Flashcards
Trato digestivo
Cards in this deck (30)
- 1Fenda palatinaé uma má formação congênita, comunicação anormal entre as cavidades nasal e oral, causada pela falha no fechamento durante o desevolvimento fetal
- 2Raças predispostas a fenda palatinaPequinês, Bulldog, Siames
- 3Sdificuldade para mamar, leite sai pelas narinas, tosse, espirros e predisposição a pneumonia aspirativa
- 4Conduta antes da cirurgiaé fundamental estabilizar o paciente e garantir suporte nutricional adequado. Muitos filhotes necessitam de alimentação por sonda até que possuam condições clínicas para o procedimento cirúrgico. Caso haja pneumonia aspirativa, o tratamento inclui antibioticoterapia, suporte respiratório e monitoramento constante.
- 5Tratamento definitivocorreção cirurgica, realizada normalmente entre oito e doze semanas de idade.
- 6Tecnica cirurgica palato duroé o fechamento por meio de retalhos mucoperiosteais bilaterais. Após o descolamento dos tecidos, as bordas da fenda são aproximadas e suturadas utilizando fios absorvíveis monofilamentares ou multifilamentares de pequeno calibre, geralmente em padrão simples interrompido. A principal preocupação durante essa etapa é evitar tensão excessiva sobre a linha de sutura, pois isso aumenta significativamente o risco de deiscência.
- 7Tecnica palato moleo procedimento torna-se mais delicado devido à necessidade de reconstrução funcional da musculatura. Nesse caso, realiza-se a separação das camadas nasal e oral, seguida da reconstrução individual de cada plano anatômico. Primeiramente é fechada a mucosa nasal, depois a musculatura do palato mole e, por último, a mucosa oral. Esse fechamento em múltiplas camadas proporciona maior resistência mecânica e reduz a ocorrência de falhas na cicatrização.
- 8Princípio fundamental da correção da fenda palatinaé a preservação da vascularização dos retalhos. O suprimento sanguíneo adequado garante nutrição tecidual e favorece a cicatrização. Além disso, a manipulação dos tecidos deve ser extremamente delicada para minimizar trauma cirúrgico e reduzir o risco de necrose.
- 9pós-operatório da fenda palatinarecomenda-se analgesia adequada, controle da inflamação e, quando necessário, antibioticoterapia. A alimentação deve ser oferecida em consistência líquida ou pastosa por várias semanas, evitando alimentos secos ou objetos que possam traumatizar a linha de sutura. Também é importante restringir brincadeiras com mordedores e brinquedos rígidos durante a recuperação.
- 10Complicação da cirurgiaAs principais complicações da correção cirúrgica da fenda palatina incluem deiscência da sutura, infecção, necrose dos retalhos e persistência de pequenas comunicações oronasais. Em casos extensos ou quando ocorre falha no fechamento inicial, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos adicionais para obtenção do resultado definitivo.
- 11Mucocele salivaré a afecção mais frequente das glândulas salivares em cães. Ela ocorre quando há ruptura de um ducto salivar ou da própria glândula, permitindo o extravasamento da saliva para os tecidos adjacentes. Como a saliva é irritante para os tecidos, ocorre uma reação inflamatória local e a formação de uma cavidade envolvida por tecido de granulação, preenchida por saliva. As glândulas mandibular e sublingual são as mais frequentemente acometidas.
- 12apresentação clínica da mucocelevaria de acordo com sua localização. Na forma cervical, observa-se um aumento de volume flutuante, geralmente indolor, na região do pescoço. Quando ocorre na região sublingual, recebe o nome de rânula e pode provocar deslocamento da língua, dificuldade de mastigação, disfagia e salivação excessiva. A mucocele faríngea pode causar dificuldade respiratória e de deglutição devido à compressão das estruturas da faringe. Já a mucocele zigomática é menos comum e pode provocar exoftalmia, estrabismo e aumento de volume na região orbitária.
- 13sialoadenitecaracterizada pela inflamação das glândulas salivares. Essa condição é considerada rara em cães e gatos e pode estar associada a infecções bacterianas, traumas ou obstruções dos ductos salivares
- 14Sinais clinicos sialoadeniteincluem aumento de volume da glândula afetada, dor à palpação, febre e, em alguns casos, drenagem de secreção purulenta pelo ducto salivar. A glândula zigomática é frequentemente citada como uma das mais acometidas.
- 15tratamento da sialoadenitebaseia-se na identificação do agente causador e na utilização de antibióticos adequados, preferencialmente após realização de cultura e antibiograma.
- 16neoplasias das glândulas salivaresAs glândulas parótida e mandibular são as mais frequentemente acometidas. Em muitos casos, os tumores apresentam crescimento lento e permanecem assintomáticos por longos períodos, sendo identificados apenas como massas palpáveis na região da glândula afetada. Entretanto, conforme evoluem, podem invadir tecidos adjacentes e comprometer estruturas importantes da cabeça e do pescoço.
