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Revolução Francesa

mel bispo História , Portugiesisch 1 Seite

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A revolução Francesa marcou o fim da idade moderna e foi um movimento social e político que ocorreu na França em 1789 e derrubou o Antigo Regime, abrindo o caminho para uma sociedade moderna com a criação do Estado democrático. Além disso, acabou influenciando diversos lugares no mundo, com os seus ideais de “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” (Liberté, Egalité, Fraternité).

A França era um país de extrema injustiça social e absolutista na época do Antigo Regime. Em 1789, era um país falido. Os exageros da corte, os gastos excessivos com guerras, a indisposição com a Inglaterra e os privilégios dispensados ao clero e à nobreza, fizeram aumentar a insatisfação da população. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da monarquia) ou condenados à morte.

A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.

A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.

A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo Sob influência dos Iluministas ( Iluministas: Grupo de filósofos e intelectuais que questionavam a ordem divina de poder, e acreditavam que a ordem social era definida pelos homens, sendo passível a modificações e alterações) tomou a atitude de ir às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O movimento teve o apoio dos burgueses, que viam a má administração como um empecilho para o desenvolvimento do Capitalismo.

As principais causas da Revolução francesa foram as seguintes:

A crise financeira sofrida pelo país antes da revolução;

Os envolvimentos da França na Guerra de Independência dos Estados Unidos, além da participação e derrota na Guerra dos Sete Anos;

O regime político do país, que era governado pelo absolutismo do rei;

A ascensão da classe burguesa, que desejava mais liberdade em relação ao comércio e o fim dos altos impostos;

O movimento cultural e intelectual iluminista, que buscava a reforma social e o fim dos pensamentos medievais;

A revolução francesa pode ser dividida em fases, e uma série de medidas que motivaram ainda mais a revolução.

Fase da Monarquia Constitucional (1789-1792)

A primeira fase foi marcada pela convocação da Assembleia dos Estados Gerais, em 5 de maio de 1789, pelo rei Luis XVI. Os estados eram o clero, como primeiro estado, a nobreza como segundo, e os representantes da maioria da população, que eram deputados do terceiro estado.O principal motivo dessa convocação era a preocupação do rei em relação à situação econômica do país. Ele propôs a criação de um novo imposto, a ser cobrado do primeiro e segundo estado, mas isso gerou revolta entre os membros do clero e da nobreza, que votaram, obviamente, contra esse novo imposto.

Como consequência, uma nova votacão foi realizada, para cobrar mais impostos do terceiro estado. Como cada estado tinha direito somente a um voto, e não era por representante, essa proposta venceu com dois votos a favor, do primeiro e segundo estado e um voto contra do terceiro estado, que afinal, era a parcela da população que já sofria com as cobranças abusivas.

A reação dos representantes do terceiro estado foi de exigir que a votação fosse por representante, mas foi negada pelo rei. Com a rejeição, o estado então se auto proclamou Assembleia geral nacional Com isso, as decisões não seriam mais votadas entre os estados. O rei ficou surpreso com a audácia, e determinou o fechamento da sala onde ocorria assembleia.

Os deputados do terceiro estado então se reuniram em uma sala onde a nobreza costumava participar de jogos, e decidiram que ficariam ali reunidos até instauração de uma constituição. Após esse evento, a população invadiu a fortaleza de bastilha em Paris, em 1789, com o objetivo de demonstrar simbolicamente a queda do absolutismo. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa. Foi um evento tão importante, que até hoje o dia de 14 de julho é um feriado nacional, comemorado na França como a “Festa da Federação“.

Após a invasão de Bastilha, a Assembleia Geral Nacional se transformou em assembleia constituinte , na fase que durou de 1789 a 1792, confiscou os bens do clero francês, que foram usados para superar a crise financeira. O clero começa a reagir, mas a Assembleia determina a Constituição Civil do Clero, tornando-os funcionários do estado e, consequentemente, quaisquer ações de rebeldia seriam punidas com prisão. foi feito um juramento, que deu origem ao lema da Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade. O lema dos revolucionários era esse pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.

Em 1791, foi votada e aprovada a constituição que estabelecia a Monarquia Parlamentar e limitava o rei teria limitações diante da atuação do poder legislativo, que seria escolhido por meio de voto censitário. Com isso, o poder continuava dominado por uma pequena parte da população – a alta burguesia. A primeira fase teve fim com a radicalização do movimento revolucionário. Quando o povo francês ainda permanecia sob os abusos dos impostos, Robespierre – próximo do povo, pertencente ao partido dos Jacobinos ou Montanheses, e seus seguidores incitaram a população a pegar armas e lutar contra as forças conservadoras e a Assembleia.

