Módulo 5 de 8 · Texto
Fundamentos da Economia.
Conceito de Economia. - MÓDULO 1.
"Administração da Casa". Nos tempos de hoje, a economia passou a ser a ciência social que estuda a forma pela qual os homens, as nações ou as instituições empregam seus recursos na produção de bens e serviços para atender às suas necessidades.
Bens e serviços .
São resultado do trabalho humano realizado para suprir as necessidades humanas.
Os bens são tangíveis, físicos, e são resultado da transformação da matéria-prima em produtos.
Os serviços são intangíveis, abstratos, e são resultados de ações específicas realizadas por técnicas específicas, dominadas pelos homens. Um avião é físico, pois é possível tocá- lo, senti-lo, e vê-lo, mas o transporte de passageiros que ele realiza não poe ser tocado, sentido e nem visto, sendo portanto um serviço.
- Bens de consumo não duráveis: são os produtos físicos que se esgotam em curto período de tempo, e assim devem ser repostos com frequência. Neste subgrupo incluem-se peças de vestuário e calçados, alimentos, produtos de higiene e limpeza, medicamentos etc.;
- Bens de consumo duráveis: são os produtos físicos que não precisam ser substituídos com tanta frequência, pois o tempo de desgaste é consideravelmente maior. Automóveis, eletrodomésticos, computadores e aparelhos eletrônicos, mobília e utensílios domésticos são produtos que se encaixam neste subgrupo;
- Bens intermediários: são produtos resultantes das ações de extrativismo ou da fase inicial do processo industrial, porém não são consumidos, necessitando de reprocessamento para se transformarem em bens de consumo. Neste subgrupo estão classificados o aço, o petróleo, os produtos químicos, a celulose e as matérias-primas em geral;
- Bens de capital: são os produtos que não se destinam ao consumo das pessoas, e sim das empresas. Em geral, esses bens atuam no processo produtivo transformando matérias-primas em bens de consumo. Máquinas e equipamentos são os produtos mais característicos deste subgrupo.
Evolução do Pensamento Econômico.
Para o Adam Smit , o sistema econômico era considerado um organismo vivo (lei natural), e sua representação numérica permitiu que se chegasse à conclusão do papel de cada classe social, as quais dividiam-se em:
- Classe produtiva: agricultores, assalariados e outros trabalhadores agrícolas;
- Classe proprietária: soberano, nobreza proprietária e clero;
- Classe estéril: comerciantes, manufatureiros e seus trabalhadores.
Ao observar que os agricultores precisam acumular capital para conseguir iniciar a produção, chegou-se à conclusão de que a única classe capaz de gerar algum tipo de excedente era a produtiva.
Teoria Neoclássica.
Os autores da Teoria Neoclássica deram ênfase ao raciocínio matemático aplicado às questões econômicas, deixando um pouco de lado as questões políticas e o planejamento devido à crença no livre mercado e sua condição autorreguladora.
O foco da Teoria Neoclássica está no desejo de satisfação do consumidor e na maximização do lucro por parte do produtor. O equilíbrio do mercado é calculado através da medição do grau de satisfação do consumidor e de produção, sendo consideradas também as restrições financeiras e as restrições dos recursos de produção. Essa forma de ver as coisas deu origem à Teoria Marginalista desenvolvida por Alfred Marshall.
Conceito de Microeconomia. - MÓDULO 2.
No mercado de bens e serviços, as famílias assumem o papel de consumidoras, enquanto as firmas são as ofertantes/produtoras. Logo, a microeconomia busca compreender a maneira como esses agentes se relacionam em diferentes estruturas de mercado, de modo a formar preços.
Microeconomia questões relativas às decisões de compra por parte do consumidor, à alocação dos insumos produtivos para se ofertar uma quantidade que maximize o lucro por parte da firma e à realização de investimentos para elevação de capacidade de produção.
Introdução à Macroeconomia - MÓDULO 3.
A macroeconomia tem como principal objetivo realizar uma análise ampla das condições econômicas que moldam a tomada de decisão desses agentes do mercado. Ou seja, apresenta os determinantes do desempenho econômico geral de uma economia.
É abordado assuntos como atividade econômica, desemprego, inflação e flutuações de curto prazo relativas aos ciclos de negócios.
PIB:
O PIB é a variável comumente adotada para mensurar o crescimento econômico de um país. O PIB de um país mede o valor de mercado de todas as transações de bens e serviços finais de uma economia em um determinado período do ano. Usualmente.
PIB Nominal: medido a preços correntes. Isso significa que sua mensuração se dá por meio da contabilização dos preços no ano corrente de análise;
PIB Real: PIB Nominal corrigido pela inflação, sendo calculado a preços constantes. Para tanto, deve-se fixar um ano e deflacionar os demais.
Ótica da produção: somatório da receita gerada aos produtores de bens finais localizados no país pela venda de produtos finais na economia. Nessa ótica, desconsidera-se o valor gerado pelo consumo intermediário;
Ótica da despesa: somatório dos gastos dos agentes econômicos com a aquisição de bens na economia. Portanto, é a soma do consumo das famílias (despesas da sociedade civil com bens e serviços finais), dos gastos do governo, dos gastos com investimentos por parte das empresas e, por fim, do saldo da balança comercial, que nada mais é do que a diferença entre o valor gerado pelas exportações nacionais e o valor gasto com as importações;
Ótica da renda: somatório da renda gerada pelos fatores de produção dentro do sistema econômico, ou seja, salários, aluguéis e lucros.
Desemprego.
Desemprego friccional - Ocorre durante o período de tempo em que um ou mais indivíduos se desempregam de um trabalho para procurar outro.
Desemprego cíclico - Desemprego cíclico é aquele ocasionado por questões que estão relacionadas à situação econômica do país.
