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Febre
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Questions in this quiz (51)
1O homem é um animal homeotérmico que mantém sua temperatura constante em torno dos [blank_start]37[blank_end]ºC. Essa temperatura pode variar em até 1ºC durante o dia.
- A37
- B36
- C36,5
- D37,5
2Produção de calor
A produção de calor no corpo humano não é uniforme. Cerca de [blank_start]70[blank_end]% do calor é produzido pelas estruturas centrais, ou seja, os órgãos internos e a musculatura profunda. O restante do calor é produzido pela superfície, ou seja, pele, gordura subcutânea e musculatura superficial. Esse fato explica a variação da temperatura corporal quando medida: oral, anal, esofágica, axilar ou timpânica.- A70
- B30
- C50
3Perda de calor
A perda de calor normalmente ocorre por vários mecanismos: condução do calor através do corpo, [blank_start]do centro para a periferia[blank_end], convecção do calor [blank_start]do centro para a periferia[blank_end], pela circulação sanguínea e pela superfície da pele para o ar ambiente, radiação do calor para o ambiente e evaporação do suor no ar ambiente.- Ado centro para a periferia
- Bda periferia para o centro
- Cdo centro para a periferia
- Dda periferia para o centro
4Perda de calor
A [blank_start]convecção[blank_end] e a [blank_start]evaporação[blank_end] são os meios mais eficientes da perda de calor.- Aconvecção
- Bcondução
- Cevaporação
- Dcondução
5A [blank_start]convecção[blank_end] é a forma de movimento do calor que ocorre principalmente nos fluidos (líquidos e gases). Difere da [blank_start]condução[blank_end] em que o calor é transmitido de átomo a átomo, sucessivamente.
- Aconvecção
- Bcondução
- Cradiação
6Perda de calor
A água é um [blank_start]bom[blank_end] condutor, por isso que o suor [blank_start]é[blank_end] uma forma eficaz do corpo baixar a temperatura. A condutividade da água é 32 vezes [blank_start]maior[blank_end] que a do ar.- Abom
- Bmal
- Cmaior
- Dmenor
- Eé
- Fnão é
7Controle da temperatura corpórea
A temperatura corpórea, que pela manhã é de aproximadamente [blank_start]36[blank_end]ºC e no fim da tarde pode superar os [blank_start]37[blank_end]ºC, é regulada pelo núcleo pré-óptico do hipotálamo anterior, que recebe fibras aferentes, com informações da temperatura da pele e do interior do corpo, e manda fibras eferentes para a pele, por nervos [blank_start]simpáticos[blank_end] que estimulam a vasodilatação e sudorese.- A36
- B37
- C37
- D36
- Esimpáticos
- Fparassimpáticos
8Controle da temperatura corpórea
A [blank_start]vasodilatação[blank_end] cutânea aumenta a transferência convectiva do calor do centro para a periferia do corpo, pela circulação. A sudorese aumenta a dissipação do calor pelo resfriamento da pele pela evaporação.
Na queda da temperatura, a [blank_start]vasoconstrição[blank_end] cutânea e os tremores musculares são ativados para a conservação do calor e o aumento da temperatura.- Avasodilatação
- Bvasoconstrição
9Controle da temperatura corpórea
Vários mediadores estão envolvidos no controle da temperatura, sendo os mais estudados a [blank_start]noradrenalina[blank_end], a dopamina e a serotonina. Drogas que interferem em sua liberação ou produção podem alterar a temperatura corpórea.- Anoradrenalina
- Bacetilcolina
10Controle da temperatura corpórea
Outro grande sistema do controle da temperatura corpórea é a [blank_start]fosforilação oxidativa mitocondrial[blank_end]. Nesse processo, haverá conversão de oxigênio em dióxido de carbono e água, com produção de calor.- Afosforilação oxidativa mitocondrial
- Brespiração anaeróbica
11Controle da temperatura corpórea
O termostato do organismo é o set point hipotalâmico. O hipotálamo indica que temperatura o organismo deve manter. Quando há elevação hipotalâmica da prostaglandina E2, o hipotálamo assume como normal uma temperatura [blank_start]maior[blank_end], fazendo que o organismo tenha que lançar mão de mecanismos para [blank_start]elevar[blank_end] a temperatura do corpo.- Amaior
- Bmenor
- Celevar
- Ddiminuir
12Controle da temperatura corpórea
Quando o set point do hipotálamo está normal, mas o calor não pode ser dissipado, chamamos de [blank_start]hipertermia[blank_end]. Denominamos [blank_start]febre[blank_end] quando o set point do hipotálamo está alterado.- Afebre
- Bhipertermia
13Temperatura corpórea
A temperatura normal do corpo humano apresenta uma média de 36,8 ± 0,4°C, com variação de 35,6°C a 38,5°C, com um vale às [blank_start]6[blank_end] horas e um pico às [blank_start]18[blank_end] horas.- A18
- B6
14Temperatura corpórea -> aula do Burns
Temperatura < [blank_start]35[blank_end] ºC: hipotermia -> prejudica reações enzimáticas;
Temperatura > [blank_start]37,8[blank_end] ºC: febre -> começa a ter desnaturação proteica leve, de proteínas de rápida reposição;
Temperatura > [blank_start]41[blank_end] ºC: febre -> deve ser tratada obrigatoriamente, pois já há desnaturação proteica significativa, e de proteínas que não tem reposição rápida.- A35
- B37,8
- C41
15Precisa dar antitérmico para febre abaixo de 41 ºC? -> aula do Burns
- ANão.
