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Flashcards

Parte 13 - Capítulo 16

Flávia Faria Fundamentos básicos das grupoterapias Portuguese 17 cards

Cards in this deck (17)

  1. 1ComunicaçãoAs grupoterapias, mais do que o tratamento individual, propiciam o surgimento dos problemas de comunicação e, portanto, favorecem o reconhecimento e o tratamento dos seus costumeiros distúrbios.
  2. 24 elementos da comunicaçãoA comunicação se processa a partir dos seguintes quatro elementos: o emissor, a mensagem, o canal e o receptor. Cada um deles, em separado ou em conjunto, podem sofrer um desvirtuamento patológico.
  3. 31. O EMISSORA primeira observação que deve ser feita é a de que falar não é o mesmo que comunicar. Assim, a fala tanto pode ser utilizada como instrumento essencial da comunicação, como, pelo contrário, pode estar a serviço da incomunicação.
  4. 4Exemplos disso nas grupoterapiasNas grupoterapias isso pode ser observado em pacientes que se encarregam da obstrução da comunicação de sentimentos inconscientes mais profundamente ocultos, através de um discurso que tanto pode ser intelectualizado, como prolixo, ou desviador para relatos mais amenos.
    Uma outra maneira de um paciente incomunicar é pelo uso de mensagens dúbias, polêmicas ou até beligerantes
  5. 5O ato da comunicaçãoÉ preciso considerar que o ato da comunicação verbal é indissociável da função de pensar.
    Também deve ser considerado o fato de que todo emissor tem um estilo próprio de transmitir, o que, de modo geral, traduz a sua personalidade.
  6. 6Configuração peculiar de cada grupoAos poucos, cada grupo vai adquirindo uma configuração peculiar, pelo fato que a coesão propicia o desenvolvimento de uma caracterologia própria e um estilo peculiar de linguagem e de comunicação entre si.
  7. 72. A MENSAGEMSe o conteúdo daquilo que deve ser emitido não estiver bem claro para o próprio emissor, o mais provável é que a comunicação fique truncada.
  8. 83. 0 CANALSabemos que a comunicação não se processa unicamente através da linguagem verbal, a qual, quando adequadamente empregada, consiste em um indicador de que o emissor tem uma boa capacidade de simbolização e de conceituação, próprias de um ego bem estruturado.
  9. 9A comunicação também pode ser transmitida através de um canal de linguagem não verbal, como um dos seguintes:- Corporal (conversões, somatizações)
    - Oniroide (imagens visuais
    dos sonhos e devaneios)
    - Pré-verbal (gestos, atitudes)
    - Paraverbal (tom, altura, timbre da voz)
    - Extraverbal (actings)
    - Transverbal (alternâncias e
    mudanças no discurso)
    - Efeitos contratransferenciais
    Nas grupoterapias em que o emissor (grupoterapeuta) e o receptor (grupo) não estiverem sintonizados no mesmo canal a comunicação não se fará.
  10. 104. 0 RECEPTORSabemos o quanto de distorção pode sofrer uma mesma mensagem ao ser percebida por várias pessoas, simultaneamente, pelo fato de que elas estão em estados emocionais distintos e são portadoras de mundos internos diferentes.
    Dessa forma, por mais apropriada que tenha sido a emissão, a mensagem e o canal de uma determinada comunicação, ainda assim essa última pode não estar cumprindo a sua finalidade.
  11. 11Isso se processa nos casos em que há uma patologia do receptor, em uma das seguintes possibilidades:Uma recepção perceptiva de natureza paranoide, que venha provocar uma distorção do verdadeiro propósito de quem emitiu a mensagem, eivando a esta com segundas intenções, dúvidas e suspeitas.
  12. 12ContinuaçãoUma “reversão de perspectiva", termo cunhado por Bion e que consiste no fato de que o indivíduo exageradamente narcisista reverte, às suas próprias premissas, tudo o que ele ouve do outro emissor.
  13. 13ContinuaçãoUma evitação do conhecimento de verdades penosas, tanto as externas como as internas.
    Esse "não-conhecimento” se processa através das diferentes formas de negação (supressão, repressão, denegação...), sendo que o seu grau extremo é a forclusão, recurso utilizado nos estados psicóticos, que consiste numa negação absoluta da realidade exterior que contenha a verdade abrumadora.
  14. 14ContinuaçãoDificuldade em escutar os outros.
    Escutar não é o mesmo que ouvir. Este último não passa de uma função fisiológica, enquanto que escutar implica em uma disposição do indivíduo para relacionar as próprias opiniões com as alheias, além de admitir que os outros possam ter um código de valores e de forma de pensamento diversos do seu, sem que isso signifique que sejam melhores ou piores, mas, sim, simplesmente, diferentes dele.
  15. 15ContinuaçãoO problema mais comum que interfere na comunicação entre o emissor e o receptor, e provoca o mal-entendido, é o decorrente do significado semântico das palavras.
    Uma grupoterapia favorece a constatação do quanto uma mesma palavra pode adquirir significações totalmente diferentes de um indivíduo para outro.
  16. 16Ideal da comunicaçãoO ideal seria a comunicação em nível genital, de natureza comensal, em que há uma consideração e um prazer pelo que é dado ao outro e pelo que vem do outro.
  17. 17Atividade fundamental do grupoterapeutaA atividade fundamental do grupoterapeuta é propiciar aos membros do grupo a aprendizagem de como estabelecer uma adequada comunicação verbal, além de remover as respectivas barreiras.

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Fundamentos básicos das grupoterapias Flashcards on Parte 13 - Capítulo 16, created by Flávia Faria on 04/08/2018.
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Flávia Faria
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