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Filosofia
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Questions in this quiz (200)
1O que é Filosofia?
- ATrata-se da junção de dois termos: philos que significa amizade, e sophia que
significa sabedoria; portanto, Filosofia é o amor pela sabedoria.
Philo = amizade
Sophia = sabedoria - BSignifica nada ou tudo ao mesmo tempo, mas que no final nao tem significado especifico
- ATrata-se da junção de dois termos: philos que significa amizade, e sophia que
2Considerando essa ideia, podemos dizer que a Filosofia indica um estado de
espírito, um desejo de procurar o conhecimento, cultivá-lo e respeitá-lo.- ATrue
- BFalse
3Considerava que a
sabedoria absoluta era um privilégio divino, mas os
homens poderiam desejá-la e ao se dedicarem a obtê-la
tornavam-se Filósofos- AMarilena Chauí
- BPitáoras de Samos
4A Filosofia é uma criação [blank_start]grega[blank_end]. Foram os gregos que,
encantados com o mundo que os cercava e insatisfeitos com
as explicações de caráter [blank_start]tradicional[blank_end], procuraram entender
os fenômenos com base na inteligência humana. Em suma,
eles perceberam que o mundo poderia ser conhecido pelo
homem e, por isso, ensinado.- Agrega
- BRomana
- Ctradicional
- Dhumanitario
5Marilena Chauí conta que quando você pergunta a um filósofo para que serve a
Filosofia, a primeira resposta será “Para não darmos nossa aceitação imediata às
coisas, sem maiores considerações”. O que ela quer dizer com isso?
Sua afirmação permite considerar que a Filosofia demanda uma atitude
diferenciada perante o conhecimento e as suas formas.- ATrue
- BFalse
6A [blank_start]atitude[blank_end] Filosófica é marcada por dois movimentos: a atitude [blank_start]crítica[blank_end] perante as
informações recebidas e o [blank_start]pensamento crítico[blank_end], marcado por indagações rigorosas
sobre o mundo.- Aatitude
- Bideia
- Ccrítica
- Daceita
- Epensamento crítico
- FIdeia critica
7Esse tipo de atitude aponta a necessidade de observar o conhecimento como
algo em construção e que pode ser alterado, ampliado e, acima de tudo, criticado.- AIdeia Critica
- Batitude critica
8O filósofo grego [blank_start]Sócrates[blank_end] dizia que a atitude filosófica fundamental era aceitar
que: “Sei que nada sei”.- ASócrates
- BAristoteles
9A atitude filosófica, portanto, é uma atitude de indagação constante e as
perguntas que marcam essas indagações são as mesmas, independente dos objetos que a Filosofia pretenda conhecer. Que são:- AO quê?
Significação de algo.
Como?
Estruturas e Relações que
Por quê?
Origem ou Causa das coisas - BQuando, Quem, onde
- AO quê?
10Aos poucos, a Filosofia volta as suas questões para o próprio pensamento, ou
seja, o pensamento passa a interrogar a si mesmo e esse movimento é chamado de Reflexão.
• Reflexão Filosófica = pensar o pensamento- ATrue
- BFalse
11Reflexão Filosófica: Por que pensamos? Motivos
O que pensamos? Conteúdo
Para que pensamos? Finalidade- ATrue
- BFalse
12No campo da Filosofia, o processo de pensar algo é acompanhado por um rigor
[blank_start]sistemático[blank_end] que garante [blank_start]organicidade[blank_end], lógica e sentido a tudo que é [blank_start]postulado[blank_end].
As respostas obtidas a essas questões, portanto, precisam formar um conjunto
coerente e sistemático de ideias que possa ser comprovado e demonstrado logicamente.- Asistemático
- Bautomático
- Corganicidade
- Dorganização
- Epostulado
- Fpostado
13filosofia > Conhecimento sistemático com coerência e relação entre as ideias.
- ATrue
- BFalse
14A filósofa Marilena Chauí aponta:
Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum, for útil;
se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes
estabelecidos, for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da
cultura, da história, for útil; se conhecer o sentido das criações humanas
nas artes, nas ciências e na política, for útil; se dar a cada um de nós e à
nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações
numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos, for útil;
então, podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de
que os seres humanos são capazes.- ATrue
- BFalse
15Pré-Socrático ou Cosmológico Séc. VI a.C. -
Séc. V a.C- A• Mapear a origem do mundo.
• Mapear as causas das transformações da natureza. - B• Mapear questões voltadas à questão humana como: ética, política.
- A• Mapear a origem do mundo.
16Período Socrático ou Antropológico
- AMapear questões voltadas à questão humana como: ética, política.
- B• Ocupa-se de questões sobre ética, do conhecimento humano e das
relações homem/natureza e natureza/Deus.
17Período Sistemático Séc. IV a.C. -
Séc. III a.C.- ASistematizar os conhecimentos sobre Cosmologia e Antropologia.
• Tudo pode ser objeto da Filosofia - B• Ocupa-se de questões sobre ética, do conhecimento humano e das
relações homem/natureza e natureza/Deus.
- ASistematizar os conhecimentos sobre Cosmologia e Antropologia.
18Período Helenístico ou Greco-romano Séc. III a.C. -
Séc. VI d.C.- A• Ocupa-se de questões sobre ética, do conhecimento humano e das relações homem/natureza e natureza/Deus.
- B• Sistematizar os conhecimentos sobre Cosmologia e Antropologia.
• Tudo pode ser objeto da Filosofia
19Os filósofos pré-socráticos são aqueles que vieram antes de Sócrates e tinham como preocupação buscar entender a origem das coisas. O foco de reflexão era, portanto, o mundo exterior, ou cosmológico. Entre os nomes de maior relevo estão Tales de Mileto
e Heráclito de Éfeso.- ATrue
- BFalse
20Filosofia Patrística – Século I ao século VII
Trata-se de um esforço sistemático de conciliação da Filosofia Greco-romana,
com o pensamento cristão e pode ser dividida em duas: a Patrística grega (ligada à Igreja de Bizâncio) e a Patrística Romana (ligada à Igreja de Roma).- ATrue
- BFalse
21A Patrística terá como questão principal a conciliação entre a [blank_start]fé[blank_end] e [blank_start]razão[blank_end] e seus
autores vão introduzir no campo do pensamento a noção de que algumas verdades
foram reveladas por Deus; trata-se dos [blank_start]dogmas.[blank_end]- Afé
- Breligião
- Crazão
- Dcoração
- Edogmas.
- Fideias
22O termo remete à Filosofia cristã desenvolvida por padres ou pais da Igreja, nos primeiros três séculos depois de Cristo. Daí o nome Filosofia Patrística.
- ATrue
- BFalse
23Filosofia Medieval – Século XIII ao século XIV
Método da Disputa = Uma ideia seria considerada verdadeira ou falsa, dependendo da força e da qualidade dos argumentos.- ATrue
- BFalse
24Filosofia Medieval – Século XIII ao século XIV
- ATrata-se do surgimento de uma Filosofia que pode ser considerada realmente
cristã. Suas questões centrais são: as relações entre Deus e o homem, a relação entre fé e razão, a diferença entre o corpo e alma, o Universo como uma hierarquia de seres e a subordinação do poder temporal ao poder espiritual. - BTrata-se de um período marcado pela descoberta de novas obras de Platão e Aristóteles, bem como a recuperação do trabalho de outros autores do mundo greco-romano.
- ATrata-se do surgimento de uma Filosofia que pode ser considerada realmente
25A Filosofia medieval sofreu grande influência do pensamento [blank_start]neoplatônico[blank_end] e das leituras árabes do pensamento de [blank_start]Aristóteles[blank_end].
Outra característica importante era o método desenvolvido, conhecido por
disputa. Uma ideia seria considerada verdadeira ou falsa, dependendo da força e da qualidade dos argumentos apresentados pelo autor.
O pensamento está subordinado ao princípio da [blank_start]autoridade[blank_end], isto é, uma ideia
era considerada verdadeira, dependendo se estava baseada na opinião de alguma autoridade reconhecida.- Aneoplatônico
- BPragmatístico
- CAristóteles
- DPlatão
- Eautoridade
- Fautocrática
26O termo Filosofia Medieval tem início no período conhecido por Idade Média. Esteve
concentrada e desenvolvida em centros universitários e escolares. Daí também ser
conhecida por Filosofia Escolástica.- ATrue
- BFalse
27Filosofia da Renascença – Século XV ao Século XVI
Trata-se de um período marcado pela descoberta de novas obras de Platão e
Aristóteles, bem como a recuperação do trabalho de outros autores do mundo
greco-romano.- ATrue
- BFalse
28Filosofia da Renascença. São três as linhas de pensamento no período:
• A Natureza é um grande ser vivo.
• O homem é parte da natureza e pode
agir sobre ela.
• O homem pode conhecer os vínculos
estabelecidos pelos elementos da
natureza e criar outros.
• Valorização da “vida ativa”, ou seja, a
participação política.
• Renascimento da liberdade política.
• Homem como artífice de seu destino.
• Destino determinado pelo
conhecimento da política, das
técnicas e da arte.- ATrue
- BFalse
29Filosofia Moderna – Século XVII a Século XVIII
Esse período é conhecido como Grande Racionalismo Clássico. Nenhum outro
período da história da Filosofia foi tão marcado pela crença na Razão. Considerava-se que a razão seria capaz não só de conhecer a origem, as causas/efeitos das paixões humanas e controlá-las, como também determinar o melhor regime político para as sociedades e de mantê-lo racionalmente.- ATrue
- BFalse
30 Primado da RAZÃO. É um período marcado por três grandes mudanças de atitude intelectual.
• A Filosofia deve começar pela reflexão.
• Indagar a capacidade humana de
conhecer e demonstrar a verdade dos
conhecimentos.
• Tudo que pode ser conhecido é
passível de ser transformado em
conceito claro, distinto, demonstrável
e necessário.
• Natureza, Sociedade e Política
podem ser conhecidas totalmente,
pois são inteligíveis.
• A realidade é um sistema de
causalidades racionais, rigorosas
que podem ser conhecidas e
transformadas pelo homem.- ATrue
- BFalse
31Filosofia da Ilustração ou Iluminismo – Século XVIII ao Século XIX
Esse período também crê no poder absoluto da razão e seus pensadores
consideram que ela “ilumina” o caminho humano.- ATrue
- BFalse
32Filosofia da Ilustração ou Iluminismo:
• A Razão permite
conquistar liberdade,
felicidade social e política.
• A Razão é capaz de progresso.
• O homem pode atingir
a perfeição por meio do
conhecimento, das artes,
da Moral e da Ciência.
• O Aperfeiçoamento da
Razão se realiza pelo
progresso das civilizações.
• As civilizações evoluem
das mais primitivas para as
mais desenvolvidas
• Natureza é o reino das
relações necessárias e
imutáveis.
• Civilização é o reino da
liberdade e da finalidade
produzida pelo homem- ATrue
- BFalse
33Filosofia Contemporânea – Século XIX até os nossos dias
O pensamento filosófico atual é marcado pelas questões sobre a relatividade do pensamento, a crítica à razão instrumental e a necessidade de perceber a pluralidade das sociedades humanas.- ATrue
- BFalse
34Filosofia Contemporânea. Seus principais problemas são: Coerência
História e progresso – A História é descontínua e não progressista.
Razão – Deve alertar para o perigo do pensamento instrumental. Trazer liberdade ao ser humano.
Filosofia – Afirmar sua posição de compreensão e crítica às Ciências.
Crítica às Utopias Revolucionárias – Somos capazes de criar uma sociedade mais justa?
Cultura – Pluralidade cultural.
Crítica à Razão. O que podemos realmente conhecer?
