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Mapa mental

Emanuele Karine Filosofia 1º ano Português 16 slides

Slides do conjunto (16)

  1. MAPA MENTAL

    • Professor: PAULO FERNANDO CAMPAGNOLLI.
    • Aluna: EMANUELE KARINE OLIVEIRA CASTRO.
    • Data:24/06/2021.
  2. NASCIMENTO DA FILOSOFIA

    • -Pensamento Pré-Socrático
    • A passagem do mito ao logos
    • Na história do pensamento ocidental, a filosofia nasceu na Grécia entre os séculos VII e VI a.C., promovendo a passagem do saber mítico (alegórico) ao pensamento racional (logos)..
    • -Essa passagem ocorreu durante longo processo histórico.
    • Pré-socráticos
    • -a fase inaugural da filosofia grega é conhecida como período pré-socrático (isto é, anterior a Sócrates ou à sua filosofia).
    • A busca da arché:
    • Com base na razão, os primeiros filósofos gregos tentaram encontrar o princípio substancial ou substância primordial (a arché, em grego) existente em todos os seres.
    • A construção de uma cosmologia é destacada– explicação racional e sistemática das características do universo – que substituísse a antiga cosmogonia..
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    • TALES
    • -A filosofia teve como berço mais precisamente a cidade de Mileto, situada na Jônia..
    • -Mileto abrigou os três primeiros pensadores da história ocidental a quem atribuímos a denominação filósofos, que são:
    • TALES, ANAXIMANDRO E ANAXÍMENES.
    • Tales de Mileto (c. 623-546 a.c.).
    • ele dizia: “tudo é água"
    • Para Tales, a água – por permanecer basicamente a mesma em todas as transformações dos corpos, apesar de assumir diferentes estados
    • seria a arché, a substância primordial, a origem única de todas as coisas, presente em tudo o que existe..
    • ANAXIMANDRO.
    • Anaximandro (c. 610--547 a.c.), discípulo de tales, basicamente, procurou aprofundar as concepções do mestre sobre a origem única de todas
    • as coisas.
    • -Anaxímenes (c. 588 -524 a.c.), era discípulo de Anaximandro. Ele concordava que a origem de todas as coisas era indeterminada, mas recusou-se a atribuir a essa indeterminação o caráter de arché.
    • -Para Anaxímenes, a substância primordial não poderia ser um elemento situado fora dos limites da observação e da experiência sensível, como o ápeiron de Anaximandro.
    • ATOMISTAS.
    • DEMÓCRITO E LEUCIPO.
    • -Destacou-se na busca pela arché a resposta concebida por Demócrito (c. 460-370 a.c.), um contemporâneo de Sócrates de Atenas.
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    • PITÁGORAS.
    • -Pitágoras de Samos (c. 570-490 a.c.). Profundo estudioso da matemática, Pitágoras defendeu a tese de que todas as coisas são números.
    • HERÁCLITO.
    • Em Éfeso, outra cidade jônica, desenvolveu-se um pensamento distinto e original. Isso se deveu a Heráclito (c. 535-475 a.c.), estudioso da natureza e preocupado com a arché.
    • observava que a realidade é dinâmica e que a vida está em constante transformação.
    • decidiu concentrar sua reflexão sobre o que muda.
    • assim, o filósofo dizia que tudo flui, nada persiste nem permanece o mesmo.
    • O ser não é mais que o vir a ser.
    • “tu não podes descer duas vezes no mesmo rio, porque novas águas correm sobre ti”
    • PARMÊNIDES.
    • Parmênides optou por escutar o que lhe dizia a razão – e não os sentidos, que o faziam sentir a mudança – e proclamou que existe o ser e não é concebível sua não existência. em suas palavras:
    • “O ser é e o não ser não é”.
    • EMPEDÓCLES.
    • Basicamente, Defendeu a existência de quatro elementos primordiais, que constituem as raízes de todas as coisas percebidas: o fogo, a terra, a água e o ar.
  5. Quem eram os sofistas?

    • Professores viajantes, vendiam ensinamentos práticos de Filosofia, claro, que isso por determinado preço.
    • -Também conhecidos por “ aqueles que se dedicavam a instruir e a educar os cidadãos atenienses interessados em participar na vida da cidade-Estado”.
    • A palavra sofista, vem de sophos, que significa "sábio", ou melhor, "professor de sabedoria". Posteriormente adquiriu o sentido pejorativo de "homem que emprega sofismas", ou seja, alguém que usa de raciocínio capcioso, de má-fé, com intenção de enganar. Sóphisrna significa "sutileza de sofista".
    • O que ensinavam?
    • Os sofistas ensinavam técnicas que auxiliavam as pessoas a defenderem o seu pensamento particular e suas próprias opiniões contrárias sobre o mesmo para que dessa forma conseguisse seu espaço.
    • Por desprezarem algumas discussões feitas pelos filósofos, eram chamados de céticos até mesmo por Sócrates que se rebelou contra eles dizendo que desrespeitavam a verdade e o amor pela sabedoria.
  6. O que é a retórica?

