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Mapa mental

COESÃO E COERÊNCIA

Thalita Ary Portugues Exame PMP Portugués

Mapa mental sobre coesão e coerência: coesão textual, coerência e reescritura

Mapa mental: coesão e coerência

Contenido del mapa

COESÃO E COERÊNCIA

  1. COESÃO TEXTUAL

    • “ ligação” entre palavras e partes do texto
      • também se refere à retomada e adiantamentos de elementos e informações do texto por meio de palavras coesivas ou artifícios textuais
    • Coesão referencial
      • recursos são utilizados para evitar repetições dentro do texto.
        • retomada ou da antecipação de informações
        • estratégias - reescritura (paráfrase), os pronomes, os advérbios e outras palavras remissivas.
        • TÉCNICAS
          • Uso de Pronomes
            • O pronome serve exatamente para isto: retomar e substituir um nome.
              • Pronomes demonstrativos apontam, isto é, demonstram a posição dos elementos a que se referem no tempo, no espaço e no texto.
                • Tempo: ✓este(s), esta (s), isto: indicam tempo presente, período corrente Ex: Este domingo vai ter jogo do Barcelona. Ex: Neste verão viajarei para o Caribe.✓esse (s), essa (s), isso: indicam passado recente ou futuro próximo Ex: Esse domingo haverá jogo do Barcelona. Ex: Nesse verão sofri demais com o calor. ✓aquele(s), aquela (s), aquilo: indicam passado ou futuro distante Ex: Aquela década de 70 foi completamente perdida. Ex: Aquele intercâmbio que faremos em 10 anos será caríssimo
                • Espaço: ✓ este(s), esta (s), isto: apontam para referente perto do falante Ex: Este violão aqui na minha mão é de madeira maçiça. Ex: Estes meus cabelos estão uma verdadeira palha. ✓esse (s), essa (s), isso: apontam para perto do ouvinte Ex: Esse violão aí na sua mão é de madeira maciça. Ex: Isso é roupa que se vista num casamento? Troque-a já! ✓aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para longe do falante/ouvinte Ex: Aquela pintura lá em cima é um afresco. Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.
                  • Quando apontam para o espaço, o referente está fora do texto, então dizemos que o pronome tem uso “dêitico”.
                • Texto: ✓este(s), esta (s), isto: apontam ao que será mencionado (anuncia) Ex: Esta é sua nova senha: ynot.xp$%; memorize-a. Ex: Isto era importante para ela: dinheiro, sucesso, prestígio. ✓esse (s), essa (s), isso: apontam para o que já foi mencionado Ex: João passou em primeiro lugar, esse cara é bom. Ex: Dinheiro, sucesso, prestígio, isso tudo é sim importante (resumitivo), ✓aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para o antecedente mais distante, enquanto este aponta para o mais próximo: Ex: João e Maria são concursados, esta do Bacen, aquele do TCU. Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo
                  • Entre três seres mencionados no texto, este se refere ao mais próximo, ao último; aquele se refere ao mais distante, ao primeiro. Nesse caso, recomenda-se o uso de numerais: o primeiro, o segundo, o terceiro. Fique atento. Xuxa, Pelé e Senna são famosos. A primeira é a rainha dos baixinhos, o segundo é o rei do futebol e o terceiro foi o maior piloto brasileiro
            • Ex: Ninguém tem uma força de vontade maior que a sua. Ex: Ela deve seu sucesso ao estudo. Ex: Isto é o atalho para ser aprovado: estudar, revisar, fazer questões
          • Essas técnicas são fundamentais para: ✓ identificar paráfrases em questões de interpretação e reescrituras. ✓ Desenvolver o texto em eventual prova discursiva.
          • Uso de numerais
            • Vamos relembrar o uso dos numerais como recurso coesivo por meio de exemplos. Ex: Eu e minha esposa fomos lá. Nós dois detestamos a comida. "Nós dois” retoma “eu e minha esposa”. Ex: João e José foram ao shopping. O primeiro foi comprar charutos; o segundo foi comprar discos de vinil.
          • Uso de advérbios
            • vamos relembrar o uso dos advérbios como recurso coesivo por meio de exemplos. Ex: Estamos no Brasil; muita gente considera fraude esperteza aqui. “Aqui” faz coesão anafórica com lugar que apareceu antes: “Brasil”. Ex: Sinto saudades de lá; a Califórnia é muito bela! “Lá” faz coesão catafórica com o lugar que aparecerá depois: “Califórnia”
          • Termos resumitivos e sintéticos
            • Algumas palavras, como pronomes indefinidos, tem o poder de sintetizar e resumir um grupo de elementos. Ex: Estudar, revisar, fazer questões: tudo isso é indispensável. “Tudo isso” retoma “Estudar, revisar, fazer questões”. Ex: João, Jose, Manoel e Joaquim vieram. Os outros faltaram. “Os outros” de refere a quem não veio, pessoas não mencionadas por nome
          • Sinônimos, Hiperônimos e Hipônimos