- BSim.
16Padrão de febre -> aula do Burns
Um infecção viral costuma apresentar febre: mais [blank_start]baixa[blank_end];
Um infecção bacteriana costuma apresentar febre: mais [blank_start]alta[blank_end].- Aalta
- Bbaixa
17Em relação ao vale e ao pico de temperatura -> explicação do Burns
Numa inflamação em que usamos corticoides, ele também age [blank_start]baixando[blank_end] a febre, porque corticoides mimetizam o efeito do hormônio cortisol, que é um anti-inflamatório natural e que por si só [blank_start]reduz[blank_end] um pouco a temperatura corporal. Acontece que, o nível de cortisol varia normalmente ao longo do dia, com um pico por volta das 6-7h e um vale por volta das 17-19h, assim, quando temos um pico do cortisol, temos o [blank_start]vale[blank_end] da temperatura e vice-versa. Isso também explica, porque observamos uma febre mais facilmente no fim da tarde, pois os níveis de cortisol, anti-inflamatório natural, está [blank_start]baixo[blank_end] nesse momento.
- Abaixando
- Baumentando
- Creduz
- Deleva
- Evale
- Fpico
- Gbaixo
- Halto
18Temperatura corpórea
A temperatura oral é de 0,6 a 1ºC [blank_start]menor[blank_end] que a anal (variando de 37,2ºC a 37,7ºC), porém [blank_start]maior[blank_end] que a axilar.
A temperatura varia nas mulheres de acordo com o ciclo menstrual, aumentando aproximadamente 0,6ºC na ovulação.
Curiosamente, a temperatura pode [blank_start]aumentar[blank_end] fisiologicamente na situação pós-prandial.- Amenor
- Bmaior
- Cmaior
- Dmenor
- Eaumentar
- Fdiminuir
19Temperatura corpórea -> aula do Burns
A temperatura pode ser medida em regiões:
[blank_start]Periféricas[blank_end]: axila, membrana timpânica, orofaringe;
[blank_start]Centrais[blank_end]: reto, bexiga, esôfago e artéria pulmonar;
Não se mede temperatura com exatidão no pulso e na testa (embora tenha sido válido na pandemia).- APeriféricas
- BCentrais
20Temperatura corpórea no idoso
Nos idosos, a capacidade de desenvolver febre está [blank_start]prejudicada[blank_end], e a temperatura basal, [blank_start]diminuída[blank_end]. Isso explica por que, em algumas situações de infecções, no idoso há [blank_start]pequena[blank_end] elevação da temperatura.- Aprejudicada
- Bfavorecida
- Cdiminuída
- Daumentada
- Epequena
- Fgrande
21Controle da temperatura corpórea
Existem dois tipos de substâncias capazes de estimular a elevação da temperatura corpórea: os pirógenos exógenos e os endógenos. Entre os [blank_start]exógenos[blank_end], estão os microrganismos, seus produtos e toxinas; já entre os [blank_start]endógenos[blank_end], estão as IL-1.- Aexógenos
- Bendógenos
22Pirógenos exógenos
O mais bem caracterizado é a endotoxina, comum a todas as bactérias gram-[blank_start]negativas[blank_end]. Esse lipopolissacarídio (LPS) é componente da membrana externa. As bactérias gram-[blank_start]positivas[blank_end] também produzem pirógenos, como o ácido lipoteicóico, o peptideoglicam e várias exotoxinas e enterotoxinas.- Anegativas
- Bpositivas
23Pirógenos exógenos
As endotoxinas pertencem a uma classe de produtos produzidos por microrganismos chamados de “ligantes de receptores toll-like” ou TLR. Em geral, o LPS é mais potente que as toxinas produzidas pelas bactérias Gram-[blank_start]positivas[blank_end]. A toxina da síndrome do choque tóxico (TSST-1) está associada com infecções por Staphilococcus aureus.- Apositivas
- Bnegativas
24Pirógenos exógenos
Os pirógenos exógenos estimulam as células dos hospedeiros a produzirem os pirógenos endógenos, geralmente monócitos e macrófagos. Um primeiro grande conceito na prática clínica é que pacientes agranulocitopênicos [blank_start]são[blank_end] capazes de ter febre, pois têm deficiência de células polimorfonucleares e não de mononucleares.- Asão
- Bnão são
25Pirógenos endógenos
Os pirógenos endógenos são polipéptides produzidos pelo sistema [blank_start]monocítico-macrofágico[blank_end], local ou sistemicamente, até atingirem o centro termorregulador do hipotálamo.
