroADJ de que vai conseguir o novo emprego.

1.1. Omissão em frases dependentes de verbos

Há uma forte tendência dos falantes para deixar cair as preposições argumentais (especialmente de) antes da conjunção integrante que (i.e. antes de frases finitas), mas não noutros contextos, nomeadamente antes de argumentos nominais, frases infinitivas ou pronomes.

O Paulo esqueceu-se…

{*os / dos} amigos. [SN]

{*telefonar / de telefonar} à Ana. [Frase Infinitiva]

{que / de que} amanhã é feriado. [Frase Finita]

{*isso / disso}. [Pronome Demonstrativo]

{*quê / *o quê / de quê / do quê}? [Pronome Interrogativo]

NB: Em caso de dúvida, a pronominalização (e.g. com isso) pode ser usada como teste rápido para averiguar se a preposição é compatível com o verbo ou não: esqueceu-se disso, lembrou-se disso, duvida disso, informou a Ana disso, convenceu a Ana disso vs. pensa isso, acha isso, etc.

Normalmente, as construções em causa (com verbos) não são consideradas desvios/anomalias (mas antes uma variante – possivelmente não preferencial), dado existirem muitas abonações literárias delas e haver um reconhecimento da sua variedade em várias gramáticas e/ou dicionários de referência.

“Francisco Mendes Nobre, lembrando-se que Domingos Leite era de Guimarães, teve medo de descobrir a existência do cuteleiro.”

“Tentemos justificá-la, opondo o tal Cínico o (…) comedido Filósofo, que lê a História, para se assegurar que as gerações que passaram nada têm que exprobrar a esta que vai correndo.”

“Sou informado que o original da transcrição de Arinos está na 8ª edição de Morais.”

A frequência da supressão da preposição não é a mesma para todos os verbos. Destacam-se em especial dois verbos – gostar e duvidar – pela predominância da omissão da preposição de antes de completivas finitas.

O verbo gostar é um caso em certo sentido único, por ocorrer praticamente sempre sem a preposição de realizada antes de que (sendo essa presença aliás frequentemente considerada estranha, por muitos falantes).

“Sou homem de bofes lavados (…) e não gosto de que me estejam a morder a pele por causa de lacunas (…) ou contradições nas minhas narrativas.”

“(…) não gostei de que minha pobre mãe viesse um dia procurar-me para me pedir doze vinténs para comprar uma galinha para minha pobre irmã (…).”

O verbo duvidar têm também taxas extremamente elevadas de omissão da preposição de antes de que (embora num registo mais formal e conservador seja porventura preferível o seu uso).

“Robin duvidava que as pessoas com quem tivera um contacto rápido se lembrassem dela melhor do que ela se lembrava delas (…).”

“[Robin] Estava pálida, mas Strike, que não duvidava de que ela era capaz de encenar uma situação para ficar em vantagem (…), limitou-se a assentir.”

Exemplos de omissões de preposição argumental:

“(…) António Taveira informou os autarcas que o estudo de impacto ambiental deverá estar concluído até final do corrente ano (…).” [Alternativa: informou os autarcas de que]

“Então lembraram-se que D. Duarte apoia a proteção das gravuras (…), muito anteriores à própria nacionalidade.” [Alternativa: lembraram-se de que]

“Tentei convencer-me a mim próprio que, se era assim que ele se comportava, não era um pai que me interessasse (…).” [Alternativa: tentei convencer-me a mim próprio de que]

“Quando se candidatara à agência, Hutchins avisara Strike que talvez nem sempre estivesse em forma (…).” [Alternativa: avisara Strike de que]

(idem, em posições deslocadas, e.g. topicalizarão)

“Que Edite Estrela é uma mulher de «pontos nos ii» ninguém duvida (…).”

(idem, em coordenação)

“Pedira à secretária que informasse a polícia (…) de que a versão mais recente do testamento estava guardada em segurança, que todas as formalidades estavam a ser cumpridas e que tínhamos toda a liberdade para estar presentes na leitura do testamento (…).” [Alternativa: informasse a polícia de que…, de que… e de que…]

“Focou-se no rumorejar das ondas (…), tentando persuadir-se de que tomara a decisão correta, que aquela mudança ia melhorar a sua vida.” [Alternativa: tentou persuadir-se de que…, de que…]

(idem, antes de pronomes interrogativos: qual, quem, quando, onde, …; é extremamente comum a supressão de preposição de neste contexto; há variações de frequência, em função dos predicados e sobretudo dos pronomes interrogativos)

“Reconheci a marca (…), mas não fui capaz de me lembrar exatamente qual era.” [Alternativa: … de me lembrar… de qual era]

“(…) a doença (…) traduz-se sempre por uma terrível demência senil que acaba por retirar às suas vítimas a própria capacidade de se lembrarem quem são.” [Alternativa: … capacidade de se lembrarem de quem são]

“Rudolfo (…) não se recordou quando foi contactado e foi vago sobre o que teria dito na altura.” [Alternativa: … não se recordou de quando foi contactado…]

“«O passarinho onde faz o ninho nunca se esquece», diz Paulo Pinto.” [Alternativa: o passarinho de onde faz o ninho nunca se esquece]

1.2. Omissão em frases dependentes de nomes/adjetivos

Com nomes e adjetivos, também se verifica uma forte tendência dos falantes para deixar cair preposições argumentais (especialmente de) antes da conjunção integrante que, mas não noutros contextos (e.g. antes de argumentos nominais, frases infinitivas ou pronomes).

