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Agonistas e antagonistas dos receptores muscarínicos

Amélia Ferruccio Farmacologia Portugiesisch

Agonistas e antagonistas dos receptores muscarínicos

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Agonistas e antagonistas dos receptores muscarínicos

  1. PROPRIEDADES E SUBTIPOS DOS RECEP. MUSCARÍNICOS

    • São receptores que se ligam no seu agonista (Ach), então desenvolvem um mecanismo de ação associado à proteína G (METABOTRÓPICOS)
      •    A Fosfolipase C (PLC, classe de enzimas que fazem clivagem de fosfolípidos imediatamente antes do grupo fosfato) age sobre um Fosfolipídeo de membrana específico -> Fosfatidilinositolbifosfato (PIP2) quebrando o fosfolipídeo em 2 compostos: o inositoltrifosfato (IP3) e o diacilglicerol (DAG).     O Objetivo deles é ↑ de cálcio intracelular, ↓ condutância de K+ (despolarização) e tb ativar proteínas quinase C, que vão fosforilar enzimas, proteínas importantes para a ativação de diversas outras vias metabólicas. 
      • Excitatórios: Proteína Gqα
        • M1
          • Entérico (intestinal)
          • Neuronal
          • Contração da musculatura
        • M5
          • SNC
        • M3
          • Glandular
          • m. liso Vascular (dilatação)
            • As Cels. endoteliais liberam óxido nítrico (NO) no músculo liso vascular - RELAXAMENTO
          • M. liso (CONTRAÇÃO)
            • Lembrar que por este motivo M3 tb leva ao aumento da motilidade gástrica
            • ↑ Atividade urinária
            • ↑ Broncoconstrição
        • Ações:
          • ↑ IP3, DAG
            • Inositoltrifosfato (IP3).  Diacilglicerol (DAG).
          • ↑ Intracelular Ca²+ (estimulação)
          • ↓ Condutância de K+ (despolarização)
      • Inibitórios: Proteína Gi
        • M2
          • Cardíaco ♥
            • nó SA
              • Abrandamento da despolarização espontânea: hiperpolarização
            • nó AV
              • ↓ velocidade de condução
            • átrio
              • ↓ do período refratário: ↓ força de contração
            • ventrículo
              • Ligeira ↓ da contratilidade
        • M4
          • SNC
        • Ações:
          • ↓ cAMP
          • ↓ Canais de Ca²+ (inibição)
          • ↑ Condutância de K+
      • Metabolização dos neurotransmissores do SNA das terminações colinérgicas:
        • Acetiilcolinesterase
        • Butirilcolinesterase
  2. EFEITOS FARMACOLÓGICOS DA ACETILCOLINA (ACh) - Fármacos que se ligam em algum receptor muscarínico irão produzir um efeito semelhante ao da Ach

    • Diminuição da frequência cardíaca (efeito cronotrópico negativo);
    • Diminuição da velocidade de condução do nodo atrioventricular (AV) (efeito dromotrópico negativo);
    • Vasodilatação;
    • Diminuição na força de contração cardíaca (efeito inotrópico negativo);
    • Trato respiratório: ↑ reflexo na atividade parassimpática que contribui para a BRONCOCONSTRIÇÃO e ↑ das secreções traqueobrônquicas (M3);
    • Trato urinário: A Inervação parassimpática sacral promove a CONTRAÇÃO do músculo detrusor da bexiga, ↑ a pressão miccional e o peristaltismo ureteral;
    • TGI: Estimula o movimento peristáltico;
    • Efeitos periféricos diversos: Estimula a secreção de diversas glândulas (todas que recebem inervação parassimpática ou simpática colinérgica, miose (contração da pupila) e sialorreia (↑ da sec. de saliva);
    • Efeitos no SNC;
      • Agonistas muscarínicos que atravessam a barreira hematoencefálica provocam excitação ou ativação cortical. *Estudos recentes indicam que há os 5 tipos de receptores muscarínicos no cérebro e provavelmente estão ligados a diversas funções cognitivas, motoras, nocicepção e ainda na regulação do apetite;
  3. AGONISTAS

