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Provas anteriores de Vestibular - Fuvest 3

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Questions in this quiz (16)

  1. 1Não há trabalho, nem gênero de vida no mundo mais parecido à cruz e à paixão de Cristo, que o vosso em um destes engenhos [...]. A paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento e martírio [...]. De todos os mistérios da vida, morte e ressurreição de Cristo, os que pertencem por condição aos pretos, e como por herança, sãos mais dolorosos. P.Antônio Vieira, Sermão décimo quarto. In: I.Inácio & T. Lucca (orgs.). Documentos do Brasil colonial. São Paulo: Ática, 1993, p.73-75.

    A partir da leitura do texto acima, escrito pelo padre jesuíta Antônio Vieira em 1633, pode-se afirmar, corretamente, que, nas terras portuguesas da América,
    1. Aa Igreja Católica defendia os escravos dos excessos cometidos pelos seus senhores e os incitava a se revoltar.
    2. Bas formas de escravidão nos engenhos eram mais brandas do que em outros setores econômicos, pois ali vigorava uma ética religiosa inspirada na Bíblia.
    3. Ca Igreja Católica apoiava, com a maioria de seus membros, a escravidão dos africanos, tratando, portanto, de justificá-la com base na Bíblia.
    4. Dclérigos, como P. Vieira, se mostravam indecisos quanto às atitudes que deveriam tomar em relação à escravidão negra, pois a própria Igreja se mantinha neutra na questão.
    5. Ehavia formas de discriminação religiosa que se sobrepunham às formas de discriminação racial, sendo estas, assim, pouco significativas.
  2. 2O tráfico de escravos africanos para o Brasil
    1. Ateve início no final do século XVII, quando as primeiras jazidas de ouro foram descobertas nas Minas Gerais.
    2. Bfoi pouco expressivo no século XVII, ao contrário do que ocorreu nos séculos XVI e XVIII, e foi extinto, de vez, no início do século XIX.
    3. Cteve início na metade do século XVI, e foi praticado, de forma regular, até a metade do século XIX.
    4. Dfoi extinto, quando da Independência do Brasil, a despeito da pressão contrária das regiões auríferas.
    5. Edependeu, desde o seu início, diretamente do bom sucesso das capitanias hereditárias, e, por isso, esteve concentrado nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente, até o século XVIII
  3. 3Em seu contexto de origem, o quadro ao lado corresponde a uma Image for question 3
    1. Adenúncia política das guerras entre as populações indígenas brasileiras.
    2. Bidealização romântica num contexto de construção da nacionalidade brasileira.
    3. Ccrítica republicana à versão da história do Brasil difundida pela monarquia.
    4. Ddefesa da evangelização dos índios realizada pelas ordens religiosas no Brasil.
    5. Econcepção de inferioridade civilizacional dos nativos brasileiros em relação aos indígenas da América Espanhola
  4. 4Com base na leitura da obra A cidade e as serras, de Eça de Queirós, publicada originalmente em 1901, é correto concluir que, nela, encontra-se
    1. Ao prenúncio de uma consciência ecológica que iria eclodir com força somente em finais do século XX, mas que, nessa obra, já mostrava um senti do visionário, inspirado pela invenção dos motores a vapor.
    2. Buma concepção de hierarquia civilizacional entre as regiões do mundo, na qual, a Europa representaria a modernidade e um modelo a seguir, e a América, o atraso e um modelo a ser evitado.
    3. Ca construção de uma associação entre indivíduo e divindade, já que, no livro, a natureza é, fundamentalmente, símbolo de uma condição interior a ser alcançada por meio de resignação e penitência.
    4. Da manifestação de um clima de forte otimismo, decorrente do fim do ciclo bélico mundial do século XIX, que trouxe à tona um anseio de modernização de sociedades em vários continentes.
    5. Euma valorização do meio rural e de modos de vida a ele associados, nostalgia típica de um momento da história marcado pela consolidação da industrialização e da concentração da maior parte da população em áreas urbanas.
  5. 5A charge satiriza uma prática eleitoral presente no Brasil da chamada “Primeira República”. Tal prática revelava aImage for question 5
    1. Aignorância, por parte dos eleitores, dos rumos políticos do país, tornando esses eleitores adeptos de ideologias políticas nazifascistas.
    2. Bausência de autonomia dos eleitores e sua fidelidade forçada a alguns políticos, as quais limitavam o direito de escolha e demonstravam a fragilidade das instituições republicanas
    3. Crestrição provocada pelo voto censitário, que limitava o direito de participação política àqueles que possuíam um certo número de animais.
    4. Dfacilidade de acesso à informação e propaganda política, permitindo, aos eleitores, a rápida identificação dos candidatos que defendiam a soberania nacional frente às ameaças estrangeiras
    5. Eampliação do direito de voto trazida pela República, que passou a incluir os analfabetos e facilitou sua manipulação por politicos inescrupulosos.
  6. 6TEXTO PARA AS PERGUNTAS 6 E 7

