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REMIT/GRANDE QUEIMADO

Mapa mental: Resposta endocrino metabólica imunológica ao trauma
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REMIT/GRANDE QUEIMADO
resposta endocrino metabólica imunológica ao trauma
- capacidade do organismo de responder a agressões (traumas, queimaduras, cirurgias etc)
- diretamente proporcional à extensão da lesão -> agressões intensas e graves desencadeiam uma resposta “maléfica”, que pode levar a vítima ao óbito
- capacidade do organismo de responder a agressões (traumas, queimaduras, cirurgias etc)
classificação
- 1º grau: compromete a epiderme, dor intensa, eritema
- 2º grau superficial: epiderme e derme superficial, eritema e flictenas, dor intensa
- 2º grau profundo: epiderme e derme profunda, flictenas, pele branca, rosada e úmida, dor moderada
- 3º grau: epiderme e derme total, pele nacarada, cinza, seca e vasos observados por transparência, sem dor
- 4º grau: epiderme, derme total e estruturas profundas como tendões e ossos, pele nacarada, cinza, seca e vasos observados por transparência, sem dor
- 3º grau: epiderme e derme total, pele nacarada, cinza, seca e vasos observados por transparência, sem dor
- 2º grau profundo: epiderme e derme profunda, flictenas, pele branca, rosada e úmida, dor moderada
- 2º grau superficial: epiderme e derme superficial, eritema e flictenas, dor intensa
- etiologia
- escaldo: causa mais comum, tende a ser mais grave nas regiões com roupa e com líquidos mais espessos
- chama: 2ª causa mais comum, queimaduras mais profundas
- explosões: apesar de fugazes, atingem temperaturas muito elevadas, causando queimaduras profundas
- contato: contato com metais, plásticos e carvão, tende a ser restrito a pequenas áreas, mas profundas
- elétricas: apesar de a aparência da lesão da pele parecer restrita, há grande destruição das estruturas abaixo (obs.: arritmias cardíacas, acidose)
- químicas: causadas mais frequentemente por ácidos ou álcalis em acidentes de trabalho, lesões progressivas
- elétricas: apesar de a aparência da lesão da pele parecer restrita, há grande destruição das estruturas abaixo (obs.: arritmias cardíacas, acidose)
- contato: contato com metais, plásticos e carvão, tende a ser restrito a pequenas áreas, mas profundas
- explosões: apesar de fugazes, atingem temperaturas muito elevadas, causando queimaduras profundas
- chama: 2ª causa mais comum, queimaduras mais profundas
- escaldo: causa mais comum, tende a ser mais grave nas regiões com roupa e com líquidos mais espessos
- 1º grau: compromete a epiderme, dor intensa, eritema
fisiopatologia
- mobilização para oferta de glicose á área lesada
- glicogenólise hepática -> glicogênio totalmente consumido nas primeiras 12-24hs
- após o fim das reservas, inicia-se a gliconeogênese através da lipólise e proteólise
- eixo hipotálamo-hipófise
- após receber os estímulos, o SNC sensibiliza o hipotálamo a produzir hormônio liberador de corticotrofina, que estimula a hipófise a produzir ACTH
- ATCH age nas adrenais, que produzem cortisol, elemento fundamental no trauma
- ações: promove intenso catabolismo tecidual
- mobiliza AA dos músculos -> substrato p/ gliconeogênese, cicatrização e produção hepática de proteínas de fase aguda
- lipólise: facilita a ação das catecolaminas, fornece substrato pra gliconeogênese
- mobiliza AA dos músculos -> substrato p/ gliconeogênese, cicatrização e produção hepática de proteínas de fase aguda
- adrenais também liberam catecolaminas (adrenalina) -> função de preservar a perfusão sanguínea -> proteção a perdas volêmicas
- vasoconstricção, taquicardia, broncodilatação, taquipneia, atonia intestinal, relaxamento esfincteriano, atonia intestinal
- ADH também é liberado pela hipófise devido à perda de volemia e outros estímulos
- reabsorção de água nos túbulos renais -> oligúria e edemas
- aldosterona: liberada por ação da angiotensina II -> excreta potássio e H+ e reabsorve sódio
- hipernatremia, hipopotassemia, alcalose
- balanço nitrogenado negativo
- na proteólise, os aminoácidos são desaminados e utilizados pelo fígado para gliconeogênese -> o grupamento amino (nitrogênio) é excretado na urina
- mais proteínas estão sendo consumidas do que sintetizadas
- ações: promove intenso catabolismo tecidual
- ATCH age nas adrenais, que produzem cortisol, elemento fundamental no trauma
- após receber os estímulos, o SNC sensibiliza o hipotálamo a produzir hormônio liberador de corticotrofina, que estimula a hipófise a produzir ACTH
- glicogenólise hepática -> glicogênio totalmente consumido nas primeiras 12-24hs
- além da resposta endócrina, há também a resposta imunológica
- ela visa limitar o dano tecidual e combater micro-organismos
- ações de citocinas inflamatórias modulam a resposta imunológica: IL-1, IL-2, TNF-alfa
