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Introdução - Grécia
INTRODUÇÃO
Mente é o instrumento humano de gestão, de aprender e de pensar. Necessária para a formação do ser humano, a mente é uma estrutura altamente complexa com organização sistêmica de redes neurais que capacitam o indivíduo na autonomia para dirigir a própria existência no tempo e resolver a si mesmo no espaço.
(autor a identificar)
Uma das concepções iniciais sobre a mente humana, parodoxalmente materialista, proveio de Tales de Mileto, há 2500 anos, noo qual associava a existência do todo às quatro substâncias em que tudo se originava: a água, o ar, o fogo e a terra. Anaxágoras definiu o Nous (Mind) como "a mais pura e refinada de todas as coisas" que ocupa lugar no espaço.
De fato, ao que tudo indica, historicamente a memória surgiu mais como um aspecto técnico do que filosófico. Acredita-se que Simônides de Ceos (cc 556-468 a. C), famoso poeta em seu tempo, foi o “inventor” da memória como técnica – na verdade, ele parece ter compilado de alguma forma técnicas antigas e que vinham sendo ensinadas de maneira oral até então.
Platão foi o primeiro a defender explicitamente a doutrina de que a mente é inteiramente não material — sem as definições das propriedades da matéria como tamanho, forma ou impenetrabilidade. Platão usou a palavra psyche (traduzida como "alma") a qual simultaneamente, vai se transformando e difundindo psyche como "espírito que pensa" (Havelock p. 213), elaboração atribuída inicialmente a Sócrates.
Como destacado por SMOLKA (2000):
Platão encontra-se em meio a uma instigante arena de luta, com séculos de exercitação da experiência rítmica memorizada, conservada em formas de enunciados verbais, na memória viva das pessoas, como modo de consciência partilhado, como tradição. Os nomoi (normas, leis) e os ethe (práticas, hábitos, costumes, sentimentos e reações particulares) persistiam como estado mental oral do povo.
Para Platão a memória se assemelharia a um bloco de cera em nossas almas – de diferentes qualidades, de acordo com os indivíduos – e isso é ‘o dom da Memória, a mãe das Musas’. Quando vemos, ouvimos ou pensamos em algo, submetemos essa cera às impressões das percepções e dos pensamentos. No entanto, para Platão, há um conhecimento que não é derivado das impressões sensoriais: as Formas das Idéias, que a alma conheceu antes de cada um nascer. Logo, o verdadeiro conhecimento consistiria em ajustar as marcas das impressões sensoriais à forma da realidade superior, da qual as coisas são meros reflexos. Platão então defende, que nós não vimos ou aprendemos esses arquetipos nessa vida, sendo de certa forma inato em nossa memória.
Notemos que Platão eleva o conceito de memória como uma técnica preconizada pela sofística, tendo um pensar muito mais amplo que põe o próprio sentido do humano. Ou sejam a memória não constitui somente uma técnica, mas, especialmente, um reconhecer-se e um posicionar-se diante da realidade e de um mundo ideal.
A mente para ese grande filósofo deveria ser considerada uma substância única, separada do corpo, e com isso, não estaria sujeita as suas leis materiais. Ainda, em Philebus, Platão distinguiu dois processos: A conservação de sensações e a reminiscência, termos também adotado posteriormente por Aristóteles. De maneira muito perspicaz, Aristóteles avançou na temática da distinguindo a memória propriamente dita, a mneme, faculdade de conservar o passado; da reminiscência, a mamnesi, faculdade de invocar voluntariamente o passado.
Porém, divergindo de seu mestre, Aristóteles defendeu que ambos os fenômenos são inteiramente físicos, pois seria da memória que os homens derivam a experiência, pois as recordações repetidas da mesma coisa produz o efeito de uma única experiência.
Não é sem justa causa, que tais debates a partir do século XVII com a Teoria do Conhecimento retomou com muito entusiasmo como uma informação fica gravada, assim como da sua necessidade para a vida, o prazer, ou mesmo para a dor. Tais teorias criaram o empirismo que sustenta que todo conhecimento provém da experiência, e o de outro o nativistimo, que defende que de alguma forma o ser humano já possui em sua essência muitos dos conhecimentos tidos então como inato.
Agora que tal avançarmos nosso estudo em como essas perspectivas filosóficas evoluíram para novos conceitos em psicologia e neurociência?