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Flashcards

Cirurgica

Laura Nagy Cirurgica Residência Médica Portuguese 55 cards

Cards in this deck (55)

  1. 1Exames pré operatórios<40 anos s/comorbidade = sem necessidade
    <50 anos s/comorbidade = Ht/Hb
    51-60 anos s/comorbidade = Ht/Hb/ECG
    60-75 anos s/comorbidade = Ht/Hb/ECG/Cr/glicemia
    >75 anos s/comorbidade = idem ao anterior + Rx torax
    Dc sistemica controlada (independente da idade) = exames conforme doença
    Quadros descompensados, independente da idade = exames gerais para avaliação global
  2. 2Jejum pré operatorio (Adultos)Sólidos e leite = 8h (dieta geral)
    Água, liquidos claros ricos em carboidratos, café = 2h
    Pctes obesos, grávidas, DRGE = 8h
    UE = considerar estômago cheio
    Jejum NÃO depende do tipo de anestesia aplicada
    NPT = suspensão ao encaminhar ao centro cirurgico
    Dieta leve = 6h
  3. 3Jejum pré operatório (Crianças)Leite materno = 4h
    Solidos e leite não materno =6h
    Liquidos nao particulados = 2h
    Dieta geral = 8h
  4. 4Medicações no pré operatório -anticoagulantes orais -Heparina -AASAnticoagulantes orais - dicumarínicos = suspensão 5 dias antes
    Heparina = suspensa 6h antes e reiniciada 12-24h depois
    AAS = suspenso 7 a 10 dias antes
  5. 5Medicações pré operatório -Hipoglicemiantes orais -Ansiolíticos -Beta block -Anticonvulsivantes -IBPs -AntialérgicosHipoglicemiantes orais = substituição por insulina reg ou NPH 24h antes(quem usava NPH, metade da dose)
    Manter ansioliticos, beta bloqueadores, anticonvulsivantes, IBPs, antialérgicos
  6. 6Cirurgias Limpas (definição)Procedimentos eletivos, sem penetração em TGI/TGU.
    Risco de infecção 1 a 2%
    ATB não é necessário
  7. 7Cirurgias Potencialmente Contaminadas (definição)Penetração de visceras colonizadas, porém em condições controladas. Cirurgia limpa com uso de prótese. Risco de 10 a 15%.
    ATB profilático amplo espectro EV, manter 6 a 24h.
    (se a cirurgia for limpa mas utilizar prótese = potencialmente contaminada. Ex: herniorrafia com tela)
  8. 8Cirurgias Contaminadas (definição)Inflamação não purulenta já instalada ou extravasamento de conteudo luminar ou falha de tecnica asseptica.
    Risco de 10 a 20%
    Apendicite flegmonosa, intestino rompeu na hora da anastomose
    Usar ATB profilaxia
  9. 9Cirurgias infectadas ou sujas (definição)Já existem abscessos intracavitários ou feridas traumáticas contaminadas. RIsco de 50%.
    ATB de carater terapeutico e cobertura de amplo espectro.
  10. 10Estenose pilórica - Hipopotassemia (tratamento)Reposição de volume (cristaloide).A perda de íons K+ nao é pelo vomito em si. Ha depleção de volume e perda de cargas positivas (íons H+). Alcalose metabolica hipoclorêmica. Perda de íons Na+ - rim tenta manter a volemia segurando Na+ e H2O mas expolia K+ e H+ pela urina (acidose paradoxal)
  11. 11Albumina (valores de referência) g/dL>3,5 g/dL
    Graus de desnutrição:
    leve: 3 a 3,5
    mod: 2,1 a 3
    grave: <2,1
  12. 12ASA I (definição)Paciente sem comorbidades - risco de 0,08%
  13. 13ASA IIPaciente com doença sistemica branda controlada (HAS sistemica controlada com medicação diária e atividade fisica) - risco 0,27%
  14. 14ASA IIIPaciente com doença sistêmica limitante, mas não incapacitante (DM descompensado com lesão em órgão alvo, por exemplo) - risco 1,8%
  15. 15ASA IVPaciente com doença sistêmica limitante e incapacitante que lhe constitui uma ameaça à vida (DPOC oxigênio dependente, por exemplo) - risco 7,8%
  16. 16ASA VPaciente moribundo com sobrevida estimada em <24h, com ou sem cirurgia (ex: insuficiência de 3 ou mais órgãos) - risco de 9,4%
  17. 17ASA VIDoador de órgãos e tecidos
  18. 18ASA ERecomendável acréscimo do fator E em cirurgias de emergência - considerar o dobro do risco cirurgico
  19. 19Mallampati IPalato móvel, pilares, úvula e tonsilas palatinas anterior e posterior visíveis
  20. 20Mallampati IIPalato mole, pilares e úvula visíveis
  21. 21Mallampati IIIPalato mole e base da úvula visíveis
