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Locomoção
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Locomoção
Rastejar, mover-se em zigue-zague, nadar e andar
- larvas
- de corpo mole com esqueleto hidrostático movem-se rastejando.
- A contração muscular que ocorre em uma parte do corpo provoca uma extensão equivalente em outra parte relaxada do corpo
- ápodes (sem pernas)
- ocorrem ondas de contração e relaxamento desde a cabeça até a cauda.
- Faixas de ganchos adesivos ou tubérculos se prendem e desprendem sucessivamente do substrato para proporcionar um movimento para frente
- em algumas larvas de moscas, esse deslocamento é auxiliado pelos ganchos bucais.
- Na água, ondas laterais de contração contra o esqueleto hidrostático produzem uma natação sinuosa, como uma serpente, e ondas anteroposteriores produzem um movimento ondulante.
- Faixas de ganchos adesivos ou tubérculos se prendem e desprendem sucessivamente do substrato para proporcionar um movimento para frente
- ocorrem ondas de contração e relaxamento desde a cabeça até a cauda.
- Larvas com pernas torácicas e falsas-pernas abdominais,
- desenvolvem ondas de contração posteroanteriores dos músculos de turgor, de modo que podem ocorrer até três ondas visíveis de contração simultaneamente
- Os músculos locomotores atuam em ciclos sucessivos de desprender as pernas torácicas do substrato, movê-las para frente e prender novamente no substrato.
- Esses ciclos ocorrem juntamente com o inchar, o esvaziar e o movimento para frente das falsas-pernas posteriores.
- Os músculos locomotores atuam em ciclos sucessivos de desprender as pernas torácicas do substrato, movê-las para frente e prender novamente no substrato.
- desenvolvem ondas de contração posteroanteriores dos músculos de turgor, de modo que podem ocorrer até três ondas visíveis de contração simultaneamente
- de corpo mole com esqueleto hidrostático movem-se rastejando.
- adultos
- podem contrair e relaxar pares de músculos agonistas e antagonistas que se prendem na cutícula.
- os insetos têm menos (seis) pernas, que estão localizadas mais ventralmente e mais próximas entre si no tórax, permitindo a concentração dos músculos locomotores (para voar e andar) no tórax, e, dessa maneira, possibilitando mais controle e maior eficiência.
- velocidade baixa a moderada
- ermite um contato contínuo com o chão por intermédio de um tripé formado pelas pernas anteriores e posteriores de um lado, e pela perna do meio do lado oposto, de modo que essa última faz o movimento de empurrar para trás (retração), ao passo que cada perna oposta é movida para frente (protração)
- O centro de gravidade de um inseto que se locomove lentamente sempre está nesse tripé, proporcionando uma grande estabilidade.
- O movimento acontece por meio da ação dos músculos torácicos nas bases das pernas, com a propagação pelos músculos internos por toda a perna, para estendê-la ou flexioná-la.
- A ancoragem ao substrato, necessária para proporcionar uma alavanca para impulsionar o corpo, é feita por meio de garras pontudas e almofadas adesivas (o arólio ou, em moscas e alguns besouros, o pulvilo).
- Garras podem conseguir um ponto de apoio em qualquer pequena rugosidade de uma superfície, e as almofadas de alguns insetos podem aderir a superfícies perfeitamente lisas pela utilização de lubrificantes nas pontas de numerosas cerdas finas e da ação de forças de coesão de moléculas entre as cerdas e o substrato.
- ermite um contato contínuo com o chão por intermédio de um tripé formado pelas pernas anteriores e posteriores de um lado, e pela perna do meio do lado oposto, de modo que essa última faz o movimento de empurrar para trás (retração), ao passo que cada perna oposta é movida para frente (protração)
- locomoção mais rápida
- existem várias alternativas:
- aumentar a frequência de movimentação da perna por meio do encurtamento do período de retração
- aumentar o tamanho do passo
- alterar a triangulação do suporte visando adotar um caminhar quadrúpede (uso de quatro pernas)
- ou até mesmo um caminhar bípede com as pernas posteriores, mantendo as outras pernas acima do substrato
- são muito instáveis e podem, às vezes, não ter nenhuma perna em contato com o substrato.
- Essa instabilidade em alta velocidade aparentemente não causa nenhuma dificuldade para as baratas, as quais, quando filmadas com câmeras de vídeos de alta velocidade, demonstraram manter velocidades de até 1 m/s à medida que estão rodando e girando até 25 vezes por segundo.
