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Prova aplicação 2015

Erick Felipe de Oliveira Camel OLIVEIRA 11 questions 5.0 (2 ratings)

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Questions in this quiz (11)

  1. 1 O PRECONCEITO LINGUÍSTICO E A ANÁLISE DO DISCURSO
    A sociedade brasileira é ainda uma sociedade preconceituosa. Os mais pobres são constantemente discriminados, e esse fato se agrava quando essa parcela da população não tem acesso à educação de qualidade. Nesse sentido, o falar escrever que fogem à norma padrão da forma culta da língua portuguesa são também alvos de críticas e pretextos para atitudes preconceituosas. O preconceito linguístico, como o próprio nome diz, é o pré-julgamento de pessoas com base na linguagem verbal. Ele parte do pressuposto de que só existe uma língua portuguesa digna deste nome, a ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. A partir daí, aquele cujo discurso desvia dessa língua “correta” é discriminado e reprimido. O Brasil não tem uma unidade linguística, assim como não tem uma unidade
    sócio-econômica e cultural. O preconceito linguístico nada mais é do que um reflexo do real preconceito sofrido pelas pessoas de classes sociais mais baixas. Assim, faz-se necessário combater também essa modalidade de preconceito. Para isso, alguns pontos principais devem ser considerados, como a identificação do preconceito, a mudança de atitude e, principalmente, a definição do que é erro e de como deve ser ensinado o português nas escolas.

    (Fonte: Adaptado de Sara Baptista Martins. O preconceito linguístico e a análise do discurso. Disponívelhttp://www.usp.br/cje/jorwiki/exibir.php?id_texto=69, acesso em 10/07/2014, adaptado).

    Observe a seguinte sentença retirada do TEXTO 1: “O Brasil não tem uma unidade linguística, assim como não tem uma unidade sócio-econômica e cultural”. Assinale a alternativa que mantém a mesma ideia da sentença citada:
    1. ASe o Brasil tivesse uma unidade sócio-econômica e cultural, teria igualmente uma unidade linguística.
    2. BA unidade linguística pode estar presente no Brasil, porém, não se pode falar de unidade sócio-econômica e cultural.
    3. CNa mesma medida em que inexiste uma unidade sócio-econômica e cultural, o Brasil não tem uma unidade linguística.
    4. DCaso o Brasil tivesse uma unidade sócio-econômica e cultural, por outro lado, faltaria unidade linguística.
  2. 2O que seria o preconceito linguístico? Ele existe? Se sim, qual a sua natureza? Se deve ser combatido, como todos os preconceitos, quais deveriam ser as armas de combate? Talvez seja bom começar por uma definição de preconceito. A do Dicionário Houaiss é bastante esclarecedora. Segundo essa fonte, preconceito é “qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico”, o que em seguida é mais bem especificado: “ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão”. Na segunda acepção, o preconceito é definido como “atitude, sentimento ou parecer insensato, especialmente de natureza hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância”. Os preconceitos que se tornaram mais conhecidos e cujo combate é mais aceito são o racial e o de gênero. A expressão “preconceito linguístico” é mais ou menos corrente entre leitores de sociolinguística, disciplina que estuda o fenômeno da variação linguística, os fatores que a condicionam e as atitudes da sociedade em relação às variedades. Voltemos ao Houaiss, que assim define preconceito linguístico: “qualquer crença sem fundamento científico acerca das línguas e de seus usuários, como, p. ex., a crença de que existem línguas desenvolvidas e línguas primitivas, ou de que só a língua das classes cultas possui gramática, ou de que os povos indígenas da África e da América não possuem línguas, apenas dialetos”. No fundo, o preconceito linguístico é um preconceito social. É uma discriminação sem fundamento que atinge falantes inferiorizados por alguma razão e por algum fato histórico. Nós o compreenderíamos melhor se nos déssemos conta de que ‘falar bem’ é uma regra da mesma natureza das regras de etiqueta, das regras de comportamento social. Os que dizemos que falam errado são apenas cidadãos que seguem outras regras e que não têm poder para ditar quais são as elegantes. Isso não significa dizer que a norma culta não é relevante ou que não precisa ser ensinada. Significa apenas que as normas não cultas não são o que sempre se disse delas. E elas mereceriam não ser objeto de preconceito. A leitura de um ou dois capítulos de qualquer manual de linguística poderia fazer com que todos se convencessem de questivemos equivocados durante séculos em relação a conceitos como ‘falar errado’. Para combater esse preconceito, basta um pouco de informação.

