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Protocolo IPv6

Michel Souza Redes de computadores Portuguese

Protocolo IPv6

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Protocolo IPv6

  1. Endereçamento do IPv6

    • Motivação IPv6
      • Surgiu como evolução e solução para a escassez de endereços IPv4
      • Apareceu como solução definitiva para tal problema, e não mais paliativa como o NAT
    • Características
      • Endereços de 128 bits
        • Permite uma versatilidade de endereçamento muito grande, sendo possível aplicar o princípio surgido pelo IPV4 de endereçar de forma pública e visível na Internet todo e qualquer dispositivo na rede
        • Escritos na forma hexadecimal, diferentemente do IPv4, que utilizava o formato decimal
        • Cada bloco de 4 bits é agrupado em um número hexadecimal e estes números hexadecimais são agrupados a cada 4 dígitos que variam de 0000 a FFFF, gerando 8 grupos
          • 2001:0DB8:00AD:000F:3456:AF42:CDCC:0001
      • Técnicas de redução de endereços podem ser implementadas para facilitar a leituraimplementadas, como a supressão de 0's consecutivos
        • 2001.CAFE:04FF:0000:0000:0000:0000:00CC
        • Poderá ser escrito por: 2001:CAFE:4FF::CC
        • Essa substituição só pode ocorrer apenas uma vez em cada endereço IPv6
      • Máscara padrão de distribuição para LAN’s de endereços /64
        • Convenção que facilita a distribuição de endereços diante da grande gama de possibilidades
        • Tal conceito pode ser facilmente extrapolado para o contexto empresarial
      • Protocolo Plug-and-play
        • Hosts possuem a capacidade de Autoconfiguração independendo do protocolo DHCP para ter conectividade
        • Apesar da existência do protocolo DHCPv6, ele não é utilizado
        • Os hosts conseguem trocar informações entre si e com os roteadores da rede e realizar a configuração automática dos parâmetros de rede
  2. Cabeçalho IPv6

    • Mais simples e modular, quando comparado ao IPv4
      • Mais simples no sentido de possuir uma quantidade menor de campos e não ser variável, tendo tamanho fixo de 40 bytes, diferentemente do IPv4 que poderia variar de 20 a 60 bytes
      • Modular por permitir a utilização de cabeçalhos de extensão através da utilização de ponteiros entre os cabeçalhos para o provimento de outros serviços
      • O protocolo IPv6 possui apenas 8 campos
      • O fato de se possuir um tamanho fixo, permite uma maior eficiência no processamento desses pacotes, implicando uma maior taxa de comutação
    • Campos
      • Versão: Campo de 4 bits indicando a versão 6 do protocolo
      • Classe de Tráfego: Campo de 8 bits. Possui função similar à função de ToS do IPv4 na classificação e priorização de tráfego
      • Identificação de Fluxo: Campo de 20 bits utilizado para marcação do tráfego e pode ser utilizado por tecnologias como multilayer switching ou faster packet-switching
        • Foi criado para mais um suporte à QoS
        • A ideia é estabelecer um circuito lógico para discriminação dos pacotes a nível da camada de rede
      • Tamanho do campo de dados: Campo de 16 bits, indicando o tamanho APENAS dos dados enviados junto ao cabeçalho
        • Substituiu o campo Tamanho Total do IPv4, que indicava o tamanho do cabeçalho mais o tamanho dos dados transmitidos
        • Contudo, o tamnho dos cabeçalhos de extensão também são somado nesse novo campo
      • Próximo Cabeçalho: Campo de 8 bits utilizado para referenciar os cabeçalhos de extensão eventualmente utilizados
        • Caso não haja cabeçalho de extensão, será constada a informação do protocolo de camada superior, tal qual consta no campo Protocolo do cabeçalho IPv4
      • Limite de Salto: Campo de 8 bits similar ao TTL do IPv4, determinando o tempo de vida ou limite de saltos do pacote na rede
      • Endereços de Origem e Destino: Campos utilizados para definir os endereços de 128 bits de origem e destino dos pacotes IPv6
  3. Novidades do IPv6

