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Karteikarten

Liderança - Poder

ProjetoA . Gestão de Pessoas Portugiesisch 64 Karten

Karten in diesem Stapel (64)

  1. 1Conceito: poderRobbins (2005) define poder como “a capacidade que A tem para influenciar o comportamento de B, de maneira que B aja de acordo com a vontade de A”.
    Isso implica dois aspectos fundamentais: potencial para influenciar e relação de dependência.
  2. 2Poder x liderança• Compatibilidade de objetivos: a liderança requer que haja compatibilidade de objetos. O poder, não.
    • Direção da influência: a liderança foca na influência descendente do líder sobre os liderados, minimizando padrões ascendentes e laterais. O poder, não.
    • Ênfase nas pesquisas: pesquisas sobre liderança focam quase sempre no estilo do líder, aquelas sobre poder se dedicam às táticas de conquista e submissão. Elas acabam por transpor a barreira do poder individual, já que este pode ser exercido por grupos, para controle de outros grupos ou indivíduos.
  3. 3Poder organizacionalO poder organizacional reflete o comportamento organizacional
  4. 4Teoria do Poder OrganizacionalMuitas dimensões do poder e explica o comportamento organizacional com foco no poder nos níveis individual e coletivo, interno e externo, intra e entre grupos. Assim, comportamento organizacional é um jogo de poder no qual os influenciadores tentam controlar as ações da organização.
  5. 5Elementos básicos do podersão os INFLUENCIADORES, que podem ou não pertencer à organização, mas que têm intenção de influenciar os resultados.
  6. 6O influenciador deve possuir três características importantes• ser hábil para utilizar as bases do poder;
    • deve investir energia;
    • possuir habilidade política.
  7. 7Jogos políticosSegundo Mintzberg os jogos de poder fazem com que o poder flua na organização tornando-a dinâmica. Há treze tipos de jogos políticos
  8. 8Categoria de jogos - de resistência à autoridadeRebeldia ou resistência: sutil (pequenos grupos) ou agressivo (grandes grupos).
  9. 9Categoria de jogos - para conter a resistência à autoridadeContrarresistência: controle mais rigoroso e ênfase na autoridade.
  10. 10Categoria de jogos - para construir bases de poderPatrocínio: contrato implícito com superiores.
    Construção de alianças: contrato implícito com apoio mútuo entre os pares.
    Construção de império: jogo individual com busca de conquistar território com apoio e captação de subordinados.
    Orçamento: com conquistas de recursos por meio de processos políticos.
    Perícia, especialização: com conhecimentos e habilidades.
    Dominação: com autoridade e poder para subjulgar subordinados.
  11. 11Categoria de jogos - para derrotar rivaisLinha (gerentes) x Staff (especialistas): para controlar escolhas e decisões, conflito entre poder formal e informal.
    Campos rivais: dois jogadores ou grupos em conflito sem tréguas.
  12. 12Categoria de jogos - para efetivar mudanças organizacionaisCandidatos estratégicos: escolha de um líder para influenciar decisões (poder legítimo).
    Denúncia: promove uma mudança particular; é um jogo rápido e silencioso.
    “Jovens turcos”: mudança profunda na qual todo o poder legítimo é questionado (rebelião ou revolução). Utilizado por influenciadores do alto escalão que se reúnem em pequenos grupos e de modo secreto. Se a crise for mais intensa, o jogo jovens turcos será intensamente utilizado.
  13. 13Bases do poder - segundo French e RavenFonte de onde emana o poder, o que dá ao indivíduo a influência sobre o outro. Na proposição de French e Raven, são classificadas cinco bases ou fontes de poder: coerção, recompensa, legitimidade, talento e referência.
  14. 14Poder coercitivo (coerção)Baseada no medo. A pessoa se submete ao poder de outra por medo das consequências negativas do comportamento. Emana, portanto, da aplicação (ou possibilidade) de sanções.
  15. 15Poder de recompensaBaseada no benefício que outra pessoa pode ofertar. Vista como oposta ao poder de coerção. Uma pessoa se submete ao poder de outra porque esta pode distribuir recompensas consideradas por aquela como valiosas.
  16. 16Poder legítimo (de posição ou legitimidade)Representa o poder que uma pessoa recebe pela posição hierárquica formal na organização. É a aceitação da autoridade de um cargo.
  17. 17Poder do talento (ou de perícia)É a influência exercida por alguém pela perícia, por uma habilidade específica ou conhecimento que possui.
  18. 18Poder de referência ou referenteBaseia-se na identificação com uma pessoa por esta possuir recursos ou traços desejáveis. É semelhante ao carisma.
    Surge do desejo de se parecer com alguém com características admiráveis.
  19. 19Outros dois tipos de poderPoder de informação