Interesse pela multiplicidade e pela diferença- ATrue
- BFalse
35Os campos próprios de estudo da Filosofia.
Ontologia Fundamento: últimos de todos os seres
Lógica: Formas e regras do pensamento verdadeiro
Epistemologia: Análise crítica das ciências
Teoria do Conhecimento: Estudo das modalidades de conhecimento humano
Ética: Estudos dos valores morais
Filosofia Política: Estudo da natureza do poder
Filosofia da História - Estudo da dimensão temporal da experiência humana
Estética: Estudo das formas a arte e do trabalho artístico
Filosofia da Linguagem: A linguagem como manifestação da humanidade
História da Filosofia: Estudo dos períodos Filosóficos- ATrue
- BFalse
36As noções, que discutimos até agora, apontam que a questão central da Filosofia,
que envolve a crítica ao ato de pensar e, conectado a ele, ao ato de conhecer. permeia todo o nosso cotidiano; por meio dele, sabemos como
nos portar, o que evitar, o que é adequado.- AO Conhecimento
- BO Senso Comum
37o conhecimento do mundo nos
garante um grande repertório de ações e pode ser percebido de duas maneiras:
Na primeira, o conhecimento é a relação estabelecida pela consciência do
observador e o mundo que o cerca e na segunda possibilidade, o conhecimento é o
conteúdo dessa relação. Trata-se, portanto, do saber adquirido e transmitido.
Quando interagimos com o mundo, criando o conhecimento, nunca o fazemos
despidos de conceitos anteriores, pois, ao longo da nossa relação com o mundo,
somos educados e absorvemos conceitos que nos permitem ampliar o saber que
temos. Trata-se de construir um edifício, em que cada um contribui com sua vivência- ATrue
- BFalse
38é uma forma de conhecimento espontâneo que resulta das
experiências cotidianas dos indivíduos para resolver problemas. Nesse processo, ele troca informações com seus contemporâneos e recebe informações de gerações anteriores. Trata-se de um conhecimento empírico e fragmentário que não estabelece relações com outros fenômenos.- AO Senso Comum
- BA Ciência
39Observação: Confunde a
aparência com o real- ASaber Imediato
- BSaber Não Crítico
40Observação: Centrado nas opiniões do indivíduo
- ASaber Subjetivo
- BSaber Imediato
41Acúmulo não sistemático de informações
- ASaber Heterogêneo
- BSaber Não Crítico
42Não analisa criticamente o conhecimento
- ASaber Não Crítico
- BSaber Imediato
43É importante perceber que o Senso Comum pode ser considerado uma etapa
na construção do saber. Ele precisa ser substituído por uma abordagem crítica e
coerente, ou seja, o senso comum deve ser transformado em BOM SENSO. O
Bom Senso, segundo Gramsci é “o núcleo sadio do senso comum”.- ATrue
- BFalse
44A Ciência
Ao longo do tempo, podemos observar a existência de três formas de conceber
as Ciências ou noções do que é cientificidade. A primeira, chamada concepção
racionalista, tem sua origem no pensamento dos gregos e pode ser percebida até o final do século XVII.- ATrue
- BFalse
45Ciências
CONCEPÇÃO RACIONALISTA
Conhecimento racional, dedutivo e demonstrativo – tido como real
Objeto científico é matemático = realidade possui uma estrutura matemática
As experiências científicas = verificar e confirmar as demonstrações teóricas
Objeto científico = representação intelectual, necessária, verdadeira e real verdadeira das coisas – corresponde à própria realidade
Ciência – unidade sistemática de postulados – relações de causalidade sobre o
objeto
Ciência – unidade sistemática de postulados – natureza do objeto natureza e
as propriedades de seu objeto- ATrue
- BFalse
46Deve-se observar que, para essa perspectiva, a Ciência faz uma radiografia da
realidade. Ela definia um objeto e dele procurava deduzir os efeitos e propriedades do fenômeno estudado, trata-se de uma abordagem hipotético-[blank_start]dedutiva.[blank_end]- Adedutiva.
- Bindutiva
47 A abordagem empirista era hipotético-indutiva, ou seja, criava suposições ao
objeto e, depois de realizar um conjunto de experiências, definia suas características e propriedades. A concepção empírica pode ser relacionada ao pensamento de Aristóteles e pode ser rastreada até o século XIX.- ATrue
- BFalse
48A CONCEPÇÃO EMPIRISTA
A ciência é uma interpretação dos fatos, baseada em observações experimentos
Métodos experimentais rigorosos
A experiência tem a função de produzir conhecimento
A ciência é uma interpretação dos fatos, baseada em experimentos- ATrue
- BFalse
49A concepção construtivista combina elementos vindos do empirismo e do
racionalismo e indica uma nova perspectiva para a noção de Ciência. Procura-se
explicar a realidade e não construir um raio X do mundo que nos cercam; trata-se de um conhecimento que pode ser ampliado e corrigido. Trata-se da concepção de Ciência que domina o conhecimento atual.- ATrue
- BFalse
50CONCEPÇÃO CONSTRUTIVISTA
O objeto uma construção lógico-intelectual
Modelos explicativos construídos – observação e experimentação
Os resultados obtidos possam ser alterados e alterem a
própria teoria
Coerência entre os princípios que orientam a teoria- ATrue
- BFalse
51Deve-se observar que, apesar de a concepção racionalista e a empirista terem
sua origem no pensamento grego, a concepção dos gregos do que era Ciências é radicalmente diferente da nossa. Existem muitas diferenças; contudo, a que merece destaque é a relação entre a Ciência e a Técnica.
No mundo grego, que era escravista, a técnica era considerada um saber inferior. Ela estava ligada a práticas necessárias à vida e nada tinha a oferecer à Ciência nem a receber dela.- ATrue
- BFalse
52Já a Ciência moderna está intimamente ligada à intervenção no mundo natural
e, nesse sentido, a Ciência moderna não se separa da questão técnica, pois no
mundo, o controle da natureza é considerado fundamental para a Ciência.
Na verdade, a Ciência moderna coloca em evidência a questão da Tecnologia, que pode ser definida como um saber teórico, o qual é passível de ser aplicado praticamente.- ATrue
- BFalse
53A Filosofia, com sua atitude crítica, é a alma mater da ciência e permite ao
ser humano interferir no seu meio, procurando um mundo melhor, como aponta
Marilena Chauí:
Penso que quem busca a filosofia como forma de expressão de seu
pensamento, de seus sentimentos, de seus desejos e de suas ações,
decidiu-se por um modo de vida, um certo modo de interrogação e uma
certa relação com a verdade, a liberdade, a justiça e a felicidade. É uma
decisão existencial, como nos aparece com tanta clareza nas primeiras
linhas do Tratado da emenda do intelecto, de Espinosa. Essa decisão
intelectual, penso, não é possível a menos que aceitemos aquilo que
Merleau-Ponty chamou de “nossa vida meditante” em busca de uma razão
alargada, capaz de acolher o que a excede, o que está abaixo e acima dela
própria. Essa decisão, penso também, não é possível se não admitirmos
com Espinosa que pensar é a virtude própria da alma, sua excelência. O
desejo de viver uma existência filosófica significa admitir que as questões
são interiores à nossa vida e à nossa história e que elas tecem nosso
pensamento e nossa ação. Significa também uma relação com o outro
na forma do diálogo e, portanto, como encontro generoso, mas também
como combate sem trégua.- ATrue
- BFalse
54A Civilização grega foi uma das civilizações mais marcantes da tradição ocidental.
Seu legado pode ser rastreado em muitos aspectos da nossa cultura já que
utilizamos prefixos e sufixos gregos para formar palavras; o conceito de democracia
para definir a participação política de um povo no governo; os conceitos
desenvolvidos por Tales de Mileto e por Pitágoras na Matemática e, finalmente,
estudamos Filosofia- ATrue
- BFalse
55Pólis
- ACidade- Estado
- BEstado- civis
56O historiador [blank_start]Jean Pierre Vernant1[blank_end] considera que a pólis é o marco inicial da
invenção da cultura grega. A cidade–estado grega era marcada pela existência de
uma praça central, a [blank_start]Ágora[blank_end], onde se debatiam os assuntos de interesse comum, ou
seja, os assuntos públicos, e onde a figura central era o [blank_start]cidadão[blank_end].- AJean Pierre Vernant1
- BRené Descartes
- CÁgora
- DAngora
- Ecidadão
- Fos burgueses
57O cidadão é um participante dos destinos da cidade e goza de isonomia, ou seja,
ele tem os mesmos direitos que qualquer outro cidadão e sua riqueza ou posição
social não trazem nenhum privilégio perante a Lei. Deve-se observar, contudo,
que a cidadania era privilégio de poucos indivíduos, já que camadas importantes
da sociedade, como os estrangeiros, as mulheres e os escravos não gozavam de
nenhum direito.- ATrue
- BFalse
58A cidade de [blank_start]Atenas[blank_end] no seu apogeu, século V a.C., tinha cerca de [blank_start]meio[blank_end] milhão
de habitantes; contudo, somente [blank_start]10%[blank_end] deles eram considerados capazes de exercer
a cidadania e decidiam os rumos da cidade em nome de todos.
E a Filosofia?
O nascimento da Filosofia grega é marcado pela transição da [blank_start]cosmogonia[blank_end] para
a noção de [blank_start]cosmologia[blank_end].
A cosmogonia está ligada à explicação mítica e identificada com deuses e forças
da natureza.- AAtenas
- BGrecia
- Cmeio
- Dum
- E10%
- F25%
- Gcosmogonia
- Hcosmologia
- Icosmologia
- Jcosmogonia
59É importante assinalar, desde já, que a cosmogonia é também em si uma forma de
pensar o mundo e os seus problemas. Ela se apresenta como uma maneira válida de
se buscar explicações sobre as coisas que nos cercam. Contudo, se limita-se apenas àas
explicações de cunho mítico e religioso. É precedente, portanto, da observação filosófica.
Assim perguntas como estas: pPor que nascemos e morremos? Por que existe a noite e o
dia? São explicadas a partir da intervenção de algum herói ou deus.- ATrue
- BFalse
60Cosmologia
Arché = princípio fundamental de todas as coisas- ATrue
- BFalse
61A procura do princípio fundamental das coisas vai marcar o pensamento da
maioria dos filósofos conhecidos como [blank_start]pré-socráticos[blank_end]; entre eles destacam-se
dois: [blank_start]Heráclito e Parmênides.[blank_end]
“Para os que entram nos mesmos rios, correm outras e novas águas. Não
se pode entrar duas vezes no mesmo rio.” (Heráclito)- Apré-socráticos
- Bpós- socráticos
- CHeráclito e Parmênides.
- DJohn Locke e David Hume
62Heráclito (544-484 a.C.) nasceu em Éfeso, na Jônia, onde hoje fica a Turquia. Sua
maior questão era entender a multiplicidade do mundo real e, ao contrário de seus
contemporâneos, não via contradição nas mudanças constantes que atingem todos.
Segundo Heráclito, o que vemos é um dado momento na trajetória de algo
e esse momento não é igual ao anterior e o próximo será diferente do atual. O
mundo é marcado pela instabilidade e pelo dinamismo.
Para Heráclito, o ser é múltiplo e composto de uma série de contradições internas
que marcam o seu desenvolvimento; nesse sentido, a harmonia atingida pelo ser é a
síntese dos contrários que compõem o ser. O pensamento de Heráclito influenciou o
desenvolvimento da lógica dialética que marca o pensamento de Karl Marx.
“O que está fora do Ser não é Ser; o Não-Ser é nada; o Ser, portanto,
é Um.” (Parmênides)- ATrue
- BFalse
63Parmênides (530-460 a.C.) viveu em Eléia, na Magna Grécia, onde hoje é a Itália.