Desemprego estrutural - Temos o desemprego estrutural, que é resultado do desenvolvimento tecnológico. Por tornar determinadas atividades obsoletas, acaba promovendo a perda do emprego.
Inflação.
A inflação se refere ao movimento de elevação dos níveis de preços gerais de uma economia. Sua mensuração se dá através de números-índices, que lhes permitirão calcular uma variação percentual para cada período de análise. Usualmente, os indicadores de inflação são divididos de acordo com a cesta de bens que os constitui:
- Índice de Preços ao Consumidor: calculados a partir de uma cesta de bens consumida pela população. Como exemplo, é possível citar o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE;
- Índices de Preços ao Produtor: calculados a partir de cestas compostas por matérias- primas. Como exemplo, é possível citar o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), da FGV.
Política Monetária.
Na medida em que temos a moeda como meio de troca, toda transação exige um estoque de moeda para ser efetivado. É justamente nesse sentido que surge a política monetária, que estabelece a forma de atuação do governo sobre a quantidade de moeda disponível na economia.
- Política monetária contracionista: elevação da taxa de juros com redução da quantidade de moeda circulante na economia;
- Política monetária expansionista: redução da taxa de juros com elevação da moeda circulante na economia.
Política externa.
A política externa estabelece a forma como o governo controla as variáveis relativas ao setor externo da economia, e é dividida em dois escopos: cambial e comercial.
Política cambial.
A política cambial refere-se a como o governo administra o valor da sua moeda em comparação a outras, ou seja, sua taxa de câmbio. O valor da taxa de câmbio tem uma relação direta com os fundamentos do mercado de câmbio, ou, em outras palavras, com a oferta e demanda por moeda estrangeira.
- Regime de Câmbio Fixo: nesse tipo de regime, o BACEN se compromete a manter fixa a taxa de câmbio. Para tanto, deverá utilizar as reservas internacionais para manter fixo o preço da moeda;
- Regime de Câmbio Flutuante: nesse caso, o BACEN não atua no mercado de câmbio, assim a taxa flutua de acordo com a interação entre oferta e demanda de moeda estrangeira.
Política comercial.
O governo também pode atuar nas relações externas por meio de políticas que visem alterar os fluxos de mercadorias entre o seu país e os demais, ou seja, pode estabelecer instrumentos que estimulem e/ou desincentivem importações e exportações.
Políticas de renda.
As políticas de renda constituem-se por meio da atuação direta do governo sobre as rendas (em especial, salários e aluguéis). O instrumento de atuação se dá através do controle e do congelamento desses rendimentos.
Moedas.
Moeda Mercadoria.
- Produtor troca seu produto por uma mercadoria de aceitação geral;
- Trocas são realizadas por meio da moeda-mercadoria;
- Tipos de mercadoria comumente utilizadas: Gado, aceite, sal, vinho, cerveja etc.
Moeda Simbólica.
- Moedas feitas de metais precisos;
- Circulação de moeda é reforçada pela lei.
Moeda Sofisticada.
- Hoje em dia, muitas transações são realizadas por meio de moedas "virtuais".
Moeda escritural.
- Intensificação da cunhagem em ouro e prata fez com ourives passagem a guardar metais de terceiros;
- Em troca, depositantes recebiam certificado;
- Moeda escritural é o nome que se dá ao uso dos depósitos bancários como meio de pagamento.
O setor Público e o Desenvolvimento Econômico. - MÓDULO 4.
Princípio da equidade.
O princípio da equidade é concebido em uma perspectiva normativa, estabelecendo que o ônus da implementação de impostos deve ser repartido entre os agentes econômicos. Em outras palavras, visa estabelecer a relação entre cobrança do tributo e capacidade de pagamento e divide-se entre princípio do benefício e capacidade de pagamento.
Princípio da neutralidade.
O princípio da neutralidade prevê que a imposição de tributos não deve afetar a eficiência do mercado na alocação dos recursos. À medida que a imposição de um tributo altera artificialmente o preço do bem, este é capaz de gerar uma distorção nesse sistema de preços, levando a economia a uma situação menos eficiente.
Imposto de Renda.
O Imposto de Renda é um tributo direto, o qual pode ser aplicado tanto às Pessoas Físicas (IRPF) quanto às Pessoas Jurídicas (IRPJ). Suas alíquotas são fixadas com base em faixas de renda, respeitando o critério de progressividade. Sua base de cálculo incide em torno da renda tributável, que contempla alguns abatimentos do rendimento total do indivíduo, como gastos com planos de saúde.
O Imposto de Renda da Pessoa Física fica retido diretamente na fonte pagadora. Portanto, os trabalhadores formais, ao receberem seu salário, já têm descontado o imposto, de modo a se minimizarem as práticas de sonegação no caso dos contratos em CLT.
O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica incidirá sobre o lucro tributável das organizações, sendo sua base de cálculo feita a partir de três métodos:
- Lucro real: é a diferença entre receitas e custos. O cálculo do IRPJ a partir desse método exige registros contábeis em conformidade com a legislação. Sua forma de apuração pode se dar anualmente, com contribuições mensais baseadas em estimativas, ou trimestralmente.
- Lucro presumido: alíquota que incide sobre a receita bruta. Esse tipo de método se aplica melhor a empresas cuja receita bruta não é grande o suficiente para que se tenha a necessidade de organização de um sistema contábil adequado à legislação tributária.
- Lucro arbitrado: o governo estabelece arbitrariamente qual deverá ser a base do imposto; sua implementação se dá nas empresas que não apresentam registros contábeis precisos.
Déficit público.
Quando o governo gasta mais do que arrecada, por sua vez, cria-se um déficit público.