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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Caroline Martins Portuguese

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

  1. GRANDEZAS ELÉTRICAS

    • Definição: Tudo aquilo que pode ser atribuído a uma certa quantidade e dessa forma tornar-se mensurável, ou seja, qualquer coisa que represente um valor ou uma quantidade definida em uma certa unidade de medição é uma grandeza
      • Exemplos de grandezas: - Velocidade - Aceleração - Pressão - Intensidade de luz - Calor - Distância
        • DIFERENÇA DE POTÊNCIAL UAB = VA – VB
          • a) Se a válvula for aberta haverá um fluxo de água do lado A para o lado B, ate que os níveis estejam iguais.
            • Va ≠ Vb = existe fluxo de água
          • b) Quando os níveis do lado A e B estiverem iguais, não haverá mais fluxo de água de um lado para o outro
            • Va = Vb = NÃO existe fluxo de água
    • Unidade e Símbolo da Tensão elétrica
      • No S.I (Sistema Internacional) a Tensão elétrica (ou DDP ou diferença de Potencial), cujo símbolo é a letra U, é medido em Volts (V).
        • A tenção pode ser
          • Continua
          • Alternada
    • CORRENTE ELÉTRICA
      • Quando surge um fluxo ordenado de elétrons em um circuito, dizemos que ali flui uma corrente elétrica.
        • SIMBOLOGIA: I = 10 A
          • A - é a unidade em que o valor foi medido ( ampères )
      • RESISTÊNCIA ELÉTRICA
        • Analogamente em eletricidade, à oposição a passagem de corrente elétrica oferecida por qualquer elemento, denominamos de Resistência Elétrica
          • SIMBOLOGIA:
        • POTÊNCIA ELÉTRICA
          • Fisicamente podemos definir potência como sendo a energia consumida ou liberada em um intervalo de tempo
            • Potência Elétrica, cujo símbolo é a letra P, é medida em Watt (W)
              • ONDE:
          • DEFINIDA POR: P = U x I
            • ONDE: P = Potência dissipada em Watts U = Tensão em Volts I = Corrente em Àmperes.
          • POTÊNCIA CONSUMIDA OU DISSIPADA
            • A especificação da quantidade de energia que um aparelho consome é dada de uma forma indireta pela sua potência
            • A potencia indicada nos aparelhos representa a quantidade de WATTs utilizada em 1 hora de utilização
  2. Associação de elementos de um circuito elétrico

    • ELEMENTOS DO CIRCUITO ELÉTRICO
      • CHAVE liga/desliga
      • Gerador
      • lâmpada
      • É necessário interromper o fluxo de elétrons ; Portanto os elementos seccionadores estarão sempre em série com a carga;
        • Em uma instalação elétrica, todos os equipamentos devem poder funcionar independentemente dos demais, portanto é necessário que cada elemento tenha acesso individual ao fase e neutro.
          • Portanto eles devem estar conectados em paralelo
    • Elementos de Seccionamento
      • =>
    • Elementos de proteção
      • <=
      • Estes dispositivos interrompem a passagem da corrente quando acionados.
    • O Padrão de entrada da energia Elétrica pode ser :
      • Monofásico
      • Trifásico
        • A determinação de qual desses 3 tipos é em função da demanda de consumo;
      • Bifásico
    • CELESC
      • De acordo com a CELESC – Norma Técnica N-321 .0001 de 2015
      • Para parametrização do sistema, os limites que a Celesc utiliza para definir o tipo de ligação ideal para o consumidor são:
        • Monofásica = 01 fase, 02 fios Com tensões de 380/220V;
        • Trifásica = 03 fases, 04 fios Com tensões de 380/220V ;
        • Bifásica = 02 fases, 03 fios Com tensões de 380/220V;
      • Potência de equipamentos indutivos
        • Potencia em Watts = Potencia em VA x Fator de Potencia
        • Elementos de uma instalação elétrica
          • Aterramento
          • BEP
          • Disjuntores
          • Fios e cabos
          • Eletrodutos ou Eletrocalhas
          • SPDA
          • Disjuntores Residuais
          • Tomadas
          • DPS – Dispositivos de proteção contra surtos elétricos
          • Pontos de luz - luminárias
          • Outros equipamentos
          • Caixas de passagem e de distribuição
  3. ELEMENTOS DE UMA INSTALAÇÃO ÉLÉTRICA