Ele ocupou-se longamente em criticar as teorias de Heráclito, pois considerava
inaceitável a noção da contradição e propunha a ideia de que um “ser é” ou um
“ser não é”. Considerando essa noção, ele conclui que o ser é único, imutável,
infinito e imóvel; portanto, a noção percepção de mudança e movimento é uma
ilusão que só existe no mundo sensível.
Sofista = sábio. “Professor de Sabedoria”.
O que é realmente verdadeiro só existe no mundo inteligível, pois submetido ao
crivo da razão e ao que vamos chamar posteriormente de princípio de identidade
(algo é ou não é). Uma das consequências desse pensamento será a noção da
identidade entre o ser e o pensar, ou seja, as coisas são idênticas ao meu pensamento.- ATrue
- BFalse
64Protágoras: “O Homem é a medida de todas as coisas.
O conhecimento não é divino.
O conhecimento é um exercício da
razão humana.
O conhecimento é fruto da razão humana.- ATrue
- BFalse
65A Filosofia pré-socrática é marcada pela presença de diversos pensadores que
ficaram conhecidos como [blank_start]sofistas[blank_end]. Os [blank_start]sofistas[blank_end] viveram o período áureo da cultura
grega, o século V a.C., e sua maior contribuição foi a [blank_start]sistematização[blank_end] do ensino nas
cidades gregas. Foram os sofistas que formaram um currículo de estudos, em que se destacava
o ensino da Gramática, da Retórica, da Dialética, além de Matemática, Geometria,
Astronomia e Música. Os sofistas mais importantes foram [blank_start]Protágoras, Górgias e Hipias[blank_end], entre outros.
Os sofistas são contemporâneos de Sócrates, que os combatia ferozmente, aliás, foi
por causa dessa oposição que os sofistas ficaram conhecidos como [blank_start]enganadores[blank_end].
Deve-se destacar que essa opinião foi difundida por seus opositores e muitos deles
eram filósofos excelentes, como Protágoras.- Asofistas
- Bsurfistas
- Csofistas
- Dsurfistas
- Esistematização
- Fautomatização
- GProtágoras, Górgias e Hipias
- HJean-Jacques Rousseau, Immanuel Kant, Ka
- Ienganadores
- Japasiguadores
66[blank_start]Sócrates[blank_end] (470-399 a.C.) é considerado um dos maiores
filósofos da antiga Grécia. Ele não deixou nenhum
escrito e suas ideias foram divulgadas por seus discípulos,
especialmente [blank_start]Platão[blank_end]. Sócrates foi obrigado a cometer
suicídio, pois se indispôs com pessoas muito poderosas
e foi acusado de traição, de corromper a juventude
ateniense e de não acreditar nos [blank_start]deuses[blank_end] da cidade.
Ele parte do pressuposto de que o ponto inicial da
construção do conhecimento é reconhecer a própria
[blank_start]ignorância[blank_end] e só depois desse passo é que é possível iniciar
a procura pelo [blank_start]saber[blank_end]. Ele ficou famoso por seu método de
construção do [blank_start]conhecimento[blank_end].- ASócrates
- BAristoteles
- CPlatão
- DKall max
- Edeuses
- Fleis
- Gignorância
- Hsabedoria
- Isaber
- Jpoder
- Kconhecimento
- Lpoder
67Método Socrático:
Ironia = pergunta
Desmontar o conhecimento anterior
Reconhecer a ignorância
Maiêutica = parto
Construção do novo conhecimento- ATrue
- BFalse
68Sócrates viveu um momento em que a Filosofia estava criando seus métodos e
vocabulário próprios e, em seus ensinamentos, utilizava palavras comuns, atribuindo
a elas um novo sentido. Um exemplo dessa ressignificação é o que acontece com
a palavra logos. Em grego, logos significa “conversa”, contudo, ele a utiliza no
sentido de conceito.
Quando Sócrates perguntava qual era o logos de algo, ele desejava conhecer o
conceito, ou seja, a definição de algo.- ATrue
- BFalse
69O Filósofo se livrou das correntes da doxa (opinião) e passou a se orientar pela episteme
(Ciência). Pensamento de Platão.- ATrue
- BFalse
70Platão (428-347 a.C.) viveu em Atenas e, além de ser o discípulo mais famoso
de Sócrates, foi o fundador de uma importante escola, a [blank_start]Academia.[blank_end]
Seu pensamento pode ser ilustrado pelo famoso “[blank_start]Mito da Caverna[blank_end]”, que se
encontra no Livro VII de [blank_start]A República[blank_end], que é uma de suas mais importantes obras.
Platão imagina uma caverna onde todos os seres humanos estão acorrentados e
voltados para o fundo; nessa posição, eles só enxergam um reflexo das coisas que
existem no mundo fora dela. Aquele homem que conseguisse fugir de suas amarras
poderia ver os objetos reais que estão fora da caverna.
Para Platão, essa noção pode ser utilizada para explicar dois pontos de vista
importantes de seu pensamento: [blank_start]o epistemológico e o político[blank_end]. No que diz respeito
à epistemologia, o mito da caverna aponta para a característica do conhecimento,
ou seja, a sua teoria das ideias.- AAcademia.
- Blivraria
- CMito da Caverna
- Dmito da montanha
- EA República
- FA constituição
- Go epistemológico e o político
- Hcientifico e o político
71Teoria das ideias:
Mundo Sensível
Acessível pelos sentidos. É o mundo
do movimento, da multiplicidade.
Mundo Ilusório. Os objetos são
“sombras” dos objetos reais.
Teoria da Participação: O
Fenômeno só existe por fazer
parte da ideia, da qual é “sombra”
Mundo Inteligível
É o mundo das Ideias. É o mundo real.
Refere-se à intuição intelectual.
As ideias são unas, imutáveis e
hierarquizadas. O Bem é a mais
importante e mais geral de todas.
Teoria da Reminiscência: os
sentidos despertam lembranças.
Conhecer é lembrar.- ATrue
- BFalse
72Como é possível observar, Platão privilegia o mundo das ideias e confere a ele
uma existência real, pois para cada “sombra” que existe no mundo sensível, há
uma essência imutável no mundo das ideias.- ATrue
- BFalse
73Em 340 a.C., Aristóteles retornou a Atenas onde fundou o [blank_start]Liceu,[blank_end] sua própria
escola, que tinha esse nome por ser próxima ao templo de Apolo Lício.
Ao retomar a problemática do conhecimento, procura definir a [blank_start]Ciência[blank_end] como o
conhecimento verdadeiro, pois procura conhecer as causas e superar os enganos
da opinião e compreender a natureza do devir.
Sua Filosofia se baseia em três distinções fundamentais:
• Substância, [blank_start]essência, acidente[blank_end];
• Ato, [blank_start]potência[blank_end];
• Matéria, [blank_start]forma[blank_end].
Aristóteles rejeita o mundo das ideias de Platão, fundindo o mundo sensível e o
inteligível ao conceito de substância. A substância é aquilo que é em si mesmo, ou
seja, o suporte dos atributos- ALiceu,
- Ba escola
- CCiência
- Dpolitica
- Eessência, acidente
- Fessência, incidente
- Gpotência
- Hinsurgencia
- Iforma
- Jtamanho
74Ao utilizar esses conceitos, Aristóteles supera pensadores como [blank_start]Platão[blank_end] e
Parmênides, pois aponta que, se pensar é lidar com conceitos universais, é também
pensar a coisa individual e suas transformações.
Outra questão da filosofia aristotélica que merece destaque é a ideia do [blank_start]AtoPuro[blank_end] ou da [blank_start]Causa Primeira[blank_end]. Ao analisar a relação entre as coisas, ele observa que
em um determinado momento a razão de existência de algo não pode ser encontrada em si mesma. Isso acontece porque as coisas são contingentes e todo o ser
contingente precisa ser produzido por outro ser. O ser que inicia tudo é considerado imóvel, pois não pode ser movido por nada é puro ato, por não ser potência.- APlatão
- Bsocrátis
- CAto Puro
- Dação pura
- ECausa Primeira
- Ffato primario
75Por questões didáticas, costuma usar-se uma subdivisão temporal entre Alta e
Baixa Idade Média. A Alta Idade Média é o primeiro momento, entre os séculos V
e X e se trata do período em que se formaram os feudos, criaram-se as relações de
suserania e vassalagem, e o poder da Igreja floresceu. Já o período da Baixa Idade
Média, entende-se do século X ao século XV. A partir dessa época, novas ideias e
novas práticas levaram à decadência das instituições feudais.- ATrue
- BFalse
76Durante muito tempo, a ideia de [blank_start]Idade Média[blank_end] foi associada a [blank_start]atraso[blank_end], a uma
época de “[blank_start]trevas[blank_end]” em que circulação de ideias era restrita e o pensamento artístico
e filosófico era inexistente. Embora a cultura medieval fosse impregnada pela mentalidade [blank_start]religiosa[blank_end], ela
floresceu, como se pode observar na arquitetura das grandes catedrais.
Da mesma maneira, diversos pensadores, ligados à Igreja, se esforçaram para
conciliar a religião cristã com a filosofia grega, em especial a de [blank_start]Aristóteles.[blank_end]- AIdade Média
- BIdade antiga
- Catraso
- Davanço
- Etrevas
- Fluz
- Greligiosa
- Hpolitica
- IAristóteles.
- Jsocratis
77A Filosofia Patrística foi marcada pelos esforços de defesa da fé, por meio da
elaboração de textos que destacassem as relações entre a Fé e a Razão, que passa
a ser vista como uma auxiliar da Fé. A razão está subordinada à Fé e sua função é criar mecanismos que provem as
relações com o divino e permitam a percepção da existência de DEUS.
O principal filósofo dessa corrente era Santo Agostinho, que foi Bispo de Hipona.- ATrue
- BFalse
78Seu pensamento é bastante influenciado pela filosofia Platônica.
“Creio para poder entender.” (Santo Agostinho)- ATrue
- BFalse
79Aristóteles traz as ideias
do céu para a terra.- ATrue
- BFalse
80Ele retomou a dicotomia que Platão apresenta no que se refere ao mundo sensível e ao mundo das ideias. Contudo, ele substituiu o conceito de mundo das ideias pelo conceito de ideias divinas.
As ideias divinas seriam apresentadas ao homem por Deus e por isso seriam eternas e
verdadeiras.- ATrue
- BFalse
81 Teoria da Iluminação de Santo agostinho.
- ADeus ilumina a razão e permite ao homem pensar de
maneira correta. - BO homem ilumina a razão e permite aos outros pensar da maneira correta
- ADeus ilumina a razão e permite ao homem pensar de
82“Aquilo que a verdade descobrir não pode contrariar aos livros sagrados,
quer do Antigo quer do Novo Testamento.” (Agostinho, Bispo de Hipona)- ATrue
- BFalse
83Escolástica: considera central a aliança entre a fé e a razão; contudo, a razão mantém sua condição de “serva” da fé.
- ATrue
- BFalse
84No século XII, surge o trabalho de São
Tomás de Aquino que, trabalhando com traduções gregas dos trabalhos de Aristóteles, realizou uma das sínteses mais interessantes do pensamento cristão com os trabalhos desse autor: a filosofia aristotélico-tomista.- ATrue
- BFalse
85Tomás de Aquino procurou mostrar que a razão humana e a fé são compatíveis e não
excludentes, já que a Filosofia é um dos mais poderosos instrumentos da Teologia.
É um fato que esses princípios naturalmente inatos à razão humana são
absolutamente verdadeiros; são tão verdadeiros, que chega a ser impossível
pensar que possam ser falsos. Tampouco é permitido considerar falso
aquilo que cremos pela fé, e que Deus confirmou de maneira tão evidente.
