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Resumo: Aula 21 – Desequilíbrios ecológicos III – O sistema agrícola

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LICENCIATURA EM
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – CEDERJ - UENF
SEGUNDO PERÍODO
DISCIPLINA: Elementos
de Ecologia e Conservação
Resumo: Aula 21 – Desequilíbrios ecológicos III – O sistema
agrícola
Análise do sistema agrícola: Estrutura e
funcionamento
·
Os sistemas ecológicos
funcionam através de um fluxo de energia e do ciclo de minerais. Um é condição
para o outro. A energia flui, de um organismo a outro, no ecossistema na forma
de moléculas orgânicas.
·
Como é a dinâmica em
um ecossistema agrícola? Vamos aqui analisar as condições estruturais e
funcionais desse tipo de ecossistema.
·
O objetivo do sistema
agrícola é a produção de alimentos. O
que nos interessa é sua produção primária líquida, isto é, o excedente do que foi
produzido pela planta (energia fixada pela fotossíntese) em relação ao que foi
consumido pelo próprio indivíduo vegetal.
·
Esta produção líquida,
correspondente aos tecidos vegetais que irão nos nutrir, é retirada e consumida
localmente, nos casos da agricultura de subsistência.
·
Em consequência da produção
agrícola, ocorre progressivamente o empobrecimento mineral e biológico do solo.
Funcionamento do sistema agrícola
·
A cadeia alimentar
nesse ecossistema nos parece ser bastante simplificada: planta-alimento →
homem.
·
A retirada constante
dos nutrientes com as plantas requer a reposição também constante de
nutrientes. Isso se faz através da adição de fertilizantes, normalmente
constituídos de nitrogênio, fósforo e potássio (N-P-K), nutrientes requeridos
em grande quantidade pelas plantas.
A continuidade do sistema agrícola requer contínua
introdução externa de energia e materiais
·
Para manter o
ecossistema agrícola, evitando-se a sua desorganização e mudança, precisamos,
continuamente, adicionar energia e materiais, os insumos.
·
Isso pode se dar pelo
trabalho manual do agricultor ou com uso de maquinaria movida a combustível
fóssil, adição de água (irrigação) e fertilizantes, às vezes também pesticidas,
ambos produzidos e transportados até o local com gasto de energia!
Estratégias usuais de formação e manutenção do
sistema agrícola
·
Vamos abordar algumas
práticas mais generalizadas, analisando seus efeitos ambientais.
Queimada
·
Trata-se de um
procedimento simples e barato para a limpeza do terreno, no sentido de extinção
das plantas que não são de nosso interesse.
·
Todos os elementos que
faziam parte da biomassa da vegetação existente são subitamente liberados no
ambiente na forma de cinzas.
·
Mas o benefício obtido
com a queimada é instantâneo e não se perpetua. A grande quantidade de
nutrientes liberada no meio não pode ser absorvida de imediato pelas plantas
cultivadas, e vai sendo, progressivamente, perdida pelo transporte, dissolvida
nas águas das chuvas que descem pelo solo (lixiviação).
·
A renovação do solo se
faz pela matéria orgânica que, trabalhada pelos microrganismos e fauna do solo,
produz o húmus, que desempenha importantes funções ligadas a propriedades
físicas e químicas do solo. Mas a queimada tem como combustível essa matéria
orgânica que assim é destruída.
A aração e a exposição do solo
·
O revolvimento do solo
promove sua aeração, já que permite a entrada de oxigênio, sua exposição e
aquecimento ao sol, além de retirar ervas que iriam competir com as plantas
cultivadas.
·
Nos solos tropicais,
expostos às chuvas torrenciais e a uma radiação excessiva, a exposição é antes
um problema que um benefício. A excessiva aeração acelera a decomposição da
matéria orgânica com a redução de seu teor e de seus benefícios.
Adição de fertilizantes
·
A reposição dos
nutrientes retirados a cada colheita é indispensável. Contudo, da grande
quantidade normalmente lançada no solo, apenas uma parcela pode ser aproveitada
pelas plantas em crescimento.
·
No entanto, a
utilização excessiva para contribuir para eutrofização de corpos d'água, ao
serem esses nutrientes lixiviados pelas chuvas.
