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Flashcards

GO 2 GA

MARIA CLARA KAUFMANN Portuguese 51 cards

GO 2 GA

Cards in this deck (51)

  1. 1PUBERDADEeríodo de transição entre a infância e a idade adulta, caracterizado por mudanças físicas e biológicas (8-13 anos de idade)
    • A idade da puberdade influencia diretamente a estatura final do indivíduo
    • A maturação puberal mais cedo está relacionada à estatura final um pouco menor
    • O determinismo da puberdade depende de muitos fatores: genéticos, obesidade, saúde em geral e os fatores ambientais
  2. 2TELARCADesenvolvimento das mamas (8-9 anos)
  3. 3PUBARCASurgimento dos pêlos pubianos (9-10 anos)
  4. 4ADOLESCÊNCIAPeríodo entre 10 e 19 anos de idade (OMS) que engloba a puberdade
    Mudanças físicas, cognitivas e psicossociais
  5. 5PUBERDADE hormôniosreativação do eixo hipotálamo-hipófise-ovário
    -Produção de FSH e LH → agem nos ovários → produzem esteróides sexuais (estrogênio e progesterona)
    -Mudanças no organismo feminino devido à produção do estradiol (E2)
    º estirão do crescimento
    º caracteres sexuais secundários (telarca e pubarca)
  6. 6CLASSIFICAÇÃO DE TANNERCLASSIFICAÇÃO DE TANNER
  7. 7PUBERDADE TARDIABroto mamário não surge até os 13 anos de idade ou quando a menstruação não ocorre após 5 anos do início da puberdade
  8. 8O QUE INVESTIGAR NAS PACIENTES QUE APRESENTAM OS CARACTERES SEXUAIS SECUNDÁRIOS MAS NÃO MENSTRUAM?- Investigar Síndrome Rokitansky-Kuster-Hauser (aplasia de útero e vagina)
    - Criptomenorreia (hímen imperfurado ou septo vaginal transverso imperfurado)
    - Distúrbio de Diferenciação Sexual (DDS) XY com mutação do receptor androgênico (resistência aos androgênios em diferentes graus)
  9. 9HIPOGONADISMOGônadas (ovários e testículos) NÃO produzem quantidades adequadas de hormônios sexuais → não apresentam desenvolvimento puberal
  10. 10HIPOGONADISMO HIPERGINADOTRÓFICOHIPOGONADISMO HIPERGINADOTRÓFICO
  11. 11PUBERDADE TARDIA anamnese- Hábitos nutricionais, atividade física (intensidade), doença crônica, uso de medicações de uso contínuo
    - Avaliar sintomas neurológicos: cefaleia, anosmia, distúrbios visuais, convulsões
    - Avaliar curva do crescimento: sempre cresceu pouco desde a infância – sugere deficiência hipofisária de GH
    - Qxt ou Rxt abdominopélvica – falência ovariana. Rxt SNC – hipogonodismo hipogonadotrófico
    - História familiar de atraso constitucional da puberdade
  12. 12PUBERDADE TARDIA exame físico- Rx mãos e punhos para avaliar idade óssea
    - ECO pélvica para avaliar órgãos genitais internos
    - - RM crânio – se sintomas neurológicos ou hipo/hipo (suspeita de tu SNC)
    - Labs: FSH, LH e estradiol
    - Dosar prolactina e TSH e T4l
    - Cariótipo: se hipogonadismo/hipergonadotrofico
  13. 13PUBERDADE TARDIA tratamento*Quando identificada causa: tratar a causa
    *Sem diagnóstico causal definido do hipogonadismo: iniciar substituição hormonal por volta dos 11-12
    anos (Estrogênio VO ou transdérmico)
    *Após 2 anos de uso do estrogênio, podemos iniciar progestagênio cíclico (10 dias de cada ciclo)
  14. 14MENARCA-1ª menstruação
    -M3 de Tanner
    -12,2 de idade cronológica
  15. 15AMENORREIA PRIMÁRIAFALHA NA MENARCA (1ª menstruação)
  16. 16AMENORREIA PRIMÁRIA quando investigar-Menarca não ocorreu até os
    15/16 anos de idade COM caracteres sexuais presentes
    -Menarca não ocorreu após 5
    anos do início do desenvolvimento das mamas
    -Meninas aos 13/14 anos SEM
    caracteres sexuais secundários
  17. 17AMENORREIA PRIMÁRIA exames• Causas genéticas ou anatômicas
    • O exame genital é anormal em 15% das amenorreias primárias
    • Labs: FSH, LH, estradiol, prolactina, TSH, T4l
    • Ecografia pélvica
    • Cariótipo → amenorreias hipergonadotroficas; ausência de útero e FSH normal (+testosterona)=
    síndrome hipersensibilidade androgênica
  18. 18AMENORREIA PRIMÁRIA tratamento- Depende da causa
    - Estrogênio nos casos de hipoestrogenismo
  19. 19REPRODUÇÃO ASSISTIDA“Conjunto de técnicas que visam facilitar o encontro dos gametas no organismo materno (técnicas intracorpóreas) ou em laboratório (técnicas extracorpóreas) para que ocorra a fertilização”.