    • Uma técnica de construção de um discurso fortemente persuasivo, através de um uso correto da linguagem
    • “Nada é. Tudo é discutível.” – Protágoras
    • Não se preocupa com a verdade – preocupa-se com a força/estrutura dos argumentos
    • Foi uma arma para o sucesso na vida da pólis
    • Conceito de verdade sofístico
    • Não existe uma verdade única.
    • Não há compromisso com a verdade.
    • A verdade é adequada às circunstâncias
    • Sócrates.
    • Nascido em Atenas, Sócrates (469-399 a.C.) é tradicionalmente considerado um marco divisório da história da filosofia grega. Por isso, como vimos antes, os filósofos que o antecederam são chamados de pré-socráticos e os que o sucederam, de pós-socráticos. o próprio Sócrates, porém, não deixou nada escrito. o que se sabe dele e de seu pensamento vem dos textos de seus discípulos e de seus adversários.
    • -Sócrates era filho de um escultor e de uma parteira
    • Desenvolvia o saber filosófico em praças públicas conversando com os jovens, sempre dando demonstrações de que era preciso unir a vida concreta ao pensamento. Unir o saber ao fazer, a consciência intelectual à consciência prática ou moral.
  7. DEBATE COM OS SOFISTAS

    • Sócrates procurava um fundamento último para as interrogações humanas (o que é o bem? o que é a virtude? o que é a justiça?), enquanto os sofistas – conforme a visão de seus críticos – situavam suas reflexões a partir dos dados empíricos, o sensório imediato, sem se preocupar com a investigação de uma essência (da virtude, da justiça, do bem etc.)
    • “Conhece-te a ti mesmo”
    • Sócrates: "conhece-te a ti mesmo"
    • O filósofo ateniense Sócrates (470 a.C.-399 a.C.) é considerado um divisor de águas na filosofia. Antes os filósofos estavam mais preocupados em explicar o funcionamento da natureza. Diferentemente dos antigos filósofos, Sócrates cada um deveria, primeiro e antes de tudo, conhecer-se a si mesmo.
    • Algumas pessoas dizem que Sócrates era um homem feio, mas, quando falava, era dono de estranho fascínio.
    • "Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me cola em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa"
    • Método Socrático.
    • O seu método começa pela parte considerada "destrutiva", chamada ironia (em grego, “perguntar fingindo ignorância").
    • Nas discussões afirma inicialmente nada saber, diante do oponente que se diz conhecedor de determinado assunto.
    • Dá esse nome em homenagem a sua mãe, que era parteira, acrescentando que, se ela fazia parto de corpos, ele "dava à luz" ideias novas.
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    • REFUTAÇÃO OU IRONIA
    • Etapa em que o filósofo interrogava seus interlocutores sobre aquilo que pensavam saber, formulando perguntas e procurando evidenciar suas contradições.
    • MAIÊUTICA
    • Etapa em que ele propunha aos discípulos uma nova série de questões, com o objetivo de ajudá-los a conceber ou reconstruir suas próprias ideias. Por isso, essa fase é chamada de maiêutica, termo que em grego significa “arte de trazer à luz”.
    • Introdução a platão.
    • Nascido em Atenas, Platão (427-347 a.C.) pertencia a uma das mais nobres famílias atenienses.
    • Seu nome verdadeiro era Arístocles, mas, devido a sua constituição física, recebeu o apelido de Platão, termo grego que significa "de ombros largos".
    • Depois da morte de seu mestre, Platão empreendeu inúmeras viagens, período em que ampliou seus horizontes culturais e amadureceu suas reflexões filosóficas.
    • Maior parte do pensamento platônico nos foi transmitida por intermédio da fala de Sócrates nos diálogos Socráticos, escritos pelo próprio Platão.
    • Mito da caverna.
    • É uma metáfora criada pelo filósofo grego Platão. A história é uma tentativa de explicar a condição de ignorância em que vivem os seres humanos, aprisionados pelos sentidos e os preconceitos que impedem o conhecimento da verdade.
    • .
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    • INTERPRETANDO A ALEGORIA DA CAVERNA.
    • Sócrates começou a fazer suas perguntas buscando conhecer o conceito de justiça, de bem, de belo.
    • Um político ao aumentar o seu salário de 17 mil reais para 24 mil, dirá que o aumento foi justo.
    • No entanto, se admitirmos que não existe justiça, jamais poderemos reclamar que alguém agiu de maneira injusta conosco.
    • Opinião e conceito.
    • A opinião varia o tempo todo de acordo com as circunstâncias, além de variar de pessoa para pessoa.
    • O conceito é resultado do pensamento, da reflexão, chegamos ao conceito não por acaso, mas por meio de uma investigação rigorosa.
    • Na história o personagem Sócrates conta a seguinte história: “Imagina uma caverna onde estão acorrentados os homens desde a infância, de tal forma que, não podendo se voltar para a entrada, apenas enxergam o fundo da caverna.
    • Se um desses homens conseguisse se soltar das correntes para contemplar à luz do dia os verdadeiros objetos, quando regressasse, relatando o que viu aos seus antigos companheiros, esses o tomariam por louco, não acreditando em suas palavras.
    • Interpretando a alegoria da caverna.