            • São palavras de sentido amplo que indicam, em termos semânticos, um conjunto abrangente de elementos, um “gênero”. Esse “gênero” tem unidades menores, “espécies” (hipônimos), que fazem parte daquele conjunto maior.
              • Ex: Meu cão era bipolar. O animal às vezes atacava sem razão. “Animal” é hiperônimo de “cão”, pois o “cão” pertence ao conjunto “animais”. Ex: Tive um carro a diesel e achava barato o combustível. “Combustível” é hiperônimo de “diesel”, pois “diesel” pertence ao conjunto “combustíveis”.
              • Geralmente consiste em aludir uma pessoa por uma característica que a distinga. Esta técnica se chama substituição por antonomásia
                • Bono Vox e Ivete Sangalo estão namorando. O roqueiro foi visto saindo de um restaurante com a beldade.
          • Simbolização
            • Consiste em substituir uma entidade por um símbolo que a represente. Ex: O Rei era autoridade máxima. A verdade da Coroa sempre prevalecia.
          • Nominalização
            • é substituir um adjetivo ou verbo por substantivo ou uma forma nominal. Ex: Recolheram os impostos. Esse recolhimento foi menor que o ano passado.
          • Redução e Ampliação
            • Uma técnica muito utilizada é a redução, ou seja, usar uma forma mais longa do termo e alternar com formas mais curtas. Ex: O compositor Paul McCartney virá ao Brasil em 2017. Paul McCartney já esteve no país em outras ocasiões. O compositor ama o público Brasileiro. Também poderia ser chamado de “o ex-Beatle”, “o músico”, “o artista”, “o cantor”
          • Sigla
            • Primeiro se usa o nome por extenso, seguido pela sigla entre parênteses. A partir daí, pode-se usar a sigla no lugar do nome completo. Não se deve usar a sigla antes de o nome completo aparecer no texto. Ex: A Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC) divulgou hoje o resultado provisório da prova discursiva. Milhares visitaram o site da ANAC hoje.
          • Coesão por justaposição de orações
            • pode haver “coesão” mesmo sem palavra ou conector “explícito”: quando há uma relação clara entre partes do texto, ainda que não tenham sido “materializadas” por uma palavra.
            • Essa ligação coesa também opera por simples justaposição (inserção de unidades juntas, uma do lado da outra) de sentenças. Então, no lugar de um conector poderá vir apenas um sinal de pontuação (: ; , .) Ex: Tenho que sair agora: estou atrasado. Ex: tenho que sair agora, porque estou atrasado Poderíamos trocar os dois-pontos por uma conjunção que retomasse a relação de explicação que existe entre as sentenças.
    • Coesão sequencial
      • estabelecer nexos (conexões) entre palavras, frases e parágrafos
        • finalidade de dar continuidade e lógica à estrutura de um texto.
        • São utilizados as conjunções, as preposições e os pronome relativos, que dão sequência ao texto e estabelecem relações de “antes e depois”, “causa e consequência”.
      • O maior instrumento desse tipo de coesão são os “conectivos”, especialmente a conjunção. Por exemplo, se uma oração se inicia por “mas”, já se subentende uma continuidade de algo que foi dito antes, em outra oração, e que vai sofrer uma oposição agora. Ex: Eu gosto de esportes, mas não pratico nenhum.
        • Esse, “mas” tanto dá sequência ao texto quanto retoma uma informação anterior para quebrar a expectativa gerada por ela. Esse “movimento” do texto é que dá continuidade coesa a ele.
        • Se iniciarmos uma oração por “portanto”, vamos dar continuidade ao texto anunciando que o que será dito decorre das informações anteriores, isto é, é conclusão do que foi apresentado. Se um parágrafo se inicia com “por outro lado”, sabemos que há outro com “o primeiro lado”. Se a oração se inicia com um pronome anafórico como “esse”, “desse”, “isso”, sabemos que há informação anterior.
    • até mesmo a omissão de termos pode ser utilizada como artifício de coesão.
    • Quando o mecanismo de coesão retoma um termo ou informação que veio antes dele, diz-se que há coesão ANAFÓRICA.
      • Quando “anuncia” um termo ou informação que aparecerá depois, diz-se que há coesão CATAFÓRICA.
        • Quando os elementos coesivos se referem a elementos fora do texto, como tempo e espaço, a gramática diz que eles têm função DÊITICA, ou EXOFÓRICA (fora).
          • Ex: Esse texto foi escrito aqui (aqui onde? Esse sentido dependerá de onde foi escrito. Essa localização é um elemento externo ao texto, fora dele.); Vamos almoçar amanhã. Que dia é amanhã? Depende de que dia é tomado como referência no momento da escrita.
        • Ex: Desejo isto diariamente: ser aprovado logo. (catafórico)
      • Ex: Estudo todo dia. Isso faz a diferença. (anafórico)
      • Antes que alguém pergunte: “estas pode ser anafórico?”. Pode sim! Basta que esteja retomando algo que apareceu antes. Ser anafórico quer dizer essencialmente “retomar informação anterior”.
  2. COERÊNCIA

