Flashcards
Convulsões- Pediatria
Cards in this deck (27)
- 1Qual a porcentagem das convulsões em pediatria se tornarão epilepsia?1/3 das convulsões.
- 2Qual o conceito de epilepsia? Qual o prognóstico?Duas convulsões não provocadas com intervalo mínimo de 24 horas.
Provocadas: TCE, meningite, quadro febril, etc.
Prognóstico geralmente bom, mas 10 a 20% vão ter convulsões refratárias - 3O que é a aura na convulsão?Sinais que precedem à crise. Pode ser um cheiro, uma parestesia, etc.
Crianças: dor abdominal ou relato de que está se sentindo estranha. Pais relatam alteração de comportamento. - 4O que são as desordens neurocutâneas? Cite exemplos.Ectoderma: origem em comum. Lesões de pele + alterações do SN (ex: convulsões).
Ex: esclerose tuberosa (manchas hipocrômicas visualizadas pela lâmpada de Wood + calcificações cerebrais + convulsões), neurofibromatose (manchas café com leite). - 5Quais as características das convulsões febris? Quais os seus tipos?Convulsão mais comum da infância (3-4%)
Prognóstico bom
6 meses a 5 anos/ 60 meses
História familiar positiva
PROVA:
- Convulsão febril simples: temperatura que aumenta rapidamente; generalizada, tônico-clônica; dura de poucos segundos a no máximo 15 minutos (geralmente é tão rápida que não dá tempo da criança chegar no hospital ainda com convulsão); uma única vez em 24h (pode até se repetir, mas em outro momento).
- Convulsão febril complexa ou complicada: focal; duração > 15 minutos; vários episódios em menos de 24 horas. - 6O que pensar se status epilepticus + febre?Provável meningite viral ou bacteriana.
Status epilepticus: convulsão que dura mais do que 30 minutos ou várias convulsões subsequentes e no intervalo entre elas o paciente não acorda, não recupera a consciência. - 7Qual a probabilidade de um novo episódio no caso das convulsões febris? Quais os FR para recorrência? Tem maior risco de ter epilepsia?30-50% de risco de recorrência.
FR:
< 12 meses no primeiro episódio
padrão complexo da crise
HF +
TAX que não tenha se elevado muito antes da crise (não chega nem a 38 graus e convulsiona)
Criança que teve convulsão febril: risco de epilepsia discretamente maior do que na população em geral - 8Quais os fatores em pacientes com convulsão febril associados a maior risco de epilepsia?Convulsões complexas
HF+
Início em < 12 meses
Atraso do DNPM
Doença neurológico preexistente - 9Durante a avaliação aguda de um paciente com convulsão febril, qual é a principal responsabilidade do pediatra?Afastar a hipótese de meningite
Caso haja dúvidas: PL (considerar fortemente naqueles < 12 meses e considerar naqueles com 12-18 meses).
< 12 anos: a princípio fazer, porque os sinais clínicos/ sinais meníngeos de uma meningite em criança nova é pobre (fontanela aberta) - 10Quais as principais doenças associadas à convulsão febril?IVAS
Roséola (exantema súbito)
OMA: principal doença bacteriana aguda do lactente
Geralmente são as principais causas de febre no lactente até o pré-escolar - 11Na convulsão febril, há recomendação de fazer EEG ou TC/RNM?Na simples, não.
Na complexa, se houver repetição, considerar. - 12Precisa dar anticonvulsivante de forma prolifática após convulsão febril?Fenobarbital previne, porém está relacionado com queda da cognição
Fenitoína e carbamazepina não funcionam
Ácido valproico previne, mas há risco de hepatotoxicidade com insuficiência hepática, de forma idiossincrática (principalmente em < 2 anos)
Os riscos superam os benefícios
Pais ansiosos: diazepam VO ao longo do quadro febril (ex: OMA com febre) em crianças com histórico de convulsão febril é uma opção - 13O que fazer após uma primeira crise não provocada?EEG.
Neuroimagem e anticonvulsivante ainda não precisam. Muitos fazem neuroimagem, sendo recomendado.
Medicação somente a partir da segunda crise, quando é possível caracterizar melhor, exceto nos casos em que o EEG seja muito alterado e justifique o anticonvulsivante. - 14Qual o horário mais comum das convulsões epilépticas?Início da manhã ou fase inicial do sono.
- 15Como é feita a classificação das convulsões?Quanto ao início:
Focal: simples (perceptivas)= consciência mantida. Complexa (disperceptivas/ discognitiva): perda. Focal discognitiva: automatismos (mandar beijo, mastigar, engolir). Anormalidade do lobo temporal (cisto subaracnoideo, malformação vascular, glioma). Tem que fazer NEUROIMAGEM. Pode propagar e gerar uma convulsão tônico-clônica.