Já que só o falso constitui o contrário do verdadeiro, como se conclui
claramente da definição dos dois conceitos, é impossível que a verdade da
fé seja contrária aos princípios que a razão humana conhece em virtude
das suas forças naturais. (São Tomás de Aquino - Súmula contra os gentios)- ATrue
- BFalse
86É comum nos depararmos com concepções de que a Idade Média foi marcada apenas pelo atraso e pelo obscurantismo. Contudo, é preciso ter em mente que esse período também abrigou uma série de trabalhos artísticos e filosóficos.
Qual era a instituição que nessa época abrigou esses opostos?- AUniversidade laica.
- BIgreja Católica.
- CMosteiros budistas
87Com a desintegração do Feudalismo na Europa, a partir do século XII, começa
a surgir um novo sistema econômico e social: o [blank_start]Capitalismo[blank_end], e, também, uma
nova classe social começa a se desenvolver e a ganhar importância: a [blank_start]burguesia[blank_end].
Esse período histórico chama-se [blank_start]História Moderna[blank_end] e vai do século XV ao
século XVIII.- ACapitalismo
- Bsocialismo
- Cburguesia
- Dclasse proletária
- EHistória Moderna
- FHistória atual
88As principais características desse período Historia moderna são:
• Predomínio do Capitalismo comercial, que vai comercializar especiarias do Oriente e também ser responsável pela era das grandes “descobertas” marítimas;
• Centralização do poder do Estado nas mãos de um rei;
• Criação de um sistema colonial, principalmente na América;
• Desenvolvimento progressivo do trabalho assalariado;
• Diminuição da importância e poder da Igreja Católica e das ideias religiosas;
• Grande produção artística e intelectual não religiosa (MOTA, 1986).
• É nesse contexto histórico que vai surgir e se desenvolver a Filosofia Moderna
e o Iluminismo.- ATrue
- BFalse
89– Leonardo Da Vinci, representando o período do Renascimento, Martinho Lutero,
representando a Reforma Protestante e Immanuel Kant, representando o racionalismo- ATrue
- BFalse
90Na Idade Média europeia, a religião Católica era a base do pensamento, do
conhecimento e da legitimação do poder e da vida social. A fé e a revelação eram
o fundamento do pensamento religioso.- ATrue
- BFalse
91A chamada Reforma Protestante foi liderada pelo padre e teólogo Martinho Lutero, em
1517. Lutero se rebelou contra as práticas vigentes na Igreja Católica e julgava que ela
precisaria ser reformada. O seu ato foi visto como uma blasfêmia, sua Reforma Religiosa
foi rejeitada internamente e só se concretizou com a fundação de uma nova religião cristã.
O seu ato obteve êxito em parte devido às suas ideias terem grande aceitação pública,
mas também por ter sido vista pela burguesia como oportunidade de seguir com as suas
práticas comerciais sem ser taxada de pecado por lucrar com elas e, por fim, pelos monarcas
estabelecidos no sacro Império Romano (região da Alemanha). Seguindo o exemplo de
Lutero, outros líderes trataram de dar maior ênfase a esse processo de ruptura e, entre eles,
podemos destacar João Calvino e o rei Henrique VIII.- ATrue
- BFalse
92Começa a nascer, então, o pensamento moderno. Ao critério exclusivo da fé
e da revelação, o indivíduo moderno opõe o poder da razão. Ao dogmatismo
religioso, ele opõe a possibilidade da dúvida (ARANHA & MARTINS, 2007).
Surge, desse modo, um pensamento crítico que questiona a autoridade religiosa.- ATrue
- BFalse
93Uma das características do pensamento [blank_start]moderno[blank_end] é justamente o [blank_start]racionalismo[blank_end].
O [blank_start]racionalismo[blank_end] se traduz na [blank_start]atitude reflexiva[blank_end] frente à problemas diversos, sejam de ordem
religiosa ou técnica. Essa maneira de proceder com o conhecimento está refletida nos
trabalhos de grandes filósofos como o alemão Immanuel Kant. A sua maior característica
é, portanto, o estabelecimento de uma busca por uma postura racional e a ruptura com
questões guiadas apenas pela convicção da fé.- Amoderno
- Batual
- Cracionalismo
- Didealismo
- Eracionalismo
- Fidealismo
- Gatitude reflexiva
- Hatitude introspectiva
94Só a [blank_start]razão[blank_end] é capaz de levar ao conhecimento, e uma das suas principais
preocupações é com o [blank_start]método[blank_end]. O [blank_start]método[blank_end], ou a maneira de proceder com a
reflexão,, sempre foi objeto de discussão dentro da Filosofia, mas não com tamanha
intensidade como no século XVII (ARANHA & MARTINS, 2007).- Arazão
- Bintenção
- Cmétodo
- Dfazer
- Emétodo
- Ffazer
95O pensador [blank_start]moderno[blank_end] começa [blank_start]duvidando[blank_end] de tudo. É na descoberta da
[blank_start]subjetividade[blank_end] (relativo ao sujeito) que se move toda a epistemologia moderna
(questões relativas ao conhecimento). O filósofo passa a se preocupar mais com o
sujeito que conhece do que com o objeto a ser conhecido.- Amoderno
- Batual
- Cduvidando
- Daceitando
- Esubjetividade
- Fadjetividade
96Observa-se, também, que há uma valorização do saber [blank_start]ativo[blank_end] em oposição ao
saber [blank_start]contemplativo[blank_end] dos pensadores antigos e medievais. O conhecimento não
deve partir apenas das teorias ou filosofias, mas da própria realidade observada
e submetida a experimentações (ARANHA & MARTINS, 2007). Esse conhecimento deve ser utilizado para transformar o mundo. Dá-se a aliança da Ciência
com a Técnica.- Aativo
- Bintuitivo
- Ccontemplativo
- Dparticipativo
97Um dos elementos que vai causar grande impacto e transformações na maneira
de pensar e no modo de ver o mundo foi a [blank_start]Revolução Científica do século XVII.[blank_end]
A [blank_start]Revolução Científica[blank_end] foi um movimento de [blank_start]ideias[blank_end] que compreende, mais
ou menos, o intervalo entre a publicação do livro Das revoluções dos corpos
celestes (1543), de Nicolau Copérnico, até a obra de Isaac Newton, Princípios
matemáticos de filosofia natural, publicada pela primeira vez em 1687 (REALE
& ANTISERI, 2003). As características principais desse movimento estão na
obra de Galileu, no século XVII, e encontram os seus pressupostos filosóficos nas
ideias de Descartes e Bacon.- ARevolução Científica do século XVII.
- BRevolução politica do século XVII.
- CRevolução Científica
- DRevolução politica
- Eideias
- Ffatos
98A Revolução Científica deve ser compreendida como a expressão do nascimento
da nova ordem [blank_start]burguesa[blank_end]. As invenções e as descobertas são inseparáveis da nova
Ciência, pois para o desenvolvimento do Capitalismo, a burguesia necessita de um
conhecimento que investigue as forças da natureza a fim de usá-las em seu próprio
interesse e benefício. A ciência deixa de ser uma serva da Teologia, deixa de ser
um saber contemplativo para, em união com a Técnica, poder servir à nova classe
social (ARANHA & MARTINS, 2007).- Aburguesa
- Bproletarizada
99O elemento que desencadeou esse movimento de ideias foi a Revolução
[blank_start]Astronômica[blank_end], que teve como representantes Copérnico, Tycho Brahe, Kepler e
Galileu e que acabaria confluindo na física de Newton.
Nesse período, temos a mudança da imagem do mundo. O modelo geocêntrico
(a Terra no centro do Universo) de Aristóteles/Ptolomeu é substituído pelo modelo
heliocêntrico (o Sol no centro do Universo) de Copérnico. Tycho Brahe elimina
a ideia de orbe (esfera) material que, na velha cosmologia, arrastava os planetas
com seu movimento e a substitui pela moderna ideia de órbita dos planetas. Kepler
realiza a passagem do movimento circular dos planetas, da velha cosmologia, para
o movimento elíptico. Galileu demonstra a falsidade da ideia de uma física terrestre
e uma física celeste e mostra que a Lua é da mesma natureza que a Terra. Newton,
com a sua teoria da gravidade, unificou a física de Galileu com a de Kepler (REALE
& ANTISERI, 2003).- AAstronômica
- Bgastronomica
100A nova teoria não apenas retirou a Terra do centro do Universo, mas também
acabou com uma teoria que hierarquizava os espaços dividindo-os em “mundo
superior dos Céus” e “mundo inferior da Terra”. Galileu geometrizou o universo
igualando todos os espaços. Ao descobrir a Via Láctea, contrapôs à ideia de um
mundo fechado e finito, da antiga cosmologia, a ideia de um universo infinito
(ARANHA & MARTINS, 2007).
A questão, no entanto, não era apenas científica, era também política. Era uma
luta entre duas concepções de mundo: a da Igreja Católica e a da Ciência. Galileu
foi obrigado a se retratar publicamente, a renunciar a sua teoria e foi recolhido à
prisão domiciliar- ATrue
- BFalse
101A imagem do homem até esse período é marcada fortemente por uma visão religiosa, bíblica, que o colocava no topo do Universo, como a criação mais perfeita
de Deus. [blank_start]Copérnico[blank_end] retirou a Terra do centro do Universo e, com ela, também o
homem. A Terra não é mais o centro do Universo, mas um corpo celeste como muitos outros (REALE & ANTISERI, 2003). Ela não é mais o centro do Universo criado
por Deus e com isso o homem deixa de ser também o centro da criação divina.- ACopérnico
- BMax ultter
102A Revolução Científica foi uma revolução na ideia de [blank_start]saber e de Ciência[blank_end]. A
Ciência deixou de ser uma intuição privilegiada de alguém iluminado e passou a ser
uma investigação e um discurso sobre o mundo da natureza.
Essa imagem de Ciência não surgiu de uma vez, mas apareceu progressivamente.
O seu modelo é o método científico de Galileu, que traz como consequência a
[blank_start]autonomia[blank_end] da Ciência em relação às afirmações da fé e das concepções filosóficas.
O discurso científico legitima-se porque surge com base nas experiências e nas
demonstrações.- Asaber e de Ciência
- Bacaso e politica
- Cautonomia
- Dautocracia
103A Ciência torna-se Ciência [blank_start]Experimental.[blank_end] É por meio das
[blank_start]experiências[blank_end] que os cientistas conseguem obter proposições verdadeiras sobre a
realidade (REALE & ANTISERI, 2003). É essa nova imagem da Ciência, feita de
teorias controladas pela experimentação, que mostra o nascimento de um novo
tipo de saber- AExperimental.
- Bintencional
- Cexperiências
- Dintenções
104Um aspecto importante da nova concepção científica é o mecanicismo. A
Ciência moderna compara a natureza e o próprio ser humano a uma máquina,
um conjunto de mecanismos cujas leis precisam ser estudadas e descobertas. As
explicações são baseadas em um esquema mecânico cujo modelo é o relógio
(ARANHA & MARTINS, 2007).
É excluído desse novo modo de ver as coisas todo raciocínio a respeito do valor,
da perfeição, do sentido e do fim dos objetos que até então dominavam a Filosofia
e a Religião.- ATrue
- BFalse
105A Revolução Científica abriu caminho para os conceitos, os métodos, as
instituições e os modos de pensar relacionados com o fenômeno que chamamos
de Ciência Moderna e sua principal característica é precisamente o método,
que exige imaginação e criatividade das hipóteses por um lado e con trole público
dessas imaginações por outro (REALE & ANTISERI, 2003). Em sua essência, a
Ciência é pública.- ATrue
- BFalse
106 É considerado o pai da Filosofia Moderna e do racionalismo moderno. Nas obras Discurso do método e Meditações metafísicas trata do problema do conhecimento.
