Flashcards
cronicas port
Cards in this deck (13)
- 1CRONICASlivro um fio de prosa resumo
- 2primeira história conto familiarTinha um velho de 99 anos ele estava na família a mais tempo que os moveis, por isso esta farto da casa, dos moveis etc. A família apresentava aos forasteiros, com orgulho ´´olhem como nós duramos`` . Em uma grande comemoração o velho envenenou o barriu de chope depois ele se arrependeu e se envenenou
Autor : Mario Quintana - 3segunda história medoUma jardineira que estava levando na mala a coberta e um caixão vazio de defunto, destinado para uma pessoa falecida naquele distrito.
Logo adiante na estrada, um homem parado dá sinal e a perua para.
O homem que precisava seguir a viagem aceitou viajar na coberta e com o caixão e ali se defender da chuva.
entrou dentro do caixão espichou as pernas.
Mais adiante, dois outros esperavam condução. Deram o sinal e a perua parou de novo; os homens subiram as escadinhas e se acocoraram no alto. Iam conversando e molhados com a chuva fina e insistente.
Passado algum tempo, o que ia resguardado escutando a conversa ali em cima levantou a tampa do caixão e perguntou de dentro
-Companheiro, será que a chuva já passou?. Foi um salto só, que os dois embobados fizeram do coletivo correndo.
autor: Cora Carolina - 4terceira história Zeppelin em Santa TeresaA serra da Carioca acaba a leste dessa ponta do morro. O Curvelo é um pedaço de província metido no Rio de Janeiro. Na verdade é uma pequena província.
As corografias do Brasil mentem quando ensinam que nosso país se compõem de 20 estados, porque não se tratam de estados e sim de províncias, destituídas de toda autonomia politica, como o provou o episodio da ultima eleição presidencial; mentem porque esquecem a provinciazinha do Curvelo.
autor : Manuel Bandeira - 5quarta história o homem que deveria entregar a cartaEra a sua primeira vez como office-boy.
O patrão pediu que ele entregasse uma carta. Ao chegar, verificou o endereço: e era um terreno baldio.
Voltou ao patrão, contou oque havia acontecido.
O patrão: Eu sei que é um terreno baldio. Mas vão construir um prédio ali.
E o garoto disse oque eu faço?
e o patrão disse - entrega a carta como eu mandei.
O patrão dispensou o boy, na manhã seguinte o boy encontrou o patrão.
O patrão disse: entregou a carta?
e o boy disse: não tem prédio lá
- mas vão construir disse o patrão.
Depois de muito tempo construíram o prédio e teve a inauguração, e as pessoas começaram a se mudar. Todos os dias o boy batia no ap 114 e nunca tinha ninguém, até que um dia um velhinho atendeu a porta e o boy entregou a carta, mais ele disse que não era dele então o boy falou: então oque eu faço e o velho disse passa na portaria e fala com o zelador.
O boy foi e explicou a situação para o zelador, então o zelador carimbou o envelope dizendo DESTINATÁRIO DESCONHECIDO e devolveu a carta para o boy
autor: Ignácio de Loyola Brandão - 6quinta história A arte de brincarÉ lamentável, mas os tempos andam tão maus que as crianças nem sabem brincar.
Em dias tranquilos, elas gostavam de cantigas de roda, tinham um largo repertório, e á noite brincavam pelos quintais e pelas ruas, pelos jardins e pelas praças. Tinham também jogos cantados e falados, resíduos ou esboços de teatro, e com eles se entretinham, alegremente.
As crianças de hoje perecem -me irritadas e desnorteadas.
Cerca-as uma atmosfera bravia, uma agitada atmosfera.
autor: Cecilia Meireles - 7sexta histórias as pérolasDemoradamente ele a examinava pelo espelho. ´´está mais magra, pensou. Mais bonita`` quando a vise Roberto também pensaria o mesmo.
Que iria acontecer? Tomás desviou o olhar para o chão.
Pressentia a cena: com naturalidade Roberto a levaria para a varanda e ambos se debruçariam no gradil. De dentro da casa iluminada, os sons do piano.
Logo atingiriam aquele estado em que as palavras são demais.
Uma parte da festa apoiados no gradil dentro da noite escura.
Ele estremeceu. Agora Lavínia que o examinava pelo espelho.
-Eu? Não se preocupe
-Preciso fazer a barba
- Thomas você não me respondeu você está bem?
- Claro que estou bem
- pensei que estivesse com alguma dor.
- Dor não. Eu só estava pensando.
autor: Lygia Fagundes Telles - 8sétima história João BrandãoJoão Brandão, estudioso de fenômenos sociais, modismos e frivolidades, dedica-se no momento a pesquisa do punk.
-Ainda não cheguei a nenhuma conclusão- disse-me ele.
-Mas suspeito que o punk veio atender ás necessidades do País nessa conjuntura.
E acrescentou:
-Não me refiro, é claro, á modalidade do punk cultivada peles classes alta e média da Zona Sul. Este é um punk de espírito e camiseta importados, jaqueta de courto valendo um punhado de dólares.
-Faz muita diferença, porque o punk dos pobres, suburbano e sofrido, revel, no seu despojamento, que para ser punk é necessário abrir mão de toda a sociedade de consumo.
-O João, e todos dois não estão inseridos nessa tal sociedade burguesa de consumo, que se diverte com seus palhaços, contestadores ou oficialistas?
- Não importa que a sociedade como estamento seria dois grupos e os tolere igualmente, enquanto a indústria fabrica objetos sofisticados para o uso do punk de salão.
autor: Carlos Drummond de Andrade - 9oitava história A moça tecelãAcordava ainda no escuro, como se ouvisse o Sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mas vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimenta-la á janela.
autor: Marina Colasanti - 10nona história Assim caminha a humanidadeHá muito tempo penso nisso,
AUTOMÓVEL
Essa maravilha mecânica, o veículo revolucionário que acabou com os carros de traição animal e expulsou o trem urbano para os longos percursos.
E agora esse totem da nossa era, o automóvel também chaga ao seu fim, transforma-se em um veículo obsoleto. Não serve mais. A finalidade a que se destinava, nas áreas urbanas: transporte individual, rápido, seletivo, perdeu o sentido
autor : Rachel de Queiroz - 11décima história o boi leiçãoHavia um homem muito rico, dono de um fazenda muito grande. Entre o ´´gadame``de sua propriedade, possuía ele, nesta fazenda, um boi que era a ´´fulo`` do curral. Chamava-se o boi, boi leição.
E possuía também em vaqueiro que nunca havia faltado com a verdade.
autor: Luís da Câmara Cascudo - 12décima primeira história porque o Sol ande devagarContam os velho sábios Karajá, que no início dos tempos a terra era um lugar muito escuro e frio. Isso acontecia porque não havia sol, lua ou estrelas para trazer claridade. Por causa disso, os Karajá precisavam manter um pequeno braseiro aceso dentro de casa. Mas isso era muito trabalhoso, pois exigia homens saíssem para pegar lenha. Com tudo escuro e frio, ninguém queria ir até lá. Aliado á preguiça que sentiam, havia também o fato de sentirem medo de permanecerem fora da sua hetó, pois os perigos eram muito grandes.
autor: Daniel Munduruku - 13Giulia Frauches Curty Lameirosexto ano A
Information
- Description
- fundamental produção de texto Flashcards on cronicas port , created by Giulia Frauches on 23/09/2020.
- Created by
- Giulia Frauches
- Views
- 4
- Rating