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Flashcards

P1 SFI

Brenda Sivilha Portuguese 37 cards

Cards in this deck (37)

  1. 1Balanço de Pagamentos e Qual autorregistro sistemático de transações entre residentes e não-residentes
    Balanço de pagamentos é calculado pelo Banco Central do Brasil
    “registro sistemático das transações econômicas entre residentes e não residentes de um país durante determinado período de tempo” (Carvalho e Silva)
  2. 2Transações correntes, explique cada parteTransações Correntes = fluxos de bens reais (BC + BS + BR + TU)
    Balança Comercial = registra o saldo das exportações e importações de mercadorias;
    Balança de Serviços = registra o saldo do valor dos serviços prestados e recebidos por residentes de um país
    Balança de Rendas: Contabiliza rendas de trabalho (salários e ordenados) e capital (Renda de investimentos: lucros, dividendos e juros);
    Balança de Rendas = Rendas Recebidas – Rendas Enviadas
    Rendas recebidas → o que brasileiros ganham do exterior.
    Ex: um brasileiro que trabalha fora e manda o salário para o Brasil, ou lucros de empresas brasileiras no exterior.
    Rendas enviadas → o que estrangeiros ganham aqui.
    Ex: lucros de empresas estrangeiras que atuam no Brasil e mandam o dinheiro de volta para seus países.
    Transferências Unilaterais: pagamentos ou recebimentos, tanto em moeda quanto em bens, sem contrapartida, tais como remessas de recursos realizados por pessoas que trabalham em outro país aos seus familiares no país de origem, ou doações de um país para o outro a título de ajuda humanitária ou reparação de guerra
  3. 3conta financeira: o que é e relação com a balança de rendasA Conta Financeira mostra a entrada e saída de investimentos (como compra de empresas, ações, empréstimos, etc).
    Quando entram muitos investimentos estrangeiros (dinheiro de fora), isso aumenta a chance de o Brasil ter que pagar rendas depois — como juros, lucros e dividendos — para esses investidores.
    Por isso, quanto mais dinheiro entra na conta financeira, maior a chance de a Balança de Rendas ficar negativa (porque enviamos mais rendas para fora depois).
  4. 4conta de rendaConta de renda: fluxo de renda gerado por investimento já existente; é o resultado do capital. Ex: lucros de ações no exterior; juros de dívida externa
  5. 5PrebischPrebisch: A periferia vende barato e compra caro → dependência econômica e dificuldade de desenvolvimento.
  6. 6conta de capitalConta de capital: Registra transferências de capital e aquisições/vendas de ativos não financeiros não produzidos. Ex: Perdão de dívida externa; Doações internacionais para construção de infraestrutura; Compra/venda de terras, direitos autorais, patentes, marcas registradas etc.
  7. 7conta financeira registra:Conta Financeira registra: Investimento direto estrangeiro, investimento em carteira e outros investimentos
  8. 8ativos e passivosAtivos: representam direitos que se tem sobre não-residentes. Ex: títulos da dívida, debêntures, notas promissórias, ações, etc; quem empresta ou investe em um país passa a deter um ativo
    Passivos: representam endividamento para com os não-residentes; quem pega emprestado ou recebe investimentos residentes passa a deter um passivo.
  9. 9erros e omissõesErros e omissões: Falhas na contabilidade, conta residual, transações não registradas pela autoridade, mas que implicam em variação nas reservas
  10. 10tecnicamente saldo do BP é zeroTC+CK+CF+EO= Saldo
  11. 11déficit nas TC, necessita de financiamento externo, ou seja, um superávit na conta financeira; se tem divida vai ter mais ou menos credito para oferecerQuando o país importa mais do que exporta ou envia mais rendas do que recebe, ele fica com déficit na conta corrente. Para equilibrar, ele precisa financiar esse déficit — ou seja, atrair capital de fora. Isso aparece como um superávit na Conta Financeira (entrada de investimentos, empréstimos, etc).
  12. 12impacto do uso do mercado de capitaisImpactos do Uso do mercado de capitais: O mercado de capitais (ações, títulos, investimentos em carteira) pode ajudar o país a financiar déficits e atrair investimentos, mas também aumenta a vulnerabilidade: se o cenário internacional muda, o dinheiro pode sair rapidamente, gerando instabilidade cambial.
