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Quiz

Guerra da Cisplatina - primeira parte 16/02 07/04

Levy Moreira 10 perguntas

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Perguntas do quiz (10)

  1. 1O Brasil recém-independente envolveu-se numa guerra com as Províncias Unidas do Rio da Prata, atual Argentina, pela posse da então província brasileira da [blank_start]Cisplatina[blank_end], atual República Oriental do [blank_start]Uruguai[blank_end], anexada ainda por D. João VI, em 1821. Esta guerra pouco aparece nos livros de história e, mesmo tendo durado quatro anos, entre 18[blank_start]25[blank_end] e 18[blank_start]28[blank_end], é desconhecida para a maioria dos brasileiros.
    O interesse pelo domínio daquelas terras não era novo, o Império do Brasil e a [blank_start]Argentina[blank_end], herdaram as aspirações e as disputas dos colonizadores portugueses e espanhóis pela margem [blank_start]esquerda[blank_end] do estuário do Rio da Prata. Nos séculos XVII e XVIII, o centro da disputa era a Colônia de [blank_start]Sacramento[blank_end], o enclave português na região. No início do século XIX, com os movimentos de independência na América espanhola e portuguesa, a conflagração atingiu o Brasil e a Argentina, no conflito conhecido como Guerra [blank_start]Cisplatina[blank_end].
    A guerra não envolvia só a disputa pela posse do território da Província Cisplatina que, além do gado criado nos pampas e de dois portos comerciais importantes, Montevidéu e Maldonado, não continha recursos naturais de monta, mas tinha como objetivo o controle do Rio da Prata, área geográfica de suma importância estratégica desde o início da colonização europeia na América do Sul. No estuário do Rio da Prata desembocavam dois grandes rios (Uruguai e [blank_start]Paraná[blank_end]), que constituíam o caminho natural para a penetração no continente sul-americano, representando uma estrada fluvial para a colonização, o acesso aos recursos naturais e a viabilização das trocas comerciais por todo interior da América do Sul.
    Apesar do controle português e, depois de 1822, brasileiro, a Cisplatina, ou Banda Oriental, mantinha uma população de ascendência e hábitos hispânicos, logo culturalmente distantes dos brasileiros. Os cisplatinos, liderados por Juan Antonio Lavalleja, iniciaram um levante buscando independência, procurando apoio das Províncias Unidas do Rio da Prata, o Estado nacional à época constituído que poderia rivalizar com o Império brasileiro.

