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Teste de Filosofia

Luciane Silva 8 questions

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Questions in this quiz (8)

  1. 1Heráclito e Parmênides são, costumeiramente, apresentados como filósofos cujos
    pensamentos se opõem: o primeiro seria o pensador da mudança, da contradição, enquanto o
    outro seria o precursor da metafísica, na sua defesa da constância, da unicidade e da imobilidade
    do ser. (Tradução dos fragmentos: Gerd Bornheim. Os filósofos pré-socráticos. Ed. Cultrix)

    Contudo, há vários de seus fragmentos que parecem nos trazer o mesmo conteúdo.
    Assinale quais dos fragmentos a seguir apresentam, respectivamente, as concepções ontológicas
    de Heráclito e de Parmênides.
    1. A"O mesmo é pensar e o pensamento de que o ser é". / "O pensamento é comum a todos"
    2. B"Desta via de investigação eu te afasto; mas também daquela outra, na qual vagueiam os mortais que nada sabem, cabeças duplas. Pois é a ausência de meios que move, em seu peito, seu espírito errante." / "Homens que não sabem escutar nem falar".
    3. C"...afasta, portanto, o teu pensamento dessa via de investigação, e nem te deixes arrastar a ela pela múltipla experiência do hábito, nem governar pelo olho sem visão, pelo ouvido
      ensurdecedor ou pela língua;...". / "Maus testemunhos para os homens são os olhos e os ouvidos, se suas almas são bárbaras".
    4. D"É sábio que os que ouviram, não a mim, mas as minhas palavras reconheçam que todas
      as coisas são um" / "... a diversidade das aparências deve revelar uma presença que
      merece ser recebida, penetrando tudo totalmente".
  2. 2Desde Tales de Mileto, as explicações sobre o cosmos são realizadas por meio de argumentos,
    razões plausíveis para que o processo desencadeado pela physis se comporte de determinada
    maneira. Tais argumentos são confrontados por outros filósofos e, progressivamente, as
    concepções tornam-se cada vez mais elaboradas. Dessa forma, o pensamento filosófico que emerge nesse movimento distancia-se do pensamento mítico, entre outras razões, por que:
    1. AInaugura o primado da transformação permanente pela interferência contínua dos deuses na criação do cosmos;
    2. BBusca uma physis arcaica e antropomórfica, que une o homem ao cosmo sem sua estabilidade;
    3. CApresenta uma visão de mundo com base racional que pode ser repensada por meio de argumentação e substituída;
    4. DDescreve uma cosmogonia inovadora racionalizada por meio de ritos simbólicos criados pela ação do homem;
    5. EAs narrativas mágico-religiosas são substituídas por outra linguagem mágico-simbólica para representar o sagrado.
  3. 3Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.
    1. Acontemplação da tradição mítica.
    2. Bsustentação do método dialético.
    3. Crelativização do saber verdadeiro.
    4. Dvalorização da argumentação retórica.
    5. Einvestigação dos fundamentos da natureza.
  4. 4Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente.
    ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).
    O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?
    1. Aa) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas
    2. Bb) Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles
    3. Cc) Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.
    4. Dd) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.
    5. Ee) Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.
  5. 5Platão: A massa popular é assimilável por natureza a um animal escravo de suas paixões e de seus interesses passageiros, sensível à lisonja, inconstante em seus amores e seus ódios; confiar-lhe o poder é aceitar a tirania de um ser incapaz da menor reflexão e do menor rigor.

    Quanto às pretensas discussões na Assembleia, são apenas disputas contrapondo opiniões subjetivas, inconsistentes, cujas contradições e lacunas traduzem bastante bem o seu caráter insuficiente.

    CHATELET, F. História das Ideias Políticas. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 17
    1. AOligarquia
    2. BRepública
    3. CDemocracia
    4. DMonarquia
    5. EPlutocracia
  6. 6Segundo Aristóteles, “na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios — esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais —, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas”.

    VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. São Paulo: Atual, 1994.

    O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania:
    1. Apossui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos de qualquer época fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem de trabalhar.
    2. Bera entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política profundamente hierarquizada da sociedade.
    3. Cestava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção política democrática, que levava todos os habitantes da pólis a participarem da vida cívica.
    4. Dtinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às atividades vinculadas aos tribunais.
    5. Evivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham tempo para resolver os problemas da cidade.
  7. 7Quais das correntes filosóficas abaixo podem ser consideradas do período helenístico:
    1. Amodismo, marxismo e capitalismo
    2. Bestoicismo, epicurismo e modismo
    3. Cepicurismo, cinismo, estoicismo e pirronismo (ceticismo)
    4. Dplatonismo e neoplatonismo
    5. Eepicurismo, platonismo, estoicismo e pirronismo (ceticismo)
  8. 8Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo ou injusto; e que, da mesma maneira, nada existe do ponto de vista da verdade; que os homens agem apenas segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto do que aquilo. Ele levou uma vida de acordo com esta doutrina, nada procurando evitar e não se desviando do que quer que fosse, suportando tudo, carroças, por exemplo, precipícios, cães, nada deixando ao arbítrio dos sentidos.LAÉRCIO, D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres. Brasília: Editora UnB, 1988.
    O ceticismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se por:
    1. ADesprezar quaisquer convenções e obrigações da sociedade.
    2. BAtingir o verdadeiro prazer como o princípio e o fim da vida feliz.
    3. CDefender a indiferença e a impossibilidade de obter alguma certeza.
    4. DAceitar o determinismo e ocupar-se com a esperança transcendente.
    5. EAgir de forma virtuosa e sábia a fim de enaltecer o homem bom e belo.

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Quiz on Teste de Filosofia, created by Luciane Silva on 15/04/2019.
Language
Português
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