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Cirurgia vascular - Aneurisma de aorta abdominal

Júlia Alvarenga Cirurgia Residência Médica Portugiesisch 15 Karten

Karten in diesem Stapel (15)

  1. 1DefiniçãoAneurisma: aumento segmentar (localizado) de > 50% do diâmetro do vaso.
    Aorta normal: 2cm, logo o aneurisma de aorta: qualquer dilatação da aorta > 3cm. Ectasia: aumento segmentar do diâmetro do vaso inferior a 50%. Arteriomegalia: aumento generalizado das artérias (não segmentar).
  2. 2Classificações do aneurisma da aortaPode ser sacular (apenas um lado sofre dilatação) ou fusiforme (todos os lados); verdadeiro (dilatação de todas as paredes arteriais) ou falso (hematoma organizado por lesão da parede); e pela sua localização no arco aortico, aorta ascendente / toraco-abdominal / abdominal.
  3. 3Fatores de risco para desenvolvimento do aneurismaTabagismo (75% de todos os casos de AAA; Odds ratio=3 =fator mais relevante!!), Homens (3-4x), Idade avançada (5% dos homens >65 anos), HAS, História familiar de aneurisma (OR=1,9). NÃO se associa com hipercolesterolemia e DM.
  4. 4SintomasDor abdominal/lombar, sintomas pela compressão de estruturas vizinhas (Duodeno, anteriormente=saciedade precoce, náusea e vômito; Vértebras, posteriormente= dor lombar; Ureter, lateralmente= hidronefrose; Veia cava/ilíacas= estase sanguínea e isquemia aguda/crônica de MMII por TVP (trombos no aneurisma formados pelo fluxo turbilhonar, se despreendem e embolizam).
  5. 5SinaisTem baixa acurácia, principalmente em obesos. Presença de massa pulsátil pode ser percebida em aneurismas grandes e em indivíduos magros (50% dos aneurismas >4 cm são palpáveis). Sinal de Bebakey no aneurisma tóraco-abdominal: quando a massa pulsátil está atrás do rebordo costal à esquerda, sinal de aneurisma tóraco-abdominal.
  6. 6Manifestação clínica de ruptura (aneurisma roto)A tríade clínica clássica é: Dor abdominal/dorsal acentuada + Hipotensão/palidez + Massa pulsátil. Mortalidade geral >90%.. O surgimento de dores fortes está relacionado à expansão do aneurisma e pode indicar maior risco de ruptura. A dor merece avaliação cuidadosa!
  7. 7Risco de ruptura do aneurismaFusiforme: risco proporcional ao diâmetro: < 4,0cm=0%; 4-5 cm=0,5-5%; 5-6 cm=1-13%; 6-7cm=10-20%; 7-8cm=20-40%; >8cm=30-50%. Sacular: comportamento imprevisível. E no geral, é a taxa de crescimento rápida (normal é >1cm/ano).
  8. 8Indicação de cirurgiaÉ indicada a cirurgia nos aneurismas > 5 a 6cm, pois supera a taxa de mortalidade cirúrgica que é de 5%.
  9. 9Ultrassonografia abdominalPara triagem e acompanhamento. TRIAGEM: homens >65 anos; Homens/mulheres >50 anos com história de AAA em parentes de 1° grau (a cada 10 anos); Homens/mulheres com aneurisma periférico (a cada 5 a 10 anos); ACOMPANHAMENTO: Aneurisma de 3,0-3,9cm: a cada 3 anos; de 4,0-4,9cm: anual; de >5cm: a cada 3-6 meses.
  10. 10AngiotomografiaPadrão-ouro. É mais acurado para realizar medidas de tamanho, para acompanhamento dos aneurismas próximos de 5cm, e para o planejamento cirúrgico e escolha da prótese.
  11. 11AngiorressonânciaOpção de elevada precisão, porém resolução menor que Angio-TC, indisponibilidade, preço, claustrofobia, uso de próteses metálicas ou marcapassos e a nefrotoxicidade do Gadolíneo (principalmente nos pacientes com DRC estágios 4-5, em que pode causar fibrose nefrogênica sistêmica).
  12. 12Indicações de intervenção cirúrgicaDiâmetro >5,5 cm em homens e >5 cm em mulheres (supera a taxa de mortalidade cirúrgica que é de 5%), diâmetro > 4,5 cm para aneurismas saculares; dor abdominal/lombar (qualquer diâmetro), crescimento > 1cm ao ano, embolização distal, ruptura.
  13. 13Risco operatórioOs fatores que influenciam a mortalidade são: Doença coronariana, DPOC, DRC (creatinina > 1,8), IC, >70 anos. Eventos cardíacos são a principal causa de morte. Pessoas do sexo feminino têm mortalidade operatória maior.
  14. 14Tratamento clínicoCessar tabagismo: diminui as taxas de crescimento e ruptura; Atividade física supervisionada; Antiplaquetários e estatinas: diminui a mortalidade cardiovascular; Controle da HAS.
  15. 15O que o médico generalista pode fazerTriagem, acompanhamento períódico, tratamento clínico das comorbidades, encaminhar os casos cirúrgicos, pedir angio-TC para planejamento da cirurgia (não é exame diagnostico para TC).

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Cirurgia vascular
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Júlia Alvarenga
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