Foram reconhecidas as interleucinas 1-alfa e 1-beta como pirógenos endógenos. Elas são produzidas pelo sistema fagocítico mononuclear, pelo endotélio, pelos linfócitos B, por células natural-killer, fibroblastos, músculo liso, queratinócitos e células da glia.- Amonocítico-macrofágico
- Bpolimorfonuclear
26Pirógenos endógenos
Além das interleucinas, outras citocinas, como os fatores de necrose tumoral alfa e beta (TNF-alfa e TNFbeta), [blank_start]interferon-alfa[blank_end] e [blank_start]IL-6[blank_end], são capazes de gerar febre quando injetadas em humanos.- Ainterferon-alfa
- BIL-10
- CIL-6
- DIL-4
27Controle da temperatura corpórea
A temperatura corpórea é mantida por meio do controle do hipotálamo. Existem duas regiões que a controlam: os nervos pré-ópticos do hipotálamo anterior e o hipotálamo posterior. Os estímulos são tanto de nervos periféricos quanto da temperatura do sangue que banha a região. Essa rede vascular que banha a região é chamada de organum vasculosum laminae terminalis (OVLT). Esse endotélio libera ácido araquidônico e seus metabólitos quando expostos aos pirógenos exógenos. Desses metabólitos, a [blank_start]prostaglandina E2[blank_end] difunde-se pela área pré-óptica, ativa o AMP cíclico e inicia a febre.- Aprostaglandina E2
- Bprostaglandina E1
- Cprostaciclina
28Aumento da temperatura corpórea
Estabelecido um novo set point da temperatura, nervos eferentes, principalmente [blank_start]simpáticos[blank_end], inervam os vasos periféricos. Há então [blank_start]vasoconstrição[blank_end] que impede a perda de calor. Há acionamento de músculo e gordura para produzir calor. O centro termorregulador envia sinais ao córtex cerebral com mensagens comportamentais, como a busca por lugares aquecidos, roupas e atitudes posturais. Tudo isso para que a periferia atinja a temperatura do set point hipotalâmico (central).Com isso, a temperatura pode se elevar de [blank_start]2 a 3[blank_end]ºC. Caso não seja suficiente, tremores são ativados para aumentar a produção de calor.- Asimpáticos
- Bparassimpáticos
- Cvasoconstrição
- Dvasodilatação
- E2 a 3
- F0.5 a 1
29Aumento da temperatura corpórea
Vários componentes endócrinos são ativados no processo de [blank_start]elevação[blank_end] da temperatura: elevação de produção de glicocorticóides (por [blank_start]aumento[blank_end] da secreção do hormônio liberador de corticotropina pelo hipotálamo), [blank_start]elevação[blank_end] da secreção de hormônio do crescimento e aldosterona, [blank_start]diminuição[blank_end] da secreção de vasopressina, diminuição de cátions bivalentes do plasma e secreção de proteínas da fase ativa.- Aelevação
- Bdiminuição
- Caumento
- Ddiminuição
- Eelevação
- Fdiminuição
- Gdiminuição
- Helevação
30Aumento da temperatura corpórea
Os componentes autonômicos são ativados, como o desvio de fluxo sanguíneo [blank_start]da pele para leitos profundos[blank_end], a [blank_start]elevação[blank_end] da pulsação, a [blank_start]elevação[blank_end] da PA e a [blank_start]diminuição[blank_end] da sudorese.- Aelevação
- Bdiminuição
- Celevação
- Ddiminuição
- Ediminuição
- Felevação
- Gda pele para leitos profundos
- Hde leitos profundos para a pele
31Aumento da temperatura corpórea
Processo: infecção, toxinas, mediadores inflamatórios, reações imunes leva a monócitos/macrófagos (entre outros) produzirem citocinas pirogênicas (IL-1, IL-6, TNF, IFN) que vão pela circulação até o endotélio hipotalâmico e desencadeiam [blank_start]liberação de PGE2[blank_end] -> [blank_start]ativa o AMPc[blank_end] -> [blank_start]eleva o set-point[blank_end] -> [blank_start]conservação e produção de calor[blank_end] -> febre.- Aliberação de PGE2
