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Corrimento vaginal

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Corrimento vaginal
Definição
- O corrimento vaginal é uma manifestação clínica comum referida pela mulher
- Fisiologicamente, a região da vulva e da vagina apresenta quantidade variável de secreção em mulheres em idade reprodutiva, que se origina das glândulas regionais, do muco cervical e endometrial, bem como do transudato vaginal
- O corrimento vaginal patológico é manifestação usual das vulvovaginites, e é caracterizado pela quantidade excessiva, com alterações das suas características fisiológicas, causando desconforto e sendo determinado por diferentes agentes etiológicos
- quando algum processo infeccioso ou inflamatório se encontra presente, as características da secreção modificam-se, caracterizando o corrimento vaginal patológico
- As vulvovaginites e vaginoses são as causas mais comuns de corrimento vaginal patológico. São afecções do epitélio estratificado da vulva e/ou vagina, diferenciando-se das cervicites, que acometem a mucosa glandular.
- quando algum processo infeccioso ou inflamatório se encontra presente, as características da secreção modificam-se, caracterizando o corrimento vaginal patológico
- Em mulheres em idade reprodutiva, o corrimento vaginal normal consiste em 1 a 4 mL de fluido (por 24 horas), branco ou transparente, grosso ou fino, na maioria das vezes inodoro e com pH entre 3,5 a 4,5
- O corrimento fisiológico pode tornar-se mais perceptível às vezes como no meio do ciclo menstrual próximo ao momento da ovulação, durante a gravidez ou com uso de anticoncepcionais estrogênios e progestágenos
- Dieta, atividade sexual, medicação e estresse também podem afetar o volume e o caráter do corrimento vaginal normal
Vaginose bacteriana
- Agente etiológico
- Gardnerella vaginalis
- + Comum
- Prevotella spp
- Peptostreptococcus sp
- Mobiluncus spp
- Mycoplasma hominis
- Esses patógenos aumentam sua concentração de 10 para 100 vezes e substituem os lactobacilos normalmente protetores.
- Gardnerella vaginalis
- Transmissão
- a vagina humana é um ambiente microbiológico seletivo que auxilia a flora residente a resistir à colonização por microrganismos exógenos
- apesar dos microrganismos que compõem a flora residente coexistam com a mulher de maneira não ofensiva, podem se tornar suficientemente agressivos, sendo responsáveis por importantes intercorrências infecciosas.
- não é transmitido por via sexual.
- acontece devido a um desbalanço na microbiota vaginal da mulher resultando na diminuição da quantidade de lactobacilos e predomínio de uma espécie de bactérias sobre outras.
- a vagina humana é um ambiente microbiológico seletivo que auxilia a flora residente a resistir à colonização por microrganismos exógenos
- Sinais e sintomas
- corrimento vaginal delgado, homogêneo e geralmente de cor branca, acinzentada, amarelo esverdeada
- Coceira, inflamação e irritação
- Diagnóstico clínico e laboratorial
- uso de meios seletivos
- o ágar CNA
- pH vaginal e exame direto a fresco
- Para diagnosticar devem estar presentes:
- Corrimento acinzentado
- pH da secreção vaginal superior a 4,5
- Odor de peixe no teste do cheiro
- Células indicadoras
- uso de meios seletivos
- Tratamento
- Metronidazol ou clindamicina
- Metronidazol oral, 500 mg duas vezes por dia, por 7 dias, ou 2 g, 1 vez
- Metronidazol gel a 0,75%, 5 g (um aplicador cheio), por via intravaginal, uma vez ao dia, durante 7 dias
- Creme vaginal a 2% de clindamicina, uma vez ao dia, por 7 dias
- Não é necessário tratar os parceiros sexuais assintomáticos.
- A vaginose bacteriana não é considerada uma infecção sexualmente transmissível, uma vez que o tratamento do parceiro não diminui a freqüência ou o intervalo das recorrências.
- Metronidazol ou clindamicina
- crescimento excessivo de múltiplos patógenos bacterianos e a diminuição na flora vaginal usualmente dominada por lactobacilos
- Agente etiológico
Candidíase bacteriana
- Agente etiológico
- De 80% a 90% dos casos são devidos a Candida albicans; 10% a 20%, a outras espécies chamadas não - C. albicans (C. tropicalis, C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis, C. pseudotropicalis, C. lusitaniae).
