Aquisição da Linguagem

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Temas e Abordagens teóricas sobre a Aquisição da Linguagem
Sheila Marchioli
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Sheila Marchioli
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Question Answer
Noam Chomsky Tiveram impulsos os estudos sobre os processos e mecanismos de aquisição da linguagem no fim da década de 1950, em reação ao behaviorismo vigente na época.
Língua Materna (Behaviorismo) Aprender a língua materna não serie diferente, em essência, da aquisição de outras habilidades e comportamentos, como andar de bicicleta, dançar, etc, já que se trata ao longo do tempo do acumulo de comportamentos verbais.
Chomsky A linguagem é adquirida como resultado do desencadear de um dispositivo inato, inscrito na mente. Os enunciados produzidos pelo falante e as próprias línguas do mundo são manifestações da faculdade da linguagem
A teoria gerativista No processo de aquisição da linguagem a criança é exposta a um input (conjunto de sentenças ouvidas no contexto) sendo o output um sistema de regras para a linguagem do adulto, a gramatica de uma determinada língua I. Numa primeira versão da teoria, postulava-se a existência de uma série de regras gramaticais, mais um procedimento de avaliação e descoberta, presentes no Dispositivo de Aquisição da Linguagem (LAD); ao confronta-las com o input, a criança escolhe as regras que supostamente fariam parte de sua língua. Num segundo momento, postula-se que a criança nasce pré-programada com princípios universais e um conjunto de parâmetros que deverão ser fixados ou marcados de acordo com os dados da língua á qual a criança está exposta. A criança não escolhe mais as regras nesta versão de princípios e parâmetros, mas valores paramétricos.
Estágios de desenvolvimento da Linguagem O conceito de estágio é dinâmico e não estático, como aponta Perroni: “É um conceito intrinsecamente ligado ao desenvolvimento, assim, os estágios não são pedaços justapostos uns após os outros, mas cada um se enraíza no outro, precedente, e se prolonga no seguinte.”
Bates e Goodman o desenvolvimento da linguagem, parece ser universal e continua, com algumas especificidades. • As crianças começam com balbucio, primeiro com vogais cerca de 3 a 4 meses, em media, depois com combinações de vogais e consoantes de complexidade crescente de 6 e 12 meses. • As primeiras palavras surgem entre 10 e 12 meses, embora a compreensão das palavras possa começar algumas semanas entes. Depois, as crianças passam semanas ou meses produzindo enunciados de uma palavras. • No começo a taxa de seu vocabulário é reduzida, mas há acréscimo nela mais ou menos entre 16 e 20 meses. • As primeiras combinações de palavras aparecem entre 18 e 20 meses e no começo tendem a ser telegráficas. • Nos 24 a 30 meses, há uma explosão vocabular e aos 3 anos 3 anos e meio a maioria das crianças normais dominou as estruturas sintáticas e morfológicas de suas línguas maternas.
Aspectos do desenvolvimento da linguagem na criança, baseado num prisma sociointeracionista: Quando a criança nasce já é inserida num mundo simbólico, em que a fala do outro a interpreta e lhe imprime significado.
A partir de algumas semanas de vida a criança já consegue discriminar a fala de outros sons, rítmicos ou não Com 3, 4 meses, os bebes balbuciam sequencias de sons que se aproximam da fala humana, a frequência desses balbucio aumenta e começa a ser cada vez mais padronizado até cerca de 10 meses
Os sons que a criança balbucia no começo são universais, não são específicos de sua língua materna, até mesmo as crianças surdas conseguem balbuciar nesta fase, mas depois disso não acompanhem o desenvolvimento normal da criança ouvinte. Conforme este balbucio se padroniza, antes do aparecimento das primeiras palavras, a sequencia e o acervo dos sons passa a se assemelhar mais as características fonéticas da língua materna  Os processos dialógicos que se instauram nessa fase: A contribuição da criança é gestual e vocal; a do adulto, gestual e linguistica, através da ação e atenção partilhada. Os estudiosos apontam que o adulto interpreta primeiro os gestos da criança, depois suas manifestações vocais, imprimindo-lhes intenção.
A fala da criança se enquadra numa interpretação dada pela fala do adulto através de seus gestos e sons vocais, e o próprio adulto se vê “interpretado”
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