  22. 22Mallampati IVPalato duro e parte do palato mole visíveis
  23. 23Intubação difícil (definição)-Mais de 3 tentativas ou >10 minutos para introdução do tubo
    -Mallampati III ou IV
    -Distancia esterno-mento >12,5cm
    -Laringoscopia difícil (cormack III ou IV)
  24. 24Sinais de intubação difícil (7 itens)-Complacência reduzida do espaço submandibular
    -Incisivos centrais superiores longos
    -Retrognatismo passivo
    -Pescoço curto
    -Pescoço largo
    -Limitação da protrusão mandibular
    -Palato ogival
  25. 25Sinais de ventilação difícil-IMC >30
    -Barba
    -Mallampati >3
    -Idade >= 57 anos
    -Protrusão mandibular reduzida
    -Distância tireoide-mento <6cm
    -História de ronco
  26. 26INDICAÇÕES IOT (8 ITENS)1. oxigenação ou ventilação inadequada
    2. perda dos mecanismos protetores da laringe
    3. trauma na VA
    4. métodos diagnosticos - TC, RM, EDA
    5. procedimentos cirurgicos sob anescesia geral
    6. posição diferente da supina
    7. procedimentos cirurgicos prolongados
    8. neurocirurgia, cirurgia oftalmologica ou de cabeça e pescoço.
  27. 27Regra SALT - IOTS - aSpirar conteúdo oral
    A - Acesso a via aérea (remover próteses, corpos estranhos, coágulos, visualizar a orofaringe - necessidade de anestesia local com lidocaína spray ou sedação)
    L- Laringoscopia - inserir com a mão E
    T - Tubo - insuflar o cuff e testar
  28. 28Manobra de Sellick - IOT (definição)Compressão laríngea externa para ajudar na IOT (principalmente com estômago cheio - previne que o conteúdo seja regurgitado)
  29. 29Vantagens IOT (6 itens)1. controle da VA pelo tempo necessário
    2. diminuição do espaço morto anatômico
    3. facilidade à aspiração de secreções brônquicas
    4. impedimento da passagem de ar para o estômago
    5. facilidade à VPP
    6. anestesia por via inalatória
  30. 30INTUBAÇÃO NASOTRAQUEAL- vantagens (4 itens)1.mais bem tolerada em intubações prolongadas
    2. cuidados de enfermagem facilitados
    3. sem risco de o paciente morder o tubo
    4. menor necessidade de manipulação cervical
  31. 31Indicações para Intubação nasotraqueal (3 itens)1. cirurgia endo-oral ou oromandibular
    2. incapacidade de abrir a boca
    3. intubação prolongada
  32. 32Contraindicação intubação nasotraqueal (4 itens)1. fratura de base de crânio/nariz
    2. coagulopatia/epistaxe
    3. desvio de septo/polipose nasal
    4. APNEIA
  33. 33Máscara laríngea Indicações1. Permeabilização em casos ventiláveis mas não intubáveis
    2. situações de emergência - não consegue entubar
  34. 34Máscara laríngea Contraindicações1. Paciente sem jejum, hérnia hiatal (não protege VA - entra ar no esôfago)
    2. obesidade extrema, gravidez
    3. politrauma (estômago cheio)
    4. baixa complacência pulmonar
    5. patologias faríngeas (tumores, abscessos)
    6. limitações para extensão ou abertura bucal
    7. neuropatias com dificuldade de esvaziamento gástrico (gastroparesia)
  35. 35Tubo esôfagotraqueal de dupla via (Combitube) Vantagens1. ventilação satisfatória
    2. efetividade em VA difícil
    3. sem exigência de laringoscópio
    4. prevenção de aspiração
  36. 36Tubo esôfagotraqueal de dupla via (Combitube) Desvantagens1. Possibilidade de lesões (laceração/perfuração)
    2. impossibilidade de acesso à via aérea (aspiração)
    3. impossibilidade por tamanho pediatrico (mucosa mais fragil)
  37. 37Tubo esôfagotraqueal de dupla via (Combitube) Contraindicações1. altura <1,40m
    2.reflexo nauseoso presente
    3. doença esofágica ou ingestão de soda cáustica
  38. 38PRINCÍPIOS ANESTESIA GERAL (4 itens)1. inconsciencia
    2. analgesia
    3. bloqueio de reflexos
    4. relaxamento muscular
  39. 39Hipnóticos - drogas-Propofol (mais utilizado), midazolam (bdz ação rápida), diazepam (bdz ação longa), etomidato, tiopental
  40. 40Hipnótico utilizado para coronariopatas e pacientes com instabilidade cardiovascular-Etomidato 0,3mg/kg
  41. 41Propofol características-Ação rápida
    -Paraefeitos minimos