- Transmissão
- A transmissão do agente etiológico pode ocorrer por meio de contato com mucosas e secreções em pele de portadores ou doentes, contato sexual, água contaminada e transmissão vertical durante o parto normal.
- A principal fonte de leveduras vaginais, é o trato gastrointestinal, através de um processo chamado transmissão endógena.
- Elas são veiculadas para a vagina por autoinoculação, onde se adaptam e se desenvolvem
- A microbiota vaginal normal é rica em Lactobacillus produtores de peróxido de hidrogênio, precursores de ácido láctico, que acarreta uma acidez adequada (pH 4,5) do ambiente vaginal, dificultando a proliferação da maioria dos patógenos.
- A Candida se proliferam em ambiente ácido
- A microbiota vaginal normal é rica em Lactobacillus produtores de peróxido de hidrogênio, precursores de ácido láctico, que acarreta uma acidez adequada (pH 4,5) do ambiente vaginal, dificultando a proliferação da maioria dos patógenos.
- Elas são veiculadas para a vagina por autoinoculação, onde se adaptam e se desenvolvem
- A principal fonte de leveduras vaginais, é o trato gastrointestinal, através de um processo chamado transmissão endógena.
- A transmissão do agente etiológico pode ocorrer por meio de contato com mucosas e secreções em pele de portadores ou doentes, contato sexual, água contaminada e transmissão vertical durante o parto normal.
- Sinais e sintomas
- É caracterizada pela presença de corrimento esbranquiçado, edema e eritema, prurido, bem como sinais de inflamação acompanhada de sensação de queimação.
- O prurido é o principal sintoma quando comparado a vulvovaginites de outras etiologias
- O prurido vulvar é tão intenso, que o ato constante de coçar, produz escoriações e até fissuras superficiais.
- Essas lesões podem se estender pelo períneo, região perianal e inguinal.
- A sintomatologia tende a agravar-se ainda mais, durante a micção (principalmente no introito vaginal), relação sexual, exploração ginecológica ou até mesmo quando a paciente se deita
- Eventualmente, podem ser observados pequenos pontos branco-amarelados nas paredes vaginais e no colo uterino.
- A sintomatologia tende a agravar-se ainda mais, durante a micção (principalmente no introito vaginal), relação sexual, exploração ginecológica ou até mesmo quando a paciente se deita
- Essas lesões podem se estender pelo períneo, região perianal e inguinal.
- O prurido vulvar é tão intenso, que o ato constante de coçar, produz escoriações e até fissuras superficiais.
- O prurido é o principal sintoma quando comparado a vulvovaginites de outras etiologias
- É caracterizada pela presença de corrimento esbranquiçado, edema e eritema, prurido, bem como sinais de inflamação acompanhada de sensação de queimação.