    A wave of anger is sweeping the cities of the world

    The protests have many different origins. In Brazil people rose up against bus fares, in Turkey against a building project. Indonesians have rejected higher fuel prices. In the euro zone they march against austerity, and the Arab spring has become a perma-protest against pretty much everything. Yet just as in 1848, 1968 and 1989, when people also found a collective voice, the demonstrators have much in common. In one country after another, protesters have risen up with bewildering speed. They tend to be ordinary, middle class people, not lobbies with lists of demands. Their mix of revelry and rage condemns the corruption, inefficiency and arrogance of the folk in charge. Nobody can know how 2013 will change the world – if at all. In 1989 the Soviet empire teetered and fell. But Marx’s belief that 1848 was the first wave of a proletarian revolution was confounded by decades of flourishing capitalism and 1968 did more to change sex than politics. Even now, though, the inchoate significance of 2013 is discernible. And for politicians who want to peddle the same old stuff, news is not good. The Economist, June 29, 2013. Adaptado

    Segundo o texto, os protestos de 2013, em diversos lugares do mundo,
    Image for question 6
    1. Avêm perdendo força por falhas de organização.
    2. Bquestionam a atuação dos lobbies nas reivindicações das diversas classes sociais.
    3. Ccondenam a corrupção e outros comportamentos inadequados da classe política.
    4. Dresultam de motivações econômicas precisas.
    5. Etêm poucos aspectos em comum.
  7. 7Ao comparar os protestos de 2013 com movimentos políticos passados, afirma-se, no texto, que
    1. Anem sempre esses movimentos expressam anseios coletivos.
    2. Bas crenças de Marx se confirmaram, mesmo após 1848.
    3. Cas revoltas de 1968 causaram grandes mudanças políticas.
    4. Dnão se sabe se os protestos de 2013 mudarão o mundo.
    5. Emudanças de costumes foram as principais consequências de movimentos passados
  8. 8TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 8 A 10

    CAPÍTULO LXXI

    O se não do livro

    Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem... E caem! — Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantage da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar... Heis de cair. Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas

    No contexto, a locução “Heis de cair”, na última linha do texto, exprime:
    1. Aresignação ante um fato presente.
    2. Bsuposição de que um fato pode vir a ocorrer.
    3. Ccerteza de que uma dada ação irá se realizar.
    4. Dação intermitente e duradoura.
    5. Edesejo de que algo venha a acontecer.
  9. 9Um leitor que tivesse as mesmas inclinações que as atribuídas, pelo narrador, ao leitor das Memórias póstumas de Brás Cubas teria maior probabilidade de impacientar-se, também, com a leitura da obra
    1. AMemórias de um sargento de milícias.
    2. BViagens na minha terra.
    3. CO cortiço.
    4. DA cidade e as serras.
    5. ECapitães da areia.
  10. 10Nas primeiras versões das Memórias póstumas de Brás Cubas , constava, no final do capítulo LXXI, aqui reproduzido, o seguinte trecho, posteriormente suprimido pelo autor:

    [...Heis de cair. ] Turvo é o ar que respirais, amadas folhas. O sol que vos alumia, com ser de toda a gente, é um sol opaco e reles, de ........................e.........................

    As duas palavras que aparecem no final desse trecho, no lugar dos espaços pontilhados, podem servir para qualificar, de modo figurado, a mescla de tonalidades estilísticas que caracteriza o capítulo e o próprio livro. Preenchem de modo mais adequado as lacunas as palavras
    1. Ao caso e invernia.
    2. BFinados e ritual.
    3. Csenzala e cabaré.
    4. Dcemitério e carnaval.
    5. Eeclipse e cerração .

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