- Esse movimento é mantido por meio da informação sensorial recebida por uma das antenas cuja ponta permanece em contato com uma parede experimental fornecida, mesmo quando essa parede tem uma superfície em zigue-zague.
- Essa instabilidade em alta velocidade aparentemente não causa nenhuma dificuldade para as baratas, as quais, quando filmadas com câmeras de vídeos de alta velocidade, demonstraram manter velocidades de até 1 m/s à medida que estão rodando e girando até 25 vezes por segundo.
- existem várias alternativas:
- velocidade baixa a moderada
- pular
- em geral utilizando pernas posteriores modificadas.
- um fêmur posterior alargado apresenta grandes músculos cuja contração lenta produz energia que é armazenada por meio tanto da contorção da junção femorotibial como na esclerotização na forma de mola, por exemplo, o tendão de extensão metatibial.
- ortópteros, besouros-pulga (Chrysomelidae: Alticini) e um certo número de gorgulhos (Curculionidae)
- a energia é produzida por meio do músculo elevador do trocanter quando eleva o fêmur, e é armazenada pela compressão de uma almofada de resilina elástica localizada na coxa.
- pulgas
- Em todos esses saltadores, o relaxamento da tensão ocorre de maneira repentina, resultando em uma propulsão do inseto no ar – normalmente de uma maneira não controlada, mas as pulgas podem chegar até seus hospedeiros por algum controle sobre o seu salto.
- um fêmur posterior alargado apresenta grandes músculos cuja contração lenta produz energia que é armazenada por meio tanto da contorção da junção femorotibial como na esclerotização na forma de mola, por exemplo, o tendão de extensão metatibial.
- Sugere-se que a principal vantagem para os insetos voadores saltadores seja alcançar o ar e permitir a abertura das asas sem danificá-las no substrato ao redor.
- em geral utilizando pernas posteriores modificadas.
- nadar
- o contato com a água é mantido durante a protração
- para avançar, é preciso que o inseto conceda maior impulso para o movimento de remar do que para a braçada de recuperação
- Isso é conseguido pela expansão da área efetiva da perna durante a retração, por meio da extensão de franjas de cerdas e espinhos, que se fecham na perna dobrada durante a braçada de recuperação.
- para avançar, é preciso que o inseto conceda maior impulso para o movimento de remar do que para a braçada de recuperação
- algumas larvas de insetos nadam usando contrações contra o seu esqueleto hidrostático.
- Outros insetos, incluindo muitas ninfas e larvas de tricópteros, podem andar submersos e, em particular em águas rápidas, não nadam rotineiramente.
- A película superficial da água pode sustentar alguns insetos especialistas, a maioria dos quais apresenta cutículas hidrófugas (repelentes à água) ou franjas de cerdas, e alguns, como os gerrídeos, movem-se remando com pernas que têm franjas de cerdas.
- o contato com a água é mantido durante a protração
- larvas
Voar
- O desenvolvimento do voo permitiu aos insetos mobilidade muito maior, a qual facilitou a localização de comida e parceiros sexuais e conferiu um poder de dispersão muito melhor. Principalmente, o voo permitiu a exploração de muitos ambientes novos.
- Os micro-hábitats das plantas, como as flores e a folhagem, são mais acessíveis para insetos alados do que para aqueles que não podem voar.
- Asas totalmente desenvolvidas e funcionais para o voo só ocorrem nos insetos adultos
- embora nas ninfas as asas em desenvolvimento sejam visíveis como brotos alares em todos os instares, exceto no primeiro
- Em geral, dois pares de asas funcionais aparecem em posição dorsolateral, constituindo as asas anteriores no segundo segmento torácico e as asas posteriores no terceiro segmento.
- as forças do peso (gravidade) e do arrasto (resistência do ar ao movimento) devem ser superadas.
- A direção e quaisquer desvios de percurso durante o voo, talvez causados por movimentos do ar, são percebidos pelos insetos predominantemente por seus olhos e suas antenas.
- No entanto, as moscas (Diptera) têm um equipamento sensorial extremamente sofisticado, de modo que suas asas posteriores são modificadas como órgãos de equilíbrio.
- Esses halteres, os quais consistem em uma base, um ramo e uma clava apical arredondada em cada um, batem no mesmo tempo, mas fora de fase, em relação às asas anteriores. A clava, que é mais pesada do que o resto do órgão, tende a manter os halteres batendo em um plano. Quando a mosca modifica a direção, seja voluntariamente ou por outro motivo, o halter é torcido. O ramo, o qual é abundantemente dotado de sensilas, detecta esse movimento, e a mosca pode responder de maneira adequada.