- Diagnóstico clínico e laboratorial
- Presença da Candida pelo exame microscópico a fresco, coloração pelo Gram ou cultura de uma amostra do corrimento vaginal de uma mulher com clínica característica (prurido, queimação, eritema e edema vulvares, com ou sem corrimento grumoso aderido à mucosa vaginal)
- O exame microscópico a fresco com hidróxido de potássio a 10% revela a presença de brotos, hifas e pseudo-hifas
- A microscopia também é importante na identificação de clue cells ou de tricomonas móveis, indicando vaginose bacteriana e tricomoníase, respectivamente, como diagnósticos alternativos, coinfecção ou vaginite mista
- O exame microscópico a fresco com hidróxido de potássio a 10% revela a presença de brotos, hifas e pseudo-hifas
- Presença da Candida pelo exame microscópico a fresco, coloração pelo Gram ou cultura de uma amostra do corrimento vaginal de uma mulher com clínica característica (prurido, queimação, eritema e edema vulvares, com ou sem corrimento grumoso aderido à mucosa vaginal)
- Tratamento
- Esquemas de tratamento
- Forma não complicada
- Fluconazol 150 mg via oral dose única ou Miconazol/Clotrimazol/Terconazol creme vaginal antes de dormir durante 7 noites
- Forma complicada
- Fluconazol 150 mg a cada 72 horas por 3 doses ou Miconazol/Clotrimazol/Terconazol creme vaginal antes de dormir durante 14 noites
- Gestantes
- Clotrimazol ou Miconazol creme vaginal durante 7 noites
- Infecções recorrentes
- Fluconazol 150 mg a cada 72 horas por 3 doses, seguido de Fluconazol 150 mg uma vez por semana por 6 meses + eliminar fatores de risco
- Forma não complicada
- Esquemas de tratamento
- Agente etiológico
Tricomoníase
- Agente etiológico
- Trichomonas vaginalis
- Habita o trato geniturinário do homem e da mulher
- Mulher: cérvice uterino, na vagina e na uretra
- Homem: uretra, próstata, vesículas seminais e prepúcio
- Extracelular
- Reprodução assexuada por divisão binária longitudinal
- Não forma cistos
- Anaeróbio facultativo
- Habita o trato geniturinário do homem e da mulher
- Trichomonas vaginalis
- Transmissão
- Por relação sexual
- Parto (5%)
- água e roupas íntimas, de cama, quando molhados ou incompletamente secas
- Sinais e sintomas
- 9 a 56% dos casos são assintomáticos
- 1/3 sintomáticas em 6 meses
- corrimento (50 a 75%)
- esbranquiçado, amarelado ou esverdeado, de odor desagradável (10%)
- bolhoso ou espumoso, fluido e sem sangue
- Dor e sangramento após a relação sexual
- Irritação e prurido na vulva e vagina (23 a 80%)
- Disúria (30 a 50%)
- Homem: próstata, vesículas seminais, uretra e prepúcio – quase a totalidade dos casos são assintomáticos;
- Diagnóstico clínico e laboratorial
- Microscopia a fresco
- Sensibilidade de 51 a 65%
- secreção vaginal, cervical ou uretral
- Em lâmina de vidro, faz-se um esfregaço com amostra de material vaginal e uma gota de salina, cobrindo-se a preparação com lamínula
- O preparado é examinado sob objetiva com aumento de 400x, observando-se a presença de leucócitos e Trichomonas sp. móveis
- Falso negativo: análise depois de 10 min.
- PCR
- elevada sensibilidade especificidade
- não é utilizado na rotina clínica, considerando seu elevado custo
- Cultura
- sensibilidade 75% a 96% e especificidade 100%
- A cultura apresenta, como principal desvantagem, o tempo para conclusão, de 5 a 7 dias
- Meio de cultura: de Diamond modificado e InPouchTV.
- Teste do pH
- PH > 4,5: Vaginose bacteriana ou tricomaniase
- PH < 4,5: Candidiase vulvovaginal
- Teste de Whiff
- teste das aminas ou “do cheiro”
- coloca-se uma gota de KOH a 10% sobre o conteúdo vaginal depositado numa lâmina de vidro. Se houver “odor de peixe”, o teste é considerado positivo e sugestivo de vaginose bacteriana
- teste das aminas ou “do cheiro”
- Pesquisa de antígenos
- Tecnologia de Imunocromatografia
- Reação entre os antígenos da amostra e anticorpos presentes no stick
- Microscopia a fresco
- Tratamento
- Medicamentos
- Metronidazol
- Parceiro sexual
- Medicamentos
- DST não viral mais comum no mundo
- Incidência da infecção depende: Idade, atividade sexual, número de parceiros sexuais
- Doença comum na fase reprodutiva, rara antes da menstruação e depois da menopausa
- Profilaxia
- Utilização de preservativos
- Agente etiológico
Maria Karolina Narvaes Keller RA: 001202015193
Jéssica Paes de Souza RA: 202113949
Raissa Storani RA: 001202015187
Aline Gouvêa Rodrigues RA: 001202015197
- Luma Guerzoni Osse Ramlalho RA:001202115148
Stella A Berigo RA 001202015112
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Information
- Description
- Mind Map on Corrimento vaginal, created by RAISSA STORANI on 11/11/2021.
- Created by
- RAISSA STORANI
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