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Fichas

Cirurgia vascular - Doença arterial periférica (DAP)

Júlia Alvarenga Cirurgia Residência Médica Portugués 16 fichas

Fichas del conjunto (16)

  1. 1FisiopatologiaAterosclerose gerando diminuição do lumen arterial e consequente diminuição do aporte sanguíneo para membros inferiores.
  2. 2Fatores de risco para DAPPrincipais: Diabetes Mellitus e tabagismo. Mas também HAS, dislipidemia e idade >50 anos..
  3. 3Apresentação clínica assintomáticaQuadro mais comum. O paciente tem lesões ateroscleróticas nas artérias do MMII mas não se queixa de nenhum sintoma.
  4. 4Apresentação clínica de Claudicação intermitenteDor nos MMII para caminhar/exercitar; em 90% na panturrilha mas também pés, coxa e glúteo; dor em queimação/aperto/cãibra que começa após um tempo e vai intensificando até precisar parar; melhora com repouso por minutos. Taxa de amputação de 2% em 5 anos. Mortalidade de 42% em 5 anos.
  5. 5Apresentação clínica de Isquemia crônica ameaçadora do membro (CLTI)<10% dos casos. Há dor isquêmica em repouso ou lesões tróficas isquêmicas. A dor é muito intensa e localizada no pé, melhora apenas com analgésicos opióides. A dor piora à noite e tem pequena melhora ao colocar os membros pendentes.
  6. 6Diagnóstico de DAPQuadro clinico + exame físico (inspeção; palpação de pulsos, edema temperatura; aferição da PA nos MMII). Não necessita de exames de imagem para esse diagnóstico
  7. 7Exame clínico: inspeçãoQuanto maior o grau de isquemia, maior o grau de alterações. Edema. Coloração dos pés: palidez, cianótico, hiperemia reativa (vasodilatação periferica intensa devido a isquemia grave), Diminuição de faneros/pelos, unhas quebradiças. Presença de feridas/grangrena (Gangrena úmida: sinais de infecção ao redor. Gangrena seca: sem sinais de infecção).
  8. 8Exame clínico: Índice Tornozelo-braquial (ITB)Aferição da PA nos MMII com doppler e esfimomanômetro no tornozelo do paciente em decúbito dorsal. 1. Aferir PA na tibial posterior, tibial anterior e fibular. 2. Calcular ITB = (maior PA no tornozelo) / (maior PA braquial). ITB normal= 0,9 a 1,4. ITB <0,9=DAP; ITB >1,4= rigidez da parede arterial. Em diabéticos a deposição de calcio na camada media, aumenta a PA e gera ITB > 1,4.
  9. 9Exame de imagemUsado para direcionar a cirurgia em pacientes diagnosticados. Duplex scan arterial: não invasivo, examinador-dependente., avalia da virilha ate pé. Angio-TC/Angio-RM: alto curso, com contraste, permite visualização da arvore arterial. Arteriografia: padrão ouro, alto custo, invasivo, com contraste. Feito antes da angioplastia e para mapear as arterias e elucidar alguma duvida.
  10. 10Tratamento no assintomáticoControle dos fatores de risco: cessar tabagismo, controle da dislipidemia (LDL <100mg/dL), controle da HAS (<140/90mmHg), controle do DM (HB1AC <7%), dieta saudável, controle do peso, atividade física regular, prescrição de estatina (controla dislipidemia e estabiliza placa) e tratar doenças CV associadas.
  11. 11Tratamento na Claudicação intermitenteAcalmar o paciente quanto à perda do membro (2% em 5 anos) e diminuir o RCV com intervenções. Controle dos fatores de risco, fisioterapia de revascularização cardiovascular, uso de AAS/Clopidogrel, uso de Cilostazol (nos que não melhoram). Cirurgia para os que não melhoram mesmo após Cilostazol + claudicação limitante.
  12. 12Tratamento na Isquemia crônica ameaçadora do membro (CLTI)Controle dos fatores de risco, uso da estatina, uso de antiplaquetário (AAS/Clopidogrel), avaliar e tratar doenças CV associadas, Avaliar possibilidade de cirurgia para cicatrização de feridas e alivio da dor (Benefícios sao avaliados pelo método PLAN)
  13. 13Avaliação do benefício cirúrgico: método PLANP=fator de risco do paciente (mortalidade cirúrgica de 5% e sobrevida >50% em 2 anos. Acamados não se beneficiam com a cirurgia). L=estadiamento do membro. (extensao do membro, isquemia e infecção) AN=estadiamento anatômico (quais as arterias acometidas e o nivel de dificuldade do tratamento).
  14. 14Escolha entre cirurgia de revascularização por Bypass (aberta convencional. "Ponte safena") ou Angioplastia (endovascular)1-Risco cirurgico: bypass é +invasivo e com +risco cirurgico. Angioplastia é menos. 2-Expectativa de vida: Bypass se expectativa de vida >2 anos, por perviedade maior. 3-Comorbidades. 4-Recursos: angioplastia necessita de + recursos. 5-Extensao da obstrução: bypass para os longas e angioplastia para as curtas.
  15. 15Procedimento cirúrgico de amputaçãoIndicadas em casos de CLTI com: Dor isquêmica de repouso s/ melhora com medicamentos e s/ possibilidade de revascularização cirurgica; OU gangrena no pé/perna (1° faz cirurgia de revascularização, mas se não for eficaz, faz amputação).
  16. 16Atuação do generalista na DAP1- Screening com palpação dos pulsos os pacientes com >65 anos ou >50 anos+DM/tabagismo. 2-Tratar os assintomáticos e claudicantes.. 3-Encaminhar com urgência para serviço especializado os casos de CLTI. 4-Não solicitar exame de imagem para diagnostico.

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Cirurgia vascular
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