    (Fonte: Sírio Possenti. Preconceito linguístico. Disponível emhttp://cienciahoje.uol.com.br/colunas/palavreado/preconceito-linguistico, acesso em 10/08/2014, adaptado).

    QUESTÃO 3
    Dentre as opções temáticas, o assunto principal do TEXTO 2 é:

    Image for question 2
    1. AA. dialetos regionais
    2. Blíngua falada.
    3. Cpreconceito social.
    4. Dhistória da Língua portuguesa.
  3. 3 O PRECONCEITO LINGUÍSTICO E A ANÁLISE DO DISCURSO
    A sociedade brasileira é ainda uma sociedade preconceituosa. Os mais pobres são constantemente discriminados, e esse fato se agrava quando essa parcela da população não tem acesso à educação de qualidade. Nesse sentido, o falar escrever que fogem à norma padrão da forma culta da língua portuguesa são também alvos de críticas e pretextos para atitudes preconceituosas. O preconceito linguístico, como o próprio nome diz, é o pré-julgamento de pessoas com base na linguagem verbal. Ele parte do pressuposto de que só existe uma língua portuguesa digna deste nome, a ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. A partir daí, aquele cujo discurso desvia dessa língua “correta” é discriminado e reprimido. O Brasil não tem uma unidade linguística, assim como não tem uma unidade
    sócio-econômica e cultural. O preconceito linguístico nada mais é do que um reflexo do real preconceito sofrido pelas pessoas de classes sociais mais baixas. Assim, faz-se necessário combater também essa modalidade de preconceito. Para isso, alguns pontos principais devem ser considerados, como a identificação do preconceito, a mudança de atitude e, principalmente, a definição do que é erro e de como deve ser ensinado o português nas escolas.

    QUESTÃO 2
    Observe a seguinte sentença retirada do TEXTO 1: “aquele cujo discurso desvia dessa língua ‘correta’ é discriminado e reprimido.” Em qual das alternativas há uma palavra que NÃO faz parte da família da palavra “discriminado”?
    1. ADiscriminação.
    2. BDiscriminante.
    3. CDescriminatório.
    4. DDiscriminável
  4. 4O que seria o preconceito linguístico? Ele existe? Se sim, qual a sua natureza? Se deve ser combatido, como todos os preconceitos, quais deveriam ser as armas de combate? Talvez seja bom começar por uma definição de preconceito. A do Dicionário Houaiss é bastante esclarecedora. Segundo essa fonte, preconceito é “qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico”, o que em seguida é mais bem especificado: “ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão”. Na segunda acepção, o preconceito é definido como “atitude, sentimento ou parecer insensato, especialmente de natureza hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância”. Os preconceitos que se tornaram mais conhecidos e cujo combate é mais aceito são o racial e o de gênero. A expressão “preconceito linguístico” é mais ou menos corrente entre leitores de sociolinguística, disciplina que estuda o fenômeno da variação linguística, os fatores que a condicionam e as atitudes da sociedade em relação às variedades. Voltemos ao Houaiss, que assim define preconceito linguístico: “qualquer crença sem fundamento científico acerca das línguas e de seus usuários, como, p. ex., a crença de que existem línguas desenvolvidas e línguas primitivas, ou de que só a língua das classes cultas possui gramática, ou de que os povos indígenas da África e da América não possuem línguas, apenas dialetos”. No fundo, o preconceito linguístico é um preconceito social. É uma discriminação sem fundamento que atinge falantes inferiorizados por alguma razão e por algum fato histórico. Nós o compreenderíamos melhor se nos déssemos conta de que ‘falar bem’ é uma regra da mesma natureza das regras de etiqueta, das regras de comportamento social. Os que dizemos que falam errado são apenas cidadãos que seguem outras regras e que não têm poder para ditar quais são as elegantes. Isso não significa dizer que a norma culta não é relevante ou que não precisa ser ensinada. Significa apenas que as normas não cultas não são o que sempre se disse delas. E elas mereceriam não ser objeto de preconceito. A leitura de um ou dois capítulos de qualquer manual de linguística poderia fazer com que todos se convencessem de questivemos equivocados durante séculos em relação a conceitos como ‘falar errado’. Para combater esse preconceito, basta um pouco de informação.