- ARené Descartes
- BPablo Ruanet
107No livro Discurso do método, Descartes
propõe quatro regras simples para separar o
conhecimento verdadeiro do falso:- Aevidência, analise, síntese, verificação
- Bevidencia, dividir, enumerar, relacionar
108No livro Discurso do método, Descartes
propõe quatro regras simples para separar o
conhecimento verdadeiro do falso:
Figura 2
Fonte: Wikimedia/commons
1. A primeira regra é a da evidência e que pode ser assim exposta: “não se
deve acatar nunca como verdadeiro o que não se reconhece ser tal pela
evidência” (Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 359);
2. A segunda regra é a de “dividir cada problema que se estuda em tantas
partes menores quantas for possível e necessário para melhor resolvê-los
(sic)” (Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 360). Descartes defende o uso
da análise (dividir o conjunto em partes) ou método analítico, que para
ele é o único que pode levar à evidência porque transforma alguma coisa
complexa em algo simples e permite ao intelecto compreender o seu objeto
com clareza;
3. A terceira regra é a de “conduzir com ordem meus pensamentos, começando
pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar-se, pouco a
pouco, como por degraus, até o conhecimento dos mais complexos” (Apud
REALE & ANTISERI, 2003, p. 360). Para o conhecimento, a divisão do
conjunto em seus elementos mais simples não é suficiente porque teremos,
então, como resultado, um conjunto desarticulado e ininteligível de elementos.
É preciso proceder à síntese (ou método sintético), ou seja, recompor o todo
ou o conjunto com ordem e criar uma cadeia de raciocínio que se desenvolva
do simples ao complexo e que também corresponda à realidade;
4. A última regra é “fazer sempre enumerações tão completas e revisões tão
gerais a ponto de se ficar seguro de não ter omitido nada” (Apud REALE
& ANTISERI, 2003, p. 361). A fim de evitar erros, é preciso proceder à
verificação de cada uma das passagens do método. Assim, verifica-se se a
análise é completa e depois se a síntese está correta.- ATrue
- BFalse
109Descartes afirma no Discurso do método: “como os sentidos algumas vezes
nos enganam, supus que nenhuma coisa é tal como é representada pelos sentidos”
(Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 363). Embora boa parte do saber tradicional
tenha como base os sentidos, outra parte fundamenta-se aparentemente na razão
e no seu poder discursivo. Esse último princípio também não está imune ao erro e
à incerteza.- ATrue
- BFalse
110Não há nenhuma área do saber que se mantenha em pé, pois o alicerce em que
está baseado revela-se frágil demais. Nada resiste ao poder corrosivo da dúvida. A
dúvida é transformada em método. Descartes diz nas Meditações metafísicas:
“Suponho que todas as coisas que vejo são falsas (...), creio que o corpo,
a figura, a extensão, o movimento e o lugar não são nada mais do que
invenções do meu espírito. Então, o que poderá ser reputado verdadeiro?”
(Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 363). A dúvida, nesse caso, quer levar à verdade, por isso é chamada de dúvida metódica.- ATrue
- BFalse
111O filósofo tem como ponto de partida a busca de uma verdade primeira que não
possa ser colocada em dúvida e, por isso, converte a dúvida em método (ARANHA
& MARTINS, 2007).- ATrue
- BFalse
112O filósofo começa duvidando de tudo. Descartes só interrompe o processo de
dúvidas diante da constatação do próprio eu que duvida. Se duvido, penso, se
penso, existo.
“Penso, logo existo” (cogito ergo sum). Esse é o fundamento para a
construção de sua filosofia. Não posso duvidar da existência de meu próprio
pensamento. Portanto, o fundamento do novo saber é o sujeito humano (cogito),
a consciência [blank_start]racional[blank_end].- Aracional
- Bintencional
113Com Descartes, temos uma valorização da ra zão e da racionalidade. Com ele,
estabelece-se o princípio do sujeito [blank_start]pensante[blank_end] (racional) como fundamento de todas
as evidências. Acentua-se o caráter absoluto e universal da [blank_start]razão[blank_end] que, partindo
do cogito, e só com suas próprias forças, descobre todas as verdades possíveis
(ARANHA & MARTINS, 2007). Daí a importância de um método de pensamento
como garantia de que as representações e imagens da razão correspondam de fato
aos objetos a que se referem e que são exteriores a ela.- Apensante
- Bemocional
- Crazão
- Demoção
114A palavra empirismo vem do grego empeiria, que signifi ca “experiência”. O empirismo, ao
contrário do racionalismo, destaca o papel da experiência no processo do conhecimento.- ATrue
- BFalse
115Francis Bacon, pai do empirismo
moderno, pois pôs em evidência o significado do papel das descobertas científicas
para a vida humana. Seu lema “saber é
poder” valoriza o conhecimento instrumental, aquele que possibilita a do minação da
natureza pelo homem.- ATrue
- BFalse
116Para Bacon, em Novum Organum, a
observação e a experimentação são elementos fundamentais no processo de conhecimento. “Ministro e intérprete da natureza,
o homem faz e entende o que observa da
ordem da natureza, com a observação das
coisas ou com a obra da mente; ele não sabe
nem pode nada mais do que isso” (Apud
REALE; ANTISERIREALE & ANTISERI,
2003, p. 333).- ATrue
- BFalse
117Segundo ele Bacon, o procedimento da pesquisa é composto de duas partes: “a primeira consiste em [blank_start]extrair[blank_end] e fazer surgir os [blank_start]axiomas[blank_end] da experiência, a segunda em [blank_start]deduzir[blank_end] e derivar novos experimentos dos axiomas” (Apud REALE; ANTISERIREALE & ANTISERI, 2003, p. 341). A teoria deve, então, nascer da [blank_start]experiência[blank_end] e as novas experiências nascerem da [blank_start]teoria[blank_end].
- Aextrair
- Binstruir
- Caxiomas
- Ddedutivos
- Ededuzir
- Finduzir
- Gexperiência
- Hatitudes
- Iteoria
- Jdedução
118O interesse de Bacon pelo método da Ciência se revela na obra Novum
Organum (Novo órgão), em que “órgão” é entendido como instrumento do
pensamento. Contrapõe ao método dedutivo (que vai do geral para o particular) a
eficácia da indução (do particular ao geral) como método para novas descobertas
científicas e começa seu trabalho pela denúncia dos preconceitos e falsas noções
que dificultam a compreensão da realidade, aos quais chama de ídolos (ARANHA
& MARTINS, 2007).- ATrue
- BFalse
119Assim, a primeira função da teoria dos ídolos é a de tornar os homens conscientes
das suas falsas noções que lhes criam obstáculos no caminho para a verdade. Quais
são esses ídolos? Na obra Novum Organum, Bacon enumera quatro tipos de
ídolos que aprisionam a mente humana: ídolos da tribo, ídolos da caverna, ídolos
do foro e ídolos do teatro.- ATrue
- BFalse
120 “Alicerçam-se na própria natureza humana, na própria família humana. (...) O intelecto humano é como um espelho desigual em relação ao raio das coisas: ele mistura a sua própria natureza com a das coisas,
que deforma e desfigura” (Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 335).- Aídolos da tribo
- Bídolos da caverna
121 Quando encontra alguma ideia que o satisfaz, o intelecto humano procura validá-la. Isso ocorre porque o homem crê que é verdadeiro o que ele prefere. Isso significa que muitos dos nossos enganos
derivam da nossa tendência ao antropomorfismo.- ATrue
- BFalse
122“Derivam de cada indivíduo. Além das aberrações comuns ao gênero
humano, cada um de nós tem uma caverna ou uma gruta particular na
qual a luz da natureza se perde e se corrompe, por causa da natureza
própria e singular de cada um, por causa da sua educação ou conversação
com os outros, por causa dos livros que lê e da autoridade dos que admira
e honra ou por causa da diversidade de impressões” (Apud REALE &
ANTISERI, 2003, p. 336).
Isso significa que muitas das nossas ilusões têm sua origem no indivíduo, na sua
educação e nos seus hábitos.- Aídolos do foro
- Bídolos da caverna
123“Há também ídolos que, por assim dizer, dependem de contato ou dos
contatos recíprocos do gênero humano; (Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 336).
A relação entre os homens ocorre por meio da linguagem e das palavras, mas os
nomes são colocados nas coisas segundo a compreensão popular e basta isso para
perturbar o intelecto. Por causa das palavras, os homens são assim, muitas vezes,
arrastados a inúmeras e inúteis controvérsias e fantasias.- Aídolos do foro
- Bídolos do teatro
124“Penetraram no espírito humano por meio das diversas doutrinas
filosóficas (...). Pois todos os sistemas filosóficos foram acatados ou
cogitados como fábulas preparadas para serem representadas no palco,
boas para construir mundos de ficção e de teatro” (Apud REALE &
ANTISERI, 2003, p. 337).- Aídolos do teatro
- Bteoria dos ídolos
125A teoria dos ídolos de Bacon pode ser considerada como antecessora do
moderno conceito de ideologia (falsa consciência), desenvolvido principalmente
por Karl Marx (REALE & ANTISERI, 2003).
Os ídolos eram aparências ou preconceitos que criavam obstáculos para o
verdadeiro conhecimento e que podiam ter como origem o indivíduo e a sociedade.
A ideia da sociedade como fonte de erros do conhecimento, posteriormente abriu
a possibilidade para uma abordagem sociológica do próprio conhecimento.- ATrue
- BFalse
126Filósofos e economistas procuravam novos meios para proporcionar a felicidade aos homens, atacavam a injustiça, os privilégios e a intolerância religiosa.
Essas novas ideias conquistaram novos discípulos a quem pareciam trazer uma
nova luz, a do conhecimento e por isso esses pensadores eram chamados de iluministas (ARRUDA, 1974). O lema dos iluministas é “tenha coragem de servir-te
da tua própria inteligência” (sapere aude!).- ATrue
- BFalse
127Para os [blank_start]iluministas[blank_end], somente o crescimento de nossa [blank_start]consciência[blank_end] pode [blank_start]libertar[blank_end]
nossas mentes de sua servidão [blank_start]espiritual[blank_end], servidão aos preconceitos, aos ídolos e
aos erros evitáveis (REALE & ANTISERI, 2003). Os iluministas comportam-se
como um exército na luta contra todos os [blank_start]pré-juízos[blank_end]. Para eles, a única fonte da
verdade é a [blank_start]razão[blank_end] humana e fazem da [blank_start]tradição[blank_end] seu objeto de crítica. Não é a
tradição, mas sim a razão, a fonte última da autoridade- Ailuministas
- Bsocraticos
- Cconsciência
- Datitude
- Elibertar
- Faprisionar
- Gespiritual
- Hintelectual
- Ipré-juízos
- Jestereotipias
- Krazão
- Lfé
- Mtradição
- Nemoção
128O Iluminismo foi filosofia hegemônica da Europa no século XVIII, embora não
fosse um movimento cultural uniforme. Ele é uma Filosofia otimista. É a Filosofia
da burguesia em ascensão e que luta e trabalha pelo progresso. “Algum dia, tudo
será melhor – eis a nossa esperança”, dizia Voltaire (Apud REALE & ANTISERI,
2003, p 666). E o iluminismo coloca na base desse progresso espiritual, material e
político o uso crítico e construtivo da razão.- ATrue
- BFalse
129O século XVIII é o século das revoluções burguesas (Revolução Industrial
e Revolução Francesa) que sofreram influência do Iluminismo. A influência
do Iluminismo se estende por toda a Europa e também nos movimentos de
independência na América.- ATrue
- BFalse
130A razão dos iluministas é uma defesa do conhecimento científico e da técnica
como instrumentos para a transformação do mundo e da melhoria das condições
espirituais e materiais da humanidade (REALE & ANTISERI, 2003).