    Poder de conexão
  20. 20Poder de informaçãoBaseia-se na posse ou no acesso, por parte do líder, a informações, consideradas importantes pelos outros.
    Esta base de poder influencia as pessoas porque estas necessitam de tais informações ou desejam estar a par das coisas.
  21. 21Poder de conexãoBaseia-se nas “conexões” do líder com pessoas importantes ou influentes dentro ou fora da organização. Um líder com alto poder de conexão induz outras pessoas a cumprir desejos, porque quer obter favores ou evitar as ameaças de conexão influente.
  22. 22Bases do poder - segundo MintzbergControle dos recursos;
    Competência ou habilidade técnica;
    Corpo de conhecimentos críticos para a organização;
    Prerrogativas legais;
    Acesso aos poderosos;
  23. 23Controle dos recursosInsumos básicos (dinheiro, materiais, tecnologia pessoal etc.). A forma como são administrados é um indicador da concentração do poder dos influenciadores. Uma organização eficiente hierarquiza os objetivos e depende de menos influenciadores. Quanto menor essa dependência, maior a capacidade da organização de responder de forma eficiente aos problemas que surgem.
  24. 24Competência ou habilidade técnicaos influenciadores “especialistas” a detêm. São mais poderosos quanto mais crítica (importante) for a especialidade para a organização.
  25. 25Corpo de conhecimentos críticos para a organizaçãoa influência dessa base é exercida quando o influenciador acessa uma base de informações críticas, cujo acesso é restrito. Aqui, o influenciador não possui alguma “especialidade” crítica, mas alguma informação importante.
  26. 26Prerrogativas legaissão os direitos da organização decorrentes de leis. A legislação poderia ser um forte influenciador externo. Porém, internamente, o poder se concentra nos detentores do poder legal (poder formal).
  27. 27Acesso aos poderososo influenciador utiliza habilidades políticas e interage com o maior número de pessoas, inclusive as poderosas, e obtém o maior número de informações. Isso lhes dá acesso a outras bases de poder e outros poderosos que irão alimentá-lo.
  28. 28Táticas de poderAs pessoas usam táticas de poder para transferir as bases do poder em ações específicas.
  29. 29Tática de poder: razão/persuasão racionalutiliza fatos e dados para elaborar uma apresentação lógica-racional das ideias. Essa tática exige que a pessoa tenha certa habilidade para se expressar de forma clara;
  30. 30Tática de poder: amabilidadeelogios, clima de boa vontade, postura humilde, ser amigável antes de pedir algo. Essa tática funciona já que, normalmente, trata-se melhor e dá-se mais atenção às pessoas mais dóceis;
  31. 31Tática de poder: coalizãoobtém apoio de outras pessoas para ideias. Pode-se entender como apoio ou união;
  32. 32Tática de poder: barganha/trocanegociação por troca de benefícios ou favores;
  33. 33Tática de poder: afirmaçãoabordagem direta e vigorosa;
  34. 34Tática de poder: autoridades superioresobtêm apoio dos níveis mais altos;
  35. 35Tática de poder: sanções/pressãoutilizam punições, promessas, ameaças, avaliação de desempenho ou promoções, avisos, repetidas solicitações;
  36. 36Tática de poder: consultaaumenta o comprometimento do alvo, envolvendo na decisão de como o plano ou mudança vai ser implementada;
  37. 37Tática de poder: apelos pessoaispedido de apoio com base na amizade ou lealdade;
  38. 38Tática de poder: apelo inspirativogera um comprometimento emocional por meio do apelo dos valores, necessidades, esperanças e aspirações do alvo de influência;
  39. 39Variáveis que afetam a seleção de uma tática de poderPoder relativo do administrador;
    Dependência com o objetivo;
    Expectativa em relação ao sucesso para a seleção da tática;
    Cultura organizacional;
  40. 40Poder relativo do administradoros administradores que controlam os recursos tendem a empregar maior variedade de táticas do que aqueles que não controlam. Os mais poderosos utilizam a firmeza com mais frequência.
  41. 41Dependência com o objetivoa seleção da tática varia de acordo com o objetivo que se quer alcançar.
  42. 42Expectativa em relação ao sucesso para a seleção da táticao sucesso com uma tática específica aumenta as chances de ser novamente utilizada.
  43. 43Cultura organizacionalela influencia as táticas mais adequadas. É ela que irá delinear que táticas farão maior sucesso do que outras. As coalizões, os sistemas de poder e de metas e as bases de poder são organizadas em uma tipologia de configurações de poder, proposta por Mintzberg.
  44. 44Configurações de poderAutocracia;
    Instrumento;
    Missionária;
    Meritocracia;
    Sistema autônomo (ou fechado);
    Arena política;
  45. 45Autocraciaum único influenciador detém o poder: o mais alto chefe da organização, o líder poderoso. Nessa configuração, não há espaço para jogos políticos.