    (Fonte: Sírio Possenti. Preconceito linguístico. Disponível emhttp://cienciahoje.uol.com.br/colunas/palavreado/preconceito-linguistico, acesso em 10/08/2014, adaptado).

    QUESTÃO 4
    No que diz respeito ao significado da expressão “preconceito linguístico”, no TEXTO 2, podemos afirmar que o autor escolhe a definição:
    1. Ado Dicionário Houauiss.
    2. Bda Sociolinguística.
    3. Cdas regras gramaticais.
    4. Dda mídia.
  5. 5O que seria o preconceito linguístico? Ele existe? Se sim, qual a sua natureza? Se deve ser combatido, como todos os preconceitos, quais deveriam ser as armas de combate? Talvez seja bom começar por uma definição de preconceito. A do Dicionário Houaiss é bastante esclarecedora. Segundo essa fonte, preconceito é “qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico”, o que em seguida é mais bem especificado: “ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão”. Na segunda acepção, o preconceito é definido como “atitude, sentimento ou parecer insensato, especialmente de natureza hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância”. Os preconceitos que se tornaram mais conhecidos e cujo combate é mais aceito são o racial e o de gênero. A expressão “preconceito linguístico” é mais ou menos corrente entre leitores de sociolinguística, disciplina que estuda o fenômeno da variação linguística, os fatores que a condicionam e as atitudes da sociedade em relação às variedades. Voltemos ao Houaiss, que assim define preconceito linguístico: “qualquer crença sem fundamento científico acerca das línguas e de seus usuários, como, p. ex., a crença de que existem línguas desenvolvidas e línguas primitivas, ou de que só a língua das classes cultas possui gramática, ou de que os povos indígenas da África e da América não possuem línguas, apenas dialetos”. No fundo, o preconceito linguístico é um preconceito social. É uma discriminação sem fundamento que atinge falantes inferiorizados por alguma razão e por algum fato histórico. Nós o compreenderíamos melhor se nos déssemos conta de que ‘falar bem’ é uma regra da mesma natureza das regras de etiqueta, das regras de comportamento social. Os que dizemos que falam errado são apenas cidadãos que seguem outras regras e que não têm poder para ditar quais são as elegantes. Isso não significa dizer que a norma culta não é relevante ou que não precisa ser ensinada. Significa apenas que as normas não cultas não são o que sempre se disse delas. E elas mereceriam não ser objeto de preconceito. A leitura de um ou dois capítulos de qualquer manual de linguística poderia fazer com que todos se convencessem de questivemos equivocados durante séculos em relação a conceitos como ‘falar errado’. Para combater esse preconceito, basta um pouco de informação.

    (Fonte: Sírio Possenti. Preconceito linguístico. Disponível emhttp://cienciahoje.uol.com.br/colunas/palavreado/preconceito-linguistico, acesso em 10/08/2014, adaptado).

