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Karteikarten

Cirurgia vascular - Dissecção aórtica

Júlia Alvarenga Cirurgia Residência Médica Portugiesisch 14 Karten

Karten in diesem Stapel (14)

  1. 1DefiniçãoDissecção das paredes da Aorta por uma coluna de sangue que percorre um espaço virtual entre a intima e a media muscular. Há ruptura na íntima, ficando uma lâmina entre os 2 lumens. Mortalidade de 22,7% nas primeiras 6hs, 50% nas primeiras 24hs e 68% na primeira semana.
  2. 2Classificação da dissecção de aorta1- Obstrutivo (A.dinâmica: restrição do fluxo distal somente na sístole. B.estática: trombose+isquemia em órgãos a jusante) ou Hemorrágico (ruptura aguda de todas as camada); 2- Aguda (<2 sem. do início dos sintomas) ou Crônica (>2 sem.); 3.-Início da lesão intimal: Tipo A (aorta ascendente). Tipo B (após a origem da sublclávia esquerda).
  3. 3Fatores de risco para dissecção da aortaHAS mal controlada, anormalidades aórticas (coarctação, aneurismas, síndromes do colágeno), gestação+HAS, pre-eclâmpsia, trauma contuso de aorta, sífilis (aortite sifilítica), uso de cocaína, válvula aórtica bicúspide, iatrogenia (procedimentos endovasculares). Aterosclerose não é fator de risco.
  4. 4Manifestação clinica: dorSintoma +comum. Súbita, forte intensidade, contínua. Localização pode migrar acompanhando a dissecção. Tipo A: no tórax anterior ou irradia para mandíbula/braço/pescoço. Diagnóstico diferencial de IAM. Tipo B: nas costas/interescapular/MMII. Sintomas por má-perfusão.
  5. 5Manifestação clinica: sintomas neurológicosIsquemia cerebral: síncope (+comum), AVEi (6% dos tipo A), déficit sensorial/motor contralateral ao hemisfério afetado. Isquemia da medula espinhal: paraplegia, paraparesia, tetraplegia e paresia. Compressão extrínseca de nervos: dor e paresia de MMII, rouquidão, Síndrome de Horner (lesão do plexo cervical simpático-> paralisia oculosimpatica-> ptose, miose-> Enolftalmia/anidrose em hemiface)
  6. 6Manifestação clínica: sintomas cardíacos nas dissecções tipo ATamponamento cardíaco: ruptura da aorta e extravasamento de sangue para saco pericárdico (não fazer pericardiocentese (pode aumentar dissecção e sangramento). IAM: dissecção oclui óstio da coronária (não usar anticoagulante pelo risco hemorrágico).
  7. 7Manifestação clínica: síndrome de ma-perfusão (em tipo A ou B, em 31% dos pacientes)Isquemia visceral é preditor de mortalidade precoce. Isquemia mesenterica= dor abdominal intensa, hemorragia gastrointestinal, íleo paralitico. Isquemia renal: insuficiência renal aguda (oluguria/anuria), aumento da creatinina e ureia. Isquemia de membros: dor aguda, ausencia de pulsos, pele fria/palida, parestesia/paresia do pé.
  8. 8RX de tóraxAlargamento do mediastino (80-90% dos casos), Sinal do Cálcio (separação de 1cm da íntima calcificada ao contorno externo da Aorta). Mas inespecífico para dissecção.
  9. 9Angiotomografia computadorizadaPadrão-ouro. Permite visualizar “flap” intimal e local da lesão intimal (diferencia tipos A/B). Mas não avalia valva aórtica nem coronárias no tipo A, usa contraste iônico e radiação. Ecocardiograma: para tipo A.
  10. 10Ecocardiograma transesofágico e transtorácicoVantagens: rápido, não invasivo, pode ser feito a beira leito. Útil na avaliação da função cardíaca, da valva aórtica, das coronárias e tamponamento cardíaco. Importante para o diagnostico do Tipo A.
  11. 11Angiorressonânciao Sensibilidade e especificidade de 95-100%. Precisa para detectar o orificio de entrada e a extensao da dissecção. Precisa na localização e diagnostico da oclusao dos ramos oriundos da aorta.
    o Pode avaliar comprometimento de ramos
    o Desvantagem: demora para concluir o exame, sendo contraindicada para os pacientes com instabilidade hemodinamica; custo maior que da TC, não avalia a valva aortica e comprometimento das coronarias. Contraindicada para quem tem marcapasso, proteses metálicas, clipes metálicos de aneurisma.
  12. 12AortografiaMétodo invasivo, requer punção arterial (punção da femoral ou braquial, com inserção de cateter ate a aorta abdominal e injeção de contaste). Reservado para cirurgia com tratamento endovascular, não sendo só propedêutica. Sensibilidade 86-88%, especificidade 75-94%.
  13. 13Tratamento tipo ATratamento cirúrgico imediato (aberta, grande porte, com circulação extracorpórea e anestesia geral), com substituição do ramo lesado por prótese.
  14. 14Tratamento tipo BTratamento clínico, em UTI: analgesia (opióides), diminuição permissiva da PA e FC (Nitroprossiato de sódio, Labetalol ou Esmolol (b-bloq) e Verapamil/diltiazem (BCC). Mas cirúrgico (endovascular) se sindrome de ma-perfusão, ruptura aortica+choque hemorrágico/instabilidade hemodinâmica, degeneração aneurismatica com diâmetro >5,5cm, dor abdominal intratavel.

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Cirurgia vascular
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Júlia Alvarenga
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