    • o fato de nossos sentidos nos enganarem faz com que estejamos sempre sujeitos a tomar o verdadeiro pelo falso, a aceitar as sombras como a verdadeira realidade. Na Antiguidade e na Idade Média, por exemplo, as pessoas acreditavam que a Terra ficava sempre parada, e o sol girava em torno dela. Esta opinião era fundamentada muito mais em uma percepção dos nossos sentidos do que em estudos astronômicos.
    • Vemos então que, para Sócrates muitas das opiniões falsas surgem porque nossos sentidos nos enganam.
    • Até pouco tempo atrás, julgava-se que mulher decente não saía de casa para trabalhar, ficava em casa cuidando da casa e das crianças para o marido.
    • No Mito da caverna vemos que quando o prisioneiro libertado conta que o mundo está do lado de fora, sendo as sombras meras ilusões, ele também é visto com maus olhos.
    • Uma pessoa criada em um ambiente racista, no meio de uma família racista, cresce acreditando que brancos são superiores aos negros.
    • Embora na família dessa pessoa se aceite de maneira inquestionável a superioridade dos brancos, não existe nenhum estudo que comprove tal superioridade, sendo que a única diferença entre negros e brancos está no fato de os primeiros terem um pouco mais de melanina na pele.
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    • Um pouco sobre a vida de Aristóteles.
    • Filho de Nicômaco, médico do rei da Macedônia, provavelmente herdou do pai o interesse pelas ciências naturais.
    • Aos 18 anos foi para Atenas e ingressou na Academia de Platão, onde permaneceu cerca de vinte anos Com a morte de Platão, em 347 a.C., a destacada competência de Aristóteles o qualificava para assumir a direção da Academia.
    • Seu nome foi preterido, ou seja, não foi aceito como diretor por ser considerado estrangeiro pelos atenienses.
    • Foi então que decidiu abandonar Atenas, dizendo querer evitar que os atenienses “pecassem duas vezes contra a filosofia” Apaixonado pela biologia, dedicou inúmeros estudos à observação da natureza e à classificação dos seres vivos.
    • A sensação ao conceito.
    • Segundo Aristóteles, a finalidade básica das ciências seria desvendar a constituição essencial dos seres, procurando defini-la em termos reais.
    • Por isso ele rejeitava a teoria das ideias de Platão, segundo a qual os dados transmitidos pelos sentidos não passam de distorções, sombras ou ilusões da verdadeira realidade existente no mundo das ideias.
    • Para Aristóteles, a observação da realidade por nossos sentidos leva-nos à constatação da existência real de inúmeros seres individuais, concretos, mutáveis.
    • Método indutivo.
    • Para Aristóteles, a ciência deveria partir da realidade sensorial – empírica – para buscar nela as estruturas essenciais de cada ser.
    • Em outras palavras, a partir da existência do ser individual, devemos atingir sua essência, seguindo um processo de conhecimento que caminharia do individual e específico para o universal e genérico.
    • A finalidade da ciência deve ser a compreensão do universal, visando estabelecer definições essenciais que possam ser utilizadas de modo generalizado.
    • Hilemorfismo teleológico.
    • ristóteles formulou uma teoria da realidade que ficou conhecida como hilemorfismo teleológico.
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    • Para explicá-la, é preciso relacionar conceitos de sua física com os de sua metafísica.
    • Apesar da diversidade e multiplicidade de entes, parece haver uma ordem interna e externa a cada um deles que conduz à sucessão dos acontecimentos.
    • Por sua vez, Aristóteles está com a mão a meia altura e espalmada para baixo, parecendo mostrar sua preferência pela moderação no plano ético e pelo estudo da natureza.
    • Matéria e forma.
    • Foi o que supôs Aristóteles. ele era um grande observador da natureza – considerado por muitos o primeiro biólogo que existiu – e achava que o sensível e o inteligível deviam estar unidos, metidos um no outro.
    • Para o filósofo, “as coisas são o que são em sua própria natureza”, ou seja, o ser verdadeiro deve ser imanente.
    • Seguindo essa linha de raciocínio, Aristóteles concebeu a noção de que todas as coisas estariam constituídas de dois princípios inseparáveis:
    • • matéria (hylé, em grego) – o princípio indeterminado dos seres, mas que é determinável pela forma;
    • • forma (morphé, em grego) – o princípio determinado em si próprio, mas que é determinante em relação à matéria.
    • Assim, tudo o que existe é composto de matéria e forma, daí o nome hilemorfismo para designar essa doutrina.
    • Potência e ato.
    • Aristóteles também retomou o problema da permanência e da mudança (a clássica polêmica entre Heráclito e Parmênides) e realizou uma reviravolta: Sem questionar o estatuto da mudança em si, procurou analisar a realidade que muda entendendo que o movimento existe e que não se encontra fora das coisas.
    • O ATO – a manifestação atual do ser, aquilo que ele já é (por exemplo: a semente é, em ato, uma semente);
    • A POTÊNCIA – as possibilidades do ser (capacidade de ser), aquilo que ainda não é mas que pode vir a ser (por exemplo: a semente é, em potência, a árvore).
  12. Substância e acidente