    QUESTÃO 5
    No contexto do TEXTO 2, podemos inferir que a expressão “falar bem”, na voz do autor Sírio Possenti, e a frase da
    professora “Isso é lá Português que se fale” na tirinha de Chico Bento, personagem de Maurício de Sousa, estão relacionadas, respectivamente, a uma questão de:
    1. Aadequação ao comportamento social; adequação à norma culta.
    2. Bfineza no português; ensino de língua.
    3. Cfluência natural da fala; comportamento correto.
    4. Dgramática normativa; ensino de idioma.
  6. 6O que seria o preconceito linguístico? Ele existe? Se sim, qual a sua natureza? Se deve ser combatido, como todos os preconceitos, quais deveriam ser as armas de combate? Talvez seja bom começar por uma definição de preconceito. A do Dicionário Houaiss é bastante esclarecedora. Segundo essa fonte, preconceito é “qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico”, o que em seguida é mais bem especificado: “ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão”. Na segunda acepção, o preconceito é definido como “atitude, sentimento ou parecer insensato, especialmente de natureza hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância”. Os preconceitos que se tornaram mais conhecidos e cujo combate é mais aceito são o racial e o de gênero. A expressão “preconceito linguístico” é mais ou menos corrente entre leitores de sociolinguística, disciplina que estuda o fenômeno da variação linguística, os fatores que a condicionam e as atitudes da sociedade em relação às variedades. Voltemos ao Houaiss, que assim define preconceito linguístico: “qualquer crença sem fundamento científico acerca das línguas e de seus usuários, como, p. ex., a crença de que existem línguas desenvolvidas e línguas primitivas, ou de que só a língua das classes cultas possui gramática, ou de que os povos indígenas da África e da América não possuem línguas, apenas dialetos”. No fundo, o preconceito linguístico é um preconceito social. É uma discriminação sem fundamento que atinge falantes inferiorizados por alguma razão e por algum fato histórico. Nós o compreenderíamos melhor se nos déssemos conta de que ‘falar bem’ é uma regra da mesma natureza das regras de etiqueta, das regras de comportamento social. Os que dizemos que falam errado são apenas cidadãos que seguem outras regras e que não têm poder para ditar quais são as elegantes. Isso não significa dizer que a norma culta não é relevante ou que não precisa ser ensinada. Significa apenas que as normas não cultas não são o que sempre se disse delas. E elas mereceriam não ser objeto de preconceito. A leitura de um ou dois capítulos de qualquer manual de linguística poderia fazer com que todos se convencessem de questivemos equivocados durante séculos em relação a conceitos como ‘falar errado’. Para combater esse preconceito, basta um pouco de informação.

    (Fonte: Sírio Possenti. Preconceito linguístico. Disponível emhttp://cienciahoje.uol.com.br/colunas/palavreado/preconceito-linguistico, acesso em 10/08/2014, adaptado).

    QUESTÃO 6
    A personagem Chico Bento apresenta-se como um bom exemplo da diversidade cultural e linguística do nosso país, considerando que a variação é um fenômeno natural das línguas. Com base no contexto da tirinha introdutória do TEXTO 2, aponte a alternativa que melhor explica o uso social da língua portuguesa através da gramática normativa:
    1. A“ocê” – a palavra deriva do pronome demonstrativo “você”.
    2. B“minhas nota” – o pronome possessivo “minhas” deveria estar no singular,
      concordando com o substantivo “nota”.
    3. C“sabê” – o particípio da forma verbal “saber” perde o “r” final, aspecto comum na
      pronúncia oral dos brasileiros.
    4. D“mais” – a conjunção que marca ideia de oposição grafa-se: “mas”.
  7. 7TEXTO 3
    DIFERENÇAS REGIONAIS NA FALA PRECONCEITO LINGUÍSTICO (Publicado em 08/01/2010)
    Em seu livro “Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula”, Stella Maris Bortoni-Ricardo afirma que as tirinhas do Chico Bento, que na década de 1980 quase tiveram sua publicação impedida pelo Conselho Nacional da
    Cultura, o qual alegava um possível mau exemplo às crianças brasileiras, que passariam a falar “errado” como o personagem em questão, servem, não obstante a tudo isso, de excelente material para ser usado em sala de aula:
    “Chico Bento pode se transformar, em nossas salas de aula, em um símbolo do multiculturalismo que ali deve ser cultivado. Suas historinhas são também ótimos recursos para despertarmos em nossos alunos a consciência da diversidade sociolinguística.” (BORTONI-RICARDO, 2004, p.46). Sendo assim, uma vez que professores disponham de materiais afins, é possível conduzir um rico debate acerca da variedade linguística e das diferenças regionais. Com isso, na escola, os professores poderão contribuir para minimizar os efeitos do preconceito que há nos tratamentos dispensados aos fenômenos que existem nas formas de comunicação de pessoas habitantes ou provenientes de algumas regiões do Brasil, como é o caso desse personagem de Maurício de Sousa. Assim como nas tirinhas do Chico Bento, há preconceitos circulando em vários meios de comunicação, como na mídia em que programas de vários gêneros da televisão brasileira transferem características rudes e grotescas à figura do cidadão nordestino, dando a ideia de ele ser uma pessoa inferior aos demais. Quando um programa televisivo quer figurar um “homem do interior”, por exemplo, frequentemente o coloca em situação inferior aos outros personagens, provocando risos nos companheiros de cena e nos espectadores. O que ocorre nessa questão é que se deixa de problematizar a língua e passa-se a problematizar o falante desta e, ainda, a região geográfica na qual este está localizado, uma vez que as diferenças sociais e culturais não são respeitadas. É por isso que o tema precisa ser amplamente discutido na sociedade para conscientização geral.

