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Simulado 001
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Questions in this quiz (5)
1O analista de Bagé 2
Contam que outra vez um casal pediu para consultar, juntos, o analista de Bagé. Ele, a princípio, não achou muito ortodoxo.
— Quem gosta de aglomeramento é mosca em bicheira... Mas acabou concordando.
— Se abanquem, se abanquem no más. Mas que parelha buenacha, tchê! Qual é o causo?
— Bem – disse o homem – é que nós tivemos um desentendimento...
— Mas tu também é um bagual. Tu não sabe que em mulher e cavalo novo não se mete a espora?
Disponível em: <http://phaleixo.blogspot.com.br>. Acesso em: 23 fev. 2013.
No texto, o autor desenvolve além de uma reflexão literária, uma outra sobre a língua portuguesa. Com base nesta, pode-se inferir que ele- Afaz uso da diversidade linguística brasileira para definir a psicologia de suas personagens.
- Bse apropria da oralidade para mostrar quão terrível é a desobediência à norma culta.
- Cdemonstra que o desrespeito ao padrão normativo da língua ocasiona ausência de coerência.
- Daponta os estrangeirismos da fronteira como empecilhos para o ato comunicativo.
- Edefende uma visão homogênea de língua calcada na obediência aos padrões cultos.
2Áreas do conhecimento como a sociolinguística concebem a língua no seio da interação social, que muda e varia em função do contexto sócio-histórico, trazendo para a ordem do dia a questão da variação linguística. Ou seja, para a sociolinguística, a língua sofre influência de fatores sociais e históricos que causam a variação, seja dentro de um mesmo idioma ou entre diferentes línguas. Diante disso, a escola não pode se furtar, como fez por muito tempo, a reconhecer essa realidade tangível da língua, pois as investigações sociolinguísticas puseram a nu a absoluta falta de base empírica e teórica para uma pedagogia linguística centrada na velha noção de erro e firmada apenas no ensino da gramática normativa. Acredito no que Bagno (2002) propõe ao defender que o ensino de língua na escola deve propiciar condições para uma educação linguística plena – conceito que difere da prática tradicional de inculcação de uma suposta “norma culta” e de uma metalinguagem tradicional de análise da gramática que pouco faz para a formação de um aluno capaz de fazê-lo pesquisar e pensar criticamente sobre sua própria língua. Este trabalho é uma reflexão sobre a necessidade de um ensino de língua portuguesa crítico-reflexivo e transformador e que supere práticas pedagógicas que pouco têm contribuído para uma educação linguística para além da gramática.
Disponível em: <http://epealufal.com.br>.
Estudos contemporâneos mostram que a sociolinguística vem transformando a realidade da sala de aula brasileira. A partir da leitura do texto, pode-se depreender que- Aé desimportante se aprender a respeito da heterogeneidade linguística na escola, pois esse conteúdo atrapalha a consolidação das normas gramaticais.
- Bo ensino de língua na escola deveria propiciar condições para o desenvolvimento pleno de uma educação linguística calcada na homogeneidade da língua.
- Ca sociolinguística vai de encontro a uma prática tradicional de inculcação de uma suposta norma culta e de uma metalinguagem tradicional de análise da gramática.
- Dé necessário democratizar o ensino escolar, tornando-o aberto para as múltiplas variedades linguísticas (sociais, regionais, profissionais, etárias) que somente algumas línguas possuem.
- Eé preciso pulverizar a qualquer custo a norma culta, fazendo o aluno competente em reconhecer os diversos usos da língua.
3 “Através da imprensa, podemos denunciar políticos [...] que vêm sondano nosso país...”
T. D. S.
“Hoje os brasileiros vivem em busca de uma sociedade democrática com opiniões própias...”.
“... medo de que as coisas erradas caiam na boca do povo”.
T. R. O.
Disponível em: <http://www.filologia.org.br>. Acesso em: 23 fev. 2013.
Esses fragmentos textuais pertencem ao laboratório eletrônico de oralidade escrita, e foram produzidos por um grupo de alunos do Ensino Fundamental. Um aspecto da composição estrutural que caracteriza essas produções como modalidade falada da língua é- Aa supressão dos fonemas /d/, da terminação do gerúndio (-ndo) e a omissão do fonema /p/, da palavra “próprias”.
- Ba neutralização do fonema /r/ na forma verbal “sondar” em lugar da vogal reduzida /a/ na construção lexical.
- Co uso de uma expressão formulaica e a presença de supressões gráficas e fonéticas em algumas palavras.
- Da presença do advérbio “hoje” seguido de expressões que caracterizam a temporalidade do texto.
- Ea presença de verbos que indicam ação e movimento, elementos restritos ao universo narrativo oral.
4PROJETO CULTURAL:
“FALA BRASIL ! FALA TIMOR !”
As atividades desenvolvidas pelo projeto cultural da embaixada do Brasil: Fala Brasil! Fala Timor! conta com a participação das professoras brasileiras Rosimeire de Souza Freitas e Ana Claudia Trindade de Coutinho Faria do programa de capacitação docente e ensino de língua portuguesa em Timor-Leste. As ações iniciaram em 11 de novembro de 2008 e foram realizadas as seguintes atividades: Coral e iniciação musical para 60 crianças; capoeira para 15 crianças; sessão de vídeo sobre a literatura infantil de Monteiro Lobato: Sítio do Picapau Amarelo; poesia; literatura de cordel; oficinas sobre cantigas de roda e brincadeiras infantis com os professores timorenses; oficinas para confecção de jogo da memória sobre as palavras da língua portuguesa nascidas no Brasil e sobre o tema fauna brasileira.
Disponível em: <http://eriveltotrygon.blogspot.com.br>. Acesso em: 22 fev. 2013.
Com base na leitura, pode-se destacar que, na visão das professoras brasileiras, a língua- Aestá alheia ao processo de desenvolvimento educacional de uma comunidade.
- Bé um instrumento pedagógico inconveniente para reger transformações sociais.
- Capresenta a homogeneidade cultural brasileira como uma de suas principais características.
- Dveicula informações ideológicas, artísticas, comportamentais e políticas de um povo.
- Erevigora a visão unilateral de cultura cultivada pelos embaixadores do Brasil.
5O triângulo da vida
Minha bisavó não falava errado, falava no antigo,
ficou agarrada às raízes e desusos da linguagem
e eu assimilei seu modo de falar.
Ela jamais pronunciou “metro”, sempre “côvado” ou “vara”.
nunca disse “travessa” e sim “terrina”, rasa ou funda que fosse,
nunca dizia “bem vestido”, falava - “janota” e “fama” era “galarim”.
Sobraram na fala goiana algumas expressões africanas, como Inhô, Inhá,
Inhora, Sus Cristo. Muito longe a currutela dos negros
Que seus descendentes vão corrigindo através de gerações.
Cora Coralina
A partir da análise da linguagem utilizada no poema, infere-se que o eu lírico revela-se como uma aprendiz e falante de uma variedade linguística específica. Essa falante, em seu grupo social, pode ser identificada como uma pessoa- Aque habita a periferia de um grande centro urbano brasileiro.
- Bque obedece aos cânones da gramática normativa.
- Cque apresenta baixo nível de letramento.
- Dque se prende às regras da norma culta lusitana.
- Eque adota uma linguagem de uma comunidade localizada nos rincões do Brasil
Information
- Description
- Quiz on Simulado 001, created by Luciana Dias on 21/12/2017.
- Author
- Luciana Dias
- Language
- Português
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- 2
- History
- Created on 21 Dec 2017 · updated on 21 Dec 2017
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