    • substancial – atributo estrutural e essencial do ser; aquilo que mais intimamente o ser é e sem o qual ele não é. Assim, todo ser tem sua substância, de modo que devem existir tantas substâncias quantos seres existam (pluralismo ontológico);
    • acidental – atributo circunstancial e não essencial do ser; aquilo que ocorre no ser, mas que não é necessário para definir a natureza própria desse ser.
    • O conhecimento das causas primeiras.
    • Segundo Aristóteles a filosofia é o conhecimento das causas primeiras.
    • Mas o quê esse filósofo grego queria dizer com isso?
    • Quais são essas causas primeiras?
    • Antes de começarmos a entender isso é importante sabermos que Aristóteles enumera quatro causas diferentes:
    • causa material,
    • causa formal,
    • causa eficiente
    • causa final.
  13. Causa formal

    • Um exemplo, um carpinteiro ao construir uma cadeira terá em mente o conceito de cadeira, isto é, a ideia de uma peça mobiliária utilizada para se sentar com quatro pernas e um encosto para as costas. Essa noção é a causa formal e ela servirá de modelo para o carpinteiro.
    • A ideia de “um governo em que o povo exerce o poder” é o modelo, a causa formal de um país que queira ser democrático.
    • Mafalda parece não achar possível que esse tipo de modelo possa ser realizado, tanto é que ela passa o dia inteiro rindo depois de conhecer o conceito de democracia.
    • Causa eficiente.
    • O que Aristóteles chama de causa eficiente é aquilo que dá início, aquilo que faz algo surgir.
    • O personagem Guile acha que o governo é causa eficiente do calor, já que ele acha que foi o governo que começou o calor.
    • O filósofo francês Jean-Jaques Rousseau buscou compreender como surge a desigualdade entre os homens.
    • Para Rousseau a desigualdade surge com o aparecimento da propriedade privada.
    • Para ele antes os homens tinham tudo em comum, todas as coisas pertenciam a todos.
    • A partir do momento que algum homem cerca a terra e fala isso é meu e não seu, surge a propriedade privada, e com isso a desigualdade.
    • Ou seja, podemos dizer que para Rousseau a propriedade privada é a causa eficiente da desigualdade entre os homens, pois é ela que faz surgir a desigualdade.
  14. Causa final

