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Apuntes

Roma Antiga

Daniel Leon História 1 Portugués 1 página

Contenido del apunte (1)

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As origens da Roma antiga estão ligadas ao contato com outras culturas, como a etrusca e a helênica (grega).

A primeira forma de governo da cidade de Roma foi a Monarquia.

Os reis de origem patrícia (aristocracia) eram a elite dominante que

submetia os plebeus, pequenos proprietários de terra. Os reis patrícios

foram sobrepujados pela invasão dos etruscos, cujos reis adotavam

regimes fortemente centralizados. A elite patrícia, com o apoio dos

plebeus, depõe o último dos reis etruscos e cria a República romana.

A República caracterizou-se por retirar o poder das mãos do monarca e dá-lo ao Senado romano. Ideia de res publica,

em que os homens se reúnem no senado para discutir os assuntos

públicos, o que é de todos. O espírito público, o interesse da sociedade

romana, estaria acima de todos os outros.

Participação plebeia na república: os senadores romanos eram todos

patrícios, enquanto os plebeus estavam completamente marginalizados da

vida pública. Estes exigiam maior participação política, e essa

reivindicação gerou constantes lutas sociais. Com essas lutas os plebeus

conquistam vários direitos, como o fim da escravidão por dívidas, a

criação de leis escritas (Leis das XII Tábulas), o cargo de tribuno da

plebe (representante dos plebeus junto ao Senado romano), entre outros;

passaram, ainda, a ser considerados cidadãos – porém de segunda classe,

já que o controle político jamais saiu das mãos dos patrícios. Forma-se

uma verdadeira elite plebeia, em que poucos são favorecidos por essas

conquistas.

Vitórias militares durante a República: a primeira das guerras foram

as Guerras Púnicas, em que Roma vence Cartago na busca pelo controle do

Mediterrâneo. Essa vitória dá inicio a uma política imperialista romana

por toda a bacia do Mediterrâneo. Entre as repercussões dessa

conquista, podemos citar o aumento da importância do exército enquanto

instituição, o grande volume de riqueza que passa a entrar na cidade, o

aumento significativo do número de escravos e o aparecimento do

latifúndio (grandes propriedades cultivadas por mão de obra escrava). A

configuração desses latifúndios cria uma tensão com os plebeus. Muitos

plebeus empobrecidos acabam abandonando suas terras e migrando para a

cidade. Com a sua marginalização, aumentam novamente as tensões sociais.

Como forma de reverter esse quadro, os irmãos Tibério Graco e Caio

Graco propõem uma reforma agrária em Roma, para que a classe plebeia

pudesse voltar para o campo. A elite patrícia opõe-se fortemente ao

projeto.

As tensões sociais geram uma crise no regime republicano. Há

pressões dos generais do exército sobre o Senado, dos plebeus sobre os

patrícios, dos escravos sobre os homens livres. Em pouco tempo, a

República dará lugar ao Império.

As modificações geradas pelas conquistas militares descritas acima

vão produzir mudanças no regime político, como a submissão do Senado ao

imperador e a concentração do poder em suas mãos.

O Império caracteriza-se pela grande concentração de poderes nas

mãos do imperador. Apesar de perder o poder, o Senado continuou sendo

uma referência para a cidade de Roma.

O Império é dividido em duas fases: Alto Império e Baixo Império.

Alto Império: corresponde ao período de apogeu,

quando o volume de conquistas militares alcança o seu ápice. Uma das

marcas do poder do imperador é a sua associação com o exército. Ele é um

general que comanda as tropas e a cidade romana. Ele é Augusto, divino.

Nesse período, o Estado dispunha também de muitas riquezas, o que

permitiu o investimento em obras públicas como aquedutos e estradas.

Essas obras são símbolos visíveis do poder de Roma, e formas de seduzir a

população dominada por suas tropas.

A política do “Pão e Circo” foi um dos elementos centrais do Alto

Império. O Estado oferecia mantimentos e diversão à chamada plebe

romana. Essa política buscava atrair a plebe para o Estado, deixá-la

satisfeita e envolvida com o Império. Tratava-se de uma forma de

resolver o problema da plebe sem alterar os privilégios da elite

patrícia.

Baixo Império: corresponde ao período de crise, da

queda de Roma e marcou a transição da Idade Antiga para a Idade Média.

Essa crise está associada à escassez de mão de obra – a chamada crise do

escravismo. Com o fim das conquistas militares, há uma queda

significativa do número de escravos – e vale lembrar que todo o sistema

produtivo romano estava calcado na mão de obra escrava.

Durante três séculos, o número de escravos vinha caindo, e seu

preço, consequentemente, vinha aumentando. Uma vez que a produção estava

baseada na produtividade dos escravos, com a sua progressiva escassez a

produção diminui, gerando também o aumento dos preços dos produtos

(inflação). Da crise do escravismo, advém a crise na produção.

Evidentemente, produzindo-se menos, arrecadam-se menos impostos.

Essa instabilidade na produção trouxe dentro dela uma crise no próprio

Estado. Um Estado com menos recursos para manter o exército, que

progressivamente se enfraquece. Esse exército enfraquecido favorece

invasões estrangeiras, que os romanos denominaram de invasões bárbaras (povos que não falavam o latim). Essas invasões contribuem decisivamente para a deterioração do Império.

Em 476 d.C., a cidade de Roma é dominada pelos bárbaros, e nos

estudos históricos esse momento é considerado o do fim do Império Romano

do Ocidente. Vale destacar, todavia, que na parte oriental do Império

as invasões e a crise econômica não foram fortes o suficiente para

derrubá-lo. A parte oriental sobreviveu à Idade Média com o nome de

Império Bizantino ou Império do Oriente.

Em meio à crise, ganhava espaço o cristianismo.

Surgido no Alto Império, os cristãos eram, em princípio, perseguidos

pelos imperadores, com o argumento de que se recusavam a divinizar o

imperador. No Baixo Império, o cristianismo ganha corpo. Com a

assinatura do Édito de Milão, pelo imperador Constantino, foi

estabelecida a liberdade de culto, o que favoreceu a propagação da

religião cristã. No final do século IV, com o imperador Teodósio, o

cristianismo tornou-se a religiosidade oficial, por meio do Édito de

Tessalônica. A partir de então os perseguidos passam a ser os não

cristãos.

No século V, enquanto desmorona o Império, o cristianismo sobrevive e

se consolida como elemento vital da sociedade onde a Igreja está

nascendo. Considera-se que a Idade Média tem início nesse momento.

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1 História Apunte sobre Roma Antiga , creado por Daniel Leon el 20/05/2016.
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