- Bativa o AMPc
- Celeva o set-point
- Dconservação e produção de calor
32Produção de calor -> aula do Burns
O corpo gera calor 1-durante a síntese de ATP (gera metade do calor do corpo), 2-nas reações químicas do metabolismo (tireoide) e 3-por contração da musculatura. Dessas, apenas o mecanismo [blank_start]3[blank_end] é usado durante a febre para aumentar a temperatura corporal. Obs. A febre também bloqueia mecanismos de perda de calor.- A3
- B2
- C1
33Diminuição da temperatura corpórea
Na ocorrência de desaparecimento do estímulo, uso de drogas que inibam a síntese de prostaglandinas e inibição da [blank_start]ciclo-oxigenase[blank_end] pelos antitérmicos (aspirina, acetaminofeno, dipirona, ibuprofeno etc), há vasodilatação e sudorese para dissipar o calor produzido.- Aciclo-oxigenase
- B5-lipoxigenase
34Diminuição da temperatura corpórea
Existem antipiréticos [blank_start]endógenos[blank_end], como a arginina, a vasopressina, adrenocorticotropina e o hormônio estimulador alfa-melanócito, que impedem que os pirógenos endógenos produzam prostaglandinas.- Aendógenos
- Bexógenos
35Porque a pessoa com febre começa a sua quando toma antitérmico? – aula do Burns
O antitérmico atua no centro termorregulador do hipotálamo fazendo com que o set point hipotalâmico [blank_start]diminua[blank_end], isso leva o corpo a desencadear mecanismos para perder calor, como a sudorese.- Adiminua
- Baumente
36Padrões de febre
Os padrões de febre são bastante característicos em algumas doenças e podem auxiliar o médico na elucidação diagnóstica. A tuberculose causa febre baixa vespertina, e a malária pode gerar febres a cada três ou quatro dias (febres terçã e quartã).
Padrões de febre -> aula do Burns
- [blank_start]Persistente[blank_end]: a temperatura se mantem constantemente alta, com pouca variação (1ºC); provável infecção;
- [blank_start]Remitente[blank_end]: a temperatura varia alguns graus ao longo do tempo, mas sempre mantém a febre;
- [blank_start]Intermitente ou alternada[blank_end]: febre vai e volta em períodos; como na malária e na TB, como dito anteriormente;
- [blank_start]Irregular ou séptica[blank_end]: a temperatura é imprevisível, há momentos sem febre e momento com febre alta, isso porque o sistema imune apresenta momentos de hiper ação e de ação nenhuma, variando os níveis de pirógenos endógenos.- APersistente
- BRemitente
- CIntermitente ou alternada
- DIrregular ou séptica
37Febre como defesa
Os mediadores inflamatórios que originam a febre têm grande importância nas defesas contra organismos. Com a elevação da temperatura, há [blank_start]melhora[blank_end] da eficiência dos macrófagos em matar bactérias invasivas, assim como há [blank_start]piora[blank_end] nas condições da replicação de bactérias.- Amelhora
- Bpiora
- Cpiora
- Dmelhora
38Febre como defesa
A IL-1 e o TNF promovem a migração de células fagocíticas, bem como a liberação e ativação da PGE2, tromboxane e fator da ativação plaquetária (PAF). A IL-1 induz a formação da [blank_start]IL-8,[blank_end] que é um potente quimiotático para neutrófilos e monócitos. A [blank_start]IL-8[blank_end] estimula a liberação de enzimas de neutrófilos, úteis no combate aos microrganismos invasores.- AIL-8,
- BIL-6
- CIL-8
- DIL-6
39Febre como defesa
As principais ações dessas citocinas são [blank_start]vasodilatação[blank_end], indução de glicoproteínas de adesão, ativação de linfócitos T e B e estimulação da fagocitose. Essa resposta de fase aguda, como é chamada, é basicamente mediada pela [blank_start]IL-6[blank_end].- AIL-6
