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Modul 2 von 5 · Text

1º Bimestre

Nicolas Assaf

Eixo: Europa e outros espaços - poder, cultura e sociedade

         

Temas e Conteúdos: Europa Medieval e outros espaços

         • A formação da Europa feudal
               - Povos germânicos no mundo romano;
               - Reinos germânicos;
               - Feudalismo, relações de poder e cultura;

         • Além da Europa:
               - O mundo islâmico;
               - África;

 

Questões geradoras:

         • O que ocorre com a Europa após o fim do Império Romano?
         • O que é o Islamismo?
         • Como era a África antes da chegada dos Europeus?

 

Expectativas de aprendizagem:

         • Conhecer o processo de formação da Europa medieval reconhecendo atuação dos povos germânicos.
         • Identificar as características do modo de vida feudal, relações sociais, cultura e cotidiano.
         • Reconhecer a importância do mundo islâmico, sua expansão, e características culturais.
         • Identificar povos, culturas e reinos da África, antes da chegada dos europeus.
         • Construir linhas do tempo localizando acontecimentos em datações cronológicas.
         • Identificar periodizações da História de cada povo e cultura.
         • Reconhecer conceitos históricos como feudalismo, islamismo.
         • Obter informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas, pesquisa bibliográfica, imagens etc.) e organizar registros.
         • Comparar informações, argumentos e pontos de vista obtidos nos diferentes tipos de fonte (documentos e bibliografia).
         • Propor questões históricas no contato com as fontes e elaborar respostas/hipóteses.
         • Construir registros e produções escritas e em diversas linguagens a partir de informações de fontes e documentos.
         • Desenvolver e fundamentar argumentações expressando opinião sobre questões históricas.

Estratégias:

         • Aula expositiva e dialogada com a participação dialógica dos alunos.
         • Uso do livro didático
         • Leitura (compartilhada e colaborativa)
         • Análise e produção de tabelas, quadros comparativos, linhas do tempo.
         • Produção de resumos, textos argumentativos, relatos, relatórios.
         • Análise de filmes e documentários.
         • Trabalhos individuais e em grupo.

 

Avaliação:

         • A avaliação será processual e contínua, privilegiando os saberes trabalhados durante o bimestre.
         • Trabalhos, organização do caderno e tarefas
         • Avaliação bimestral

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AULA 01 - Apresentando-se/-me e a Historia

Tópicos:

         1. Momento do professor se apresentar para a turma e das estudantes se apresentarem ao professor;

         2. Estabelecer e registrar combinados entre alunos e professor (acerca do comportamento, uso do celular, saída para banheiro, organização do espaço físico da classe) que terão validade durante todas as aulas;

         3. Apresentação dos conteúdos de História previstos para os sextos anos;

         4. Explicar os diferentes significados de história e discutir a importância de se estudar História;
            4.1. Diferenciar "passado", "presente" e "futuro";
            4.2. Diferenciar "memória" e "História";

         5. Explicitar o conceito de História enquanto "ciência dos fatos do passado" e dando a entender o significado dos conceitos de "permanência" e "mudança";
            5.1. Compreender quem faz História ("historiador" & "sujeito histórico");

         6. Conversar sobre as diferentes "fontes históricas" e o "trabalho do historiador";

         7. Perceber a diferença entre "tempo histórico" e "tempo cronológico".
            7.1. Diferenciar divisões cronológicas do tempo (dia, mês, ano, século) das divisões do históricas do tempo.

Expectativas de aprendizagem:

         1 • Compreender e diferenciar os conceitos históricos de memória e História;
         2 • Identificar a História como ciência, reconhecendo procedimentos de investigação;
         3 • Distinguir passado, presente, futuro;
         4 • Compreender as durações dos fenômenos históricos e ritmos do tempo;
         5 • Reconhecer a existência de diferentes pontos de vista sobre os acontecimentos históricos;
         6 • Reconhecer a diversidade de documentos históricos;
         7 • Intervir e atuar nas situações em que predomina a oralidade;
         8 • Respeitar a diversidade de opiniões;
         9 • Participar de debates, expor argumentos.