    • Implementação nativa de segurança através do IPSec tendo seu uso obrigatório
      • No IPv4, este procedimento de segurança é opcional e utilizou os conceitos e técnicas criadas para o IPv6
    • Não há mais o campo de tamanho do pacote, que antes limitava o tamanho dos pacotes IPv4 a 65536 bytes (64 bytes)
      • O IPv6 suporta os conhecidos jumbograms, que são aqueles maiores que 64 kb
      • Para tanto, utiliza-se um cabeçalho de extensão específico para indicar que o tamanho do pacote é maior que 64kb
    • A fragmentação dos pacotes no IPv6 não ocorre mais nos roteadores intermediários
      • Caso o pacote chegue a algum roteador e não seja possível encaminhar esse pacote sem fragmentá-lo, o roteador em questão descartar o pacote e envia uma mensagem do tipo "packet too big" ao host de origem
      • O host de origem é responsável por ajustar o pacote para encaminhamento
    • Não há mais transmissão de pacotes via Broadcast no IPv6 apenas UNICAST, ANYCAST e MULTICAST
      • ANYCAST: Determina um grupo de HOSTS, porém, diferentemente do MULTICAST, não depende da resposta de todos, mas tão somente do primeiro ou mais próximo para determinada métrica
      • Uma forma de utilização do MULTICAST é através do endereçamento link-local all-nodes, que é semelhante à utilização do endereço IPv4 224.0.0.0 para MULTICAST
  4. Modelos de transição IPv4 para IPv6

    • Pilha Dupla ou Dual Stack
      • Prevê a utilização dos dois protocolos de forma simultâneas nos dispositivos
      • É a técnica mais utilizada atualmente considerando as redes IPv4 com o devido suporte a redes IPv6
    • Túnel ou 6to4
      • O núcleo da rede opera em IPv4 e as redes de origem e destino operam em IPv6, ou seja, utilizando a infraestrutura atual da internet em IPv4
      • Dessa forma, os pacotes IPv6 são trafegados dentro de um túnel na rede IPv4. Algo semelhante em termos de implementação à técnica de VPN
    • Tradução
      • Implica dispositivos que fazem a conversão ou tradução de um tipo de endereço em outro
        • Dessa forma, permite-se a integração e comunicação entre redes com tecnologias distintas
        • Foi reservado a faixa de endereços 192.88.99.0/24 para tal aspecto, conforme RFC 3068
      • Pode-se dizer que o NAT é uma técnica de transição, não sendo utilizado entre endereços IPv6 diretamente
    • DIRECTACCESS da Microsoft permite um acesso remoto à intranet do órgão sem o estabelecimento de uma VPN
      • Essa tecnologia depende da utilização do protocolo IPv6 e do IPSec
      • Nesse sentido, para se implementar essa tecnologia em redes IPv4 e na própria internet, utilizam-se as técnicas de transição para encapsular os pacotes IPv6 nos pacotes IPv4, sendo transparente para o usuário
  5. Protocolos auxiliares

    • DHCPv6
      • O recurso de autoconfiguração do protocolo IPv6 questiona a necessidade do protocolo DHCPv6 na atribuição de endereços
        • A autoconfiguração permite que o dispositivo configure de forma automática o seu endereço
        • Baseando o prefixo do endereço de rede nas informações recebidas pelo roteador da rede e o sufixo do endereço de host baseado no endereço MAC que na teoria é único
        • Portanto, todo dispositivo seria capaz de obter seu endereço de forma automática
      • Porém, o protocolo DHCPv6, além de permitir um maior controle e administração das redes corporativas, não fornece apenas informações a respeito do endereço do dispositivo,
      • Portanto, a afirmação de que o protocolo DHCPv6 é totalmente desnecessário no IPv6 não é verdadeira, entretanto para a comunicação e acesso à rede, este é dispensável
    • ICMPv6
      • Faz-se necessário habilitar as portas para o tráfego dos pacotes ICMPv6 nos firewalls, uma vez que estes são fundamentais para o bom funcionamento do IPv6

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Redes de computadores Mind Map on Protocolo IPv6, created by Michel Souza on 25/04/2018.
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Michel Souza
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