Foi discutida a hipóteseN…

{*a / da} existência de vida em Marte. [SN]

{*haver / de haver} vida em Marte. [Frase Infinitiva]

{?que / de que} há vida em Marte. [Frase Finita]

{*isso / ?disso} [Pronome Demonstrativo]

{*quê? / *o quê? / de quê? / do quê?} [Pronome Interrogativo]

(OK Foi discutida essa hipótese)

Alguns estão convencidosADJ…

{?que / de que} há vida em Marte. [Frase Finita]

{*isso / disso} [Pronome Demonstrativo]

{*quê? / *o quê? / de quê? / do quê?} [Pronome Interrogativo]

Diferenças relativamente aos casos com frases dependentes de verbos.

Ao contrário dos verbos, que podem ter complementos diretos (e, portanto, ser imediatamente seguidos de que: o Pedro {acredita / pensa / sabe} que há vida em Marte), os nomes e adjetivos nunca têm complementos diretos; em princípio, os seus complementos são sempre introduzidos por uma preposição.

Nos casos (de frases dependentes de nomes) com elipse do nome, a presença da preposição é obrigatória, mesmo antes da conjunção integrante que:

(1) A única hipótese que foi considerada foi a [] {*que / de que} a doença é de origem viral.

A supressão de de antes de que em frases dependentes de nomes/adjetivos é geralmente menos bem aceite por alguns falantes (do que a supressão em frases dependentes de verbos) e deve ser evitada em contextos de grande formalidade.

Porém, a omissão de preposição em completivas de nome e adjetivo também está registada em texto literário:

“(…) eu nenhuma prova tinha de que ele recebia cartas dela, mas tinha a certeza que elas existiam e que o seu coração estava cheio delas…”

“Sebastião de Melo, receoso que a sua paragem silenciosa àquela porta fosse suspeita, retirou-se (…).”

Exemplos de omissões de preposição argumental (de):

“Não há qualquer garantia que isto fosse melhor do que o que temos hoje (…).”

“Quando a Judith, (…) estava com a sensação que o tempo tinha parado.”

“(…) era quem estava mais próximo dele, a fazer-lhe sinal que deveria entrar.”

“Ele estava com medo que o filho também fosse afetado (…).”

“A edição (…) do dia 11 (…) também não foi distribuída (…). Razão? Só uma: o medo que existe que (…) seja publicada a história mais ou menos picante que terá existido entre um membro da família real e um criado.”

“(…) [Espanha e Polónia] defendem que a nova Constituição deverá confirmar o sistema (…) [,] deixando para mais tarde uma possível decisão sobre a sua alteração, caso os 25 cheguem à conclusão – por unanimidade – que não funciona.” [OK … conclusão – por unanimidade – de que]

“(…) estava muito afogueada, demasiado receosa que alguma dos outros me visse a comprá-lo.”

“Estou convencido que os críticos aqui em França estão em torres de marfim.”

“Quando à orientação nacional do partido, o socialista está convicto que tudo se resolverá (…).”

(idem, em coordenação ou justaposição)

“(…) aquilo era um sinal de que o irmão também teria amadurecido, que teria desenvolvido alguma empatia.”

“Começa a ter a sensação nítida de estar a ser observada; que aqui e ali, entre as cortinas, havia olhos à espreita (…).”

“Quando começara no VG sete anos antes, fizera-o convencida de que aquele era o princípio do seu futuro. Que estava ali para ficar. (…) agora a sua vida era diferente e ela tentara mais uma vez convencer-se de que tinha feito a escola certa. Que gostava de ser a própria patroa.”

2. Omissão de preposição argumental antes de argumentos nominais

Trata-se de uma situação menos comum, ocorrendo esporadicamente com alguns predicados.

“O PSD absteve-se não porque discordasse o conteúdo da moção, mas porque não aceitava os seus considerandos.” [OK discordasse do conteúdo da moção]

“Dirigido por ele [Alçada Baptista], O Tempo e o Modo sai para a rua em Janeiro de 1963. Edita-o Pedro Tamen, chefia-o Bénard da Costa, participam-no (como redatores principais) Nuno Bragança e Alberto Vaz da Silva.” [OK participam nele]

Anomalias por adição indevida de preposição argumental

1. Adição indevida de preposição argumental a argumentos frásicos

[Estar aqui / Que tivesses vindo] é muito agradável.

É muito agradável [estar aqui / que tivesses vindo]. [Sujeito em Posição Final]

*É muito agradável de [estar aqui / que tivesses vindo].