A razão dos iluministas é a razão que encontra o seu modelo na Física de Newton
e que não procura a essência dos fenômenos. Ela não se pergunta, por exemplo,
qual é a causa ou a essência da gravidade, mas partindo da experiência procura
as leis do funcionamento do fenômeno e as submete à prova e por isso a razão
iluminista é de uso público (REALE & ANTISERI, 2003).- ATrue
- BFalse
131Trata-se da razão limitada à experiência e controlada pela experiência. A
razão dos iluministas, porém, não fica confinada aos fatos da natureza, como em
Newton. A razão dos iluministas não considera excluído nenhum campo de investigação, é razão que diz respeito à natureza e, ao mesmo tempo, também ao
homem (REALE & ANTISERI, 2003).- ATrue
- BFalse
132O Iluminismo é um movimento laico em relação aos mitos e às superstições religiosas. A atitude cética e até irreverente é traço característico do Ilu minismo, filosofia que pode ser vista como parte do processo de secularização do pensamento (REALE & ANTISERI, 2003). Embora se tenha desenvolvido um viés materialista e [blank_start]ateu[blank_end] no interior do iluminismo francês, a filosofia iluminista é a filosofia do [blank_start]deísmo[blank_end],
que é a religião racional e natural que admite a existência de Deus.- Aateu
- Bfiel
- Cdeísmo
- Dteísmo
133Como diria Voltaire, “para mim é evidente que existe um Ser necessário,
eterno, supremo e inteligente – e isso (...) não é ver dade de fé, mas sim de razão”
(Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 671). E, é claro, que se são somente essas
as verdades religiosas que a razão pode aceitar, então, as doutrinas, os ritos, as
histórias sagradas e as instituições das religiões são frutos das superstições, do
medo e da ignorância dos homens.- ATrue
- BFalse
134O empreendimento mais representativo do iluminismo francês é a obra coletiva chamada Enciclopédia. Os colaboradores mais destacados foram Diderot e D’Alembert e
também Voltai re, Condillac, D’Holbach, Montesquieu, Rousseau e outros.
A Enciclopédia foi uma grande obra política e social, um instrumento de
difusão da cultura crítica, que pretendia romper com o saber tradicional anterior
e que se abriu para a história, para a sociedade e para o saber técnico-científico
(REALE & ANTISERI, 2003).- ATrue
- BFalse
135No verbete “Enciclopédia” da própria obra, podemos ler: “O objetivo de uma
enciclopédia é unificar os conhecimentos espalhados sobre a face da terra e
expor o sistema e transmiti-lo aos que virão depois de nós, para que as obras dos
séculos passados não fiquem inúteis para os séculos posteriores (...). Percebemos
que a Enciclopédia só podia ser tentada em um século filosófico e que esse século
havia chegado” (Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 695).- ATrue
- BFalse
136Na obra Crítica da razão pura, Kant questiona se é possível uma “razão pura”
independente da experiência, por isso seu método é conhecido como criticismo
(ARANHA & MARTINS, 2007). Kant, diferentemente dos filósofos anteriores,
questiona a existência da realidade e duvida que as ideias da razão correspondam
a essa realidade- ATrue
- BFalse
137Kant coloca a razão em um tribunal para julgar o que pode ser conhecido
legitimamente por ela e que tipo de conhecimento não tem fundamento. Com isso,
pretende superar a dualidade racionalismo/empirismo. Condena os empiristas
(tudo que conhecemos vem da experiência dos sentidos) e, da mesma forma, não
concorda com os racionalistas (tudo quanto pensamos vem do nosso intelecto)
(ARANHA & MARTINS, 2007). O conhecimento deve ser composto de juízos
universais racionais, da mesma maneira que derivar da experiência sensível.- ATrue
- BFalse
138Para superar essa contradição, Kant explica que o conhecimento é constituído
de [blank_start]matéria e forma.[blank_end] A matéria dos nossos conhecimentos são as próprias coisas
e a forma somos nós mesmos, os sujeitos. Para conhecer as coisas, preci samos da
experiência [blank_start]sensível[blank_end], mas essa experi ência não terá validade se não for organizada
pelas formas da nossa sensibilidade, que são a [blank_start]priori[blank_end] (anteriores a qualquer
experiência) e condição da própria experiência. Para conhecer as coisas, temos de
organizá-las a par tir da forma a priori do tempo e do espaço. Para Kant, o tempo
e o espaço não existem como realidades externas, não estão no objeto, são antes
formas que o sujeito põe nas coisas (ARANHA & MARTINS, 2007).- Amatéria e forma.
- Btempo e espaço
- Csensível
- Democional
- Epriori
- Fteori
139Quando observamos a na tureza e afirmamos que uma coisa “é isto”, ou “aquela
coisa é causa de outra”, ou “isto existe”, temos, de um lado, coisas que percebemos
pelos sentidos, mas, de outro, algo que lhes escapa, isto é, as categorias de
substância, de causalidade, de existência. Essas três categorias (e outras) não
vêm da experiência, mas são colocadas no objeto pelo próprio sujeito que conhece
(ARANHA & MARTINS, 2007).- ATrue
- BFalse
140Kant também conclui não ser possível co nhecer as coisas tais como são em si
mesmas, ou seja, o noumenon (a coisa-em-si) é inacessível ao co nhecimento.
Somente podemos conhecer os fe nômenos, palavra que, etimologicamente, significa “o que aparece”. Kant inova a filosofia ao afirmar que a realidade não é um
dado exterior ao qual o in telecto deve se conformar, mas, ao contrário, o mundo
dos fenômenos só existe na medida em que “aparece” para nós sujeitos (ARANHA
& MARTINS, 2007). Portanto, de certa for ma, o sujeito é parte integrante do
processo de construção do conhecimento.- ATrue
- BFalse
141Kant se depara com dificuldades insolúveis ao questionar as realidades da
metafísica, como a existência de Deus, a imortalidade da alma, a liberdade, a
infinitude do universo. Para Kant, todo conhecimento é constituído pela forma a
priori do intelecto e pela matéria fornecida pela experiência sensível. Os objetos da
metafísica não podem preencher essa segunda exigência; não temos experiência
sensível de Deus, por exemplo.- ATrue
- BFalse
142Decorre dessa constatação a impossi bilidade do conhecimento metafísico,
portanto, devemos nos abster de afirmar ou negar qual quer coisa a respeito dessas
realidades. Trata-se de um [blank_start]agnosticismo[blank_end] (etimologicamente a, “não”, e gnosis,
“conhecimento”). Somos agnósticos quando consideramos a razão incapaz de
afir mar ou negar a existência de Deus. O agnosti cismo não se confunde com
o [blank_start]ateísmo[blank_end], pelo qual negamos afirmativamente que Deus exista (ARANHA &
MARTINS, 2007).- Aagnosticismo
- Bgnosticismo
- Cateísmo
- Ddeismo
143Tal como Copérnico, que disse que não é o Sol que gira em torno da Terra,
mas é o contrário, a Terra que gira em torno do Sol, também Kant afirmou que o
conhecimento não reflete o objeto exterior, mas é o próprio intelecto que constrói
o objeto do seu saber. Nesse sentido, Kant realizou uma revolução copernicana no
campo da teoria do conhecimento (ARANHA & MARTINS, 2007).- ATrue
- BFalse
144A chamada Revolução Científica pode ser associada ao surgimento de outro elemento que possibilitou o desenvolvimento de novas tecnologias e de grandes descobertas.
Esse elemento a utilizou como meio para seu próprio interesse e benefício. Estamos falando da/dos:- ABurguesia nascente nesse contexto
- BPróprios cientistas-filósofos
145Um dos maiores filósofos surgidos durante o Iluminismo, Immanuel Kant, desenvolveu um método que o diferenciava de seus antecessores. Sua principal questão era saber se seria possível haver uma razão pura, independente da experiência.
Diante disso, podemos dizer que Kant:- AQuestiona a existência da realidade e duvida que as ideias da razão correspondam a essa realidade.
- BTraz para a Filosofia uma visão puramente científica, porque não vê sentido em apenas questionar a verdade das coisas.
146O lugar habitado por essa Filosofia Contemporânea é o mundo industrial, em
que se tornam cada vez mais evidentes as conquistas científicas. A microbiologia,
por exemplo, debelou as doenças infecciosas e se ampliaram as aplicações da
eletricidade, do telefone, do rádio, do radar etc.- ATrue
- BFalse
147O Capitalismo já era uma realidade no século XIX. Na segunda metade do
século XVIII, ocorreu a:- AEra das revoluções
- BExpansão do trabalho assalariado
148A partir de 1760, ocorreu na Inglaterra a 1ª. Revolução Industrial, que transformou radicalmente o
modo de produzir as mercadorias, criou as fábricas e também o proletariado
moderno (operário).- ATrue
- BFalse
149Com a Revolução Francesa de 1789, a burguesia tomou o poder e criou um
mundo à sua imagem e semelhança, proclamando aos quatro cantos do mundo o
seu lema :- ALiberdade, Igualdade e Fraternidade, Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão - BCrescimento das cidades, Lutas econômicas e políticas entre a burguesia e o proletariado
- ALiberdade, Igualdade e Fraternidade, Declaração dos Direitos do
150 A Revolução Francesa inaugura um novo período histórico
chamado História Contemporânea, que se estende até os dias atuais.
As principais características desse período, segundo Arruda (1974) são:
• Industrialização da Europa;
• Crescimento das cidades (urbanização);
• Importância crescente da Ciência para a sociedade e para o pensamento;
• Expansão do trabalho assalariado;
• Lutas econômicas e políticas entre a burguesia e o proletariado;
• Nascimento da ideologia socialista, que se opõe à sociedade capitalista;
• Grande imigração de europeus para a América.- ATrue
- BFalse
151O elemento mais importante e que condicionou o pensamento e a Filosofia do
século XIX foi o :- Adesenvolvimento das Ciências
- Ba natureza tornou-se menos natural e mais incompreensível
152Para demonstrar a sua eficácia, a [blank_start]Ciência e a Técnica[blank_end] tornam-se aliadas e provocaram grandes transformações na sociedade.
- ACiência e a Técnica
- Bpolitica e a filosofia
153A exaltação desse novo saber levou à ideologia do [blank_start]Cientificismo,[blank_end] segundo o
qual a Ciência é considerada o único conheci mento verdadeiro e o método das
Ciências Naturais o único válido, devendo ser esten dido a todos os campos do
pensamento e da atividade humana. O [blank_start]Cientificismo[blank_end] procurou também romper
com as explicações abstratas e metafísicas dos fenômenos e tinha a convicção
de que a Ciência e a técnica poderiam resolver os problemas da humanidade
(ARANHA; MARTINS, 2007). A principal corrente cientificista foi o [blank_start]positivismo[blank_end]
de Auguste Comte (ver a seguir). Essa postura vai ser criticada no século XX com
o desenvolvimento das Ciências Humanas.- ACientificismo,
- Badeismo
- CCientificismo
- Dadeismo
- Epositivismo
- Filuminismo
154O século XIX foi o ponto de partida radical em alguns campos do pensamento,
como na Matemática; do despertar de Ciências até então pouco desenvolvidas,
como a Química; da criação de novas Ciências, como a Geologia e de desenvolvimento de ideias revolucionárias nos campos da Sociologia e da Biologia
(HOBSBAWM, 1979).- ATrue
- BFalse
155As transformações provocadas pelo desenvolvimento das Ciências começaram
a destruir a compreensão do universo como uma máquina (Descartes), uma sólida
construção teórica baseada na estrutura de causa e efeito ligando os fenômenos
(HOBSBAWM, 1988). Esse modelo mecânico de Universo começou a ruir no final
do século XIX.- ATrue
- BFalse
156Com o desenvolvimento de uma nova imagem do Universo, cada vez mais é
necessário descartar a intuição e o bom senso como fundamentos da Ciência. De
certa forma, a natureza tornou-se menos [blank_start]natural[blank_end] e mais [blank_start]incompreensível[blank_end].
