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Simulado Filosofia

Marina Faria 6 questions 2,774 views 4.6 (8 ratings)

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Questions in this quiz (6)

  1. 1Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia
    regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para
    descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso
    conhecimento, malogravam-se com esse pressuposto.
    Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se
    resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que
    os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento.
    KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste-Gulbenkian, 1994 (adaptado).
    O trecho em questão é uma referência ao que ficou
    conhecido como revolução copernicana na filosofia. Nele,
    confrontam-se duas posições filosóficas que
    1. Aassumem pontos de vista opostos acerca da natureza
      do conhecimento.
    2. Bdefendem que o conhecimento é impossível,
      restando-nos somente o ceticismo.
    3. Crevelam a relação de interdependência entre os dados
      da experiência e a reflexão filosófica
    4. Dapostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia,
      na primazia das ideias em relação aos objetos.
    5. Erefutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso
      conhecimento e são ambas recusadas por Kant.
  2. 2Os produtos e seu consumo constituem a meta
    declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta
    foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade,
    como expectativa de que o homem poderia dominar a
    natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em
    programa anunciado por pensadores como Descartes e
    Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu “de
    um prazer de poder”, “de um mero imperialismo humano”,
    mas da aspiração de libertar o homem e de enriquecer
    sua vida, física e culturalmente.
    CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques.
    Scientiae Studia, São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado).
    Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e
    Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência como
    uma forma de saber que almeja libertar o homem das
    intempéries da natureza. Nesse contexto, a investigação
    científica consiste em
    1. Aexpor a essência da verdade e resolver definitivamente
      as disputas teóricas ainda existentes.
    2. Boferecer a última palavra acerca das coisas que
      existem e ocupar o lugar que outrora foi da filosofia.
    3. Cser a expressão da razão e servir de modelo para
      outras áreas do saber que almejam o progresso
    4. Dexplicitar as leis gerais que permitem interpretar a
      natureza e eliminar os discursos éticos e religiosos.
    5. Eexplicar a dinâmica presente entre os fenômenos
      naturais e impor limites aos debates acadêmicos
  3. 3TEXTO I
    Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde
    meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões
    como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei
    em princípios tão mal assegurados não podia ser senão
    mui duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente,
    uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões
    a que até então dera crédito, e começar tudo novamente
    a fim de estabelecer um saber firme e inabalável.
    DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia.
    São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).
    TEXTO II
    É o caráter radical do que se procura que exige a
    radicalização do próprio processo de busca. Se todo o
    espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que
    aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada
    pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma
    daquelas que foram anteriormente varridas por essa
    mesma dúvida.
    SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado).
    A exposição e a análise do projeto cartesiano indicam que,
    para viabilizar a reconstrução radical do conhecimento,
    deve-se
    1. Aretomar o método da tradição para edificar a ciência
      com legitimidade.
    2. Bquestionar de forma ampla e profunda as antigas
      ideias e concepções.
    3. Cinvestigar os conteúdos da consciência dos homens
      menos esclarecidos.
    4. Dbuscar uma via para eliminar da memória saberes
      antigos e ultrapassados
    5. Eencontrar ideias e pensamentos evidentes que
      dispensam ser questionados
  4. 4Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides
    era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e
    não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação
    entre objeto racional e objeto sensível ou material que
    privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta,
    mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se
    em sua mente.
    ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia.
    São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).
    O texto faz referência à relação entre razão e sensação,
    um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão
    (427 a.C.-346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão
    se situa diante dessa relação?
    1. AEstabelecendo um abismo intransponível entre as duas.
    2. BPrivilegiando os sentidos e subordinando o
      conhecimento a eles.
    3. CAtendo-se à posição de Parmênides de que razão e
      sensação são inseparáveis
    4. DAfirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento,
      mas a sensação não
    5. ERejeitando a posição de Parmênides de que a
      sensação é superior à razão
  5. 5Esclarecimento é a saída do homem de sua
    menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade
    é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a
    direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado
    dessa menoridade se a causa dela não se encontra na
    falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem
    de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Tem
    coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é
    o lema do esclarecimento. A preguiça e a covardia são as
    causas pelas quais uma tão grande parte dos homens,
    depois que a natureza de há muito os libertou de uma
    condição estranha, continuem, no entanto, de bom grado
    menores durante toda a vida.
    KANT, I. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Petrópolis: Vozes, 1985 (adaptado).
    Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento,
    fundamental para a compreensão do contexto filosófico
    da Modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado
    por Kant, representa
    1. Aa reivindicação de autonomia da capacidade racional
      como expressão da maioridade
    2. Bo exercício da racionalidade como pressuposto menor
      diante das verdades eternas.
    3. Ca imposição de verdades matemáticas, com caráter
      objetivo, de forma heterônoma
    4. Da compreensão de verdades religiosas que libertam o
      homem da falta de entendimento.
    5. Ea emancipação da subjetividade humana de ideologias
      produzidas pela própria razão.
  6. 6Texto I
    Experimentei algumas vezes que os sentidos eram
    enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente
    em quem já nos enganou uma vez.
    DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
    Texto II
    Sempre que alimentarmos alguma suspeita de
    que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum
    significado, precisaremos apenas indagar: de que
    impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível
    atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá
    para confirmar nossa suspeita.
    HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado).
    Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a
    natureza do conhecimento humano. A comparação dos
    excertos permite assumir que Descartes e Hume
    1. Adefendem os sentidos como critério originário para
      considerar um conhecimento legítimo.
    2. Bentendem que é desnecessário suspeitar do significado
      de uma ideia na reflexão filosófica e crítica.
    3. Csão legítimos representantes do criticismo quanto à
      gênese do conhecimento.
    4. Dconcordam que conhecimento humano é impossível
      em relação às ideias e aos sentidos
    5. Eatribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no
      processo de obtenção do conhecimento.

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Teste seus conhecimentos sobre Filosofia para o Enem e Vestibulares
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Português
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