- No entanto, as moscas (Diptera) têm um equipamento sensorial extremamente sofisticado, de modo que suas asas posteriores são modificadas como órgãos de equilíbrio.
- A direção e quaisquer desvios de percurso durante o voo, talvez causados por movimentos do ar, são percebidos pelos insetos predominantemente por seus olhos e suas antenas.
- tipos de voos
- planado
- as asas são mantidas rigidamente distendidas, essas forças são superadas pela utilização de movimentos passivos de ar – conhecidos como vento relativo.
- O inseto alcança maiores alturas ajustando o ângulo da margem anterior (borda de ataque) da asa quando ela está orientada na direção do vento. Na medida em que esse ângulo (o ângulo de ataque) aumenta, a sustentação aumenta até que o estol ocorre, isto é, quando se perde sustentação catastroficamente
- o ângulo de ataque dos insetos pode elevar-se até mais de 30°, até tão alto quanto 50°, proporcionando grande manobrabilidade
- Maior capacidade de atingir melhor sustentação e a redução do arrasto podem ser atribuídas a escamas e cerdas nas asas, os quais afetam os limites da superfície da asa.
- O inseto alcança maiores alturas ajustando o ângulo da margem anterior (borda de ataque) da asa quando ela está orientada na direção do vento. Na medida em que esse ângulo (o ângulo de ataque) aumenta, a sustentação aumenta até que o estol ocorre, isto é, quando se perde sustentação catastroficamente
- as asas são mantidas rigidamente distendidas, essas forças são superadas pela utilização de movimentos passivos de ar – conhecidos como vento relativo.
- batendo asas
- um único batimento compreende três movimentos interligados.
- 1º: um ciclo de movimentos para baixo e para frente, seguido de um movimento para cima e para trás.
- 2º: durante o ciclo, cada asa é girada ao redor de sua base.
- 3º: ocorre na medida em que várias partes da asa flexionam em resposta a variações locais na pressão do ar
- vento relativo é produzido pelo movimento das asas.
- Os insetos voadores fazem ajustes constantes, de modo que, durante um batimento da asa, o ar à frente do inseto é lançado para trás e para baixo, impulsionando o inseto para cima (elevação) e para frente (impulso).
- Na ascensão, o ar emergente é direcionado mais para baixo, reduzindo o impulso, mas aumentando a sustentação. No movimento de virar, a força da asa do lado de dentro da curva é reduzida por meio da diminuição da amplitude do batimento.
- Os insetos voadores fazem ajustes constantes, de modo que, durante um batimento da asa, o ar à frente do inseto é lançado para trás e para baixo, impulsionando o inseto para cima (elevação) e para frente (impulso).
- um único batimento compreende três movimentos interligados.
- planado
- Apesar da elegância e da complexidade de detalhes do voo dos insetos, os mecanismos responsáveis pelo batimento das asas não são excessivamente complicados.
- O tórax dos segmentos que abrigam as asas pode ser considerado como uma caixa com os lados (pleura) e a base (esterno) rigidamente fundidos, e as asas são conectadas no local onde o tergo rígido está fixado à pleura por membranas flexíveis.
- Essa fixação membranosa e a articulação da asa são compostas de resilina, a qual confere a elasticidade crucial à caixa torácica.
- Ao que parece, primitivamente, as quatro asas podem ser controladas de forma independente, com uma pequena variação no tempo e na taxa de batimento, permitindo a alteração na direção do voo.
- Entretanto, uma variação excessiva impede um voo controlado e o batimento de todas as asas é em geral harmonizado, como exemplo, nas borboletas, heterópteros e abelhas, pelo acoplamento das asas anteriores e das asas posteriores, e também por meio de controle neural.
- insetos com baixa frequência de batimento (menor que 100 Hz
- um impulso nervoso para cada batimento é mantido por músculos sincrônicos.
- asas com batimento rápido, as quais podem chegar a frequências de 100 até mais de 1.000 Hz
- seria impossível atingir um impulso por batimento, de modo que músculos assincrônicos são necessários.
- a asa é construída de modo que apenas duas posições são estáveis
- – completamente para cima ou completamente para baixo
- À medida que a asa se move de um extremo ao outro, passa por uma posição intermediária instável.
- Ao passo que a asa passa por esse ponto instável (“clique”), a elasticidade torácica movimenta a asa rapidamente para a posição estável alternativa
- Os insetos que apresentam esse mecanismo assincrônico têm fibrilas peculiares nos músculos de voo com a propriedade de, uma vez que ocorra um relaxamento repentino da tensão muscular, como no ponto de clique, a próxima contração muscular é induzida.