Recursos:

         Lousa, giz, livro didático, caderno e caneta/lápis.

Orientações pedagógicas:

         T1. Montar a lousa com data, nome da disciplina e nome do professor. Em seguida, se apresentar oralmente e pedir para que os alunos façam o mesmo e ir preenchendo a chamada concomitantemente. Abrir espaço para perguntas; (Duração: ____ min)

         T2. Reforçar que eu não gosto da ideia de mandar aluno para a direção e que se acontece um problema dentro da sala de aula, é na sala de aula que temos que resolver. Com uma conversa na boa e na moral. Mas que pra isso, a gente precisa explicitar qual é a moral, ou seja, o que a gente espera do outro. Para isso funcionar, todo mundo precisa saber o que pode e não pode. Daí vem a necessidade de estabelecer combinados. Perguntar então aos alunos o que eles acham que precisa pra aula rolar, tanto da parte deles mesmos quanto da minha parte. Propor a criação desses combinados, em especial, o da organização da sala em formato de "U" / arena. Registrar na lousa e pedir para os alunos copiarem no caderno (++); (Duração: ____ min)

         T3. Apresentar o livro didático, demonstrando a existência da seção de apresentação e da seção que explica como o conteúdo é dividido ao longo dos capítulos. Em seguida, deter-se sobre o sumário, pedindo que os alunos leiam em voz alta o título de cada módulo. Perguntar se os alunos já ouviram falar sobre o tema de cada módulo. Explicar que os conteúdos do livro dizem respeito à História da humanidade, o que é diferente de contar histórias. Dizer que no primeiro bimestre, a ideia é que vejamos os dois primeiros módulos do livro; Expor minha opinião sobre o notas na escola e a minha proposta de como fazer a avaliação no 1º Bimestre, sendo 2 pontos relacionados à atividades em sala e tarefa (onde cada uma valerá pontos positivos) a serem feitas no caderno, 4 pontos da prova, 3 pontos do trabalho e 1 ponto de autoavaliação. Pedir a opinião aos alunos e perguntar se eles tem alguma proposta de alteração; (Duração: ____ min - Idealmente, a primeira hora-aula acaba aqui)

         T4. Colocar na lousa: "História - história". Perguntar aos alunos se as duas palavras são diferentes. Perguntar o significado de cada uma. Registrar as respostas na lousa. Explicar que a história, com "h" minúsculo, se refere a coisas que aconteceram com a gente, que a gente relata pra alguém, escreve no diário, com base na nossa memória. Pode ser uma história que aconteceu de verdade, ou seja um fato / um acontecimento / uma série de acontecimentos, ou uma história inventada, uma ficção (usar esse momento para diferenciar coisas que acontecem no passado, no presente e no futuro). Já a História se trata de uma ciência que pesquisa sobre os fatos e acontecimentos do passado e que podem ser provados. Ou seja, existem cursos (nas faculdades) em que as pessoas estudam, pesquisam, interpretam e debatem coisas/fatos que aconteceram no passado. Ressaltar que uma semelhança importante de que tanto na história quanto na História, os fatos e acontecimentos que a gente conta e estuda tem um sentido. Ou seja, todas as histórias que a gente conta tem um sentido, um porque. E tudo que a gente estuda na História tem um sentido, um porque. Dar exemplos. Expor que uma grande diferença entre história e História é que podemos contar os fatos da primeira a partir de nossas memórias, enquanto que na História, para contar um fato, temos que provar que ele aconteceu como a gente acha que aconteceu. Dar exemplos. Sintetizar o que foi discutido e registrar na lousa, pedindo que os alunos copiem no caderno. (Duração: ____ min)
               LOUSA 1: "história: relatos sobre acontecimentos verdadeiros ou fictícios que ocorreram no passado."
                                 "História: ciência que estuda os fatos acontecidos no passado da humanidade" 
               Complemento: "História: ciência que estuda os fatos acontecidos no passado da humanidade. Essa ciência se baseia na interpretação que os historiadores fazem das fontes históricas."