A segunda fase é considerada a mais popular do movimento. Os burgueses haviam proclamado uma república – a Republica girondino antes da queda da republica parlamentar, em setembro de 1792, transferindo o poder do rei para a própria burguesia, dando fim à monarquia.

A Assembleia, no ano de 1792, aprovou a declaração de guerra contra a Áustria, mas a burguesia e a aristocracia tinham razões diferentes para levar a guerra adiante: para aqueles, a guerra seria breve e vitoriosa. Já para estes, seria a esperança do retorno ao velho regime. A aristocracia e o rei traíram o movimento da França revolucionaria, e Luiz XVI e Maria Antonieta foram presos e decapitados como traidores.

Com isso, o movimento revolucionário, agora mais popular, crescia cada vez mais, e era liderado pelo grupo chamado de Jacobinos.

Os jacobinos faziam parte de uma organização política, criada em 1789 na França durante o processo da Revolução Francesa. No princípio tinham uma posição moderada sobre os encaminhamentos revolucionários, porém, com a liderança de Robespierre, passaram a ter posições radicais e esquerdistas.

Em um cenário de guerra civil, os Jacobinos conseguiram derrubar os Girondinos do poder (denominação de um grupo político moderado, chefiado por Jacques-Pierre Brissott (1754-1793) ), e instituíram uma nova constituição, em 1793. Entre os pontos mais importantes da constituição, estavam alguns princípios que agradavam as classes populares:

Extinção da escravidão negra nas colônias francesas;

Criação do Tribunal Revolucionário, que julgava os contrários a revolução, que eram condenados à guilhotina;

A reforma Agrária, que confiscava as terras do clero e da nobreza, dividindo-os em lotes para serem vendidos aos camponeses, que podiam pagar em 10 anos;

A organização do Comitê de Salvação Pública, formado pelos responsáveis do poder executivo, e o Comitê de Segurança Pública, responsável por investigar os suspeitos de traição;

Venda de bens públicos e de emigrados para restabelecer a economia pública;

A Lei do Preço Máximo, estabelecendo um teto para salários e preços de produtos;

O Sufrágio Universal, que determinava que todos os cidadãos homens maiores podiam votar.

Apesar de agradar a maioria da população, o governo dos Jacobinos se tornou ditatorial. Eles decidiram que, para se estabelecer uma democracia e garantir as conquistas instituídas, era necessário impor o poder à população, e condenar os suspeitos de traição à guilhotina.

Esse período ficou conhecido como a Era do Terror, e teve como líder supremo o jacobino Maximilien Robespierre. Durante essa era, ele agiu de modo ditatorial objetivando alcançar um governo democrático, condenando todos os que eram considerados suspeitos à guilhotina, sendo o momento da Revolução Francesa que mais se utilizou a guilhotina, e que até mesmo líderes jacobinos próximos a Robespierra foram guilhotinados. Foi então organizado um Golpe de Estado que daria origem à terceira fase da revolução Francesa pelos próprios jacobinos, o golpe “9 do termidor”.

Na terceira fase, o Comitê de Salvação Pública condena Robespierre e outros líderes jacobinos à morte, dando fim à Era do Terror em 27 de julho de 1794. Essa data ficou conhecida como “9 do Termidor”, e caracterizou o golpe que retornaria os Girondinos ao poder. Era o fim da participação popular na Revolução Francesa.

Foi criado o novo governo denominado Diretório (1795-1799), que foi responsável por elaborar a nova constituição. Com o apoio do exército, o governo Diretório manteria a burguesia protegida da república jacobina e do antigo regime.

Apesar disso, as outras camadas sociais não respeitavam o governo, os burgueses mais influentes percebiam os riscos de uma queda do Diretório diante dos inimigos internos e externos. Eles acreditavam que era necessária uma intervenção militar para manter a ordem e os lucros.

Foi quando o general francês mais popular da época, Napoleão Bonaparte, que havia retornado do Egito, teve o apoio de alguns diretores e de toda a burguesia para extinguir o Diretório e instaurar o Consulado. Esse golpe, que ocorreu em 9 de novembro de 1799, ficou conhecido como “18 de Brumário“, e deu início à era napoleônica na França.

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, História Notiz am Revolução Francesa, erstellt von mel bispo am 14/07/2016.
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mel bispo
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