- BIL-8
- Cvasodilatação
- Dvasoconstrição
40Febre como defesa
Há também alterações na produção de síntese de proteínas: o nível sérico de albumina [blank_start]cai[blank_end], eleva a produção de antiproteases, componentes do complemento, fibrinogênio, ceruloplasmina, ferritina e haptoglobina. A proteína C reativa, que se liga a células necróticas e lesadas e a microrganismos, aumenta em até mil vezes. A substância amilóide A pode aumentar e até se depositar, causando amiloidose. As concentrações de ferro e zinco [blank_start]caem[blank_end], privando os agressores desses nutrientes; isso ocorre porque muitas proteínas de fase aguda se ligam a esses íons. Há [blank_start]diminuição[blank_end] da disponibilidade da glicose para as bactérias.- Acai
- Bsobe
- Ccaem
- Dsobem
- Ediminuição
- Faumento
41Febre como defesa
Tanto a IL-1 quanto o TNF ativam células T e B. Essa ativação é [blank_start]maior[blank_end] a 39ºC que a 37ºC. Ambos os mediadores causam perda de massa muscular e caquexia, e estas aumentam a IL-6.- Amaior
- Bmenor
42Febre como defesa
Esses mediadores são alvo de muitos estudos, pois, após a agressão inicial, eles perpetuam a resposta inflamatória sistêmica e, em um grau máximo, causam [blank_start]hipotensão[blank_end] refratária e óbito. Esse fenômeno ocorre em doenças [blank_start]infecciosas[blank_end], como sepse e [blank_start]não-infecciosas[blank_end], como politraumatizados, grandes queimados, no choque e na pancreatite necro-hemorrágica.- Ahipotensão
- Bhipertensão
- Cnão-infecciosas
- Dinfecciosas
- Einfecciosas
- Fnão-infecciosas
43Febre como malefício
No século XIX, acreditava-se que a febre por si só era uma doença; hoje sabemos, que são sintomas de doenças infecciosas. A febre, apesar de benéfica, causa alguns distúrbios para o hospedeiro. A cada grau de elevação na temperatura há [blank_start]aumento[blank_end] de 13% no consumo de oxigênio, com [blank_start]aumento[blank_end] das necessidades calóricas e de fluidos. Isso é particularmente maléfico em fetos e pacientes com doenças cardíacas graves.- Aaumento
- Bdiminuição
- Caumento
- Ddiminuição
44Febre como malefício
Tanto a IL-1 como o TNF levam a catabolismo proteico e caquexia, o que ocorre em algumas doenças inflamatórias crônicas, como a leishmaniose visceral ou calazar. Em crianças pequenas, a febre provoca [blank_start]convulsões[blank_end] e em adultos pode gerar [blank_start]delirium[blank_end]. Um simples quadro febril na gestante dobra o risco de malformações no tubo neural.- Adelirium
- Bconvulsões
45Clínica: como diminuir a febre? – aula do Burns
No processo: organismo entra em contato com LPS (pirógeno exógeno) -> monócitos/macrófagos liberam pirógenos endógenos -> os pirógenos endógenos atuam no centro termorregulador hipotalâmico aumentando o set point -> febre. Onde atua cada classe de medicamento para baixar a febre:
[blank_start]Antibióticos[blank_end]: atuam combatendo a infecção que libera LPS
[blank_start]Anti-inflamatórios[blank_end]: atuam impedindo a liberação de pirógenos endógenos
[blank_start]Antitérmicos[blank_end]: atuam baixando o set point hipotalâmico- AAntibióticos
- BAnti-inflamatórios
- CAntitérmicos
46Malefícios do calor – insolação
O processo adaptativo a um ambiente de temperatura muito elevada leva [blank_start]vários dias[blank_end]. Esse processo é denominado aclimatação. O coração eleva seu desempenho para [blank_start]aumentar[blank_end] o fluxo sanguíneo cutâneo sem comprometer a perfusão de órgãos nobres. Os rins [blank_start]aumentam[blank_end] a volemia por meio do sistema renina-angiotensina-aldosterona, para [blank_start]aumentar[blank_end] a sudorese sem comprometer a volemia. O limiar corpóreo para o início da vasodilatação e sudorese também é reajustado.- Avários dias