    • Componentes e as ligações de circuitos residenciais de baixa tensão
      • Fios e cabos = A fiação é, geralmente, em cobre, envoltos em PVC - ou outro material isolante - que suporte temperaturas de até 70ºC.
        • A NBR 6880 estabelece para condutores de cobre seis classes de encordoamento conforme a tabela abaixo
      • Tipos de Cabos e seu isolamento
        • Cores que a norma recomenda
        • Determina a temperatura máxima a que os condutores poderão estar submetidos em regime contínuo, em sobrecarga ou em conduções de curto-circuito.
          • ISOLAÇÃO
    • CAIXAS DE PASSAGEM
      • Também chamadas de caixas de derivação, são embutidas nas paredes ou lajes. Acomodam tomadas, interruptores ou pontos de luz. São interligadas pelos eletrodutos
    • ELETRODUTOS
      • Tubos para passagem e proteção dos condutores. Podem ser aparentes, fixados por abraçadeiras, ou embutidos em paredes e lajes. Não podem ocupar mais do que 60% de sua seção para não restringir a ventilação ou provocar esforços no isolamento dos condutores
    • Circuitos dedicados
      • Recomendado para equipamentos elétricos, com alta potência, como fornos e fogões elétricos, microndas, ar condicionado, etc
      • A NBR5410 determina que o limite máximo de corrente para um circuito comum é de 10 A.
      • Cada circuito deverá ser protegido, utilizando um um Disjuntor Residual (DR), o DPS e o Disjuntor termomagnetico.
    • Quadro de distribuição
      • Aloja dispositivos de proteção, chamados de circuitos terminais, cuja função é alimentar os pontos de consumo;
        • Deve ficar em local de fácil acesso, preferencialmente junto à porta de entrada, para permitir acesso rápido caso seja necessário desligar a energia elétrica
    • Padrão de entrada
      • É o poste com isolador de roldana, bengala, caixa de medição e haste de terra que devem estar instalados atendendo às especificações da norma
    • Disjuntor
      • dispositivo eletromecânico, que funciona como um interruptor automático, destinado a proteger uma determinada instalação elétrica contra possíveis danos
        • Função: proteger o sistema elétrico, desarmando quando a corrente exigida pelos aparelhos é superior à suportada pela fiação
      • CLASSES DIJUNTORES
        • Curva B
          • Estipula que sua corrente de ruptura esta compreendido entre 3 e 5 vezes a corrente nominal, usado onde se espera um curto circuito de baixa intensidade
        • Curva C
          • Estipula que sua corrente de ruptura esta compreendido entre 5 e 10 vezes a corrente nominal, usado onde se espera um curto circuito de média intensidade
        • Curva D
          • Estipula que sua corrente de ruptura esta compreendido entre 10 e 20 vezes a corrente nominal, usado onde se espera um curto circuito de alta intensidade
        • Não existe contudo disjuntores de curva A, o motivo é para que o A da curva não seja confundido com o A de Àmpere
      • Contatores
        • Permitem a partir de um circuito de comando, efetuar o controle de cargas em um circuito de potência
          • Vantagens:
            • Comando à distância
            • Elevado número de manobras
            • Grande vida útil mecânica
            • Maior número de contatos possíveis
        • DPS (Dispositivo de proteção)
          • dispositivo destinado a proteger os equipamentos elétricos contra picos de tensão geralmente causados por descargas atmosféricas na rede da concessionária de energia elétrica
      • QUADRO DE MEDIÇÃO
        • Abriga o aparelho que mede o consumo e também o sistema de aterramento.
      • Aterramento
        • sistema utilizado para evitar desequilíbrios na tensão elétrica de uma instalação qualquer
        • TERRA (PE)
          • condutor baseado em haste metálica pelo qual não circula corrente em condições normais de funcionamento da instalação.
          • NEUTRO (N)
            • serve como retorno para a corrente que percorre a instalação, aonde nem sempre o potencial verificado equivale a zero
        • Material para aterramento
          • Haste de Aterramento
          • Malha de Aterramento
          • Estruturas Metálicas
  4. NBR5410

