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Corrimento vaginal

RAISSA STORANI Portugués

Corrimento vaginal

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Corrimento vaginal

  1. Definição

    • O corrimento vaginal é uma manifestação clínica comum referida pela mulher
    • Fisiologicamente, a região da vulva e da vagina apresenta quantidade variável de secreção em mulheres em idade reprodutiva, que se origina das glândulas regionais, do muco cervical e endometrial, bem como do transudato vaginal
    • O corrimento vaginal patológico é manifestação usual das vulvovaginites, e é caracterizado pela quantidade excessiva, com alterações das suas características fisiológicas, causando desconforto e sendo determinado por diferentes agentes etiológicos
      • quando algum processo infeccioso ou inflamatório se encontra presente, as características da secreção modificam-se, caracterizando o corrimento vaginal patológico
        • As vulvovaginites e vaginoses são as causas mais comuns de corrimento vaginal patológico. São afecções do epitélio estratificado da vulva e/ou vagina, diferenciando-se das cervicites, que acometem a mucosa glandular.
    • Em mulheres em idade reprodutiva, o corrimento vaginal normal consiste em 1 a 4 mL de fluido (por 24 horas), branco ou transparente, grosso ou fino, na maioria das vezes inodoro e com pH entre 3,5 a 4,5
    • O corrimento fisiológico pode tornar-se mais perceptível às vezes como no meio do ciclo menstrual próximo ao momento da ovulação, durante a gravidez ou com uso de anticoncepcionais estrogênios e progestágenos
    • Dieta, atividade sexual, medicação e estresse também podem afetar o volume e o caráter do corrimento vaginal normal
  2. Vaginose bacteriana

    • Agente etiológico
      • Gardnerella vaginalis
        • + Comum
      • Prevotella spp
      • Peptostreptococcus sp
      • Mobiluncus spp
      • Mycoplasma hominis
      • Esses patógenos aumentam sua concentração de 10 para 100 vezes e substituem os lactobacilos normalmente protetores.
    • Transmissão
      • a vagina humana é um ambiente microbiológico seletivo que auxilia a flora residente a resistir à colonização por microrganismos exógenos
        • apesar dos microrganismos que compõem a flora residente coexistam com a mulher de maneira não ofensiva, podem se tornar suficientemente agressivos, sendo responsáveis por importantes intercorrências infecciosas.
      • não é transmitido por via sexual.
        • acontece devido a um desbalanço na microbiota vaginal da mulher resultando na diminuição da quantidade de lactobacilos e predomínio de uma espécie de bactérias sobre outras.
    • Sinais e sintomas
      • corrimento vaginal delgado, homogêneo e geralmente de cor branca, acinzentada, amarelo esverdeada
      • Coceira, inflamação e irritação
    • Diagnóstico clínico e laboratorial
      • uso de meios seletivos
        • o ágar CNA
      • pH vaginal e exame direto a fresco
      • Para diagnosticar devem estar presentes:
        • Corrimento acinzentado
        • pH da secreção vaginal superior a 4,5
        • Odor de peixe no teste do cheiro
        • Células indicadoras
    • Tratamento
      • Metronidazol ou clindamicina
        • Metronidazol oral, 500 mg duas vezes por dia, por 7 dias, ou 2 g, 1 vez
      • Metronidazol gel a 0,75%, 5 g (um aplicador cheio), por via intravaginal, uma vez ao dia, durante 7 dias
      • Creme vaginal a 2% de clindamicina, uma vez ao dia, por 7 dias
      • Não é necessário tratar os parceiros sexuais assintomáticos.
        • A vaginose bacteriana não é considerada uma infecção sexualmente transmissível, uma vez que o tratamento do parceiro não diminui a freqüência ou o intervalo das recorrências.
    • crescimento excessivo de múltiplos patógenos bacterianos e a diminuição na flora vaginal usualmente dominada por lactobacilos
  3. Candidíase bacteriana