         T5. Reforçar o sentido de História enquanto ciência que estuda os fatos do passado, com base em provas. Indagar os alunos se eles acham importante estudar o passado. Discutir sobre se o estudo do passado pode ajudar a gente a entender o presente ou não. Ressaltar que esse é um dos principais objetivos e o poder da História, de que através do estudo sobre coisas que já aconteceram a gente possa entender melhor coisas que mudaram e as que não mudaram ao longo do tempo, para entender melhor os dias de hoje. Perguntar quem faz essa História? Primeiro, demonstrar que quem faz a História acontecer é o sujeito histórico. Questionar se as estudantes conhecem algum sujeito histórico. Explicar que sujeito histórico é todo mundo, e não só os nomes famosos da História. Ou seja, todas as pessoas que já viveram e as pessoas que estão vivas são sujeitos históricos, que fazem e criam a História. Ou seja, quando a gente vive, independente do que a gente faça, a gente tá fazendo história sempre. Apresentar o historiador como a pessoa que investiga o que aconteceu com uma pessoa, ou com um grupo de pessoas, ou com um país, ou com um objeto. Depois que essa pessoa pesquisa sobre o passado, escreve o que achou, dando sua interpretação. Ressaltar que é impossível o historiador saber exatamente como o passado aconteceu, mas que ele pega suas evidencias, estuda elas e cria uma interpretação praquilo. E a partir daí, outros historiadores vão investigar a mesma coisa para ver se eles concordam ou se eles descordam dessa interpretação. Ou seja, a História que a gente estuda não é a verdade exatamente como aconteceu. Essa História é, na realidade, um consenso, um acordo entre vários historiadores sobre o passado. Ressaltar que é importante saber disso porque isso significa então que a História é fruto de muitas interpretações diferentes. Ou seja, existem vários jeitos diferentes de explicar os mesmos fatos que a gente vai estudar. Perguntar aos alunos se eles acham que faz alguma diferença o jeito que a gente conta, para demonstrar a importancia de existirem diferentes interpretações sobre o passado. Sintetizar o que foi discutido e registrar na lousa, pedindo que os alunos copiem no caderno. (Duração: ____ min)
         LOUSA 2: "Essas interpretações são chamadas de teorias historiográficas. Existem varias teorias diferentes para explicar um mesmo fato histórico. Através do debate, os historiadores tentam defender qual interpretação explica melhor o que aconteceu no passado. Mas nenhuma dessas teorias é a verdadeira explicação, porque os historiadores não tem como saber exatamente como os fatos aconteceram."
                                 

         T6. Partir da questão: "Como o historiador prova que um fato aconteceu?" Investigar com os alunos as respostas para essa pergunta. Em seguida, expor o conceito de fontes históricas ou documentos históricos, como registros e objetos do passado que sobreviveram até o tempo presente. Pedir para os alunos abrirem na pagina 16 do livro e analisarem em as imagens em voz alta, dizendo se aquelas coisas são ou não documentos ou fontes históricas. Pedir para que os alunos citem outros exemplos de fontes históricas. Em seguida, pedir que os alunos leiam em voz alta o trecho do texto que está acima da imagem. Discutir com eles o que faz um documento se tornar um documento histórico. Explicar como o historiador faz o seu trabalho de investigação sobre as fontes históricas, ou seja, quais as perguntas que o historiador faz para a fonte, que informações ele busca obter a partir da fonte: "Quem produziu esta fonte? Do que ela feita? Ela foi guardada de proposito ou sobreviveu por acaso? Qual era a função dela na época em que ela foi criada? Se for um registro escrito, em que língua está? O que está escrito? Se é uma imagem, o que ela retrata? Porque ela foi produzida? O que podemos deduzir das pessoas envolvidas com essa fonte a partir do seu conteúdo, ou de sua função, ou de sua forma e sua matéria-prima?" Demonstrar como qualquer fonte histórica pode revelar muitas informações sobre a sociedade que a produziu. Sintetizar o que foi discutido e registrar na lousa, pedindo que os alunos copiem no caderno. (Duração: ____ min)
         LOUSA 3: "A História é produzida por sujeitos históricos. Todas as pessoas que vivem ou que já viveram são sujeitos históricos (incluindo nós), e não apenas as pessoas que ficaram famosas na História."
                           " O historiador cria suas interpretações por meio da investigação acerca das características das fontes históricas. Ou seja, o historiador tenta responder algumas perguntas sobre a fonte histórica. Por exemplo: 
                            Quando a fonte foi produzida? 
                            Onde ela foi produzida? 
                            Quem produziu? 
                            Qual o material utilizado? 
                            Qual é a técnica utilizada? 
                            Por quê ela foi produzida? 
                            Como ela sobreviveu ao longo do tempo? 
                            Se for um texto, em qual língua está escrita? 
                            O que está escrito? 
                            Se for uma imagem, qual é o conteúdo da imagem?"