    (Fonte: Disponível em http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1717, acesso em
    10/07/2014, adaptado).

    QUESTÃO 7
    Podemos afirmar que o TEXTO 2 e o TEXTO 3 NÃO dialogam tematicamente quanto:
    1. Aao ensino da variedade linguística na escola.
    2. Bà crítica ao preconceito linguístico.
    3. Cao preconceito contra o nordestino.
    4. Dà pluralidade da língua portuguesa.
  8. 8TEXTO 3
    DIFERENÇAS REGIONAIS NA FALA PRECONCEITO LINGUÍSTICO (Publicado em 08/01/2010)
    Em seu livro “Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula”, Stella Maris Bortoni-Ricardo afirma que as tirinhas do Chico Bento, que na década de 1980 quase tiveram sua publicação impedida pelo Conselho Nacional da
    Cultura, o qual alegava um possível mau exemplo às crianças brasileiras, que passariam a falar “errado” como o personagem em questão, servem, não obstante a tudo isso, de excelente material para ser usado em sala de aula:
    “Chico Bento pode se transformar, em nossas salas de aula, em um símbolo do multiculturalismo que ali deve ser cultivado. Suas historinhas são também ótimos recursos para despertarmos em nossos alunos a consciência da diversidade sociolinguística.” (BORTONI-RICARDO, 2004, p.46). Sendo assim, uma vez que professores disponham de materiais afins, é possível conduzir um rico debate acerca da variedade linguística e das diferenças regionais. Com isso, na escola, os professores poderão contribuir para minimizar os efeitos do preconceito que há nos tratamentos dispensados aos fenômenos que existem nas formas de comunicação de pessoas habitantes ou provenientes de algumas regiões do Brasil, como é o caso desse personagem de Maurício de Sousa. Assim como nas tirinhas do Chico Bento, há preconceitos circulando em vários meios de comunicação, como na mídia em que programas de vários gêneros da televisão brasileira transferem características rudes e grotescas à figura do cidadão nordestino, dando a ideia de ele ser uma pessoa inferior aos demais. Quando um programa televisivo quer figurar um “homem do interior”, por exemplo, frequentemente o coloca em situação inferior aos outros personagens, provocando risos nos companheiros de cena e nos espectadores. O que ocorre nessa questão é que se deixa de problematizar a língua e passa-se a problematizar o falante desta e, ainda, a região geográfica na qual este está localizado, uma vez que as diferenças sociais e culturais não são respeitadas. É por isso que o tema precisa ser amplamente discutido na sociedade para conscientização geral.

    (Fonte: Disponível em http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1717, acesso em
    10/07/2014, adaptado).