    1. ACisplatina
    2. BUruguai
    3. C25
    4. D28
    5. EArgentina
    6. Fesquerda
    7. GSacramento
    8. HCisplatina
    9. IParaná
  2. 2O Estado argentino, naquela época, era formado por várias províncias com alto grau de a[blank_start]utonomia[blank_end], que reconheciam a liderança exercida pela província de Buenos Aires. A confederação de províncias argentinas tinha um interesse comum na sublevação de cisplatinos contra o Império brasileiro, visando a possibilidade de incorporar a Banda [blank_start]Oriental[blank_end]. Assim, imediatamente deram apoio político, militar e financeiro à revolta, passando, posteriormente, a envolver-se oficialmente na luta.
    Para se opor à sublevação, nitidamente suportada pela Argentina, o Brasil desenvolveu uma campanha militar na Banda Oriental entre os anos de 1825 e [blank_start]1828[blank_end]. Além de tropas, deslocou vários meios navais da Esquadra recém- formada nas Guerras da Independência para o estuário da Prata, comandadas pelo Vice-Almirante Rodrigo [blank_start]Lobo[blank_end]. Com o fortalecimento das forças de Lavalleja na Banda Oriental, as Províncias Unidas do Rio da Prata oficializaram seu apoio à revolta, declarando a[blank_start]nexada[blank_end] a Banda Oriental ao território argentino, o que significava uma declaração de [blank_start]guerra[blank_end] ao Governo Imperial.
    1. Autonomia
    2. BOriental
    3. C1828
    4. DLobo
    5. Enexada
    6. Fguerra
  3. 3Destacaremos aqui a participação brasileira na guerra naval, que teve como seu principal palco o estuário do Rio da Prata. A ênfase no aspecto naval não indica que as operações de guerra conduzidas pelos Exércitos em terra tenham sido [blank_start]menos[blank_end] importantes para a história da Guerra [blank_start]Cisplatina[blank_end]. O Exército Brasileiro e as forças de Lavalleja, somadas ao Exército argentino, confrontaram-se em diversas batalhas, mas até o final da guerra, em [blank_start]1828[blank_end], nenhum dos oponentes alcançou uma nítida vantagem na guerra [blank_start]terrestre[blank_end].
    1. Amenos
    2. BCisplatina
    3. C1828
    4. Dterrestre
  4. 4A batalha mais significativa da Guerra Cisplatina, a Batalha do Passo do [blank_start]Rosário[blank_end], ou Ituzaingó, como os argentinos a chamam, ocorrida em 20 de fevereiro de 1827, teve resultados tão [blank_start]indecisos[blank_end] como toda a guerra terrestre que se travou na Província Cisplatina. Nenhum dos lados conseguiu impor-se sobre o outro, não sendo possível apontar vitoriosas nem derrotados. Contudo, a função desta obra é destacar a participação da Marinha brasileira na nossa história. Assim, descreveremos as operações navais realizadas na Guerra Cisplatina.
    1. ARosário
    2. Bindecisos
  5. 5A Marinha Imperial brasileira na Guerra Cisplatina lutou com a Força Naval argentina, mas também atuou contra os [blank_start]corsários[blank_end] que, com cartas de corso emitidas pelas Províncias Unidas do Rio da Prata e pelo próprio Exército de Lavalleja, atacavam os navios mercantes brasileiros por toda a nossa [blank_start]costa[blank_end].
    O embate entre a Esquadra brasileira e a Esquadra Argentina teve lugar no estuário do Rio da Prata e suas proximidades, região com grande número de bancos de [blank_start]areia[blank_end] que dificultava a navegação. O que ajudou os argentinos a desenvolver uma variação naval da guerra de guerrilha. Os navios argentinos atacavam e, quando repelidos, e[blank_start]scapavam[blank_end] da perseguição dos navios brasileiros pelos estreitos canais que se formavam entre os vários bancos de areia da região, em sua maioria desconhecidos dos marinheiros brasileiros.
    1. Acorsários
    2. Bcosta
    3. Careia
    4. Dscapavam
  6. 6Como primeira ação de guerra, a Força Naval brasileira no Rio da Prata, comandada pelo Vice-Almirante Rodrigo [blank_start]Lobo[blank_end], estabeleceu um [blank_start]bloqueio[blank_end] naval no Rio da Prata, pretendendo impedir qualquer ligação marítima entre as Províncias Unidas e os rebeldes de Lavalleja, e dos dois adversários com o exterior. O inimigo a ser confrontado pela Força Naval brasileira deslocada para o estuário do Rio da Prata era liderado pelo experiente irlandês William George [blank_start]Brown[blank_end], que comandante da pequena esquadra sediada em Buenos Aires desde as lutas pela independência daquele país. O adversário, apesar do menor número de navios de guerra, tinha suas ações facilitadas não só pelo conhecimento da h[blank_start]idrografia[blank_end]26 do estuário do Rio da Prata, como também por permanecer operando próximo seu porto [blank_start]base[blank_end], o ancoradouro de Los P[blank_start]ozos[blank_end], em Buenos Aires, onde seus navios eram abastecidos e reparados.