- agem também estimulando lipólise, proteólise, cicatrização tecidual e outras ações sistêmicas, como febre (IL-2 e PGE2), anorexia, emagrecimento, hipermetabolismo
- nas respostas ao trauma e sepse, por ex., citocinas agem diminuindo a expressão de receptores que sinalizam apoptose, aumentando a sobrevida das células inflamatórias -> resposta mais prolongada
- o paciente queimado pode apresentar déficit transitório na imunidade celular -> níveis de IL-2 se encontram deprimidos
- também apresenta alterações na resposta humoral, com diminuição da produção de imunoglobulinas
- o paciente queimado pode apresentar déficit transitório na imunidade celular -> níveis de IL-2 se encontram deprimidos
- nas respostas ao trauma e sepse, por ex., citocinas agem diminuindo a expressão de receptores que sinalizam apoptose, aumentando a sobrevida das células inflamatórias -> resposta mais prolongada
- agem também estimulando lipólise, proteólise, cicatrização tecidual e outras ações sistêmicas, como febre (IL-2 e PGE2), anorexia, emagrecimento, hipermetabolismo
- ações de citocinas inflamatórias modulam a resposta imunológica: IL-1, IL-2, TNF-alfa
- ela visa limitar o dano tecidual e combater micro-organismos
- queimadura
- ao redor da lesão, existe uma zona de isquemia cuja vasculatura está comprometida
- edema extenso, hipóxia e infecções podem converter essa área em tecido morto
- zona de isquemia é circundada por tecido inflamatório (zona de hiperemia) -> citocinas, tromboxano, radicais livres, histamina
- perda de fluidos ricos em proteínas do intravascular em direção ao extravascular
- fase ebb (antes da ressuscitação volêmica): estado hipodinâmico; seguida de fase flow (após): e. hiperdinâmico e franco catabolismo
- fase flow: hipermetabolismo causado por perda evaporativa de água, ansiedade, catecolaminas, cortisol, citocinas, prostaglandinas, infecções, terapia nutricional tardia
- pico de demanda energética está por volta do 10º dia de queimadura e retorna gradativamente ao normal com a reepitelização e enxertia (caso não haja complicações)
- fase flow: hipermetabolismo causado por perda evaporativa de água, ansiedade, catecolaminas, cortisol, citocinas, prostaglandinas, infecções, terapia nutricional tardia
- fase ebb (antes da ressuscitação volêmica): estado hipodinâmico; seguida de fase flow (após): e. hiperdinâmico e franco catabolismo
- perda de fluidos ricos em proteínas do intravascular em direção ao extravascular
- zona de isquemia é circundada por tecido inflamatório (zona de hiperemia) -> citocinas, tromboxano, radicais livres, histamina
- edema extenso, hipóxia e infecções podem converter essa área em tecido morto
- ao redor da lesão, existe uma zona de isquemia cuja vasculatura está comprometida
- mobilização para oferta de glicose á área lesada
conduta
- primeiro atendimento
- interromper o processo de queimadura
- controle de vias aéreas -> checar condições de IOT (inconscientes, lesões no pescoço e face, etc)
- irrigação da área queimada deve ser feita com água a temperatura ambiente (ATLS 20ªed)
- cobrir o paciente com lenções limpos e secos p/ evitar hipotermia
- acesso venoso calibroso (pref. MMSS) -> em caso de lesão muito extensa, a punção sobre a queimadura é permitida
- sonda vesical de demora p/ controle de diurese p/ queimaduras acima de 20% em adultos e 10% em crianças
- exceto em queimaduras de 1º grau, todos com > 20% de SCQ devem receber repos. volêmica assim que possível
- ringer lactato; fórmula: peso estimado do paciente (kg) x SCQ estimada/8, por hora
- exceto em queimaduras de 1º grau, todos com > 20% de SCQ devem receber repos. volêmica assim que possível
- cálculo de SCQ -> regra dos 9
- sonda vesical de demora p/ controle de diurese p/ queimaduras acima de 20% em adultos e 10% em crianças
- acesso venoso calibroso (pref. MMSS) -> em caso de lesão muito extensa, a punção sobre a queimadura é permitida
- cobrir o paciente com lenções limpos e secos p/ evitar hipotermia
- irrigação da área queimada deve ser feita com água a temperatura ambiente (ATLS 20ªed)
- controle de vias aéreas -> checar condições de IOT (inconscientes, lesões no pescoço e face, etc)
- interromper o processo de queimadura
- principalmente em queimaduras de segundo grau, fazer controle da dor: morfina em doses intravenosas de 2 a 5 mg até o alívio sintomático (observar PA)
- nas de terceiro grau (ansiedade>dor) está indicado o uso de benzodiazepínicos
- dose de reforço do toxoide tetânico (0,5 ml) deve ser aplicada em todos os pacientes com área queimada superior a 10%
- descompressão gástrica é recomendada para o transporte devido ao íleo paralítico
- fórmula de parkland: o volume a ser administrado nas primeiras 24 horas corresponde a 4 ml por kg de peso vezes SCQ
- 1/2 deste valor será administrada em 8hs, 25% nas 8hs seguintes e 25% nas últimas 8hs