“O silêncio desses espaços infinitos me apavora”. PASCAL, Blaise.
Pensamentos. Aforismo 206. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 95.
(Coleção Os Pensadores).- Anatural
- Bexplorada
- Cincompreensível
- Dcompreensível
157O processo de separação entre a Ciência e a intuição pode ser ilustrado por
meio da [blank_start]Matemática[blank_end]. Na Geometria, apareceram novas formas de fenômenos com
o desenvolvimento da geometria não euclidiana (Lobachewski e Riemann) que deu
um golpe na intuição e a sua pretensão de fundamentar axiomas e postulados.- AMatemática
- BAstronomia
158Uma solução começou a ser adotada, que era libertar a Matemática de qualquer
ligação com o mundo real e transformá-la na elaboração de postulados, que
deveriam ser definidos de modo preciso e obrigados a não ser contraditórios entre
si (HOBSBAWM, 1988). Essa separação entre Ciência e intuição vai se agravar
com a Física relativista de Einstein, no século XX.- ATrue
- BFalse
159No século XIX, o homem (objeto de conhecimento quase exclusivo da Filosofia)
tornou-se objeto da Ciência. Surgiram, então, as Ciências Humanas: a Sociologia, a Psicologia e a Antropologia. As razões do desenvolvimento de explicações
científicas para a atividade humana estavam em parte nos problemas sociais que
a sociedade europeia enfrentava, trazidos pela industrialização, pela urbanização
e pela expansão imperialista no mundo. Tais razões estavam também na grande
aceitação do pensamento científico no mundo ocidental. Se a Ciência tinha grande
credibilidade, por que não utilizá-la para o conhecimento do homem? O resultado
foi um desenvolvimento extraordinário dessas Ciências, de seus métodos e de suas
teorias (COSTA, 1998).- ATrue
- BFalse
160Foram muitas as dificuldades enfrentadas pelas Ciências Humanas para
estabelecer o seu método:- Acomplexidade, experimentação, matematização, subjetividade, liberdade humana
- Bcomplexidade, experimentação, astrologia, intencionalidade, e libertação
161Foram muitas as dificuldades enfrentadas pelas Ciências Humanas para
estabelecer o seu método:
1) A complexidade inerente aos fenômenos humanos1 (psíquicos, sociais ou
econômicos), que resistem às tentativas de simplificação;Principalmente se considerarmos que o comportamento humano depende de múltiplas variáveis, tais como:
hereditariedade, meio, impulsos, desejos, memória, bem como da ação da consciência e da vontade
2) Outra dificuldade da
metodologia das Ciências Humanas encontra-se na experimentação2. Não que
isso seja impossível, mas é difícil identificar e controlar os diversos aspectos que
influenciam os atos humanos; Há de se considerar que na experimentação pode ocorrer o falseamento dos resultados.
3) Outra questão refere-se à matematização3. Após
o nascimento da Física de Galileu, supunha-se que a Ciência seria mais rigorosa
quanto mais fosse matematizável. Esse ideal é problemático com relação às
Ciências Humanas, cujos fenômenos são essencialmente qualitativos; Há de se considerar que quando é possível aplicar a Matemática, são utilizadas técnicas estatísticas, com resultados
sempre aproximativos e sujeitos a interpretação.
4) Temos, ainda, a dificuldade decorrente da subjetividade. As Ciências da Natureza aspiram
à objetividade, que consiste na separação radical entre o sujeito e o objeto no
processo de conhecimento; na capacidade de lançar hipóteses testáveis por todos e
no não envolvimento emocional e intelectual do cientista com o seu objeto. Mas, se
o sujeito que conhece é da mesma natureza do objeto conhecido, parece ser muito
difícil evitar a subjetividade;
5) Finalmente, se as leis das Ciências da Natureza
supõem o determinismo (as mesmas causas produzem os mesmos efeitos), como
fica a questão da liberdade humana? Por haver regularidades na natureza é possível
estabelecer leis e por meio delas prever a incidência de um acontecimento. Como
isso seria possível nas Ciências Humanas se admitirmos a existência da liberdade
humana? (ARANHA & MARTINS, 2007).- ATrue
- BFalse
162No ambiente cientificista da Europa do século XIX, desenvolve-se o Positivismo,
cujo principal representante foi o pensador francês- AAuguste Comte
- BMax Weber
163O [blank_start]Positivismo[blank_end] representou um amplo movimento do pensamento que dominou
grande parte da cultura europeia (em suas manifes tações filosóficas, políticas,
pedagógicas e literá rias), de 1840 até as vésperas da Primeira Guerra Mundial
(REALE & ANTISERI, 2003).- APositivismo
- Bhumanismo
164Segundo Giovanni Reale e Dario Antiseri, o Positivismo apresenta alguns traços
comuns que nos permitem a sua identificação como movimento de pensamento:
1. O Positivismo defende a supremacia da Ciência: nós conhecemos
somente aquilo que as Ciências nos dão a conhecer, pois o único método
de conhecimento é o das Ciências Naturais. Assim sendo, desconsideram se todas as outras formas do conhecimento humano que não possam ser
comprovadas cientificamente. Tudo aquilo que não puder ser provado pela
Ciência é considerado como pertencente ao domínio teológico-metafísico
2. O método das Ciências naturais (identificação das leis de causa e efeito)
não vale somente para o estudo da natureza, mas também para o estudo
da sociedade;
3. O Positivismo não apenas afirma a unidade do método científico e a superioridade desse método para o conhecimento, mas também coloca a Ciência como o único instrumento em condições de resolver todos os problemas humanos e sociais que até então haviam atormentado a humanidade;
4. O Positivismo é uma Filosofia otimista que nasce da crença no progresso
humano e social, rumo ao bem estar generalizado em uma sociedade
pacífica e solidária;
5. A positividade da Ciência leva o Positivismo a combater as concepções
idealistas e espiritualistas da realidade,concepções que os positivistas
rotulavam como metafísicas (2003).- ATrue
- BFalse
165Comte diz na sua obra Curso de Filosofia positiva (1830-1842): “Estudando
o desenvolvimento da inteligência humana (...) creio ter descoberto uma grande
lei fundamental (...). Essa lei consiste no seguinte: cada uma das nossas principais
concepções e cada ramo dos nossos conhecimentos passam, necessariamente, por
três estágios teóricos diferentes, o estado teológico ou fictício, o estado metafísico
ou abstrato e o estado positivo ou científico” (Apud REALE & ANTISERI, 2003,
p. 299). Além disso, a lei dos três estados é uma Filosofia da História que se
apresenta como o esquema de evolução de toda a humanidade.- ATrue
- BFalse
166os fenômenos são vistos como produtos da ação direta
de seres ou forças sobrenaturais (fetichismo, politeísmo, monoteísmo)- Aestado teológico
- Bestado
metafísico
167são explicados em função de essências, ideias ou forças abstratas;
finalmente,- Aestado positivo
- Bestado
metafísico
168as ilusões são superadas pelo
conhecimento das leis invariáveis que regem os fenômenos- Aestado teológico
- Bestado positivo
169Em comunidades tribais, por exemplo, a queda dos corpos é atribuída à ação dos
deuses. O metafísico Aristóteles explica a queda pela essência dos corpos pesados,
cuja natureza os faz tender para baixo. Galileu, espírito positivo, não indaga o
porquê, não procura as causas, mas se contenta em descrever como o fenômeno
ocorre. Segundo Comte, “todos os bons espíritos repetem, desde Bacon, que
somente são reais os conhecimentos que repousam sobre fatos observados” (Apud
ARANHA & MARTINS, 2007, p. 140).- ATrue
- BFalse
170Comte achava que a Europa do século XIX já estava no estágio positivo. Os
métodos teológicos e metafísicos não eram mais empregados por ninguém na
área da Ciência, exceto no campo dos fenômenos sociais. Por isso, ele dizia que
a Filosofia positiva deveria submeter a sociedade à rigorosa pesquisa científica
(REALE & ANTISERI, 2003). Comte inventou a palavra [blank_start]Sociologia[blank_end].- ASociologia
- Bfilosofia
171Para Comte, não se podem resolver crises [blank_start]sociais e políticas[blank_end] sem o devido
conhecimento dos fatos [blank_start]sociais e políticos[blank_end]. E é por essa razão que ele vê como
tarefa urgente o desenvolvimento do que ele chamou de [blank_start]Física Social[blank_end] Para o autor,
a [blank_start]Sociologia[blank_end] é pensada de maneira semelhante às outras Ciências, como uma
Ciência de [blank_start]observação[blank_end], e recebe a denominação de Física Social, justamente por
lidar com fatos que têm origem no mundo social.- Asociais e políticas
- Bemocionais e socias
- Csociais e políticos
- Democionais e socias
- EFísica Social
- Fciência social
- GSociologia
- Hfilosofia
- Iobservação
- Jexperimentação
172A Ciência para Comte tem como objetivo a pesquisa das [blank_start]leis invariáveis[blank_end]
dos fenômenos. O conhecimento dessas leis é necessário para prever e a
previsão é necessária para orientar a ação do homem sobre a realidade (REALE
& ANTISERI, 2003).- Aleis invariáveis
- Bleis variaveis
173Para passar de uma sociedade em crise para a ordem social, há necessidade do
conhecimento. Esse conhecimento é feito de leis elaboradas com base nos fatos.
Desse modo, é preciso encontrar as leis da sociedade se quisermos resolver suas
crises. Diz Comte: “É na previsibilidade racional do desenvolvimento futuro da
convivência social que se pode resumir o espírito fun damental da política positiva”
(Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 301).- ATrue
- BFalse
174Comte, divide a Sociologia em :
- Aestática social e dinâmica social
- Bolitica social e sociologia social
175Nas palavras de um de seus admiradores ilustres, John Stuart Mill, “Enquanto as leis derivadas da Estática Social são estabelecidas pela análise e comparação dos diferentes estados de sociedade sem levar em conta a ordem de sua sucessão, a consideração dessa ordem é, ao contrário, predominante no estudo da dinâmica social, cujo propósito é observar e explicar as seqüências dos estados sociais.” MILL, John Stuart. A Lógica das Ciências morais. Tradução de Alexandre Braga Massella. São Paulo: Iluminuras, 1999.