    • Casos em que o uso de dispositivo DR é obrigatório
      • circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro
      • circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação
      • circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior
      • circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas cozinhas, lavanderias, etc.
      • circuitos que em edificações não-residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas, copas-cozinhas, etc
      • Qualquer que seja o esquema de aterramento, devem ser objeto de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente diferencial-residual nominal I∆n igual ou inferior a 30 mA:
        • Dados utilizadas no dimensionamento de condutores
          • Os métodos de referência são os métodos de instalação, indicados na IEC 60364-5-52, para os quais a capacidade de condução de corrente foi determinada por ensaio ou por cálculo. São eles:
            • A1: condutores isolados em eletroduto de seção circular embutido em parede termicamente isolante;
            • A2: cabo multipolar em eletroduto de seção circular embutido em parede termicamente isolante;
            • B1: condutores isolados em eletroduto de seção circular sobre parede de madeira
            • B2: cabo multipolar em eletroduto de seção circular sobre parede de madeira
            • C: cabos unipolares ou cabo multipolar sobre parede de madeira;
            • D: cabo multipolar em eletroduto enterrado no solo;
            • E: cabo multipolar ao ar livre;
            • F: cabos unipolares justapostos (na horizontal, na vertical ou em trifólio) ao ar livre;
            • G: cabos unipolares espaçados ao ar livre.
              • Eletrodutos
                • Condutor neutro
                  • não pode ser comum a mais de um circuito
                  • de um circuito monofásico deve ter a mesma seção do condutor de fase;
                • dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem permitir que, após montagem da linha, os condutores possam ser instalados e retirados com facilidade
            • Não devemos mesclar circuitos de Iluminação com tomadas ou vice-versa
              • Os dispositivos de proteção devem ser dispostos e identificados de forma que seja fácil reconhecer
    • Quantidade mínima de pontos de luz
      • pelo menos um no teto
      • Arandelas no banheiro devem estar distantes, pelo menos, 60 cm do limite do box
      • Potência mínima
        • A carga da iluminação é feita em função da área do cômodo da residência:
          • Para área ≤ 6 m² => Mínimo de 100 VA
          • Para área ≥ 6 m² => Mínimo de 100 VA para os primeiros 6 m², e acrescentar 60 VA para cada aumento de 4 m² metros inteiros.
        • LEVANTAMENTO DA CARGA DE TOMADAS
          • TOMADA TUG
            • Áreas ≤ a 6 m2 = 1 tomada
            • Áreas ≥ a 6 m2 = 1 tomada a cada 5 m de perímetro
          • CASOS ESPECIAIS
            • Cozinha = 1 tomada a cada 3,5 m de perímetro,
            • Banheiros, lavabos, garagem = 1 tomada
          • áreas úmidas as tomadas devem ser acima de 1,20m de altura
          • Potência das TUGs
            • Para banheiros, cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias etc
              • primeiras 3 tomadas deverão ser de 600VA, as demais de 100VA
            • Para os demais Cômodos
              • Tomadas de no mínimo 100 VA
  5. Simbologia

    • NORMA NBR 5444-1989
      • Divide a representação dos componentes nas seguintes categorias:
        • A – Dutos e distribuição
        • B – Quadros de distribuição
        • C – Interruptores
        • D – Luminárias, refletores e lâmpadas
        • E – Tomadas
        • F – Motores e Transformadores
      • Dutos e distribuição
    • Projetos elétrico em baixa tensão devem ser representados através de esquemas e símbolos, estes são:
      • Funcional
        • Representa todo o sistema elétrico e permite interpretar, em detalhes, o funcionamento do circuito
      • Multifilares
        • Representação do sistema elétrico onde cada traço representa um condutor.
      • Unifilares
        • Neste diagrama os traços representam os eletrodutos, onde são indicados, através de símbolos padronizados
    • Elementos da instalação elétrica
    • Interruptores (simbologia utilizada em plantas)
    • Seccionadores (disjuntores e fusíveis)
    • Luminárias, refletores, e lâmpadas
    • Tomadas
    • Diagrama Unifilar
      • Interruptor simples
      • Interruptores Paralelos
        • Geralmente são empregados em escadas, cômodos grandes ou com mais de uma saída e corredores assim o usuário pode acender a lâmpada no começo da escada e apaga-la ao final.
      • Interruptores Intermediários
        • São utilizados quando necessita-se de 3 ou mais pontos de acionamento de um ponto de Luz/força.
    • Motores e Transformadores
  6. Levantamento da demanda