    1. ALobo
    2. Bbloqueio
    3. CBrown
    4. Dbase
    5. Eidrografia
    6. Fozos
  7. 7Nos primeiros meses da guerra, o bloqueio naval imposto pela Esquadra brasileira provocou o primeiro embate entre as forças navais. O Combate de C[blank_start]olares[blank_end] ocorreu em 9 de fevereiro de 1826, quando a Esquadra argentina, composta de 14 navios, deixou seu ancoradouro para empreender uma ação de desgaste à Força Naval brasileira em bloqueio, também composta de 14 navios. As forças navais adversárias, dispostas em colunas, trocaram tiros de canhão a grande distância uma da outra, causando perdas humanas e avarias materiais reduzidas de parte a parte. A Esquadra argentina se retirou para o refúgio de Los Pozos e a Força Naval brasileira foi fundear entre os Bancos de Ortiz e Chico.
    O passo posterior do comandante das forças argentinas teria conseqüências muito mais significativas para os destinos da guerra no mar e em terra se bem-sucedido. Seu alvo era a Colônia de [blank_start]Sacramento[blank_end], uma praça fortificada situada na margem [blank_start]esquerda[blank_end] do Rio da Prata e guarnecida por 1.500 homens chefiados pelo Brigadeiro Manoel Jorge Rodrigues, complementados por uma pequena força de quatro navios, comandada pelo Capitão-de-Fragata Frederico Mariath. Sete navios da Esquadra argentina, capitaneados pela Fragata 25 de Mayo, romperam o bloqueio brasileiro ao largo de Buenos Aires e fizeram vela para a Colônia de [blank_start]Sacramento[blank_end], simultaneamente aquela praça era cercada por tropas.
    1. Aolares
    2. BSacramento
    3. Cesquerda
    4. DSacramento
  8. 8Devido ao maior poder de combate Força Naval Argentina perante a flotilha brasileira que defendia a Colônia, as tripulações e os canhões dos navios brasileiros foram desembarcados e incorporados às defesas de [blank_start]terra[blank_end]. Em 26 de fevereiro de 1826, os navios argentinos e as tropas de cerco iniciaram o bombardeio, respondido pelas fortificações da Colônia do [blank_start]Sacramento[blank_end], que inutilizaram um dos navios adversários. Repelido o primeiro ataque, os defensores da Colônia do Sacramento enviaram uma escuna para pedir auxílio às forças navais brasileiras estacionadas em M[blank_start]ontevidéu[blank_end], socorro que chegaria mais rápido àquela praça sitiada.
    Contudo, o Vice-Almirante Rodrigo [blank_start]Lobo[blank_end] não acudiu de imediato a cidade acossada pelo inimigo. Na noite de 1o de março, a Força Naval argentina, reforçada por seis canhoneiras, tentou desembarcar 200 homens naquela praça. Depois de severa luta, os atacantes argentinos foram repelidos, com a perda de duas canhoneiras e muitos homens, não sem antes conseguirem i[blank_start]ncendiar[blank_end] um dos nossos navios. Os navios argentinos só desistiram do cerco em 12 de março, escapando da Esquadra brasileira, que chegara com atraso em defesa de [blank_start]Sacramento[blank_end].
    A força naval Argentina empreendia ações mais ousadas contra a Esquadra brasileira. De uma troca de tiros sem muitas consequências, em fevereiro, tentou a conquista de uma praça fortificada na margem esquerda do Rio da Prata, ponto que, se conquistado, transformar-se-ia em um importante ponto de a[blank_start]bastecimento[blank_end] das tropas uruguaias e argentinas
    1. Aterra
    2. BSacramento
    3. Contevidéu
    4. DLobo
    5. Encendiar
    6. FSacramento
    7. Gbastecimento
  9. 9Uma das missões da Esquadra argentina era justamente a manutenção do a[blank_start]bastecimento[blank_end] dos exércitos que lutavam na Província Cisplatina. Como obstáculo antepunha-se a Esquadra brasileira comandada pelo Almirante Rodrigo [blank_start]Lobo[blank_end], que, apesar da ineficiência desse início de bloqueio naval – pelos primeiros embates navais da guerra, observa-se que a Esquadra argentina movimentava-se com relativa facilidade – mantinha-se [blank_start]superior[blank_end] em número as forças navais comandadas por Brown.