- Bvárias horas
- Caumentar
- Ddiminuir
- Eaumentam
- Fdiminuem
- Gaumentar
- Hdiminuir
47Malefícios do calor – insolação
Temperaturas de 41,6ºC a 42ºC, mantidas por horas, são lesivas às células. Temperatura de 49ºC mata as células imediatamente. O estresse térmico libera citocinas, como o TNF-alfa, IL-1beta e interferon-gama, além das IL-6 e IL-10. Finalmente, temperaturas elevadas lesam diretamente o endotélio, [blank_start]aumentando[blank_end] a permeabilidade vascular e desencadeando uma CIVD.- Aaumentando
- Bdiminuindo
48Malefícios do calor – insolação
Os prejuízos com o calor são progressivos. Inicialmente, pela [blank_start]vasodilatação[blank_end], podemos ter apenas edemas de membros. Progressivamente, por [blank_start]perda[blank_end] volêmica e [blank_start]hipotensão[blank_end], pode haver síncope. Cãibras podem ocorrer por causa da [blank_start]hiponatremia[blank_end], por sudorese excessiva e reposição de líquidos [blank_start]hipotônicos[blank_end]. O extremo dessas alterações é a síndrome da exaustão térmica (heat exhaustion), que inclui fraqueza, tontura, náuseas, cefaleia e cãibras. Além disso, podem ocorrer [blank_start]taquicardia[blank_end], [blank_start]hipotensão[blank_end] postural e síncope, além da sudorese intensa e desidratação. Pode haver confusão mental.- Avasodilatação
- Bvasoconstrição
- Cperda
- Delevação
- Ehipotensão
- Fhepertensão
- Ghiponatremia
- Hhipernatremia
- Ihipotônicos
- Jhipertônicos
- Ktaquicardia
- Lbradicardia
- Mhipotensão
- Nhipertensão
49Malefícios do calor – insolação
Laboratorialmente, encontramos alterações do sódio e [blank_start]aumento[blank_end] do hematócrito. A insolação (heat stroke) clássica é situação agravada por anidrose, levando o paciente a delirium e coma. Podem ocorrer rabdomiólise, CIVD e insuficiência renal aguda.- Aaumento
- Bdiminuição
50Febre de origem indeterminada (FOI)
Doença caracterizada por: febre por mais de [blank_start]3[blank_end] semanas, com temperaturas maiores de 38,3ºC, sem identificação da causa após [blank_start]1[blank_end] semana.
Febres agudas, mesmo sem causas aparentes, que se resolvem espontaneamente, [blank_start]não são[blank_end] consideradas FOI.- A3
- B2
- C1
- D2
- Enão são
- Fsão
51Febre de origem indeterminada (FOI) -> aula do Burns
[blank_start]Clássica[blank_end]: definição prévia, sem definição de diagnostico após 3 consultas ambulatoriais ou 3 dias de internação;
[blank_start]Nosocomial[blank_end]: T > 38,3 °C em várias ocasiões por mais de 3 dias, em um paciente hospitalizado recebendo cuidados agudos e que não tinha febre antes da internação;
[blank_start]FOI do neutropênico[blank_end]: temperatura >= 38,3°C em várias ocasiões em um paciente com menos de 500 neutrófilos/mm³.Este diagnóstico é levantado se uma causa não específica não é identificada depois de 3 dias de investigação, incluindo pelo menos 2 culturas;
[blank_start]FOI - HIV relacionada[blank_end]: temperatura >= 38,3°C em várias ocasiões, por um período de 4 semanas para pacientes ambulatoriais ou mais que 3 dias de investigação para paciente hospitalizado.- AClássica
- BNosocomial
- CFOI do neutropênico
- DFOI - HIV relacionada
Information
- Description
- Fontes: FMUSP - Clínica médica volume 1 e aula do Burns
- Author
- Ana Castro
- Language
- Português
- Views
- 11
- History
- Created on 8 Sep 2022 · updated on 9 Sep 2022
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