Quiz
Choque
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Perguntas do quiz (27)
1Conceitos sobre CHOQUE
- AEstado complexo onde temos um HIPOPERFUSÃO tecidual
- BA hipoperfusão leva um desbalanço entre a oferta a demanda de oxigênio
- CComponentes da perfusão tecidual: Resistência vascular sistema; Débito cardiaco, Hemoglobina, Extração de O2
- DAvaliação da perfusão no exame físico (Hipotensão que tem como reflexo a Taquicardia; Enchimento capilar lentificado; alteração de consciência)
- EAvaliação da perfusão em exames laboratoriais Saturação venosa central (saturação venosa da veia cava superior; 70 a 75% valores normais, <70% ruim, oferta inadequada
- FAvaliação do Lactato sérico, explicação a glicose é transformada em piruvato e quando tem a demanda suficiente de O2 para perfundir os tecidos, o piruvato vai para o ciclo de krebs sendo transformado em moleculas de atp.
Mas com tecidos mal perfundido o piruvato não consegue entrar no ciclo de krebs e vai se transformado em acido lático virando H+ e lactato (levando acidose e hiperlactatemia)
2Sobre o choque HIPOVOLEMICO
- APerdas agudas de sangue em grande quatidade, ↓ o retorno venoso
- BExemplo politraumatizado
- CCirurgia de grande porte
- DPerfil do choque HIPOVOLEMICO
Pressão da Venosa Central e Retorno Venoso ↓
Débito Cardiaco ↓
FC e RVS ↑ (mecanismo compensatório) - ETratamento com uso de hemoderivados ou cristalóides
3Sobre o choque DISTRIBUTIVO
- ADéficit de perfusão acontece por decorrencia a vasodilatação, levando a diminuição da resistência vascular
- B↓ do Retorno Venoso e da Pressão Venosa central
- C↓ Débito Cardiaco
- DTratamento com reposição volemica e uso de vasoressores (noradrenalina)
- ECasuas: Anafilaxia, Sepse
4Sobre o choque CARDIOGENICO
- A↓ do Débito cardiaco e como mecanismo compensatório temos ↑ da Resistência Vascular Sistemica e na Pressão Venosa Central, temos retenção
- B↓ do Débito Cardiaco em decorrência de deficiência da bomba primaria
- CCausas IAM, Insuficiência cardíaca, Arritmias
5Sobre o choque OBSTRUTIVO
- ABloqueio mecanico na circulação pulmonar ou sistemica
- B↓ do Débito Cardiaco, ↑ da Resistência vascular sistemica e da Pressão venosa central por retenção do fluxo
- CCausas: TEP; Pneumotórax/Hemotorax hipertensivos; Tamponamento cardiaco
6Perfil do choque HIPOVOLEMICO
- APressão da Venosa Central e Retorno Venoso ↓ Débito Cardiaco ↓ FC e RVS ↑ (mecanismo compensatório)
- B↓ do Retorno Venoso e da Pressão Venosa central ↓ Débito Cardiaco
- C↓ do Débito cardiaco e como mecanismo compensatório temos ↑ da Resistência Vascular Sistemica e na Pressão Venosa Central (temos retenção de fluxo)
- D↓ do Débito Cardiaco, ↑ da Resistência vascular sistemica e da Pressão venosa central por retenção do fluxo
7Perfil do choque DISTRIBUTIVO
- APressão da Venosa Central e Retorno Venoso ↓ Débito Cardiaco ↓ FC e RVS ↑ (mecanismo compensatório)
- B↓ do Retorno Venoso e da Pressão Venosa central ↓ Débito Cardiaco
- C↓ do Débito cardiaco e como mecanismo compensatório temos ↑ da Resistência Vascular Sistemica e na Pressão Venosa Central (temos retenção de fluxo)
- D↓ do Débito Cardiaco, ↑ da Resistência vascular sistemica e da Pressão venosa central por retenção do fluxo
8Perfil do choque Cardiogenico
- APressão da Venosa Central e Retorno Venoso ↓ Débito Cardiaco ↓ FC e RVS ↑ (mecanismo compensatório)
- B↓ do Retorno Venoso e da Pressão Venosa central ↓ Débito Cardiaco
- C↓ do Débito cardiaco e como mecanismo compensatório temos ↑ da Resistência Vascular Sistemica e na Pressão Venosa Central (temos retenção de fluxo)
- D↓ do Débito Cardiaco, ↑ da Resistência vascular sistemica e da Pressão venosa central por retenção do fluxo
9Perfil do choque OBSTRUTIVO
- APressão da Venosa Central e Retorno Venoso ↓ Débito Cardiaco ↓ FC e RVS ↑ (mecanismo compensatório)
- B↓ do Retorno Venoso e da Pressão Venosa central ↓ Débito Cardiaco
- C↓ do Débito cardiaco e como mecanismo compensatório temos ↑ da Resistência Vascular Sistemica e na Pressão Venosa Central (temos retenção de fluxo)
- D↓ do Débito Cardiaco, ↑ da Resistência vascular sistemica e da Pressão venosa central por retenção do fluxo
10Os colóides podem apresentar complicações nas infusões em grandes quantidades, como edema e acidose
- AVerdadeiro
- BFalso
11Paciente sob anestesia para tratamento de abdome agudo vascular, apresenta elevação da variação da pressão de pulso (delta PP). Em qual das alternativas pode-se encontrar esta situação?