Generalizada - 16Quais as características da epilepsia rolândica?Epilepsia focal benigna com espículas centrotemporais (área rolândica do cérebro)
Prognóstico excelente
Início 9-10 anos
HF+
Convulsões focais com sinais motores e sensoriais em face (hemiface): contraturas e parestesias
Movimentos clônicos da extremidade ipsilateral (dimídio do mesmo lado)
Sintomas orofaríngeos: espasmos e dormência da língua, sons guturais, disfagia, sialorreia
Consciência pode ou não ser mantida
Convulsões ocasionais, geralmente ocorrem durante o sono
EEG: foco na área rolândica ou centrotemporal
Quando indicado anticonvulsivante: carbamazepina. Remissão espontânea entre 14-16 anos. - 17Quais as características da encefalite de Rasmussen?Encefalite subaguda com epilepsia focal contínua
Convulsões focais frequentes ou contínuas
< 10 anos
EEG: mostra anormalidades
Possível causa: autoanticorpos que estimulam os receptores do glutamato, que tem associação com o CMV. - 18Como é classificada a crise de ausência e suas características?Simples, típica: parada súbita da atividade motora e fala, com uma expressão facial nula e piscar de olhos. Retoma a atividade como se nada tivesse acontecido. Mais comum em meninas na fase escolar. Pode ser uma causa de *piora do rendimento escolar*. Duração < 30 segundos. Não tem aura nunca e não tem estado pós-ictal. Hiperventilação (3 a 4 minutos): provoca a convulsão da ausência. EEG: típica alteração de 3 espículas/ segundo (patognomônico). Tratamento: ácido valproico ou etossuximida.
- 19Quais as características das convulsões tônico-clônicas generalizadas?Pode ter aura (se sim: descarga inicial localizada).
Perda da consciência
Fase tônico (contração muscular completa): grito do epiléptico, olhos viram, corpo contrai, cianose (apneia- sem danos)
Fase clônica (geralmente mais localizada em um dimidio)
Podem morder a língua e descontrole esfincteriano, principalmente o vesical - 20O que é importante no atendimento pré-hospitalar das crises tônico-clônicas generalizadas?Paciente em decúbito lateral sob uma superfície fixa e lisa
Manter pescoço e mandíbula posicionados, em discreta hiperextensão
Não forçar a abertura da boca - 21Como é caracterizado o estado pós-ictal?Sono profundo por 30min-2 horas.
Vômitos e cefaleia bifrontal.
Não fazer exame neurológico nesse momento.
Causas: - 22Quais as causas das convulsões tônico-clônicas?Idiopáticas
Epilepsia
Febre
Fadiga ou estresse
Teofilina e ritalina - 23O que são as epilepsias mioclônicas da infância?Convulsões repetidas, breves, com contrações musculares simétricas e perda do tônus corporal
É como se fosse um choque like
Quedas e tendência de lesões de face e boca - 24Quais as características do mioclônus benigno da infância?Lactente com movimentos mioclônicos em salvas, de pescoço, tronco e extremidades
Confundido com espasmos infantis, porém o EEG é normal
Prognóstico bom, cessa com 2 anos
Não há indicação para anticonvulsivante - 25Quais as características das epilepsias mioclônicas complexas?Prognóstico ruim
Convulsões de outros tipos (generalizas ou focais) antecedem o início do quadro
1/3 dos pacientes tem atraso do DNPM
História de asfixia perinatal + alteração do PC (microcefalia), não desenvolvimento do cérebro
Síndromes associadas às epilepsias mioclônicas complexas:
convulsões tônicas + mioclônicas intratáveis + EEG com ondas com espículas lentas + retardo mental: síndrome de Lennox-Gastaut (tratamento: ácido valproico e bzd, considerar dieta cetogênica- 0 de carbo e muita gordura) - 26Como é a síndrome de West?Idade: lactente (4 a 8 meses ou 2 a 12 meses)
Características clínicas: convulsões flexoras, extensoras ou mistas (lembra Moro- flexão de pescoço e membros em direção ao tronco)- espasmos infantis
EEG: ipsarritmia
Atraso do DNPM
Classificação
-Criptogênicos: gênese desconhecida, história perinatal sem intercorrências
-Sintomáticos: histórico de lesão perinatal do SNC, como asfixia ou malformação (90%). Prognóstico pior.
Excesso de CRH no SNC= baixo limiar convulsivo. Tratamento: ACTH (1a linha) ou corticoide para feeback negativo e vigabatrina. - 27Qual outro conceito de status epilepticus?Considerar quadros de convulsão que dure mais do que 5 minutos como status epilepticus no que se trata de tratamento.
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- Flashcards on Convulsões- Pediatria, created by Kayssa Pena on 17/02/2022.
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- Kayssa Pena
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