    • observa as relações de sentido e lógica que um texto oferece. O texto tem uma lógica própria, arquitetada pelo autor
    • Quando se fala em sequência lógica das ideias, refere-se a um tipo específico de coerência, que é a COERÊNCIA INTERNA. A coerência interna está ligada ao conjunto de ideias e à articulação dos argumentos utilizados pelo autor para a construção do texto. Diz respeito às partes do texto.
      • O outro tipo de coerência é a COERÊNCIA EXTERNA. A coerência externa consiste na ligação do texto ao contexto, ou seja, as ideias expostas não podem contrariar a realidade que se apresenta, a história, os dados da realidade.
    • A coerência se constrói pela manutenção da expectativa que o uso de certas palavras traz ao leitor. Nesse sentido, a contradição gera incoerência. Qualquer tipo de contradição gera incoerência, seja temporal, argumentativa, espacial, de nível de formalidade... Fique atento!
      • Ex: Nós temos que tomar medidas urgentes, imediatas e drásticas para resolver o problema da educação. Portanto, é fundamental que paremos para pensar, sem pressa, e formemos comissões para estudos e estratégias de longo prazo. Observe que o texto se inicia com tom de “urgência” e “imediatismo” e prossegue com um tom de “calma”. Há visível contradição entre “urgente” e “sem pressa” e “longo prazo”. Esse é um texto incoerente, contraditório.
        • Ex: Aquela menina sempre foi a mais dedicada da classe. Estudou com muito afinco e disciplina para o concurso e, mesmo assim, foi aprovada. Observe que a conjunção concessiva “mesmo assim” quebra a expectativa criada antes, pois, após a conjunção, cria-se a expectativa de que ela não passou.
  3. REESCRITURA

    • Antes de qualquer coisa, ‘sentido’ e ‘coerência’ NÃO são palavras sinônimas! Portanto, cada uma te orientará para um tipo de análise.
      • Mudança de sentido não resulta necessariamente em um texto incoerente; pode haver mudança de sentido e o texto continuar coerente. Então, o que seria mudança de sentido? Se no texto original há uma relação lógica de adição (ex.: Os alunos estudaram e não jogaram bola), e na proposta a relação estabelecida é de oposição (ex.: Os alunos estudaram, mas não jogaram bola), podemos dizer que aí houve mudança de sentido. A reescritura está incoerente? Não!
    • Em questões que pedem a análise de sentido, você precisa ficar atento a quatro pontos: • uso de palavras sinônimas • relação de sentido estabelecida pelos conectivos (preposições e conjunções) • tempo e modo verbais (mudança de tempo e modo geralmente altera o sentido original) • orações adjetivas: mudança de uma restritiva para uma explicativa (ou vice-versa) altera o sentido, mas normalmente mantém a correção gramatical.
    • Mas, professor, quando haverá então quebra de coerência? Lembre-se de que a coerência é a relação lógica entre as ideias veiculadas no texto e também entre essas ideias e a realidade. Logo, se eu afirmo “Comprei um carro caro porque estava com pouco dinheiro”, a frase estaria incoerente.
    • Por fim, quando a questão cobrar a manutenção da correção gramatical, atente-se principalmente aos seguintes pontos: • Ortografia: dígrafos, acentuação gráfica, palavras com ‘x’, ‘ch’, ‘z’, ‘s’, ‘g’ e ‘j’. • Correlação entre tempos verbais • Concordância verbal e nominal: entre sujeito e verbo, verbos impessoais, casos especiais... • Regência verbal e nominal • Ocorrência de crase • Pontuação (separação de sujeito e predicado, substituições de sinais...)

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Exame PMP Portugues Mapa Mental sobre COESÃO E COERÊNCIA, creado por Thalita Ary el 14/09/2023.
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Thalita Ary
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