    • Demanda de utilização
      • é a soma das potências nominais de todos os aparelhos elétricos que funcionam simultaneamente
    • Para o cálculo da demanda deve-se observar o seguinte:
      • A) Ao prever as cargas, estuda-se a melhor forma de instalar os pontos de utilização de energia elétrica;
      • B) A utilização da energia elétrica varia no decorrer do dia, porque o(s) usuário(s) não utiliza(m) ao mesmo tempo (simultaneamente) todos os pontos da instalação;
      • C) A carga instalada não varia, mas a demanda varia ao longo do tempo
      • D) Caso a especificação da entrada de energia fosse feita pela carga (potência) instalada, em vez da demanda, haveria um “superdimensionamento” de todos os elementos que compõem a entrada de energia
    • Cálculo da demanda
      • O dimensionamento dos componentes da entrada de serviço de energia elétrica das edificações de uso coletivo, deve ser feito pela demanda provável.
        • Provável demanda > PD = g1.P1 + g2.P2
  7. Divisão da instalação de circuitos

    • Motivo da divisão das cargas em circuitos elétricos:
      • Facilita a operação e a manutenção da instalação; Diminui a queda de tensão; A corrente nominal é menor, proporcionando condutores e dispositivos de proteção de menor seção e capacidade nominal; Facilita a passagem dos condutores nos eletrodos e as ligações dos mesmos aos terminais dos aparelhos de utilização (interruptores, tomadas e aparelhos).
    • Objetivos da divisão das cargas de uma instalação em circuitos:
      • Limitar as consequências de uma falta, a qual provocará apenas o desligamento do circuito defeituoso; Facilitar as verificações, os ensaios e a manutenção; Evitar os perigos que possam resultar da falha de um circuito único, como no caso da iluminação.
    • Tipos de quadros de distribuição quanto à tensão de alimentação:
      • Quadro de distribuição monofásico; Quadro de distribuição bifásico; Quadro de distribuição trifásico.
    • instalações Monofásicas
      • Temos apenas 1 fase; É necessário um Disjuntor Geral, para proteção e secionamento total da energia fornecida a edificação; As cargas devem ser distribuídas em circuitos de no máximo 10 A, com exceção das TUEs;
    • Instalações Bifásicas
      • Temos 2 fases, portanto as cargas devem ser distribuídas; São válidas as demais observações do sistema monofásico;
    • Critérios para a divisão dos circuitos terminais
      • devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam. Devem ser previstos:
        • Circuitos terminais distintos para iluminação e tomadas; circuitos independentes para equipamentos de corrente nominal superior a 10 A; Circuitos exclusivos para cada tomada de uso especifico (TUE); circuitos independentes para as TUG da cozinha, copa e área de serviço. Não devemos juntar cômodos de serviço com cômodos de descanso; Nas instalações alimentadas com duas ou três fases, as cargas devem ser distribuídas entre as fases, de modo a obter se o maior equilíbrio possível; TUEs são circuitos unicos;
  8. CÁLCULO DA QUEDA DE TENSÃO ELÉTRICA em condutores a mais de 30m do QGF

    • norma NBR 5410:2004
      • A queda de tensão em circuitos elétricos não pode ultrapassar:
    • Tabela dos fabricantes de cabos

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Mind Map on INSTALAÇÕES ELÉTRICAS, created by Caroline Martins on 11/09/2017.
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