- 17diagnóstico das doenças salivaresinicia-se pela anamnese e exame físico detalhado. A palpação da região afetada permite identificar alterações de volume, consistência e sensibilidade. A punção aspirativa pode auxiliar na diferenciação entre mucocele, abscesso e neoplasia. Exames complementares como ultrassonografia, radiografia, tomografia computadorizada e histopatologia podem ser utilizados para confirmação diagnóstica e planejamento terapêutico.
- 18tratamento das doenças salivaresvaria conforme a enfermidade diagnosticada. Nas mucoceles salivares, o tratamento definitivo consiste na remoção cirúrgica da glândula e do ducto acometidos, procedimento denominado sialoadenectomia. Nos casos de rânula, pode ser realizada também a marsupialização, técnica que cria uma abertura permanente para drenagem do conteúdo salivar. Nas neoplasias, a excisão cirúrgica é o tratamento de escolha sempre que possível, podendo ser associada a outras modalidades terapêuticas, como radioterapia, em casos selecionados.
- 19período pós-operatório da cirurgia das doenças salivaresrequer monitoramento cuidadoso para evitar complicações como infecção, edema, formação de novas mucoceles e recidivas. Geralmente recomenda-se antibioticoterapia profilática, analgesia adequada e alimentação pastosa durante os primeiros dias após o procedimento cirúrgico.
- 20cirurgias esofágicassão indicadas para o tratamento de diversas afecções, incluindo corpos estranhos, perfurações, estenoses, tumores, divertículos e anomalias vasculares congênitas. Entre todas elas, a presença de corpos estranhos esofágicos é considerada a enfermidade cirúrgica mais frequente em cães e gatos. Ossos, anzóis, brinquedos e outros objetos podem ficar impactados no lúmen esofágico, causando obstrução, inflamação, ulceração, necrose e até perfuração da parede do órgão.
- 21Sinais clinicos de perfuração esofagicaregurgitação, disfagia, hipersalivação, dor e perda de apetite.
- 22remoção de corpos estranhosdeve ser realizada por endoscopia, método minimamente invasivo que permite diagnóstico e tratamento simultaneamente. Entretanto, quando a remoção endoscópica não é possível ou quando existem complicações associadas, pode ser necessária a realização de uma esofagotomia, procedimento cirúrgico que consiste na abertura controlada do esôfago para retirada do material obstrutivo.
- 23perfurações esofágicasrepresentam uma condição grave e podem ser causadas por corpos estranhos, traumas, agentes cáusticos ou procedimentos iatrogênicos. O extravasamento de saliva e conteúdo alimentar para os tecidos adjacentes pode provocar mediastinite, infecções profundas e piotórax, aumentando significativamente a mortalidade. Nesses casos, o tratamento geralmente consiste em sutura primária da lesão associada a técnicas de reforço tecidual e drenagem adequada da região afetada.
- 24persistência do arco aórtico direitouma anomalia vascular congênita que ocorre durante o desenvolvimento embrionário. Nessa condição, estruturas vasculares anormais comprimem o esôfago próximo à base do coração, dificultando a passagem do alimento e promovendo dilatação esofágica cranial ao local da compressão, caracterizando o megaesôfago secundário. Os animais acometidos apresentam regurgitação logo após a introdução de alimentos sólidos, atraso no crescimento e perda de peso.
- 25tratamento da persistencia do arco aorticoconsiste na correção cirúrgica do anel vascular responsável pela compressão.
- 26tumores esofágicoscarcinomas, leiomiomas, fibrossarcomas, osteossarcomas e nódulos associados ao parasita Spirocerca lupi
- 27diagnóstico dos tumoresenvolve exames de imagem e endoscopia com biópsia. Quando possível, realiza-se a remoção cirúrgica do tumor, embora muitos casos apresentem limitações devido à extensão da lesão.
- 28princípios da cirurgia esofágicaexigem manipulação extremamente cuidadosa dos tecidos. Durante o procedimento, deve-se minimizar o trauma cirúrgico, preservar a vascularização local e evitar contaminação. Recomenda-se o uso de fios monofilamentares absorvíveis e padrões de sutura simples interrompidos, que proporcionam melhor distribuição da tensão. Como a ausência de serosa prejudica a cicatrização, frequentemente utilizam-se técnicas de reforço da sutura, como omentalização, retalhos musculares ou enxertos de pericárdio.
- 29Após a cirurgia esofagicamuitos pacientes necessitam de suporte nutricional por meio de sonda de gastrostomia, permitindo o repouso do esôfago durante a cicatrização. A alimentação oral geralmente é retomada de forma gradual, associada ao uso de analgésicos, anti-inflamatórios e medicamentos que auxiliam no controle do refluxo gastroesofágico.
- 30complicações pós-operatóriasrepresentam uma das maiores preocupações na cirurgia esofágica. A deiscência da sutura é considerada a mais grave, podendo resultar em mediastinite, piotórax, sepse e óbito. Outra complicação frequente é a formação de estenoses cicatriciais, que reduzem o diâmetro do lúmen e dificultam novamente a passagem do alimento. Também pode ocorrer esofagite de refluxo, especialmente em pacientes submetidos à anestesia ou procedimentos próximos à junção gastroesofágica.
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- Flashcards on Trato digestivo , created by ana luisa on 09/06/2026.
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- ana luisa
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