- AChoque cardiogênico com pressão venosa central elevada.
- BEdema agudo de pulmões por estenose mitral grave.
- CFibrilação ventricular com necessidade imediata de reanimação cardiopulmonar.
- DBoa resposta à reposição volêmica.
12Dos líquidos citados abaixo, qual terá maior expansão volêmica após a administração de 1000 ml?
- ASoro glicosado 5%
- BAlbumina 20%
- CSF 0,9%
- DGelatina
13Homem, 30 anos, com quadro de hemorragia digestiva alta e instabilidade hemodinâmica. Qual a primeira conduta nesse caso?
- ALaparotomia exploratória.
- BEndoscopia digestiva alta com escleroterapia.
- CEstabilização hemodinâmica com infusão de soro fisiológico e/ou Ringer Lactato.
- DEstabilização hemodinâmica com transfusão sanguínea.
14A solução de Ringer lactato é bastante utilizada para expansão volêmica e hidratação intravenosa. AS SUBSTÂNCIAS PRESENTES NA SUA COMPOSIÇÃO SÃO:
- ACloreto de sódio, gluconato de cálcio, cloreto de potássio e lactato de potássio.
- BCloreto de potássio, sulfato de magnésio, cloreto de cálcio e lactato de sódio.
- CSulfato de magnésio, cloreto de cálcio, cloreto de sódio e lactato de sódio.
- DCloreto de potássio, cloreto de sódio, cloreto de cálcio e lactato de sódio.
15Paciente vítima de ferimento abdominal por arma de fogo foi submetido a laparotomia exploradora que evidenciou lesão transfixante de estômago, explosão esplênica com hemorragia profusa e lesão do diafragma esquerdo, sendo realizada a gastrorrafia, esplenectomia, frenorrafia e drenagem fechada de tórax à esquerda. A paciente fez uso profilático de cefalosporina de primeira geração, ressuscitação volêmica com ringer lactato e analgesia. No primeiro dia pós operatório apresentava-se pálido, discretamente dispneico, taquicárdico e normotenso, com urina concentrada e volume reduzido. Sobre possíveis condutas adicionais e eventos relacionados ao pós-operatório, marque a alternativa INCORRETA:
- APodemos afirmar que o paciente se encontra hemodinamicamente instável devido à reposição inadequada de potássio na hidratação venosa no pós-operatório imediato.
- BO paciente apresenta oligúria devido a ação da aldosterona nos túbulos renais distais e do hormônio antidiurético, em resposta à provável hipovolemia não plenamente tratada.
- CPodemos inferir que o débito cardíaco deste paciente está sendo mantido às custas de aumento da resistência vascular periférica e aumento da frequência cardíaca mediada pelas catecolaminas.
- DA vasoconstrição periférica mediada pela noradrenalina piora a perfusão tecidual, ocasionando sofrimento tissular com hipóxia, hipercarbia e acúmulo de catabólitos ácidos.
16Quanto às drogas vasoativas pode-se afirmar:
- AA dopamina é menos taquicardizante que a noradrenalina.
- BA adrenalina promove melhora do fluxo esplâncnico, com diminuição dos níveis de lactato.
- CComparada à dopamina, a noradrenalina aumenta mais consistentemente a pressão arterial, com menor efeito sobre o débito cardíaco.
- DA vasopressina tem menor risco de indução de isquemia tecidual que as outras drogas vasoativas.