- após 24hs nesse esquema, paciente já pode receber coloides
- albumina: dose de 250 ml para cada 10% de SCQ acima dos primeiros 20%
- monitorar rep. volêmica intensamente nos 2 primeiros dias -> sempre analisar diurese (deve ser de 0,5 a 1 ml/kg/h)
- cuidados com as lesões
- desbridamento com retirada de corpos estranhos e tecidos desvitalizados e a limpeza da ferida (água e clorexidina degermante a 2%)
- literatura conflitante quanto à remoção de bolhas (ATLS não recomenda)
- curativo oclusivo deve ser aplicado como tratamento inicial -> trocado 2x por dia
- os antimicrobianos tópicos podem ser o acetato de mafenida a 5%, o nitrato de prata a 0,5% ou a sulfadiazina de prata a 1% e o nitrato de cério a 0,4%
- curativo oclusivo deve ser aplicado como tratamento inicial -> trocado 2x por dia
- literatura conflitante quanto à remoção de bolhas (ATLS não recomenda)
- desbridamento com retirada de corpos estranhos e tecidos desvitalizados e a limpeza da ferida (água e clorexidina degermante a 2%)
- cuidados com as lesões
- monitorar rep. volêmica intensamente nos 2 primeiros dias -> sempre analisar diurese (deve ser de 0,5 a 1 ml/kg/h)
- albumina: dose de 250 ml para cada 10% de SCQ acima dos primeiros 20%
- após 24hs nesse esquema, paciente já pode receber coloides
- 1/2 deste valor será administrada em 8hs, 25% nas 8hs seguintes e 25% nas últimas 8hs
- fórmula de parkland: o volume a ser administrado nas primeiras 24 horas corresponde a 4 ml por kg de peso vezes SCQ
- descompressão gástrica é recomendada para o transporte devido ao íleo paralítico
- dose de reforço do toxoide tetânico (0,5 ml) deve ser aplicada em todos os pacientes com área queimada superior a 10%
- nas de terceiro grau (ansiedade>dor) está indicado o uso de benzodiazepínicos
- terapia nutricional*
- primeiro atendimento
complicações
- as principais são infecção e sepse
- condições favoráveis à instalação de processos infecciosos
- perda da integridade cutânea, imunodepressão, predisposição à translocação bacteriana a partir do trato digestivo e presença de dispositivos invasivos
- os atbs profiláticos não devem ser recomendados rotineiramente porque promovem pressão seletiva da flora com o surgimento de bactérias multirresistentes
- antibioticoprofilaxia deve ser prescrita em casos de desbridamento e enxertia, no período perioperatório, não devendo ser utilizada por mais de 24 horas
- principais evidências: evolução de área de queimadura de segundo grau para necrose de toda a espessura da derme; surgimento de focos de hemorragia, escuros ou negros; (3) aparecimento de lesões sépticas na pele íntegra em torno da queimadura (ectima gangrenoso e celulite)
- ficar atento a outros focos infecciosos (pneumonia, sinusite, sepse por cateteres)
- lesão pulmonar por inalação
- suspeitar: queimaduras em cabeça e pescoço, chamuscamento das vibrissas nasais, hiperemia da orofaringe, tosse com escarro carbonáceo, rouquidão, sibilos, broncorreia e hipoxemia sem causa aparente
- complicações gastrointestinais
- íleo adinâmico, ulceração aguda do estômago e duodeno (úlcera de curling) e síndrome de olgivie (pseudo-obstrução colônica)
- úlcera de Marjolin é um carcinoma de células escamosas que ocorre na cicatriz da queimadura, complicação desenvolvida muitos anos após a fase aguda
- íleo adinâmico, ulceração aguda do estômago e duodeno (úlcera de curling) e síndrome de olgivie (pseudo-obstrução colônica)
- complicações gastrointestinais
- suspeitar: queimaduras em cabeça e pescoço, chamuscamento das vibrissas nasais, hiperemia da orofaringe, tosse com escarro carbonáceo, rouquidão, sibilos, broncorreia e hipoxemia sem causa aparente
- lesão pulmonar por inalação
- ficar atento a outros focos infecciosos (pneumonia, sinusite, sepse por cateteres)
- principais evidências: evolução de área de queimadura de segundo grau para necrose de toda a espessura da derme; surgimento de focos de hemorragia, escuros ou negros; (3) aparecimento de lesões sépticas na pele íntegra em torno da queimadura (ectima gangrenoso e celulite)
- antibioticoprofilaxia deve ser prescrita em casos de desbridamento e enxertia, no período perioperatório, não devendo ser utilizada por mais de 24 horas
- os atbs profiláticos não devem ser recomendados rotineiramente porque promovem pressão seletiva da flora com o surgimento de bactérias multirresistentes
- perda da integridade cutânea, imunodepressão, predisposição à translocação bacteriana a partir do trato digestivo e presença de dispositivos invasivos
- condições favoráveis à instalação de processos infecciosos
- as principais são infecção e sepse
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- Description
- Mind Map on REMIT/GRANDE QUEIMADO, created by Luiza Braga on 11/03/2020.
- Created by
- Luiza Braga
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