    Podem ser de
    BAIXA COMPLEXIDADE: Coito programado e inseminação intrauterina
    ALTA COMPLEXIDADE: fertilização in vitro
  20. 20QUAIS FATORES SÃO CONSIDERADOS NA ESCOLHA ENTRE UMA REPRODUÇÃO ASSISTIDA DE ALTA OU BAIXA COMPLEXIDADE?-Idade da mulher
    -Tempo de infertilidade
    -Fator masculino
    -Fator tubário
    -Causas da Infertilidade
  21. 21COITO PROGRAMADO• Baixa complexidade
    • Indução da ovulação com desenvolvimento de 1 a, no máximo, 3 folículos
    • Programação das relações sexuais no período fértil
  22. 22COITO PROGRAMADO indicações• Distúrbios anovulatórios (SOP)
    • ISCA
    • Casais com baixa frequência de
    relações sexuais
    • Pacientes jovens
    • Necessário ter trompas pérvias
    e funcionantes
    • Boa qualidade seminal
  23. 23COITO PROGRAMADO etapas1. INDUÇÃO DA OVULAÇÃO
    • Medicações via oral ou subcutânea para
    estimular o crescimento dos folículos
    • Acompanhamento ecográfico TV
    2. GATILHO OVULATÓRIO
    • Quando folículo atinge 17-18mm,
    aplica-se HCG
    • Mimetiza o pico de LH e 36 horas após,
    ocorre a ovulação
    3. RELAÇÃO SEXUAL
    • Programação das relações
    sexuais a partir do dia do HCG
    por 3-5 dias
    • 1x ao dia
  24. 24INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA• Baixa complexidade
    • Indução da ovulação com desenvolvimento de 1 a, no máximo, 3 folículos
    • Ejaculação e deposição do sêmen processado na cavidade uterina, através
    de cateter
  25. 25INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA indicações• Fator anovulatório
    • Fator masculino leve
    • ISCA
    • Distúrbios ejaculatórios
    • Casais homoafetivos (sêmen doador)
    • Endometriose mínima e leve
    *Necessário ter, pelo menos, uma trompa pérvia e funcionante
    *Sêmen com no mínimo 5 milhões de espermatozoides móveis progressivos
  26. 26INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA etapas1. INDUÇÃO DA OVULAÇÃO
    • Medicações via oral ou subcutânea para
    estimular o crescimento dos folículos
    • Acompanhamento ecográfico TV
    2. GATILHO OVULATÓRIO
    • Quando folículo atinge 17-18mm,
    aplica-se HCG
    • Mimetiza o pico de LH e 36 horas após,
    ocorre a ovulação
    3. PREPARO SEMINAL E IIU
    • Posição ginecológica
    • Cateter de inseminação na cavidade uterina
  27. 27FERTILIZAÇÃO IN VITRO• Alta complexidade
    • Louise Brown foi o primeiro “bebê de proveta” nascida em 1978 na Inglaterra
    • Inicialmente, era um tratamento destinado às pacientes com fator tubário
  28. 28FERTILIZAÇÃO IN VITRO indicações-Fator tubário
    -Endometriose
    -Baixa reserva ovariana
    -ISCA
    -Vasectomia
    -Motilidade alterada
    -Baixa concentração de espermatozoides
  29. 29FERTILIZAÇÃO IN VITRO situações especiais-Avaliação genética pré-implantacional
    -Doação e recepção de óvulos
    -Casais homoafetivos
    -Preservação de Fertilidade
    -Casais sorodiscordantes
    -Útero substitutivo
  30. 30FERTILIZAÇÃO IN VITRO técnica• É a técnica onde os oócitos e espermatozoides são manipulados fora do aparelho genital feminino.