17As catecolaminas, adrenalina e noradrenalina, são fundamentais na resposta inflamatória ao trauma. São as principais responsáveis por:
- APromove taquicardia, pois não há ação reflexa vagal;
- BTem potência inotrópica (beta-1) equivalente à Dobutamina;
- CTem efeito irrelevante sobre o índice cardíaco;
- DVasopressor preferencial, tanto quanto a Dopamina, no choque séptico.
18A perda sanguínea estimula a produção de aldosterona e vasopressina, que tem como ação:
- AAumentar a retenção de líquido.
- BDiminuir a retenção de líquido.
- CAumentar a hematopoiese.
- DReduzir a hematopoiese.
19Paciente com história de Infarto Agudo do Miocárdio, ocorrido há 4 anos, evolui com progressiva deterioração do quadro, com edema, dispneia e agora sinais de baixa perfusão tecidual. Foi, então, indicado uso de Inotrópico, mas estava apenas disponível a Dobutamina. Diante de tal caso, assinale a alternativa que MELHOR define esse quadro clínico.
- AMelhora o consumo de oxigênio pelo miocárdio (diminui).
- BAumenta o fluxo sanguíneo aos órgãos.
- CProtege o coração de arritmias.
- DSua dose inicia-se a 15 mcg/kg/min.
20A milrinona é uma droga utilizada na insuficiência cardíaca descompensada, refratária ao tratamento padrão. Seu mecanismo de ação está relacionado à:
- AInibição da fosfodiesterase, com efeito inotrópico positivo.
- BInibição da fosfodiesterase, com efeito vasodilatador venoso, e diminuição da pré-carga.
- CAgonista dos receptores beta-adrenérgicos, com efeito inotrópico positivo.
- DInibição da fosfodiesterase, com efeito vasodilatador arterial, e diminuição da pós-carga.
21Homem, 39 anos, admitido no pronto-socorro trazido pelo SAMU. Antecedente pessoal: insuficiência renal crônica secundária à nefropatia diabética. Exame físico: Glasgow = 10; oximetria de pulso (ar ambiente) = 89%; Pressão Arterial Média (PAM) = 45 mmHg; FC = 130 bpm; T = 38,2°C; hiperemia e saída de secreção purulenta em local de inserção de cateter de hemodiálise. Após as medidas iniciais, o paciente evolui com melhora do nível de consciência, porém persiste com PAM = 55 mmHg. A conduta é:
- AHidrocortisona de 50 mg, por via venosa, de 6/6h.
- BRetirar o cateter de hemodiálise.
- CIniciar infusão de noradrenalina.
- DD
Albumina 20%, 100 ml por via venosa até PAM > 65 mmHg.
22Criança de 4 anos de idade, 15 kg, é encaminhada à sala de emergência de hospital terciário, 2 horas após ter sido picada por escorpião. No atendimento inicial na unidade básica de saúde, havia recebido 300 ml de soro fisiológico em bolus via endovenosa. Ao exame na chegada à sala de emergência, apresenta-se sudoreica, sonolenta (escala de coma de Glasgow de 14), taquidispneica, com tiragem intercostal, frequência respiratória de 40 ipm, frequência cardíaca de 160 bpm, pulsos centrais finos, tempo de enchimento capilar de 5 segundos e pressão arterial de 75/50 mmHg. Os exames laboratoriais iniciais mostram (sangue arterial): pH: 7,24; PO2: 87 mmHg; PCO2: 26 mmHg; Bicarbonato: 11 mEq/L, Base excess -14. Glicemia: 492 mg/dl, sódio: 137 mEq/L, potássio: 3,3 mEq/L, cloro: 100 mEq/L, troponina I: 1,13 mcg/L (normal < 0,01 mcg/L). A radiografia de tórax é mostrada na figura abaixo.(VER IMAGEM). Qual é o tratamento inicial apropriado?
- AAdministração endovenosa de soro antivenoso, bicarbonato de sódio 4 mEq/kg e furosemida 1 mg/kg.
- BAbertura de vias aéreas por colocação de coxim sob o occipício e aspiração de vias aéreas superiores, administração de oxigênio a 100% por máscara não reinalante, administração endovenosa de soro antiveneno e infusão de norepinefrina 1 mcg/kg/minuto.
- CAbertura de vias aéreas por colocação de coxim sob o occipício e aspiração de vias aéreas superiores, administração de oxigênio a 100% por máscara não reinalante, administração endovenosa de soro antiveneno e infusão de dobutamina 5 mcg/kg/minuto.
- DIntubação traqueal e ventilação mecânica, administração endovenosa de soro antiveneno e infusão de norepinefrina 1 mcg/kg/min.
