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Gêneros Textuais: Introdução

Maria Elisa Barbosa Siqueira PCP: Gêneros Textuais e Ensino Portugués

Gêneros Textuais: Introdução

Contenido del mapa

Gêneros Textuais: Introdução

  1. Filosofia Clássica: Aristóteles

    • Foco na forma e classificação
      • Épico, Lírico e Dramático
  2. Crise Romântica:

    • A quantidade de textos criados não se enquadravam em apenas 3 formas fixas
      • Então não há como aplicar regras
        • Exploração do eu
  3. Formalismo Russo:

    • Acredita na evolução dos gêneros, relevando as mudanças históricas
    • Tanto a forma quanto a função não são estáticas
    • GÊNEROS TEXTUAIS/ DISCURSIVOS
      • Baktin (1975)
        • Tem como foco de estudo os aspectos linguísticos além do literário, todo o âmbito social também tem relevância
        • Todas as esferas da atividade humana afeta a língua
          • Ou seja, influenciada pelo usuário
        • A utilização da língua é feita por meio de enunciados, que refletem as condições de cada esfera sociolinguística, afetado pela comunidade em torno do mesmo
        • A variedade de gêneros corresponde a questão do ser humano produzir infinitos enunciados, se desenvolvendo e tornando complexa
        • Conceito de gênero: São considerados textos materializados e reproduzidos na fala de um cidadão comum; algo recorrente em nosso cotidiano. Mas depende de certas condições para ser considerado um gênero:
          • Condições:
            • Conteúdo Temático:
              • A mensagem que é transmitida
            • Estilo de linguagem:
              • Ex: Escolhas lexicais
            • Construção Composicional
              • Estrutura formal dos textos que compõe o gênero
          • Dentro desse conceito definimos:
            • O sujeito passa a ter um papel de destaque para a definição de gênero, pois é ele que promove a construção e evolução da linguagem, suas marcas históricas e sociais
              • A linguagem não é um mero sistema
            • Enunciação é definida como produto de cada interação humana
              • Assim, o gênero é entendido como processo
            • Nosso dizer não é nosso, originalmente criado por minha pessoa, mas sim influenciado e perpassado por outras falas anteriores
          • Bronckart (2003)
            • Tem como teórica o interacionismo sócio-discursivo
              • Acredita que a linguagem surge na diversidade do contexto social
                • Por isso permite que evolua, pois o ser humano evolui e sua comunicação também se altera
            • Textos são os produtos da atividade humana, assim atende sua necessidade de mudança
              • Questão: Se retirar o texto completo do seu contexto real de uso, como ele pode ser trabalhado com autenticidade?
                • O texto e sua capacidade acabam se distorcendo, assim entendemos como é importante trazer textos reais, completos e inserir seus contexto de uso para os alunos
            • Adam (2002)
              • Propõe análises textuais dos componentes estáveis e não estáveis baseados no conceito de sequência textual
                • Sequência textual: Sua organização interna
                  • Relevância no cotexto e contexto
                • Ou seja, foca os trabalhos na textualidade
                  • Linguística Textual
                    • Surge na década de 1960 na Europa e chega no Brasil pela década de 70
                    • Texto como unidade linguística de trabalho
                      • As análises não ficam apenas aos aspectos sintáticos e semânticos, se sente a necessidade de pensar na perspectiva pragmática, pois o texto é encarado como unidade básica de comunicação da sociedade:
                        • Contexto ganha relevância
                        • Mas esses aspectos ainda não são suficientes para analisar toda a complexidade do texto
                          • Na década de 80, os estudos se ampliam para os aspectos cognitivos, esse momento é chamado de "virada cognitivista"
                            • Todo ato humano é perpassado por processos cognitivos, usando modelos mentais cognitivos
                            • O texto é o resultado de processos mentais
                              • As pessoas usam seu conhecimento de mundo para se comunicar, sem isso não haveria compreensão textual
                                • Existem modelos cognitivos determinados pelo meio social que determina o que deve ser feito e falado ou não em determinadas situações comunicativas
                                  • Por exemplo, não é socialmente aceito fazer piadas em um enterro
                                • Dolz e Schneuwly
                                  • Se preocupam em trazer oralidade no trabalho com gêneros
                                    • Gêneros são tidos como instrumento de comunicação que se realiza nos textos
                                  • Desenvolvem a metodologia das sequências didáticas
                                    • Se dá por meio de módulos:
                                      • Esquema 1: Processo de criação da sequência didática
                                        • Produção inicial: Criar atividades específicas para avaliar a defasagem dos alunos
                                          • Módulos: Identificando os problemas, devem ser criados módulos que focam nas defasagens desses alunos. As atividades serão feitas, corrigidas e apontando o que o aluno acertou e errou, para depois ser refeita a mesma.
                                            • Produção final: Última etapa com após a revisão e o processo de refazer as atividades
                                      • Agrupamento de gênero: Selecionar quais vão ser trabalhados, os juntando e definindo pelo critério da escolaridade em que o aluno está, em que série ele estuda
                                        • Devemos trabalhar com gênero pois se não o dominamos, perdemos parte de uma habilidade linguística necessária para diversas situações de socio-comunicativas
                                          • A sociedade pede que o indivíduo saiba usar diversos gêneros em sua vida cotidiana, por isso o professor deve sim trabalhar textos em seus contextos reais de uso
              • O texto tem uma definição mais aberta, que leva em conta também o discurso

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Mapa mental baseado nos slides sobre gêneros textuais da professora Natalia Sperandio
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