- ATrue
- BFalse
176 Estuda as condições de existência comuns a todas as sociedades em todos os
tempos, a família, a divisão do trabalho etc. Ele também chama a estática de ordem- Aestática social
- Bdinâmica social
177Consiste no estudo das leis de desenvolvimento
da sociedade. Ele chama a dinâmica de progresso e sua lei fundamental é a dos
três estados- Aestática social
- Bdinâmica social
178O estado teológico é o da supremacia do poder militar (é o caso do
Feudalismo, por exemplo); o estado metafísico começa com a Reforma Protestante
e termina com a Revolução Francesa; o estado positivo corresponde à sociedade
industrial (REALE & ANTISERI, 2003). O positivismo teve grande influência
também no Brasil, inspirando vários pensadores. Uma prova contundente desta
influência são As palavras ordem e progresso expostas na bandeira nacional,
inegavelmente de inspiração positivista.- ATrue
- BFalse
179Em sua última grande obra, o Sistema de política positiva (1851-1854),
o objetivo de Comte de regenerar a sociedade com base no conhecimento das
leis sociais assume a forma de religião, na qual Deus é substituído pelo amor à
Humanidade. A Humanidade é o ser que transcende os indivíduos. Ela é composta
por todos os indivíduos vivos, pelos mortos e pelos que ainda não nasceram (REALE
& ANTISERI, 2003).- ATrue
- BFalse
180Comte sustenta que a religião da Humanidade deve ser uma cópia da estrutura
religiosa católica. São dois os dogmas da nova religião:- Aa Filosofia positiva e as leis
científicas. - Ba sociologia positivista e a fê cientifica
- Aa Filosofia positiva e as leis
181De acordo com Comte, os ritos, os sacramentos, o calendário e o sacerdócio são necessários
para a divulgação da nova religião. Há um batismo secular, uma crisma secular
e uma extrema-unção secular. O anjo da guarda da religião da Humanidade é a
mulher (isso se deve à idealização de Comte de sua amada Clotilde de Vaux). Os
meses terão nomes significativos na religião positiva (por exemplo, Prometeu) e os
dias da semana serão consagrados a cada uma das sete Ciências. Serão construídas
templos laicos (institutos científicos). Um papa positivo exercerá a sua autoridade
sobre os membros da religião que irão se ocupar do desenvolvimento das indústrias
e da utilização prática das descobertas científicas. Na sociedade positiva, os jovens
serão submetidos aos anciãos e o divórcio será proibido. A mulher torna-se a
protetora e fonte da vida sentimental da Humanidade. A Humanidade é o “Grande
Ser”; o espaço o Grande Ambiente e a terra o Grande Fetiche. Essa é a trindade
da religião positiva (REALE & ANTISERI, 2003). Foram criadas várias igrejas
positivistas no mundo todo.- ATrue
- BFalse
182O alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) foi o principal representante do [blank_start]idealismo[blank_end] moderno.
- Aidealismo
- Biluminismo
183O ponto de partida para entender Hegel é a sua afirmação de que a realidade
não é substância (coisa), mas sim sujeito, ou seja, pensamento, espírito. Ele afirma
isso no seu livro Fenomenologia do espírito: “segundo o meu modo de ver (...)
tudo depende de entender e expressar o verdadeiro não como ‘substância’, mas sim
de entender e expressar o verdadeiro como ‘Sujeito’” (Apud REALE & ANTISERI,
2003, p. 101). Por isso Hegel é considerado um filósofo idealista. Dizer que a
realidade não é substância e sim sujeito e espírito, significa dizer que é atividade,
que é processo, que é movimento.- ATrue
- BFalse
184Dialética, substantivo feminino. Em sentido bastante genérico, oposição, conflito
originado pela contradição entre princípios teóricos ou fenômenos empíricos. A
ideia central da dialética é que a realidade é [blank_start]movimento[blank_end]. Tudo o que existe contém
em si mesmo o princípio da sua [blank_start]destruição[blank_end] e posterior transformação em algo
diferente. Para Hegel, a dialética é uma lei que caracteriza a realidade como um
movimento incessante e contraditório, que pode ser expresso por três momentos
sucessivos ([blank_start]tese, antítese e síntese[blank_end]) que se manifestam simultaneamente em todos
os pensamentos humanos e em todos os fenômenos do mundo material.- Amovimento
- Bação
- Cdestruição
- Dintuição
- Etese, antítese e síntese
- Fação, reação e submissão
185Como ponto de partida da dialética, Hegel encontra a Ideia pura (tese). Esta,
para se desenvolver, cria um objeto oposto a si, a Natureza (antítese), que é a
Ideia alienada, o mundo desprovido de cons ciência. Da luta desses dois princípios
opostos nasce a síntese, o Espírito, ao mesmo tempo pen samento e matéria,
isto é, a Ideia que toma cons ciência de si por meio da Natureza. (ARANHA &
MARTINS, 2007).- ATrue
- BFalse
186Hegel destaca que a dialética não é privilégio do pensamento filosófico, mas
está presente em toda realidade: “Ora, por mais que o in telecto comumente solicite
a dialética, não se deve pensar de modo algum que a dialética seja algo presente
somente na consciência filosófica: ao contrário, o procedimento dialético pode se
encontrar em toda outra forma de consciência e na experiência geral. Tudo aquilo
que nos circunda pode ser pensado como exemplo da dialética” (Apud REALE
& ANTISERI, 2003, p. 108). Por exemplo, a semente deve transformar-se no seu
oposto para tornar-se uma árvore, ou seja, deve “morrer” como semente.- ATrue
- BFalse
187Ao explicar o movimento gerador da realida de, Hegel desenvolve uma dialética
[blank_start]idealista[blank_end]. No sis tema hegeliano, a razão não é um modelo a ser seguido, mas é a
própria estrutura da realidade e do pensamento. Na Filosofia do Direito, Hegel
escreveu: “Tudo o que é [blank_start]real[blank_end] é racional e tudo o que é racional é real” (Apud
REALE & ANTISERI, 2003, p. 104)- Aidealista
- Brealista
- Creal
- Dideal
188Ao explicar o movimento gerador da realida de, Hegel desenvolve uma dialética
idealista. No sis tema hegeliano, a razão não é um modelo a ser seguido, mas é a
própria estrutura da realidade e do pensamento. Na Filosofia do Direito, Hegel
escreveu: “Tudo o que é real é racional e tudo o que é racional é real” (Apud
REALE & ANTISERI, 2003, p. 104)- ATrue
- BFalse
189Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) foram os criadores
de uma teoria da História, o materialismo histórico, e de uma Filosofia, o materialismo dialético. Marx foi um dos pensadores que mais influenciou o século XX
com a sua doutrina comunista e que foi adotada por vários países como Rússia,
China, Cuba etc.- ATrue
- BFalse
190Para o materialismo dialético, o mundo material é anterior à consciência, ao
pensamento. A matéria é a origem da consciência e a consciência é um produto
da matéria. O movimento é a propriedade fundamental da matéria e existe
independentemente da consciência humana. É uma visão oposta ao idealismo
(ARANHA & MARTINS, 2007). Marx defende que seu método não se assemelha
ao de Hegel, argumenta o seguinte:
“Meu método dialético não só é fundamentalmente diverso do método de
Hegel, mas é, em tudo e por tudo, o seu reverso. Para Hegel o processo
do pensamento que ele converte inclusive em sujeito com vida própria,
sob o nome de ideia, é o demiurgo (criador) do real e esse, a simples
forma externa em que toma corpo. Para mim, o ideal, ao contrário, não é
mais do que o material, traduzido e transposto para a cabeça do homem”
(Karl Marx, palavras finais da 2. ed. t. I de O Capital).- ATrue
- BFalse
191O mundo não é uma realidade estática e sim uma realidade dinâmica de
elementos que se interagem. O movimento dialético se faz pela contradição entre
elementos opostos que vai resultar na criação de um novo elemento. A consciência
humana, mesmo condicionada pela matéria e pela História, não é passiva: o
conhecimento da realidade material possibilita a liberdade da ação humana sobre o
mundo (ARANHA & MARTINS, 2007).- ATrue
- BFalse
192Em A ideologia alemã, pode-se ler: “a produção das ideias, das representações,
da consciência (...) está diretamente entrelaçada à atividade material e às relações
materiais dos homens” (Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 194). Os homens
podem se diferenciar dos animais pela religião, pela consciência ou pelo que se
quiser, mas eles começaram a se distinguir dos animais quando começaram a
produzir os seus meios de subsistência. E aquilo que os indivíduos são depende
das condições materiais da produção econômica. A essência do homem, portanto,
está em sua atividade produtiva.- ATrue
- BFalse
193O materialismo histórico é a aplicação do materialismo dialé tico ao campo
da história, é a explicação da história por fa tores materiais (econômicos
e técnicos). O senso comum procura explicar a história pela ação dos grandes
personagens (heróis), das grandes ideias e até pela intervenção divina. Marx inverte
esse processo: no lugar das ideias, estão os fatos materiais; no lugar dos heróis, a
luta de classes. Não nega, com isso, que o ser humano tenha ideias, mas as explica
pela estrutura material da sociedade (REALE & ANTISERI, 2003)- ATrue
- BFalse
194
É o princípio indeterminado de que o mundo físico é composto.
• É caracterizada pela indeterminação.
• É pura passividade, contendo forma em potência.
• Forma é aquilo que faz com que uma coisa seja o que é.
• É um principio inelegível.
• É a essência comum aos indivíduos de uma mesma espécie.- AMateria
- Bpotencia
195Para Aristóteles:
[blank_start]Substância[blank_end]: aquilo que é em si mesmo
[blank_start]Essência[blank_end]: Os atributos essências da substância. “Sem
eles a substância não seria o que é”
[blank_start]Acidente[blank_end]: Os atributos que a substância pode ou não ter sem deixar de ser o
que é.- ASubstância
- BEnergia
- CEssência
- Dpotencia
- EAcidente
- Fincidente
196É a ausência de perfeição.
• É a capacidade de tornar-se algo e, para isso, precisa da ação de um ser
já em ato.
• O movimento é a passagem da potência em ato.
• O movimento é o ato de um ser em potência enquanto tal, é a potência
se atualizando.- APotência
- BEssência
197Na verdade, os philosophes (como eram chamados os iluministas) não tiveram ideias filosóficas muito originais, nem criaram grandes sistemas teóricos. Entretanto, eles se consideravam mestres de sabedoria
para todos. É compreensível que tenham enfatizado a divulgação de suas opiniões para torná-las eficazes. E os meios usados para acelerar a circulação das ideias iluministas foram: (REALE & ANTISERI, 2003).- Aacademias, a maçonaria, os salões, a Enciclopédia, as
cartas e os ensaios - BCenários, Parques, pátios, livraria, emails e treinos
- Aacademias, a maçonaria, os salões, a Enciclopédia, as
198Outra característica importante do [blank_start]pensamento moderno[blank_end] é o [blank_start]Antropocentrismo[blank_end]
(ARANHA & MARTINS, 2007). No pensamento medieval, predomina o
Teocentrismo (Deus é o centro de tudo), o homem moderno coloca a si mesmo
como medida das coisas e de sua consciência. Como contraponto à explicação
religiosa do mundo, surge a laicização (visão não religiosa) do pensamento, da
moral e da política.- Apensamento moderno
- Bpensamento atual
- CAntropocentrismo
- DTeocentrismo
199Marx diz que as diversas formas de consciência são condicionadas ou justificativas
da estrutura econômica da sociedade, de modo que, se muda a estrutura econômica,
haverá transformação correspondente na superestrutura ideológica. A história
humana pode ser dividida em períodos relativamente longos de acordo com a
estrutura do modo de produção: Comunismo [blank_start]Primitivo[blank_end]; Modo de produção [blank_start]asiático[blank_end];
[blank_start]Escravidão[blank_end] Clássica; Feudalismo; Capitalismo e cada uma delas corresponde a uma
superestrutura diferente (REALE & ANTISERI, 2003).- APrimitivo
- Bintuitivo
- Casiático
- Dcoreana
- EEscravidão
- Frevelação
200Marx escreveu no Prefácio de Para uma crítica da economia política, que o
materialismo histórico parte da tese segundo a qual “não é a consciência dos homens
que determina o seu ser, mas, ao contrário, o seu ser social que determina a sua consciência” (Apud REALE & ANTISERI, 2003, p. 104). Isso o leva a estabelecer a relação entre estrutura material da sociedade (economia) e o que ele chama de [blank_start]superestrutura[blank_end] (as ideias morais, filosóficas, religiosas, o Estado e a política).- Asuperestrutura
- Bhiperestrutura
Information
- Description
- Pedagogia Quiz on Filosofia, created by Mirelle Toledo on 15/04/2019.
- Author
- Mirelle Toledo
- Language
- Português
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