         T7. Como o historiador investiga fatos do passado para contar o que aconteceu com a humanidade, é necessário saber como dividir o tempo. Questionar os alunos como eles dividem o tempo deles. Pegar o máximo de exemplos possíveis e demonstrar que podemos dividir o tempo de várias maneiras diferentes. Uma delas se relaciona com o tempo que a gente conta no relógio, e que se chama "tempo cronológico". Ou seja, a divisão do tempo em horas, dias, meses, anos, décadas trata-se da passagem do tempo de acordo com o relógio. O nosso calendário tem suas divisões baseadas nesse tempo cronológico, mas que outros calendários seguem outras divisões de tempo. Pedir para que as estudantes analisem os calendários das paginas 17 e 18 do livro. Reforçar que não só os calendários podem ser diferentes, mas que a gente pode dividir até o nosso tempo de outras maneiras, de acordo com a nossa vontade e nosso interesse. Por exemplo, dividir o tempo em tempo livre e tempo de estudo, em dia e noite, em hora de dormir e hora de ficar acordado, hora de estudar e hora de brincar. Explicar que na História, o tempo também pode ser dividido de uma maneira diferente daquele tempo cronológico, sendo organizado de acordo com o tempo histórico. Demonstrar e analisar a linha do tempo contida na pagina  19 como um exemplo de divisão histórica do tempo, que se mescla com o tempo cronológico. Explicitar que a tradição da História na escola é adotar uma divisão criada por historiadores europeus, que está contida na página 20 do livro, com alguns marcos históricos sendo usados para dividir o tempo histórico. Analisar a linha do tempo com as estudantes. (Duração: ____ min)

         Tarefa para casa: Fazer uma lista de 5 (ou mais) fatos marcantes na sua vida.

Avaliação:

         Por se tratar da primeira aula, a avaliação baseia-se no diálogo estabelecido com as estudantes. Atentar-se: à participação e intervenções delas nos momentos de debate e discussão, à quantidade de estudantes que registraram no caderno o que foi proposto, ao respeito para com os combinados estabelecidos. Atentar-se a adaptação da linguagem na hora da exposição, prestando atenção nas respostas corporais dos alunos que demonstrem entendimento ou não.

P.S.: Sobre as expectativas de aprendizagem, ressalto que diversos tópicos (senão todos) estarão presentes nas aulas futuras ao longo da disciplina.

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AULA 02 - Discutindo a Europa

Tópicos: 

Quando falamos de Idade Média, temos que ter em mente que esse período é dividido em Alta Idade Média, onde concomitantemente ocorrem o Império Bizantino e a expansão do islamismo no oriente, onde a Europa acaba se tornando totalmente rural, e Baixa Idade Média, um período de muitas crises desse sistema feudal onde as cidades e o comércio conquistam novamente uma certa importância.

Devemos lembrar também que esse período não é uma "idade das trevas", como ja foi conhecido. Esse nome vem de historiadores modernos, que afirmavam que depois da Antiguidade (com a Grécia e Roma como exemplos de modos de vida, com base em cidades e no comercio), a Europa passou a viver de forma mais rural, com pouco comércio e mais atrelada às supostas vontades de Deus, ou melhor, mais submissa à Igreja Católica.

No início da Idade Média, as migrações dos povos bárbaros (povos não-romanos) foram fundamentais. Existiam vários povos bárbaros (como os tártaro-mongóis, os eslavos e os germanos) com características diferentes entre si. Mas num geral, podemos ressaltar nesses povos o politeísmo, a economia de subsistência baseada numa vida agropastoril (caça, pesca, agricultura rudimentar), os saques de guerra e a tradição oral.