    • Quando os filósofos investigam a causa final eles perguntam: Para quê é isso? Para quê se faz isso? Assim, um filósofo que estuda a política pode querer investigar “para quê os homens criam leis?”
    • Escolas filosóficas Helinísticas.
    • Devido à expansão militar do império macedônico, efetuada por Alexandre Magno, o período helenístico caracterizou-se por um processo de interação entre a cultura grega clássica e a cultura dos povos orientais conquistados.
    • As escolas platônica (Academia) e aristotélica (liceu) – dirigidas, respectivamente, pelos discípulos de Platão e Aristóteles – continuaram abertas e em plena atividade, mas os valores gregos começaram a mesclar-se com as mais diversas tradições culturais.
    • No plano político, a antiga liberdade do cidadão grego, exercida no contexto de autonomia de suas cidades, foi desfigurada pelo domínio macedônico, ocorrendo um declínio da participação do cidadão nos destinos da pólis.
    • Nesse contexto, as preocupações coletivas da pólis cederam lugar às preocupações pessoais, a reflexão política enfraqueceu-se e a vida privada tornou-se o centro das investigações filosóficas.
    • Parece que a principal preocupação dos filósofos era proporcionar às pessoas desorientadas e inseguras com a vida social alguma forma de paz de espírito, de felicidade interior em meio às atribulações da época.
    • Epicurismo.
    • O epicurismo é uma corrente filosófica fundada por Epicuro (341--271 a.C.), que defendia que o prazer é o princípio e o fim de uma vida feliz.
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    • No entanto, epicuro distinguia dois grandes grupos de prazeres. o primeiro reúne os prazeres mais duradouros, que encantam o espírito, como a boa conversação, a contemplação das artes, a audição da música etc. O segundo inclui os prazeres mais imediatos, muitos dos quais são movidos pela explosão das paixões e que, ao final, podem resultar em dor e sofrimento.
    • Estoicismo.
    • Os estoicos defendiam a noção de que toda realidade existente é uma realidade racional.
    • Portanto, não dispomos de poderes para alterar substancialmente a ordem universal do mundo, mas por meio da filosofia podemos compreendê-la e viver segundo ela.
    • Assim, em vez do prazer dos epicuristas, Zenão propõe o dever, vinculado à compreensão da ordem cósmica, como o melhor caminho para a felicidade.
    • Os estoicos também defendiam uma atitude de austeridade física e moral, baseada em virtudes como a resistência ante o sofrimento, a coragem ante o perigo, a indiferença ante as riquezas materiais.
    • ideal perseguido era um estado de plena serenidade (ataraxia) para lidar com os sobressaltos da existência, fundado na aceitação e na compreensão dos “princípios universais” que regem toda a vida.
    • Pirronismo.
    • Fundado a partir das ideias de Pirro de Élida (365-275 a.C.), o pirronismo foi uma corrente filosófica que defendia a ideia de que tudo é incerto, nenhum conhecimento é seguro, qualquer argumento pode ser contestado.
    • Por isso seus seguidores propunham que as pessoas adotassem a suspensão do juízo (epokhé,em grego), isto é, a abstenção de fazer qualquer julgamento, já que a busca de uma verdade plena é inútil.
    • pirronismo constitui, portanto, uma forma de ceticismo, pois professa a impossibilidade do conhecimento, da obtenção da verdade absoluta.Por isso seus seguidores propunham que as pessoas adotassem a suspensão do juízo (epokhé,em grego), isto é, a abstenção de fazer qualquer julgamento, já que a busca de uma verdade plena é inútil.
    • pirronismo constitui, portanto, uma forma de ceticismo, pois professa a impossibilidade do conhecimento, da obtenção da verdade absoluta.
  16. Cinismo

    • A palavra cinismo vem do grego kynos, que significa “cão”;
    • Assim, o termo cinismo designa a corrente dos filósofos que se propuseram viver como os cães da cidade, sem qualquer propriedade ou conforto.
    • Levavam ao extremo a tese socrática de que o ser humano deve procurar conhecer a si mesmo e desprezar todos os bens materiais.
    • 413-327 a.C.) – o pensador mais destacado dessa escola – é conhecido como o “Sócrates demente”, ou o “Sócrates louco”, pois questionava os valores e as convenções sociais de forma radical e procurava levar uma vida estritamente conforme os princípios que considerava moralmente corretos.
    • Vivendo em uma época em que as conquistas de Alexandre promoveram o helenismo, que mesclou culturas e populações, Diógenes também não tinha apreço pela diferença entre grego e estrangeiro.
    • Conta-se que, quando lhe perguntaram qual era sua cidadania, teria respondido: “Sou cosmopolita” (palavra de origem grega que significa “cidadão do mundo”).

Informações

Descrição
1º ano Filosofia Slides sobre Mapa mental, criado por Emanuele Karine em 25-06-2021.
Criado por
Emanuele Karine
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