·
Desenvolver sistemas
agrícolas em que seja mais eficiente o uso de fertilizantes, implicando,
também, a redução da exportação de problemas ambientais!
·
(Embora o livro não
faça nenhuma alusão, nos dias de hoje, 2017, cada vez mais se expande o cultivo
agroflorestal no Brasil. Técnica que alia a produção de alimentos e a
recuperação de áreas florestais que foram totalmente ou parcialmente
degradadas. Sistema totalmente orgânico. Pesquisem no youtube por Ernst Gotsch).
Adição de pesticidas
·
Também chamados de
agrotóxicos, esses produtos têm efeitos benéficos na produção imediata, mas
podem apresentar efeitos prejudiciais num prazo maior naquele e em outros
ecossistemas.
·
Não podemos deixar de
citar os problemas de saúde relacionados não só ao manuseio desses produtos por
um agricultor, nem sempre consciente dos riscos e, portanto, nem sempre
devidamente protegido, mas também os relacionados ao consumo de alimentos
contaminados.
A irrigação
·
As plantas precisam de
água para a realização da fotossíntese, e a irrigação vem suprir essa
necessidade. Contudo, o lançamento de água em abundância, além de se constitui necessariamente
em um desvio da água que, normalmente, seguiria outros caminhos, ainda traz o
risco de salinização do solo.
·
A tecnologia de
gotejamento, por exemplo, é mais dispendiosa que a irrigação por sulco e por
aspersão convencional, mas garante um aproveitamento mais eficiente da água.
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A eficiência de uso
implica redução de desperdícios e redução das interferências do ecossistema
agrícola em outros ecossistemas.
Objetivando a redução das entradas e saídas de
energia e materiais
·
Reduzir-se as entradas
significará tornar nossos sistemas agrícolas mais independentes ou autossuficientes,
como os ecossistemas naturais.
Alternativas à necessidade de pesticidas
·
Na rotação de cultura
há uma alternância temporal de diferentes espécies vegetais cultivadas. Assim,
essas diferentes espécies, além de diversificarem as exigências em relação aos
recursos edáficos, reduzindo-se seu esgotamento, não vão estimular o
desenvolvimento da população de um inseto que seria beneficiado pela oferta
contínua de um alimento especial.
·
Já o cultivo
consorciado alterna no espaço as diferentes espécies vegetais: uma fileira plantada
de uma espécie, intercalada com uma fileira da outra e assim por diante, traz
as mesmas vantagens!
·
A agrossilvicultura em
que a associação, no tempo e/ou espaço, se faz com a inclusão de uma planta lenhosa
perene, que oferece a vantagem suplementar de sua presença permanente na
cobertura e proteção do solo.
·
O controle biológico
utiliza-se de inimigos naturais para reduzir a população de um organismo
prejudicial, abaixo do nível econômico de dano.
·
Há, ainda, a proposta
do controle integrado para combate aos insetos-praga, através da integração de
agentes químicos e biológicos compatíveis.
Reduzindo a necessidade de fertilizantes
·
A adubação verde? É um
procedimento que se utiliza da capacidade biológica das leguminosas fixarem
nitrogênio da atmosfera, a partir de sua associação simbiótica com bactérias do
gênero
Rhizobium que se alojam em suas raízes formando
nódulos. É a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), uma forma natural de se
promover a entrada de nitrogênio no solo.
·
Pode-se, por exemplo,
plantar-se uma leguminosa, alternadamente, com a planta de interesse. A
leguminosa será posteriormente enterrada e enriquecerá o solo.
·
É comum o
aproveitamento do estrume animal trabalhado na compostagem.
·
A agricultura
integrada através de sistemas mistos agropecuários significa o aproveitamento
de subprodutos e subsequente reciclagem.
· Esses procedimentos, em síntese, correspondem a
garantir que haja um retorno da matéria orgânica ao solo.

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- Elementos de Ecologia e Conservação Notiz am Resumo: Aula 21 – Desequilíbrios ecológicos III – O sistema agrícola, erstellt von Ivan Pessanha am 06/05/2017.
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- Ivan Pessanha
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