Desses povos, tiveram maior importância para a Idade Média e a formação do sistema feudal os povos germânicos (fato ilustrado pelos hérulos, povo germânico que deu cabo do último imperador romano). Quando esses diferentes povos se estabelecem na Europa (abandonando a vida nômade e se tornando sedentários), passam a constituir reinos, nos quais a cultura dos povos germânicos se misturava com a do povo romano. Com isso, a unidade política dá lugar a uma Europa descentralizada, com vários centros de poder em forma de reinos que se dividiam em feudos, apoiando-se nas relações de suseranos e vassalos.

A formação do Feudalismo se refere ao período da Alta Idade Média, mais especificamente entre os séculos VIII e IX. Esse período recebe muitas influências de dois povos: os povos germânicos e o povo romano. Esse sistema chamado feudalismo é composto por características que se misturam desses dois povos. Por exemplo, dos romanos, o feudalismo herda a Igreja Católica, a organização das Vilas (grandes propriedades rurais - origem dos feudos), a relação de clientela (dependência entre servos e senhores) e o colonato. Já as marcas dos povos germânicos no feudalismo se mostram com a prática de subsistência (ausência de mercado e moeda), o comitatus (dependência entre nobres que seria a base da suserania e vassalagem), o direito consuetudinário (tradicionalmente oral) e uma economia agropastoril. 

Mas como era a vida no feudalismo? A vida era mais rural do que na Idade Antiga (com o Império Romano). Com o declínio do comércio, as pessoas passam a viver mais em campos e áreas rurais do que nas cidades. Essas áreas são constituídas por fazendas de propriedade dos Nobres, as quais chamaremos de feudos. A História, ao estudar esse período, concluiu que nele conviviam 3 estamentos (3 camadas sociais rígidas, de quase nenhuma mobilidade, com diferentes privilégios e obrigações).
      Começando pelos servos (e alguns escravos), o estamento mais inferior e com menor número de direitos, sabemos que era o estamento que compunha a maioria da população camponesa, que trabalhava com a agricultura. Essas pessoas que colocaram em prática a rotação de culturas, o atrelamento peitoral, os moinhos da água e o arado de ferro. Homens e mulheres normalmente trabalhavam lado a lado no campo, mas além deste trabalho, as mulheres também ficavam incumbidas de produzir os outros objetos necessários para a vida do lar de cada família. Todos os servos eram subordinados aos seus senhores (aos quais pagavam vários tributos para trabalhar a terra e tirar seu sustento, como o exemplo da talha, da corveia, das banalidades e do dízimo, além de se oferecer como combatente e receber proteção militar de seu senhor)

      O segundo estamento era composto por vilões, que eram quase servos, mas que tinham algumas obrigações a menos. Essas pessoas eram chamadas de vilões por residirem não necessariamente nos feudos, mas nas vilas. Elas detinham algum ofício específico, como marceneiros, ferreiros, pedreiros, mas de forma dependente dos donos das terras.

      Já o primeiro estamento e o topo da hierarquia feudal era composto pelos nobres e pelo clero. Os nobres eram ou senhores de terras ou guerreiros (que acabaram herdando ou conquistando terras) tinham o dever apenas de defender os integrantes do feudo, e tinham diversos direitos e privilégios em relação aos outros estamentos. Além desses nobres (e com maior prestígio que eles) haviam os representantes da igreja, como bispos, arcebispos e o próprio papa, e outros de menor poder, como padres e monges. O clero detinha terras, poder político e poder ideológico, por ditar as regras que deveriam ser seguidas através da religião.

 O trabalho nos feudos era realizado pelos Servos, num espaço geográfico que era organizado da seguinte maneira: 1- Manso Senhorial (toda produção era para os nobres); 2- Manso Servil (parte da produção era para os nobres, parte para os servos); 3- Manso Comunal (área de bosques e pastos para coleta de frutos do pé e caça para os nobres, e de alguns outros usos para os servos).

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