    O Comandante da Esquadra argentina, William Brown, reuniu sua capitânia, a [blank_start]Fragata[blank_end] 25 de Mayo, e dois brigues em uma audaciosa ação para capturar navios que se dirigissem a Montevidéu, tentando aumentar o tamanho de sua Esquadra e tomar alguma carga de valor em navios mercantes. Em 10 de abril de 1826, conseguiu capturar a pequena E[blank_start]scuna[blank_end] Isabel Maria. No dia seguinte, ao perseguir um navio mercante, a Fragata 25 de Mayo aproximou-se tanto do porto de Montevidéu que foi reconhecida por navios da Esquadra brasileira, mesmo arvorando a bandeira f[blank_start]rancesa[blank_end]27.
    Saiu em sua perseguição a Fragata [blank_start]Niterói[blank_end], comandada pelo hábil Capitão-de-Mar-e-Guerra James Norton, ambos, navio e comandante, veteranos das Guerras da Independência e recém-chegados para reforçar a Força Naval brasileira no Rio da Prata. Acompanharam a perseguição à capitânia Argentina quatro outros pequenos navios, mas o combate se concentrou nos navios de maior porte, com a Fragata Niterói trocando disparos com a Fragata 25 de Mayo e com um dos brigues que a acompanhava. Com o cair da noite, os navios argentinos, com graves avarias, retiraram- se para Buenos Aires, dando por encerrado o embate que ficou conhecido como o Combate de [blank_start]Montevidéu[blank_end].
    1. Abastecimento
    2. BLobo
    3. Csuperior
    4. DFragata
    5. Escuna
    6. Francesa
    7. GNiterói
    8. HMontevidéu
  10. 10Após o malogro da tentativa de capturar navios ao largo do porto de [blank_start]Montevidéu[blank_end], Brown planejou outra ação para reforçar sua esquadra com navios brasileiros capturados. Tencionava abordar e capturar a Fragata [blank_start]Niterói[blank_end], o mesmo navio que frustrou sua incursão anterior. Na noite de 27 de abril, sete navios argentinos rumaram para próximo de Montevidéu, onde os navios brasileiros se reuniam, e tentaram identificar seu alvo. Enganados pela escuridão, investiram contra a Fragata [blank_start]Imperatriz[blank_end] que, tendo percebido a aproximação do inimigo, se preparara para o combate. Os navios argentinos 25 de Mayo e Independencia tentaram a abordagem, mas foram repelidos pela tripulação da [blank_start]Imperatriz[blank_end]. O comandante do navio brasileiro, Capitão-de-Fragata Luís Barroso [blank_start]Pereira[blank_end], liderou seus homens na renhida luta até tombar mortalmente ferido no convés, atingido por disparos do inimigo. Foi uma das duas vítimas fatais da [blank_start]Imperatriz[blank_end] no combate.
    A 3 de maio de 1826, a Esquadra comandada por Brown foi avistada pelos navios brasileiros quando tentava escapar do bloqueio naval ao seu porto. Os navios argentinos tentaram alcançar o [blank_start]Banco[blank_end] de Ortiz na esperança de atrair os perseguidores, que, com navios de maior porte, encalhariam naquele banco de areia, tornando-se alvos imóveis para seus canhões.
    Contudo, no combate que ficou conhecido como o do [blank_start]Banco[blank_end] de Ortiz, foi justamente a Fragata argentina 25 de Mayo a primeira a ficar [blank_start]encalhada[blank_end], logo seguida pela nossa Fragata [blank_start]Niteró[blank_end]i. Os dois navios imobilizados empenharam-se em um duelo de artilharia. A Niterói conseguiu livrar-se do encalhe, logo a 25 de Mayo também escapou do [blank_start]Banco[blank_end] de Ortiz e se reuniu ao restante da Esquadra Argentina. O Combate do [blank_start]Banco[blank_end] de Ortiz acabou [blank_start]sem[blank_end] grandes perdas para ambos os adversários, mas mostrou o perigo que os bancos de areia do estuário do Rio da Prata representavam para as esquadras em luta.
    1. AMontevidéu
    2. BNiterói
    3. CImperatriz
    4. DImperatriz
    5. EPereira
    6. FImperatriz
    7. GBanco
    8. HBanco
    9. INiteró
    10. Jencalhada
    11. KBanco
    12. LBanco
    13. Msem

Informações

Descrição
2019 - Ascensão (HISTÓRIA DO BRASIL) Quiz sobre Guerra da Cisplatina - primeira parte 16/02 07/04, criado por Levy Moreira em 15-02-2019.
Idioma
Português
Visualizações
6
Avaliação
Ainda sem avaliações
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