  13. 13Quando o país está com desequilíbrio no BP (normalmente um déficit), o governo pode adotar medidas para corrigir a situação — ou reduzindo as importações e saídas de capital, ou aumentando as exportações e entradas de capital. (7)desvalorização cambial;
    O governo faz o valor da moeda nacional cair em relação a outras moedas. Efeitos: Exportações ficam mais baratas para estrangeiros → aumentam. Importações ficam mais caras → diminuem.
    elevação das tarifas de importação;
    O governo aumenta impostos sobre produtos importados. Importações ficam mais caras, o que reduz a saída de dólares.
    cotas de importação;
    O governo limita a quantidade de certos produtos que podem ser importados.
    subsídios às exportações;
    O governo dá incentivos ou benefícios fiscais às empresas que exportam.
    restrições a saída de capitais e remessa de lucros;
    O governo controla ou limita: Envio de lucros por empresas estrangeiras para suas matrizes e transferências de dinheiro para fora do país.
    redução do nível de atividade economica;
    O governo adota medidas para diminuir o consumo e as importações (por exemplo, reduzindo gastos públicos). Podendo gerar desemprego.
    elevação da taxa de juros interna
    O Banco Central aumenta os juros no país.
  14. 14Quando a Conta Corrente está negativa (déficit), a Conta Financeira costuma estar positiva (superávit).Quando a Conta Corrente está negativa (déficit), a Conta Financeira costuma estar positiva (superávit).
    Isso indica que o déficit externo foi financiado por entrada de capitais (investimentos e empréstimos).
    Quando há superávit em Conta Corrente, muitas vezes há saída de capitais ou acúmulo de reservas.
    O Balanço de Pagamentos tende a se equilibrar, pois déficits na Conta Corrente são compensados por superávits na Conta Financeira ou pelo uso de reservas internacionais.
  15. 15o que Krugman diz sobre a hierarquia das moedasSegundo Krugman (1991, p. 165), “a atividade econômica internacional, assim como a atividade doméstica, requer o uso da moeda, e as mesmas forças que conduzem à convergência em uma única moeda doméstica conduzem o mundo a convergir em um número limitado de moedas internacionais”
  16. 163 principais objetivos do sistema monet. internacional de acordo com Plihon e Guillaumini) assegurar o intercâmbio e a circulação das moedas em âmbito internacional, de acordo com os regimes cambiais e as regras de convertibilidade das moedas;
    ii) permitir o ajuste dos balanços de pagamentos, principalmente no que diz respeito aos desequilíbrios externos; e
    iii) assegurar a liquidez internacional, fornecendo à economia mundial a moeda necessária para os intercâmbios internacionais.
  17. 17as 3 funções da moedaAs três funções clássicas da moeda são as de meio de pagamento, unidade de conta e reserva de valor.
  18. 18uso privado e público da moedaUsos privados:
    Meio de pagamento: moeda veicular > para pagamentos internacionais, comércio exterior, operações interbancárias;
    Unidade de conta: moeda de denominação, no qual os preços são estabelecidos;
    Reserva de valor: para preservar o valor dos ativos; estocar riquezas.
    Funções da moeda
    Usos públicos:
    Meio de pagamento: moeda de intervenção – BCs utilizam como meio de pagamento e com intuito de intervir no câmbio;
    Unidade de conta: moeda de referência ou âncora – moeda principal à qual a moeda nacional será ancorada ou referenciada; vincula a moeda a essa unidade de conta de referência;
    Moeda reserva: autoridades mantêm reservas cambiais; preservar o valor dos ativos.
  19. 19o que dizem aglietta, deusy-fournier e Bellluzo sobre a hierarquia das moedasAglietta e Deusy-Fournier (1994) sugerem que a estrutura hierarquizada do sistema monetário internacional tem como grande determinante a relação de forças entre os Estados Nacionais e não meramente a livre escolha de mercado por parte dos agentes internacionais. Belluzzo (1997) vai além, sugerindo que a hegemonia do dólar seja imposta pelos Estados Unidos mediante o poder de financiamento de atividades no exterior.
  20. 20o que define as moedas internacionais (direta e indiretamente)O poder geopolítico pode incentivar o uso de uma moeda de duas formas: diretamente, pela confiança dos agentes em um Estado forte que a emite; ou indiretamente, ao influenciar fatores econômicos como o tamanho da rede de transações e as características do mercado financeiro.
    Diretamente:
    Quando um país é poderoso e confiável, as pessoas e empresas de outros países confiam em sua moeda. Por exemplo, muitos países usam o dólar porque confiam na economia e na estabilidade dos EUA.
    Indiretamente:
    O poder geopolítico também influencia aspectos econômicos que tornam a moeda mais prática e vantajosa de usar — como o tamanho do mercado financeiro, a quantidade de transações internacionais e o acesso a bancos e investimentos ligados àquele país.
  21. 21taxa de câmbio, me hlro pro exportador ou importador?taxa de câmbio: Valor da moeda estrangeira medido em unidades da moeda nacional.