  46. 46Instrumentoa organização é o instrumento para o alcance dos objetivos claramente definidos pelo influenciador ou pelo grupo de influenciadores dominantes e que estão fora da organização. Nessa configuração, a coalizão interna é burocrática, a hierarquia é rígida e o poder flui de fora para dentro da organização.
  47. 47Missionáriaa ideologia é o influenciador mais poderoso, que mantém a coalizão externa de forma passiva.
  48. 48Meritocraciao centro do sistema são os especialistas. O poder tem como base as habilidades e o conhecimento. O sistema de autoridade é fraco, assim como a ideologia organizacional. Já a ideologia profissional é forte. Os objetivos formais da organização são deslocados para as pessoas dos especialistas.
  49. 49Sistema autônomo (ou fechado)os membros da organização são os influenciadores, principalmente os administradores que, para exercerem controle interno, utilizam padrões burocráticos e trabalham com sistema de metas claramente operacionalizado sem imposição externa. A hierarquia é achatada e flexível e aberta à análise crítica. Como o poder é relativo e difuso, há mais espaço para jogos políticos.
  50. 50Arena políticaé típica da organização em crise. A atividade política aumenta com a diminuição das forças de integração. Nessa configuração predomina o conflito.
  51. 51Poder grupalOs grupos passam pelos seguintes estágios de desenvolvimento: formação, conflito, normativo, desempenho. Eles vivem os estágios e transferem o poder de uma fonte a outra;
  52. 52Estágio personalistaFase de formação do grupo. Caracteriza-se pelo conhecimento dos membros. Nesse estágio, cada indivíduo quer estabelecer a própria identidade no grupo e, portanto, o poder é mais individualizado
  53. 53Estágio burocráticoFase de conflitos. O grupo é ainda individualista e há certa hostilidade interpessoal. Existe, também, a percepção de que é necessário despersonalizar o poder, transferindo-o para o sistema de regras que facilitará a manutenção e o desenvolvimento do grupo. O maior poder, aqui, é o sistema de regras por meio do qual os conflitos são amenizados.
  54. 54Estágio coletivistaEstágio normativo, a fase de coesão do grupo. Ocorre a identificação dos membros com o grupo e o poder migra do sistema de regras para o coletivo. A identidade grupal é estabelecida.
  55. 55Estágio cívicoFase de desempenho, de maturidade. Direitos e deveres dos membros são estabelecidos e os limites entre o eu e o outro são definidos. O poder migra para o civismo e a tônica é o compromisso com a cidadania.
  56. 56Poder nos gruposPor meio da união (coalizão), os grupos barganham (negociam) possibilidades e recursos para o alcance de objetivos comuns. São essas negociações (que necessitam de persuasão) que originam os alinhamentos políticos ocorridos entre as coalizões que apresentam o mesmo interesse e a mesma lógica de ação.
  57. 57O poder - segundo Amitai EtzioniPoder coercitivo;
    Poder manipulativo;
    Poder normativo;
  58. 58Poder coercitivoBaseia-se em punições. Contrato psicológico: alienatório (obediência sem questionamento). Organização coercitiva: o objetivo é controlar o comportamento.
  59. 59Poder manipulativoBaseia-se em recompensas.
    Contrato psicológico calculista (obediência interesseira). Organização utilitária: o objetivo é obter resultados por meio de barganhas com os funcionários.
  60. 60Poder normativoBaseia-se em crenças e símbolos.
    Contrato psicológico moral (disciplina interior). Organização normativa: o objetivo é realizar missão ou tarefa em que os participantes acreditam.
  61. 61Organização coercitivausa da coerção, da força para controlar os participantes. O objetivo é manter a disciplina ou um padrão esperado de comportamento. Ex.: hospitais penitenciários, prisões etc.
  62. 62Organização utilitáriao principal meio de controle é a remuneração e os participantes se envolvem de forma calculista. Também utiliza promoções, benefícios e incentivos para obter um comportamento esperado.
  63. 63Organização normativadepende mais do comprometimento dos participantes do que de recompensas. São organizações religiosas, políticas, com forte ideologia. Ex.: hospitais gerais, universidades etc.
  64. 64Estrutura de dupla obediênciaNormativo + Coercitivo: organizações de combate;
    Normativo + Utilitário: organizações sindicais;
    Utilitário + Coercitivo: operações de semiescravidão (com propriedades rurais).

Informationen

Beschreibung
Conhecimentos baseados no livro GESTÃO DE PESSOAS PARA CONCURSOS - RIBAS, Andréia Lins e SALIM, Cassiano Ramalho - 3ª Edição.
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ProjetoA .
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