    • Drogas de ação indireta (anticolinesterásicos -> aprofundado em outro mapa mental)
      • Inibem a ação da acetilcolinesterase (↑ a transmissão colinérgica), aumentam os níveis de ACh e potencializam seus efeitos (reduzem sua degradação)
    • Drogas de ação direta
      • Ocupam e ativam recep. musc.
        • Ach
          • Bastante susceptível à AChE, raramente usada por via sistêmica, a ACh é usada por via tópica para indução de miose durante cirurgia oftálmica (sol. 1%)
        • Pilocarpina
          • Comp. natual utilizado para trat. do GLAUCOMA e XEROSTOMIA
        • Betanecol
          • Resistente a ação da Acetilcolinesterase, atua primariamente no trato urinário e GI (M3). Útil no trat. de retenção urinária. Estimula o peristaltismo . Atividade cardiovascular imprevisível. Alto antagonismo pela Atropina (reverter efeitos é fácil). Seletivo para receptores muscarínicos (não apresenta efeito nicotínico, menos efeitos indesejáveis).
            • Uso na Hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata-> contração da uretra-> dificuldade de esvaziamento da bexiga-> retenção -> infecções urinárias
        • Carbacol
          • Resistente a ação da Acetilcolinesterase. no trato urinário e GI. Usado por via tópica em oftalmologia no trat. de GLAUCOMA e na indução de mioma durante cirurgia. Baixo antagonismo pela Atropina (reverter efeito é difícil). Apresenta efeito nicotínico bastante pronunciável (indesejado).
        • Metacolina
          • Praticamente Extinta devido as reações adversas (arritmia muito grave): uso teste diagnóstico
        • Muscarina
          • Não é usada na terapêutica, subst. tóxica perigosa: miose, espasmo visual (acomodação), lacrimejamento, bradicardia, diarréia, cólica TGI, incontinência urinária
        • Cevimelina
          • Uso ODONTOLÓGICO: Alta afinidade pelos receptores M3 nos epitélios das glândulas lacrimais e salivares. Tem longa ação sialagoga (prod. SALIVAÇÃO) e pode ter menos efeitos adversos que a Pilocarpina.
    • Resumo dos efeitos (potencialização do parassimpático - descanso e digestão):
      • ↓ Ef. cardiov.: ↓ da freq. cardíaca e do débito cardíaco. Vasodilatação generalizada produzindo queda da pressão (anti-hipertensivos).
      • ↑ Ef. sobre o m. liso: contração, ↑ do peristaltismo gastrointestinal. Brônquios e bexiga tb contraem.
      • ↓ Ef. sobre o olho: contração do m. ciliar (imp. para o trat. do Glaucoma).
      • ↑ Ef. sobre sec. (sudoríparas, lacrimal, salivar e brônquica: provocam estimulação de glândulas exócrinas.
  4. ANTAGONISTAS

    • Há crescentes estudos de Antagonistas muscarínicos como combate a doença de Parkinson (Benztropina). Reduzir atividade da bexiga. Pirenzepina (seletiva M1 - antiúlcera).
    • Resumo dos efeitos
      • Inibição das secreções: inibição das glândulas lacrimais, salivares, brônquicas e sudoríparas, deixando pele e boca seca.
      • Ef. sobre a freq. cardíaca: taquicardia moderada e em doses baixas, pode causar bradicardia paradoxal (Atropina). Efeito similar ao do agonista adrenérgico (simpático).
      • Ef. sobre o olho: Dilatação da pupila (midríase) e não responde a luz, cicloplegia que torna a visão comprometida de perto.
      • Ef. sobre o TGI: inibição da motilidade gastrointestinal.
      • Ef. sobre outros m. lisos provoca o relaxamento da musculatura lisa da árvore brônquica e dos tratos biliar e urinário.
      • Efl sobre o SNC: a atropina prod. principalmente efeitos excitatórios no SNC. Em doses baixas, causa leve inquietação. Em doses altas prococam agitação e desorientação.
    • Alcalóides naturais
      • Atropina
        • (Não é seletivo, prolongado) Reduz sec. brônquica; Cardiovasc.;Envenenamento por pesticidas ou cogumelo muscarina; Gases dos nervos (Sarin)
      • Escopolamina (hioscina)
        • Cinetose (enjoo do movimento)
    • Semi-sintéticos
      • Homatropina Br
        • Ação curta: midríase e cicloplegia
      • N-butilescopolamina (Buscopan)
        • Alívio de cólicas
    • Sintéticos (usados exclusivamente por seus efeitos no trato resp.- Broncodilat.)
      • Ipatrópio
        • Asma
      • Tiotrópio, Oxitrópio
        • Asma
  5. EFEITOS ADVERSOS PRINCIPAIS DOS AGONISTAS MUSCARÍNICOS

    • Rubor, sudorese, salivação (M3)
    • Hipotensão (M2)
      • Contra-indicação para pacientes hipotensos ou com insuficiência cardíaca
    • Secreção gástrica (M1/M3)
      • Por isso há contra-indicação para pessoas portadoras de distúrbios pépticos ácidos
    • Cólicas abdominais (M3)
    • Sensação de aperto na bexiga (M3)
    • Dificuldade de acomodação visual (M3)
    • Bronconstrição, secreção (M3)
      • Contra-indicação para asmáticos
    • Cefaléia (M no SNC)
  6. EFEITOS ADVERSOS PRINCIPAIS DOS ANTAGONISTAS MUSCARÍNICOS

    • Boca seca (xerostomia)
    • Taquicardia
    • Visão borrada
    • Dificuldade de micção
    • Diminuição da motilidade do TGI (constipação)
      • Pacientes com hiperplasia prostática benigna não devem fazer uso de antagonistas muscarínicos

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Farmacologia (1º Módulo) Mindmap am Agonistas e antagonistas dos receptores muscarínicos, erstellt von Amélia Ferruccio am 14/04/2017.
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Amélia Ferruccio
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