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Quiz

Enem 3

Robson Bueno 15 perguntas 2.354 visualizações 4,4 (39 avaliações)

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Perguntas do quiz (15)

  1. 1A escravidão não há de ser suprimida no Brasil por uma guerra civil, muito menos por insurreições ou atentados locais. Não deve sê- lo, tampouco, por uma guerra civil, como o foi nos Estados Unidos. Ela poderia desaparecer, talvez, depois de uma revolução, como aconteceu na França, sendo essa revolução obra exclusiva da população livre. É no Parlamento e não em fazendas ou quilombos do interior, nem nas ruas e praças das cidades, que se há de ganhar, ou perder, a causa da liberdade.
    NABUCO, J. O abolicionismo [1883]. Rio de Janeiro:
    Nova Fronteira, 2000

    No texto, Joaquim Nabuco defende um projeto político sobre como deveria ocorrer o fim da escravidão no Brasil, no qual
    1. AA- copiava o modelo haitiano de emancipação negra.
    2. BB- incentivava a conquista de alforrias por meio de ações judiciais.
    3. CC- optava pela via legalista de libertação.
    4. DD- priorizava a negociação em torno das indenizações aos senhores.
    5. EE- antecipava a libertação paternalista dos cativos.
  2. 2Tenho 44 anos e presenciei uma transformação impressionante na condição de homens e mulheres gays nos Estados Unidos. Quando nasci, relações homossexuais eram ilegais em todos os Estados Unidos, menos Illinois. Gays e lésbicas não podiam trabalhar no governo federal. Não havia nenhum político abertamente gay. Alguns homossexuais não assumidos ocupavam posições de poder, mas a tendência era eles tornarem as coisas ainda piores para seus semelhantes.
    ROSS, A. Na máquina do tempo. Época, ed. 766, 28
    jan. 2013

    A dimensão política da transformação sugerida no texto teve como condição necessária a
    1. AA- ampliação da noção de cidadania
    2. BB- reformulação de concepções religiosas.
    3. CC- manutenção de ideologias conservadoras.
    4. DD- implantação de cotas nas listas partidárias.
    5. EE- alteração da composição étnica da população.
  3. 3A recuperação da herança cultural africana deve levar em conta o que é próprio do processo cultural: seu movimento, pluralidade e complexidade. Não se trata, portanto, do resgate ingênuo do passado nem do seu cultivo nostálgico, mas de procurar perceber o próprio rosto cultural brasileiro. O que se quer é captar seu movimento para melhor compreendê-lo historicamente.
    MINAS GERAIS. Cadernos do Arquivo 1: Escravidão em Minas Gerais. Belo Horizonte: Arquivo Público
    Mineiro, 1988

    Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a capoeira ou o candomblé, deve considerar que elas
    1. AA- permanecem como reprodução dos valores e costumes africanos.
    2. BB- perderam a relação com o seu passado histórico.
    3. CC- derivam da interação entre valores africanos e a experiência histórica brasileira.
    4. DD- contribuem para o distanciamento cultural entre negros e brancos no Brasil atual.
    5. EE- demonstram a maior complexidade cultural dos africanos em relação aos europeus.
  4. 4Ela acorda tarde depois de ter ido ao teatro e à dança; ela lê romances, além de desperdiçar o tempo a olhar para a rua da sua janela ou da sua varanda; passa horas no toucador a arrumar o seu complicado penteado; um número igual de horas praticando piano e mais outras na sua aula de francês ou de dança.
    Comentário do Padre Lopes da Gama acerca dos costumes femininos [1839] apud SILVA, T. V. Z. Mulheres, cultura e literatura brasileira. Ipotesi – Revista de Estudos Literários. Juiz de Fora, v. 2. n. 2,
    1998

    TEXTO II
    As janelas e portas gradeadas com treliças não eram cadeias confessas, positivas; mas eram, pelo aspecto e pelo seu destino, grandes gaiolas, ondes os pais e maridos zelavam, sonegadas à sociedade, as filhas e as esposas. MACEDO, J. M. Memórias da Rua do Ouvidor [1878]

    A representação social do feminino comum aos dois textos é o(a)
    1. AA- submissão de gênero, apoiada pela concepção patriarcal de família.
    2. BB- acesso aos produtos de beleza, decorrência da abertura dos portos.
    3. CC- ampliação do espaço de entretenimento, voltado às distintas classes sociais.
    4. DD- proteção da honra, mediada pela disputa masculina em relação às damas da corte.
    5. EE- valorização do casamento cristão, respaldado pelos interesses vinculados à herança.
  5. 5Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu ―de um prazer de poder‖,
    ―de um mero imperialismo humano‖, mas da aspiração de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e culturalmente.
    (CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques. Scientiae Studia, São Paulo, v.2. n. 4,
    2004)

    Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza.