    QUESTÃO 8
    Os textos 2 e 3 mencionam o personagem de Chico Bento, igualmente, para:
    A. valorizar a leitura de quadrinhos na infância.
    B. evidenciar a variedade regional por ele falada.
    C. influenciar a fala das crianças.
    D. disseminar o preconceito linguístico.
    Image for question 8
    1. AA
    2. BB
    3. CC
    4. DD
  9. 9TEXTO 4

    PRONOMINAIS
    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro

    TEXTO 5

    ARTE MATUTA
    Eu nasci ouvindo os cantos
    das aves de minha serra
    e vendo os belos encantos
    que a mata bonita encerra
    foi ali que eu fui crescendo
    fui vendo e fui aprendendo
    no livro da natureza
    onde Deus é mais visível
    o coração mais sensível
    e a vida tem mais pureza.
    Sem poder fazer escolhas
    de livro artificial
    estudei nas lindas folhas
    do meu livro natural
    e, assim, longe da cidade
    lendo nessa faculdade
    que tem todos os sinais
    com esses estudos meus
    aprendi amar a Deus
    na vida dos animais.
    Quando canta o sabiá
    Sem nunca ter tido estudo
    eu vejo que Deus está
    por dentro daquilo tudo
    aquele pássaro amado
    no seu gorjeio sagrado
    nunca uma nota falhou
    na sua canção amena
    só canta o que Deus ordena
    só diz o que Deus mandou.

    QUESTÃO 9
    Depois de ter lido os textos 4 e 5, diante das afirmações, escreva (1) se a sentença indicar uma informação do texto “Pronominais” e (2) se a sentença indicar informação do texto “Arte matuta”:
    ( ) Descreve que a verdadeira gramática é da inspiração da natureza.
    ( ) Descreve que a verdadeira gramática é da inspiração do cidadão comum.
    ( ) Questiona a gramática normativa e suas regras para defender uma opinião.
    ( ) Faz uso de um tom saudosista e até religioso.
    ( ) Utiliza versos brancos, ou seja, sem rima.
    ( ) Utiliza rima em sua poesia.
    Agora, marque a alternativa correta com base nas respostas acima:
    1. A1 – 2 – 1 – 2 – 2 - 1
    2. B2 – 1 – 1 – 2 – 1 – 2
    3. C2 – 1 – 2 – 2 – 1 – 1
    4. D1 – 2 – 2 – 1 – 1 – 1
  10. 10O repentista pernambucano Oliveira de Panelas, erradicado na Paraíba, também mostra sua visão acerca dos valores culturais do Nordeste e da fala peculiar do nordestino. O repente abaixo é um forte manifesto a favor dos valores regionais:

    TEXTO 6
    EU NÃO TROCO MEU OXENTE
    NO OK DE SEU NINGUÉM
    Isso de mercy bou cour
    É negócio pra francês!
    Eu vou lá falar inglês
    Pra dizer I love you!
    Eu sou mais gosto de tu
    Minha fogosa, meu bem!
    Meu pro mode e meu que nem
    Tem um ritmo diferente,
    Eu não troco o meu oxente
    No OK de seu ninguém.
    Eu não troco meu sertão
    Por cinco ou seis Hollywood
    Nem pensem que Robin Hood
    Vale mais que Lampião,
    Sou muito mais Gonzagão
    Tocando seu xenhenhém,
    Aposto como He-man
    Não sabe fazer repente,
    Eu não troco o meu oxente
    No OK de seu ninguém.
    Não cantam com meu gogó
    Michael Jackson e On The Block,
    Vinte festivais de rock
    Não “chega” aos pés de um forró!
    Whisky escocês não tem
    Sabor de nossa aguardente,
    Eu não troco o meu oxente
    No OK de seu ninguém.
    Não dou a minha sanfona...
    Pela guitarra estrangeira;
    Nota dez pra brasileira
    Nota zero pra Madonna.
    Iron Maiden, quando vem
    Não tem moléstia que aguente,
    Eu não troco o meu oxente
    No OK de seu ninguém.
    (Fonte: Disponível em www.oliveiradepanelas.com.br, acesso em 10/07/2014, adaptado).

    QUESTÃO 10
    Sobre o gênero textual e a tipologia do TEXTO 6, é incorreto afirmar:
    1. AO texto é um poema.
    2. BO tipo textual predominante é o descritivo.
    3. CAs marcas de oralidade são típicas ao gênero ao qual pertence o texto.
    4. DEm todas as estrofes, há dois versos que se repetem, reforçando a ideia central do texto.

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UFPE colégio de aplição Quiz on Prova aplicação 2015, created by Erick Felipe de Oliveira Camel OLIVEIRA on 11/06/2016.
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Português
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