    -Hipotensão intensa em idosos
    -Potente depressor do miocárdio- CUIDADO
    -dor na injeção (utilizar veias de grosso calibre)
    -diminuição de pré e pós carga por ação na musculatura vascular lisa)
    -SEM ação analgésica
  42. 42Etomidato características-hipnótico não barbitúrico de ativiade analgésica
    -rápido inicio de ação e curta duração
    -de escolha em coronariopatias
    -melhor que propofol e tiopental na manutenção da pressão de perfusão cerebral
    -possível uso em asmáticos
  43. 43Morfina (características)-Opioide adjuvante em bloqueio do neuroeixo
    -Pode causar prurido (libera histamina), vômitos, retenção urinária e constipação
  44. 44Fentanila (características)-Alta lipossolubilidade
    -efeitos: bradicardia (usar atropina), rigidez muscular (usar relaxante muscular), depressão respiratoria (usar naloxona), nausea e vomitos (diminui motilidade GI e esvaziamento gástrico)
  45. 45Sulfentalina (caracteristicas)-lipossoluvel e muito potente (10x mais que fentalina)
    -maior efeito sedativo
  46. 46Tiopental (características)-Ação ultracurta
    -Hipnose, não analgesia
    -Uso para proteção cerebral (diminui fluxo sanguíneo cerebral, diminui metabolismo cerebral e pressão intracraniana)
    -Possivel liberação de histamina e broncoespasmo
    -CI em asma e porfiria
    -Instabilidade hemodinamica, taquicardia intensa - quase nao é mais utilizado
  47. 47Relaxantes musculares adespolarizantesatracúrio
    cesatracúrio
    pancurônio
    rocurônio
  48. 48relaxantes musculares despolarizantessuccinilcolina
  49. 49Anestésicos inalatóriosNO (Evitar se gestante - inibe metionina e timidato sintetase - participantes da formação de vitamina B12 e DNA)
    halotano (maior risco de depressão cardíaca)
    metoxiflurano
    enflurano
    isoflurano
    desflurano
    sevoflurano
    (derivados do halotano)
    -todos podem causar hipertermia maligna: principalmente halotano, menos o desflurano e o NO
  50. 50IsofluranoFenômeno de roubo coronariano - vasodilatação coronariana (aumenta risco de IAM)
  51. 51Escala de Aldrete e KroulikComo considerar que o paciente esta apto para deixar a RPA e ir para o quarto
    (atividade motora, respiração, consciencia, circulaçao/PA, SPO2)
  52. 52HIPERTERMIA MALIGNA Conceitos e quadro clinico-Hereditária autossômica dominante
    -resposta hipermetabólica após exposição ao anestésico inalatório (halotano, enflurano, isoflurano) ou relaxante muscular succinilcolina
    -GemRyR1 - liberação maciça de calcio do musculo esqueletico = contratura muscular exacerbada - hipertermia - hipermetabolismo
    - no momento da anestesia
    -elevação CO2, acidose lactica, taquipneia, taquicardia, hipertensão, contratura muscular, rabdomiolise, mioglobinúria.
    -teste de contração muscular ao halotano e à cafeina vê quem é susceptivel
  53. 53HIPERTERMIA MALIGNA tratamento-Suspensão dos agentes anestésicos
    -Hiperventilação com O2
    -Dantroleno Sódico IV (2,5mg/kg)
    -Controle de arritmias
    -Controle de hipercalemia e acidose
    -Resfriamento ativo
    -Manutenção da diurese >2mL/kg/h
    -Controle da mioglobinúria (manitol - diuretico osmótico)
    -Controle CPK - inicio e 24h.
  54. 54IOT de sequencia rápida1. Pré oxigenar a 100% - 3 a 5min
    2. Posicionar
    3.Opioide - fentanil/fentalina
    4.Hipnotico - propofol ou etomidato
    5. relaxante muscular - succinilcolina 1mg/kg ou rocurônio 1,2mg/kg
    6. após 60seg - IOT
    7. Ausculta bilateral + capnografia
    OBS: se espasmo laringeo = xilocaina 2% ou lidocaina 2% spray
  55. 55O que potencializa relaxantes musculares?Anestésicos inalatórios
    ATBs (aminoglicosídeos, clindamicina, peperaciclina-tazobactan e vanco)
    hipotermia
    opioides
    ins renal

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Residência Médica Cirurgica Flashcards on Cirurgica , created by Laura Nagy on 30/07/2020.
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Laura Nagy
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