- Dessa maneira, os músculos podem oscilar, contraindo-se a uma frequência muito mais alta do que os impulsos nervosos, os quais precisam ser apenas periódicos para manter o inseto voando.
- a asa é construída de modo que apenas duas posições são estáveis
- seria impossível atingir um impulso por batimento, de modo que músculos assincrônicos são necessários.
- A harmonização do batimento da asa em cada lado é mantida em virtude da rigidez do tórax – à medida que o tergo é achatado ou relaxado, o que acontece com uma asa deve acontecer identicamente com a outra
- No entanto, insetos com músculos indiretos de voo mantêm músculos diretos que são utilizados para fazer ajustes finos na orientação da asa durante o voo.
- insetos com baixa frequência de batimento (menor que 100 Hz
- Entretanto, uma variação excessiva impede um voo controlado e o batimento de todas as asas é em geral harmonizado, como exemplo, nas borboletas, heterópteros e abelhas, pelo acoplamento das asas anteriores e das asas posteriores, e também por meio de controle neural.
- O tórax dos segmentos que abrigam as asas pode ser considerado como uma caixa com os lados (pleura) e a base (esterno) rigidamente fundidos, e as asas são conectadas no local onde o tergo rígido está fixado à pleura por membranas flexíveis.
- dos dois tipos de organização dos músculos responsáveis pelo voo
- Musculatura direta de voo ligada às asas
- produzem a batida da asa para cima por meio da contração de músculos fixados à base da asa, em uma posição mais interna em relação ao ponto de giro (articulação) da asa
- A batida da asa para baixo é produzida pela contração de músculos que se estendem desde o esterno até a base da asa, em posição mais externa que a do ponto de articulação
- produzem a batida da asa para cima por meio da contração de músculos fixados à base da asa, em uma posição mais interna em relação ao ponto de giro (articulação) da asa
- Um sistema indireto no qual não há nenhuma conexão entre a musculatura e a asa, mas, mais propriamente, a ação muscular deforma a caixa torácica para movimentar a asa.
- os músculos indiretos de voo fixam-se ao tergo e ao esterno.
- A contração faz com que o tergo e, com ele, a parte mais basal da asa, seja puxado para baixo. Esse movimento alavanca a parte principal, externa, da asa em uma batida para cima
- A batida para baixo é realizada por meio da contração de um segundo grupo de músculos, os quais se distribuem da região anterior até a região posterior do tórax, deformando, dessa maneira, a caixa e levantando o tergo
- A cada estágio do ciclo, quando os músculos do voo relaxam, a energia é conservada porque a elasticidade do tórax recupera a sua forma
- A contração faz com que o tergo e, com ele, a parte mais basal da asa, seja puxado para baixo. Esse movimento alavanca a parte principal, externa, da asa em uma batida para cima
- os músculos indiretos de voo fixam-se ao tergo e ao esterno.
- Alguns grupos, como Odonata e Blattodea, aparentemente usam musculatura direta de voo em graus variados, embora pelo menos alguns músculos para a recuperação sejam indiretos. Outros grupos de insetos utilizam musculatura indireta para o voo, de modo que a musculatura direta proporciona a orientação da asa em vez da produção de força.
- Musculatura direta de voo ligada às asas
- O início do voo
- as pernas lançando o inseto no ar
- A perda do contato do tarso com o chão causa o disparo neural dos músculos diretos de voo.
- contração de um músculo da perna mediana
- o qual impulsiona a perna para baixo (e a mosca para cima) e simultaneamente puxa o tergo para baixo, para iniciar o voo.
- As pernas também são importantes na aterrissagem porque não há uma freada gradual, o que ocorreria se a mosca desse uma pequena corrida para frente ao pousar – todo o impacto recai nas pernas estendidas, dotadas de almofadas, espinhos e garras para adesão.
- o qual impulsiona a perna para baixo (e a mosca para cima) e simultaneamente puxa o tergo para baixo, para iniciar o voo.
- as pernas lançando o inseto no ar
- O desenvolvimento do voo permitiu aos insetos mobilidade muito maior, a qual facilitou a localização de comida e parceiros sexuais e conferiu um poder de dispersão muito melhor. Principalmente, o voo permitiu a exploração de muitos ambientes novos.
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- Description
- Entomologia Geral (Insetos: Fundamentos da entomologia- Gullan & Craston) Mind Map on Locomoção, created by Mariana Macedo on 25/07/2019.
- Created by
- Mariana Macedo
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