    Nesse contexto, a investigação científica consiste em
    1. AA- expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes.
    2. BB- oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar o lugar que outrora foi da filosofia.
    3. CC- ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso.
    4. DD- explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e religiosos.
    5. EE- explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e impor limites aos debates acadêmicos.
  6. 6Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma condição estranha, continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida.
    KANT, I. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Petrópolis: Vozes, 1985 (adaptado).

    Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento, fundamental para a compreensão do contexto filosófico da Modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa
    1. AA- a reivindicação de autonomia da capacidade racional como expressão da maioridade.
    2. BB- o exercício da racionalidade como pressuposto menor diante das verdades eternas.
    3. CC- a imposição de verdades matemáticas, com caráter objetivo, de forma heterônoma.
    4. DD- a compreensão de verdades religiosas que libertam o homem da falta de entendimento.
    5. EE- a emancipação da subjetividade humana de ideologias produzidas pela própria razão.
  7. 7Texto I

    O que vemos no país é uma espécie de espraiamento e a manifestação da agressividade através da violência. Isso se desdobra de maneira evidente na criminalidade, que está presente em todos os redutos — seja nas áreas abandonadas pelo poder público, seja na política ou no futebol. O brasileiro não é mais violento do que outros povos, mas a fragilidade do exercício e do reconhecimento da cidadania e a ausência do Estado em vários territórios do país se impõem como um caldo de cultura no qual a agressividade e a violência fincam suas raízes.
    Entrevista com Joel Birman. A Corrupção é um crime sem rosto. IstoÉ. Edição 2099, 3 fev. 2010.


    Texto II
    Nenhuma sociedade pode sobreviver sem canalizar as pulsões e emoções do indivíduo, sem um controle muito específico de seu comportamento. Nenhum controle desse tipo é possível sem que as pessoas anteponham limitações umas às outras, e todas as limitações são convertidas, na pessoa a quem são impostas, em medo de um ou outro tipo.
    ELIAS, N. O Processo Civilizador. Rio de Janeiro:
    Jorge Zahar, 1993.

    Considerando-se a dinâmica do processo civilizador, tal como descrito no Texto II, o argumento do Texto I acerca da violência e agressividade na sociedade brasileira expressa a
    1. AA incompatibilidade entre os modos democráticos de convívio social e a presença de aparatos de controle policial.
    2. BB manutenção de práticas repressivas herdadas dos períodos ditatoriais sob a forma de leis e atos administrativos.
    3. CC inabilidade das forças militares em conter a violência decorrente das ondas migratórias nas grandes cidades brasileiras.
    4. DD dificuldade histórica da sociedade brasileira em institucionalizar formas de controle social compatíveis com valores democráticos.

    5. EE incapacidade das instituições político- legislativas em formular mecanismos de controle social específicos à realidade social brasileira.
  8. 8Nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.
    KING Jr., M. L. Eu tenho um sonho, 28 ago. 1963. Disponível em: www.palmares.gov.br. Acesso em: 30
    nov. 2011 (adaptado).

    O cenário vivenciado pela população negra, no sul dos Estados Unidos nos anos 1950, conduziu à mobilização social. Nessa época, surgiram reivindicações que tinham como expoente Martin Luther King e objetivavam


    1. AA a conquista de direitos civis para a população negra.
    2. BB o apoio aos atos violentos patrocinados pelos negros em espaço urbano.
    3. CC a supremacia das instituições religiosas em meio à comunidade negra sulista.
    4. DD a incorporação dos negros no mercado de trabalho.
    5. EE a aceitação da cultura negra como representante do modo de vida americano.
  9. 9
    É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade política não consiste nisso. Deve-se ter sempre presente em mente o que é independência e o que é liberdade. A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem; se um cidadão pudesse fazer tudo o que elas proíbem, não teria mais liberdade, porque os outros também teriam tal poder.
    MONTESQUIEU. Do Espírito das Leis. São Paulo: Editora
    Nova Cultural, 1997 (adaptado).

    A característica de democracia ressaltada por Montesquieu diz respeito
    1. AA ao status de cidadania que o indivíduo adquire ao tomar as decisões por si mesmo.
    2. BB ao condicionamento da liberdade dos cidadãos à conformidade às leis.
    3. CC à possibilidade de o cidadão participar no poder e, nesse caso, livre da submissão às leis.
    4. DD ao livre-arbítrio do cidadão em relação àquilo que é proibido, desde que ciente das consequências.
    5. EE ao direito do cidadão exercer sua vontade de acordo com seus valores pessoais.
  10. 10Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das ideias formava- se em sua mente.
    ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012.

    O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C. 346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?
    1. AA- Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.
    2. BB- Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.
    3. CC- Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.
    4. DD- Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.
    5. EE- Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.

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Descrição
Simulado Enem
Idioma
Português
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