    • Os oócitos são capturados através de punção ovariana guiada por ultrassonografia
    • Coleta dos espermatozoides geralmente do ejaculado
    • Encontro dos gametas acontece no laboratório (“papel das trompas”)
    • Os embriões são transferidos ao útero
  31. 31FERTILIZAÇÃO IN VITRO etapas1. INDUÇÃO DA OVULAÇÃO (10 à 12 dias)
    • Aumentar a produção de folículos a partir dos folículos antrais
    • Gonadotrofinas para crescimento multifolicular
    • Prevenção da luteinização precoce: agonista ou antagonista do GnRH → bloqueio hipofisário
    2. CAPTURA DE ÓVULOS E ESPERMATOZOIDES
    • Procedimento ambulatorial
    • Dura cerca de 15 minutos
    • Realizado sob sedação
    3. FIV ou ICSI - Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (quando sêmen com menos de 1 milhão de espermatozoides móveis ou falha total de fertilização em ciclo prévio de FIV)
    4. TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÃO
    - O número de embriões a ser transferido depende da idade da paciente, da qualidade dos embriões e da causa da infertilidade do casal
    - Procedimento rápido e indolor
    - Exige que a bexiga esteja cheia para facilitar visualização via ecografia pélvica e para retificar a posição do útero
    - Até 35 anos: até 2 embriões
    - 36-40 anos: até 3 embriões
    - Mais de 40 anos: até 4 embriões
  32. 32FERTILIZAÇÃO IN VITRO riscos e complicações- Síndrome do Hiperestímulo Ovariano
    - Sangramento pós –punção ovariana
    - Infecção
    - Lesão de estruturas pélvicas
    - Gestação múltipla
  33. 33FERTILIZAÇÃO IN VITRO idade x sucesso• Taxas de sucesso FIV: 30% no geral (nas de baixa complexidade é só 20%)
    • Pacientes jovens com apenas fator tubário chega a 50-60% por ciclo
    • Mulheres com 40 anos ou mais: 10% por ciclo
    • A taxa de sucesso da FIV → muito relacionada a idade da mulher
    • Pacientes com mais de 35 anos com dificuldade para engravidar: não esperar 1 ano ou mais para encaminhar para especialista!!
  34. 34CA MAMA epidemiologia*Principal causa de mortalidade relacionada a câncer em mulheres no Brasil e no mundo
    *Responsável por quase 30% dos cânceres em mulheres no Brasil, atinge 1:8 mulheres
  35. 35DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO DA MAMAQUINTA SEMANA: Faixa de leite primitiva/ faixa galactea derivada da ectoderma. Desenvolvimento da crista mamária
    ATÉ A VIGÉSIMA SEMANA: Sem influência hormonal
  36. 36MASTALGIADor nas mamas, uma das principais queixas nos consultórios
    CÍCLICA, BILATERAL e NÃO LOCALIZADA: Mastalgia cíclica hormonal, alterações funcionais benignas da mama (80% só precisam de orientações sobre sintomatologia, sustentação mecânica, dieta, analgesia. Em casos de dor severa e persistente: tamoxifeno e danazol)
    ACÍCLICA, UNILATERAL e LOCALIZADA/ALTERAÇÃO NO EXAME FÍSICO: Síndrome de Tietze, câncer, síndrome mondor, ectasia ductal, mastite, dor muscular, dor extra-mamária (realizar exames adicionais e tratamentos direcionados a causa
    identificada)
  37. 37NÓDULO MAMÁRIO• Característica exame físico e no exame de imagem
    • Idade da paciente e epidemiologia
    • Fatores de risco individuais
  38. 38CA MAMA fatores de risco• Característica exame físico e no exame de imagem
    • Idade da paciente e epidemiologia
    • Fatores de risco individuais
    - Idade do primeiro filho > 35 anos