    Implicações da taxa de câmbio para o Balanço de Pagamentos:
    Exportador: vende mercadoria a vista por US$ 1.000 , Recebe e vai ao BC trocar por reais. Se o câmbio estiver em 1, ele vai trocar por R$ 1000.Se o câmbio mudar para 1,10, ele vai trocar os US$ 1000 por R$ 1.1000 reais, ou seja, ele ganhou mais, aumentou seu poder de compra no mercado interno. A desvalorização estimulou as exportações, pois as mercadorias exportadas ficam mais caras, aumenta a renda de quem exporta.
    Para quem importa vale o contrário, se o câmbio passa para 1,10, ele vai gastar mais para comprar as coisas em dólar lá fora.
  22. 22dois tipode de regimes câmbiaisDois tipos puros extremos: a flutuação pura e a paridade fixa imutável
    A flutuação pura: câmbio perfeitamente flexível – a taxa de câmbio é determinada, exclusivamente, através da operação das forças de mercado.
    Regime de câmbio fixo: é aquele em que uma paridade entre a moeda doméstica e a estrangeira é estabelecida através de uma decisão do governo ou de uma lei. A fixação da taxa de cambio dependerá das autoridades monetárias. Ex: padrão-ouro
  23. 23regime cambial na práticaNo mundo real: na prática o mercado não consegue ajustar bem então há alguma intervenção ; baixa eficácia do mercado em estabelecer taxa de câmbio de equilíbrio
    Regimes de câmbio intermediários: diferentes modalidades de câmbio fixo ajustável e de flutuação suja ou administrada
  24. 24Quando o governo vende dólares, isso tende a levar à valorização do câmbio, ou seja, à valorização do real frente ao dólar. Por que isso acontece?Quando o governo vende dólares, isso tende a levar à valorização do câmbio, ou seja, à valorização do real frente ao dólar. Por que isso acontece?
    Ao vender dólares, o Banco Central aumenta a oferta de dólares no mercado. Com mais dólares disponíveis, o preço do dólar cai em relação ao real.
  25. 25Quando o governo compra dólares, isso tende a levar à desvalorização do real — ou seja, o dólar fica mais caro em relação ao real. Por que isso acontece?Quando o governo compra dólares, isso tende a levar à desvalorização do real — ou seja, o dólar fica mais caro em relação ao real. Por que isso acontece?
    Ao comprar dólares, o Banco Central retira dólares do mercado. Com menos dólares disponíveis, seu preço sobe em relação ao real.
  26. 26o padrão ouro, por que adquirir?1821: Inglaterra adota o padrão ouro: evolui a partir da decisões internas da Inglaterra: estabilizar a moeda, reduzir risco de inflação, taxas de câmbio mais previsíveis
    Revolução Industrial: Inglaterra potência industrial; financiamentos externos; liberalismo versus mercantilismo; integração dos mercados
    Sistema internacional de taxas de câmbio fixas, baseado no ouro.
    Papel-moeda interno ou outras moedas que circulavam deveriam corresponder a um volume equivalente de ouro guardado nos cofres de seus bancos centrais ou tesouros nacionais, no qual esse meio circulante poderia ser convertido.
  27. 27o que Hume falou sobre o padrão ouro?David Hume: modelo - toda vez que um país exportava uma mercadoria, recebia o pagamento em ouro; se importava, pagava em ouro;
  28. 28correção de déficit no padrão ouroSe um país tinha déficit comercial, ele sofria então uma perda de ouro; com menos ouro circulando internamente, o país reduzia a moeda interna para manter a paridade; menos dinheiro implicava em queda nos preços e barateamento das mesmas; e assim elas eram mais atraentes internacionalmente; o que levava a mais vendas e a uma correção do déficit.