    • Agente etiológico
      • De 80% a 90% dos casos são devidos a Candida albicans; 10% a 20%, a outras espécies chamadas não - C. albicans (C. tropicalis, C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis, C. pseudotropicalis, C. lusitaniae).
    • Transmissão
      • A transmissão do agente etiológico pode ocorrer por meio de contato com mucosas e secreções em pele de portadores ou doentes, contato sexual, água contaminada e transmissão vertical durante o parto normal.
        • A principal fonte de leveduras vaginais, é o trato gastrointestinal, através de um processo chamado transmissão endógena.
          • Elas são veiculadas para a vagina por autoinoculação, onde se adaptam e se desenvolvem
            • A microbiota vaginal normal é rica em Lactobacillus produtores de peróxido de hidrogênio, precursores de ácido láctico, que acarreta uma acidez adequada (pH 4,5) do ambiente vaginal, dificultando a proliferação da maioria dos patógenos.
              • A Candida se proliferam em ambiente ácido
    • Sinais e sintomas
      • É caracterizada pela presença de corrimento esbranquiçado, edema e eritema, prurido, bem como sinais de inflamação acompanhada de sensação de queimação.
        • O prurido é o principal sintoma quando comparado a vulvovaginites de outras etiologias
          • O prurido vulvar é tão intenso, que o ato constante de coçar, produz escoriações e até fissuras superficiais.
            • Essas lesões podem se estender pelo períneo, região perianal e inguinal.
              • A sintomatologia tende a agravar-se ainda mais, durante a micção (principalmente no introito vaginal), relação sexual, exploração ginecológica ou até mesmo quando a paciente se deita
                • Eventualmente, podem ser observados pequenos pontos branco-amarelados nas paredes vaginais e no colo uterino.
    • Diagnóstico clínico e laboratorial
      • Presença da Candida pelo exame microscópico a fresco, coloração pelo Gram ou cultura de uma amostra do corrimento vaginal de uma mulher com clínica característica (prurido, queimação, eritema e edema vulvares, com ou sem corrimento grumoso aderido à mucosa vaginal)
        • O exame microscópico a fresco com hidróxido de potássio a 10% revela a presença de brotos, hifas e pseudo-hifas
          • A microscopia também é importante na identificação de clue cells ou de tricomonas móveis, indicando vaginose bacteriana e tricomoníase, respectivamente, como diagnósticos alternativos, coinfecção ou vaginite mista
    • Tratamento
      • Esquemas de tratamento
        • Forma não complicada
          • Fluconazol 150 mg via oral dose única ou Miconazol/Clotrimazol/Terconazol creme vaginal antes de dormir durante 7 noites
        • Forma complicada
          • Fluconazol 150 mg a cada 72 horas por 3 doses ou Miconazol/Clotrimazol/Terconazol creme vaginal antes de dormir durante 14 noites
        • Gestantes
          • Clotrimazol ou Miconazol creme vaginal durante 7 noites
        • Infecções recorrentes
          • Fluconazol 150 mg a cada 72 horas por 3 doses, seguido de Fluconazol 150 mg uma vez por semana por 6 meses + eliminar fatores de risco
  4. Tricomoníase

    • Agente etiológico
      • Trichomonas vaginalis
        • Habita o trato geniturinário do homem e da mulher
          • Mulher: cérvice uterino, na vagina e na uretra
          • Homem: uretra, próstata, vesículas seminais e prepúcio
        • Extracelular
        • Reprodução assexuada por divisão binária longitudinal
        • Não forma cistos
        • Anaeróbio facultativo
    • Transmissão
      • Por relação sexual
      • Parto (5%)
      • água e roupas íntimas, de cama, quando molhados ou incompletamente secas
    • Sinais e sintomas
      • 9 a 56% dos casos são assintomáticos
      • 1/3 sintomáticas em 6 meses
        • corrimento (50 a 75%)
        • esbranquiçado, amarelado ou esverdeado, de odor desagradável (10%)
        • bolhoso ou espumoso, fluido e sem sangue
      • Dor e sangramento após a relação sexual
      • Irritação e prurido na vulva e vagina (23 a 80%)
      • Disúria (30 a 50%)
      • Homem: próstata, vesículas seminais, uretra e prepúcio – quase a totalidade dos casos são assintomáticos;
    • Diagnóstico clínico e laboratorial
      • Microscopia a fresco
        • Sensibilidade de 51 a 65%
        • secreção vaginal, cervical ou uretral
        • Em lâmina de vidro, faz-se um esfregaço com amostra de material vaginal e uma gota de salina, cobrindo-se a preparação com lamínula
          • O preparado é examinado sob objetiva com aumento de 400x, observando-se a presença de leucócitos e Trichomonas sp. móveis
        • Falso negativo: análise depois de 10 min.
      • PCR
        • elevada sensibilidade especificidade
        • não é utilizado na rotina clínica, considerando seu elevado custo
      • Cultura
        • sensibilidade 75% a 96% e especificidade 100%
        • A cultura apresenta, como principal desvantagem, o tempo para conclusão, de 5 a 7 dias
        • Meio de cultura: de Diamond modificado e InPouchTV.
      • Teste do pH
        • PH > 4,5: Vaginose bacteriana ou tricomaniase
        • PH < 4,5: Candidiase vulvovaginal
      • Teste de Whiff
        • teste das aminas ou “do cheiro”
          • coloca-se uma gota de KOH a 10% sobre o conteúdo vaginal depositado numa lâmina de vidro. Se houver “odor de peixe”, o teste é considerado positivo e sugestivo de vaginose bacteriana
      • Pesquisa de antígenos
        • Tecnologia de Imunocromatografia
        • Reação entre os antígenos da amostra e anticorpos presentes no stick
    • Tratamento
      • Medicamentos
        • Metronidazol
      • Parceiro sexual
    • DST não viral mais comum no mundo
      • Incidência da infecção depende: Idade, atividade sexual, número de parceiros sexuais
    • Doença comum na fase reprodutiva, rara antes da menstruação e depois da menopausa
    • Profilaxia
      • Utilização de preservativos
  5. Maria Karolina Narvaes Keller RA: 001202015193

  6. Jéssica Paes de Souza RA: 202113949

  7. Raissa Storani RA: 001202015187

  8. Aline Gouvêa Rodrigues RA: 001202015197

    • Luma Guerzoni Osse Ramlalho RA:001202115148
  9. Stella A Berigo RA 001202015112

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Información

Descripción
Mapa Mental sobre Corrimento vaginal, creado por RAISSA STORANI el 11/11/2021.
Creado por
RAISSA STORANI
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