    - Reposição E + P > 5 anos na pós menopausa
    - Ganho de peso na pós menopausa
    - História Familiar - familiares de 1 grau
    - História mãe e irmã com câncer de mama
    -Biópsia Prévia com atipias + CLIS
    - Mamas densas > 40 a
    - Irradiação torácica < 30 anos
    - Mutação Alta Penetrância: BRCA e outros de alta e moderada
  39. 39MAMA exame físicoinspeção estática, inspeção dinâmica e
    palpação e avaliação papila
    MAMA exame físico
  40. 40—Derrame PapilarDerrame Papilar
  41. 41—Síndrome MondorSíndrome Mondor
  42. 42—AbscessoAbscesso
  43. 43—Ginecomastia UnilateralGinecomastia Unilateral
  44. 44SISTEMA BIRADS0 = precisa de mais exames
    1 = negativo - exames de rotina
    2 = benigno - exames de rotina
    3 = provavelmente benigno - até 2% de erro, repetir exame em seis meses
    4 = suspeito - biopsia
    5 = altamente sugestivo de malignidade - biopsia
    6 = carcinoma confirmado - cirurgia quando apropriada
  45. 45BIÓPSIA NA MAMAPUNÇÃO DE AGULHA FINA: citologia
    BIOPSIA A VÁCUO: anátomo patológico
    BIOPSIA POR AGULHA GROSSA: anátomo patológica
  46. 46MASTITEINFECÇÃO NA MAMA
    • Mais comum : mastite puerperal
    • De 2 a 33% das mulheres que amamentam
    • Principal agente etiológico: S. Aureus
    • Tratamento: Antibiótico + manter amamentação
    • Complicações: abscesso ( -> drenagem )
  47. 47GINECOMASTIA• Proliferação benigna do tecido glandular na mama masculina
    • Queixa comum: nódulos palpável e doloroso
    • Fisiológicas: período neonatal, adolescência e terceira idade
    • Patológicas: idiopática, uso de medicações , tumores que aumentam
    estrogênio circulante
    • Investigação: hCG sérico, LH, Testosterona e Estradiol
    • Tratamento na g. idiopática com insatisfação estética: tamoxifeno /
    cirurgia
  48. 48DERRAME PAPILARSaída de secreção pela papila. Queixa comum.
    • Caracterizar: uni ou bilateral, espontâneo ou à expressão, coloração, uniductal ou
    multiductal. Avaliar se associado a outra alteração no exame físico. Esporádica ou
    persistente.
    • Possíveis diagnósticos: ectasia ductal, galactorréia, gestação, papiloma e câncer.
    • Sinais de alerta: coloração água de rocha ou sanguinoleta, uniductal, espontâneo.
    • Investigação possível: citologia do derrame, exames de imagem (ductografia,
    mamografia, ecografia, ressonância) -> em caso de lesão suspeita = biopsiar lesão
    • Papiloma -> principal causa de derrame sanguinolento
  49. 49QUANDO INDICAR EXÉRESE DE PATOLOGIAS BENIGNAS?• Lesões complexas e /ou associadas a atipias
    • Quando o estudo de imagem sugere lesão suspeita
    • Papilomas múltiplos periféricos (37% associação com desenvolvimento de câncer)
    • Cicatriz radial de grande dimensão
    • Lesões de crescimento rápido
  50. 50FIBROADENOMA• Lesão bifásica: componente eptelial e estromal
    • Principal nódulo benigno na idade jovem
    • Pseudoencapsulado na macroscopia
    • Atenção: fibroadenoma complexo, juvenil, gigante, com atipia ( e diferenciação com filóides)
  51. 51TRÍADE DIAGNÓSTICA PARA INVESTIGAÇÃO DE UM NÓDULO NA MAMA-Avaliação cito/ histopatológica
    -Exame físico
    -Exame Imagem

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Flashcards on GO 2 GA, created by MARIA CLARA KAUFMANN on 19/09/2020.
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