    No caso do superávit era o contrário; mais ouro, mais inflação, etc…
  29. 29crise do padrão ouromoeda nacional deveria corresponder a um volume equivalente de ouro
    como a taxa de câmbio não podia ficar mudando, os países não podiam ficar usando muito sua moeda, investindo muito
    padrão ouro entra em crise pq ao passar do século, a população passa a exigir do governo um desenvolvimento econômico
    não poder mexer na taxa de câmbio e oferta de moeda se torna um problema
    os conflitos antecedentes da 1GM gera maior necessidade de gasto (bélico) e as pessoas não aceitam mais baixar o salário delas
    países de periferia era difícil cooperar porque seus produtos eram primários e com preços voláteis
    1870: deflação dos EUA: a produção mundial crescia mais rápido que o estoque mundial de ouro, queda de preços (principalmente dos produtos agrícolas)
    agricultores começaram a manifestar, pedindo maior emissão de dinheiro para que os preços subissem
  30. 30crise de 29 e o padrão ouroA Grande Depressão destruiu o liberalismo econômico por meio século – países que ainda adotavam o padrão ouro sofrem mais pois a política interna é limitada
    Países abandonam o padrão ouro no início da década de 1930; desvalorizações competitivas
  31. 31objetivo de Bretton Woods e crpitica ao padrão ouro (Keynes)Objetivo: definir regras comuns de comportamento para os países participantes que poderiam contribuir para que eles atingissem níveis sustentados de prosperidade econômica/pleno emprego
    Grau de estabilidade nas taxas de câmbio; melhora dos problemas de pagamentos; permite a expansão do comércio e investimentos internacionais que alimentam o crescimento do pós-guerra.
    Críticas ao padrão-ouro (Keynes): disponibilidade de moeda depende de um fator exógeno à operação dessas economias, que é a disponibilidade de ouro -> ajuste interno (assimétrico)
  32. 32Keynes vs WhiteKeynes: permitir aos países modificar suas taxas de câmbio e adotar restrições cambiais e comerciais conforme necessário para combinar pleno emprego e equilíbrio no BP; previa grande volume de recursos para financiar BP
    Bancor; International Clearing Union
    White: FMI, Fórum/instituição que autorizaria mudança nas paridades; não era uma câmara de compensações com capacidade de criação de uma moeda própria, mas um fundo de estabilização dotado de um estoque de moedas nacionais definido. Dólar continua sendo o meio de pagamento nas operações estrangeiras.
    paridades fixas de câmbio
  33. 33white ganha, 3 pqWhite ganha
    1) Câmbio fixo mas ajustável: países deveriam fixar valores ao par entre suas moedas expressos em ouro ou outra moeda conversível em ouro (dólar) e manter taxas de câmbio dentro de uma banda de 1% em torno daqueles patamares; valores poderiam ser alterados em até 10% para corrigir desequilíbrio.
    2) Papel do FMI; muito menos financiamento do que Keynes queria;
    3) Controle de capitais.
    Obs: dólar como a principal moeda de reserva internacional, lastreado em ouro a uma taxa fixa de 35 dólares por onça. Ou seja, outros países podiam trocar seus dólares por ouro diretamente com o governo americano)
  34. 34dilema de triffinEle mostrou que o sistema de Bretton Woods tinha uma contradição interna:
    Para o mundo ter liquidez (moeda para o comércio internacional), os EUA precisavam emitir dólares.
    Mas quanto mais dólares o mundo acumulava, maior era o medo de que os EUA não conseguissem convertê-los em ouro (já que as reservas de ouro eram limitadas).
  35. 35déficit dos EUA em 1960Nos anos 1960, os EUA passaram a apresentar déficits no balanço de pagamentos (importavam mais do que exportavam e gastavam mais no exterior do que recebiam).
    Isso fez com que mais dólares circulassem fora dos EUA — principalmente na Europa e no Japão — reduzindo o controle americano sobre sua própria moeda.
    Começaram a surgir rumores de que os EUA não conseguiriam manter a conversibilidade dólar–ouro.
    Com isso, muitos países passaram a trocar seus dólares por ouro, temendo uma futura desvalorização.
    Concorrência internacional: Europa e Japão voltaram a crescer rapidamente e competiam com os EUA em exportações.
    Gastos militares: a Guerra do Vietnã e outras intervenções custavam caro.
    Diante do desequilíbrio, investidores e governos começaram a especular contra o dólar, pedindo conversão em ouro.
  36. 36ao invés de aceitar perderEm vez de aceitar perder poder, os EUA buscaram reforçar o papel central do dólar na economia mundial, tentando:
    Impor o dólar como referência obrigatória nas transações internacionais;
    Anular a crescente força econômica europeia e japonesa.
  37. 37fim do regime de Bretton Woods1971: Fim do lastro ouro-dólar - O presidente Nixon suspendeu a conversão do dólar em ouro e bloqueou transações com ouro → o sistema de câmbios fixos acabou.
    1973: desvalorização do dólar - O dólar perdeu valor frente a outras moedas; iniciou-se o sistema de câmbios flutuantes.
    1979: Choques de juro Volcker - O presidente do Fed, Paul Volcker, elevou drasticamente os juros para conter a inflação, marcando o início da política monetária neoliberal.

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Description
Flashcards on P1 SFI, created by Brenda Sivilha on 14/10/2025.
Created by
Brenda Sivilha · Oct 2025
Updated
Oct 21, 2025
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