(Adição a sujeitos ou predicativos do sujeito)

“(…) se consultarem (…) pedagogos [,] ouvi-los-ão dizer que (…) o mais recomendável é de reunir (…) informações sobre o ambiente desta criança (…).” [OK o mais recomendável é reunir…]

“As minhas conclusões eram de que não havia quaisquer bases para julgar que alguém (…) tivesse motivo para eliminar Harald Olesen.” [OK as minhas conclusões eram que…]

“Entre as entidades que trabalham no terreno (…), é convicção corrente de que, independentemente de ter ou não um teto social, o clandestino é um caso social.” [OK é convicção corrente que… o clandestino é…]

(Adição a complementos diretos)

“Recorda as palavras do Dr. Saxéus quando lhe garantiu de que tudo iria correr bem.”

“(…) eu estou aqui desde as primeiras horas da manhã e asseguro-lhes de que aqui dentro só estão diplomatas e cidadãos alemães.”

“Na última hora, sentira com mais certeza de que estava no caminho certo.”

“O Secretariado (…) faz constar através do presente aviso, de que pretende contratar (…) três funcionários (…).” [OK faz constar… que pretende]

“Volodya pode (…) tomar conta da casa [,] cujo interior apresenta um grau de limpeza notável, tendo em conta de que se trata de uma comunidade de homens-das-obras, sem água nem corrente elétrica.” [OK tendo em conta que se trata…]

2. Adição indevida de preposição argumental a argumentos nominais

“Se a largura da sua rua se reduzir de um metro todos os dez anos, há-de notar a mudança.” [OK se reduzir um metro]

“(…) a erupção do Pinatubo também teve alguns efeitos (…). Estas erupções são capazes de fazer descer a temperatura média de meio grau durante um ano inteiro.” [OK fazer descer… meio grau]

“(…) Baltusrol, que dista a apenas meia hora de carro de Manhattan, (…) confirma-se assim como um exigente teste de paciência (…).” [OK dista apenas meia hora]

“Pelas estradas, à comitiva presidencial depararam-se com sucessivas manifestações de carinho (…) [OK à comitiva… depararam-se sucessivas manifestações; a comitiva… deparou-se com sucessivas manifestações]

Anomalias por troca indevida de preposição argumental

1. Troca indevida de preposição argumental de argumentos frásicos

Verifica-se alguma tendência para usar (não canonicamente) a preposição em em vez da preposição de antes de orações infinitivas dependentes de certos nomes.

“O próprio Gorbatchov já manifestou a intenção em cooperar com o seu antigo opositor (…).” [OK manifestou a intenção de cooperar]

“(…) a demarcação por parte do Governo da decisão presidencial em enviar o embaixador Nunes Barata a Tunes para avistar com o líder da OLP (…).” [OK decisão presidencial de enviar]

“Tal como não havia nada de natural na decisão que tomara em mudar radicalmente a sua vida (…).” [OK decisão que tomara de mudar]

“(…) a situação foi agravada pela desflorestação, que reduziu a capacidade de terra em absorver uma grande quantidade de água em pouco tempo.” [OK capacidade da terra de/para absorver]

2. Troca indevida de preposição argumental em argumentos nominais

“(…) é obrigatório que um astronauta intrépido desça no buraco negro.” [OK desça ao]

“O Procurador-Geral da República (…) discordou com as declarações de Édwy Plénel, sublinhando a importância do segredo judicial (…).” [OK discordou das declarações]

“Supondo que a história que Kristian Lund me contara era verdade, seria difícil discordar com esta conclusão.”

“Era um dos colegas com quem ela mais tinha aprendido (…), mas também um daqueles com quem discordava com mais frequência (…).” [em Oração Relativa]

“- E também não têm ideia sobre quem poderia ser o casal mais velho?” [OK ter ideia de]

“Um portfolio [sic] com os «14 pretendentes» à sucessão de João Paulo II é o tema forte (…) da revista (…). (…) Dos destacados, contam-se ainda, o patriarca de Veneza, Ângelo Scola, o nigeriano Francis Arinze (…).” [OK entre os destacados, contam-se…]

“Matisse não terá ficado indiferente ao tom amoroso destas Lettres Portugaises (…). O interesse e o empenho de Matisse fora tais que ficou ele próprio encarregue pela paginação da obra.” [OK encarregado da paginação da obra]

“O clero timorense considera que (…) [a visita de João Paulo II] constitui «um ato formal de reconhecimento à integração de Timor pela Indonésia» e (…) fez saber ao Papa que a sua presença seria recebida «com mágoa e tristeza pelo povo».” [OK um ato formal de reconhecimento da integração de Timor pela Indonésia]

Não confundir os seguintes dois sentidos no nome reconhecimento:

- reconhecimento de y – cf. reconhecer y

- reconhecimento a y – cf. (estar) reconhecido a y; gratidão para com y.

Informações

Descrição
Dificuldades do Português Gramática (Preposições Argumentais) Notas sobre Preposições Argumentais, criado por Mariana Verdial em 13-01-2025.
Criado por
Mariana Verdial · jan 2025
Atualizado
13 jan 2025
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