23Uma moça de 20 anos de idade, vítima de colisão de auto, chega ao pronto-socorro hipotensa, mas responde inicialmente à administração de volume. A tomografia revela subluxação C5/C6 e fratura de ramo púbico. Não tem lesões na cabeça, tórax, abdome, extremidades nem partes moles. Na unidade de tratamento intensivo, volta a apresentar hipotensão. Pulso: 55 bpm, PA: 80 × 50 mmHg, saturação de O2: 99%. Recebe 2 litros de solução cristalóide e a saturação cai para 88%. O enchimento capilar é menor que 2 segundos e as extremidades não estão frias. Melhor tratamento para a hipotensão desta doente, neste momento:
- Acorticoides.
- Blaparotomia exploradora.
- Cvasopressores.
- Dlençol pélvico ou embolização de vasos de bacia.
24Um paciente de dois anos de idade foi internado para tratamento de pneumonia bacteriana grave e apresentava taquicardia, pulsos finos, extremidades frias, tempo de enchimento capilar maior que três segundos e pressão arterial de 70 x 45 mmHg. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor opção de droga vasoativa para o tratamento inicial desse quadro:
- ADobutamina.
- BNoradrenalina.
- CAdrenalina.
- DLevosimendana.
25O choque é uma síndrome aguda caracterizada pela incapacidade do sistema circulatório em satisfazer as demandas metabólicas dos tecidos. Sobre o choque no paciente pediátrico, assinale as alternativas que se encontram corretas. I – Há a necessidade de hipotensão para se fazer o diagnóstico de choque séptico. ; II – Nas fases iniciais do choque séptico podemos ter um débito cardíaco aumentado.; III – O choque neurogênico é uma causa comum de choque distributivo em crianças.; IV – A principal causa adquirida de choque cardiogênico é a miocardite viral.; V – No paciente com choque séptico, refratário a fluidos, com hipotensão e extremidades frias, a droga vasoativa de escolha é a epinefrina contínua. pg. 209 (SBP), 305 (Nelson)
- AI, II e V apenas.
- BI, III e V apenas.
- CII, III e IV apenas.
- DII, IV e V apenas.
- EI, II, IV e V apenas.
26Menino de 10 anos de idade, com história de aparecimento de pústulas em membros inferiores há duas semanas, evolui com mialgia e febre há 3 dias, e queda do estado geral há 1 dia. Ao exame físico: Mau estado geral, letárgico, frequência respiratória 30 ipm, frequência cardíaca 140 bpm, pressão arterial 80/50mmHg, pulsos finos e tempo de enchimento capilar 4 s. Na sala de emergência é colocado coxim sob occipício, administrado oxigênio por máscara não reinalante, obtido acesso venoso periférico e infundidos dois bolus de solução de cloreto de sódio 0,9% 20 mL/kg cada. Após a infusão do segundo bolus de fluido, surgem estertores crepitantes em bases pulmonares. O restante do exame físico permanece inalterado. Qual o próximo passo do tratamento?
- AIniciar epinefrina 0,05 mcg/kg/min em infusão contínua
- BAdministrar furosemida 1 mg/kg em bolus
- CInfundir solução de cloreto de sódio 0,9% 20 mL/kg em 10
- DIniciar norepinefrina 0,2 mcg/kg/min em infusão contínua
27Um senhor de 66 anos de idade foi assaltado e agredido com um taco de madeira. No atendimento inicial, a via aérea está pérvia e a ventilação diminuída na base do hemitórax esquerdo. Pulso: 138 bpm; pressão arterial: 70 x 30 mmHg. Tem escoriações no abdome, à esquerda, com muita dor à palpação local. O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma), feito logo à chegada, mostrou apenas fina lâmina de líquido em espaço subfrênico esquerdo. A reanimação com 2 litros de solução cristalóide não melhorou a condição hemodinâmica de admissão. O paciente continua consciente, com Glasgow de 15. A radiografia de tórax mostra fraturas das costelas inferiores (10º e 11º arcos costais), à esquerda, sem derrame pleural. Além de receber sangue, este paciente deve:
- ASer operado imediatamente.
- BFazer angiografia, para possível embolização esplênica.
- CFazer tomografia de corpo inteiro.
- DFazer laparoscopia diagnóstica.
- EReceber droga vasoativa por cateter central.
Informações
- Descrição
- Quiz sobre Choque, criado por ALEXANDRE PEREIRA DA SILVA em 23-05-2022.
- Idioma
- Português
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